segunda-feira, 11 de abril de 2011

Aluna evangélica vítima do assassino de Realengo é enterrada em meio a louvores e orações

Ao som de louveres evangélicos, foi enterrado no final da manhã desta sexta-feira (8) o corpo da adolescente Larissa Santos Atanásio, de 13 anos, no cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, na zona oeste do Rio de Janeiro. Ela é uma das vitimas do atirador Wellington Oliveira, que ontem invadiu a Escola Municipal Tasso de Oliveira, em Realengo, também na zona oeste e atirou contra os alunos.




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Durante o sepultamento, o clima foi de muita tristeza e consternação.



O irmão mais velho de Larissa, Felipe Atanásio, fez uma oração levando os familiares e amigos às lágrimas. “Assim que a minha irmã foi batizada ela virou uma militar. Não do Exército, da Aeronáutica e da Marinha e sim de Cristo. Agora ela vai para as fileiras celestiais e vai subir de patente”, disse o jovem, que segue, assim como a família, a religião Presbiteriana.



Amigos cantaram um trecho do hino do Vasco da Gama, clube de futebol que ela torcia. Uma carta da avó, que estava muito emocionada, também foi lida.



Alguns lembraram dos sonhos da jovem. “Ela era sempre muito alegre e amiga. Conversava sempre com todo mundo. Tirava boas notas e queria seguir o sonho de ser modelo”, disse chorando Jéssica Ferreira, de 15 anos, amiga de infância da vitima.



“A Larissa já tinha até iniciado o curso para seguir a profissão e fez alguns desfiles”, completou outra amiga da vítima Daniela Barbosa.



Em meio a tanta tristeza, o prefeito da cidade do Rio de Janeiro, Eduardo Paes, esteve rapidamente no cemitério para dar os pêsames aos parentes das vítimas que serão sepultados no local, mas não falou com a imprensa.



Enterros no mesmo horário



Também foram enterrados os corpos de outras duas estudantes no mesmo cemitério, por volta do meio-dia. No sepultamnto da jovem Luiza Paula da Silveira, de 14 anos, amigos cantaram a música preferida da menina, ‘Quando chuvar passar’, da cantora Ivete Sangalo. Eles carregavam um cartaz no qual estava escrito “Você deixou tudo com a sua cara só para deixar tudo com cara de saudade”. A mãe da jovem passou mal e foi amparada por bombeiros. Todos vestiam uma camisa com uma foto de Luiza.



“A gente brincava muito. Ela era muito carinhosa e me chamava de feia e eu a chamava de bonita. Minha amiga não merecia isso”, disse Gabriela Leoni, amiga de infância. A jovem iria fazer 15 anos em breve e, segundo amigos, estava animada para a festa. “O pai já tinha pago tudo e ela iria escolher o vestido na próxima semana”, contou Jéssica Lauane.



Cartazes com mensagens de saudades também foram levados ao sepultamento de Karine Lorrayne, de 14 anos. Ela treinava para ser atleta de salto a distância e fazia parte de um projeto para jovens da polícia militar.



O sepultamento de Rafael Pereira da Silva, também de 14 anos, ocorreu logo depois. A cerimônia foi rápida e em silêncio. Os pais e irmãos, muito emocionados, choraram bastante e não falaram com a imprensa.



Os corpos de Laryssa Silva Martins, de 13 anos; Mariana Rocha de Souza, de 12 anos; e de Milena Nascimento foram sepultados no Cemitério do Murundu, em Padre Miguel, na zona oeste, às 11h. No momento desses enterros, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoo o local e realizou homenagem às vítimas jogando pétalas de rosas. À tarde, estão previstos os enterros das outras cinco vítimas fatais.



No sepultamento de Igor Moraes da Silva, de 13 anos, um helicóptero da Polícia Civil sobrevoou o cemitério Jardim da Saudade, em Sulacap, e atirou pétalas de rosas. A cerimônia contou com a presença do presidente do Vasco, Roberto Dinamite, que foi prestar homenagem ao garoto que era aluno de sua escolinha de futebol.



Amigo de Igor Douglas Ramaro lembrou do último presente que o jovem ganhou: uma chuteira nova.



“Ele era muito amigo e calmo. Não brigava com ninguém. Um dia antes de morrer, ele ganhou uma chuteira nova. Estava todo feliz por causa disso”, disse



Avó de consideração do menino, Dalva de Oliveira falou das principais qualidades de Igor.



“Ele era um menino muito inteligente. No dia que morreu, acordou cedo para ir para a escola. Estava animado com a vida e acabou morrendo. Eu o incentivava muito para estudar”, afirmou.



Fonte: Ig/ GNOTICIAS

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