quarta-feira, 22 de setembro de 2010

Suposta afirmação da candidata Dilma Rousseff sobre estar acima de Cristo é falsa

No começo da semana várias pessoas (em maioria evangelicas) receberam um email dizendo que a candidata a presidente Dilma Rousseff teria afirmado, quando perguntada sobre as Eleições 2010, que “nem mesmo Cristo querendo me tira essa vitória”.

Embora muitas pessoas tenham acreditado no spam e se revoltado imediatamente, este não é verdadeiro. A candidata do PT a Presidência da República jamais disse tal frase. Vários sites e portais do meio gospel publicaram o email sem verificar fonte ou veracidade do fato e assim disseminando ainda mais a mentira. E-mails com lendas e boatos são comuns na internet a muitos anos, porém novas histórias sempre surgem em anos de eleição.

O email também passa dados equivocados sobre pesquisas de intenção de voto e sugere, mesmo que discretamente, que o candidato da oposição, José Serra, é a alternativa melhor para se votar. No fim do texto ainda é afirmado que até o Papa se pronunciou sobre a suposta frase, fato que também é mentira.

Ironicamente, pouco depois da disseminação do email o candidato da oposição ao governo do Distrito Federal, Joaquim Roriz, foi a público comentar sobre a suposta frase de Dilma: “Me desculpe a quem está vestido de vermelho, mas sou obrigado a dizer que quem tem o comportamento de encardido pode estuprar, roubar, invadir, matar, fazer tudo. Eles acham que são superiores a Deus. Eles podem denunciar e são traidores”. O candidato vem fazendo uma campanha efusivamente ofensiva contra Dilma Rousseff e todo o PT durante esses tempos de eleição.

Os spams foram lançados logo depois da explosão na internet do pedido do Pastor Piragibe e do Pastor Silas Malafaia para que os cristãos não votassem no PT pelo fato do partido ser a favor do aborto, do homossexualismo e punir seus candidatos que votam contra essas bandeiras.

Especialista acreditam que esse seja apenas mais uma jogada da oposição e/ou simpatizantes para derrubar a candidata Dilma nas pesquisas.

Outras frases de Lula e Dilma

Apesar de Dilma não ter afirmado estar acima de Cristo, a candidata e seu principal cabo-eleitoral, o Presidente Lula, são famosos por outras frases polêmicas e controversas sobre o Cristianismo.

Em certa oportunidade Lula afirmou que se não fosse por Dilma Rousseff, seu corpo estaria mais arrebentado que o de Jesus. Já em outra oportunidade a candidata petista usou a Bíblia para falar de seus planos de governo e afirmou que “o povo evangélico é o povo de Lula”. Em campanha, o Presidente também chegou a afirmar que nas cidades era melhor ter cinemas do que igrejas. Em um evento internacional, um grande amigo de Lula e Dilma, o presidente venezuelano Hugo Chaves afirmou que “Lula é como Jesus Cristo por trazer boas notícias para seu país”. Em discurso, Lula também afirmou que “no Brasil, Jesus teria que fazer aliança com Judas“, entre outras frases que geraram revolta entre os Cristãos brasileiros.

Alheia a tudo isso, a candidata evangélica Marina Silva tem entre suas frases mais famosas um pedido de paz e fim da guerra e ofensas entre os candidatos: “O mesmo Deus que me ama, ama Dilma, ama Serra”.

Fonte: Gospel+

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Ex-candidata a vice do governo dos EUA incentiva seus admiradores a crerem que ela é “a nova Esther”


Um email obtido com exclusividade pela revista Vanity Fair sugere que admiradores veem a ex-governadora do Alasca e ex-candidata à vice-presidência dos Estados Unidos, Sarah Palin, como uma versão moderna de uma personagem bíblica: a Rainha Esther, heroína de umlivro da Bíblia.

Palin parece incentivar a comparação e pode ter sido a primeira a ter a ideia de que poderia ser uma nova Esther. Logo após ser eleita governadora em 2006, ela teria perguntado a um dos seus pastores um exemplo de liderança bíblica que poderia imitar.

O email, escrito pelo pastor de direita e ativista político Lou Engle, oferece evidência da seriedade de Palin e seus assessores quanto a esta analogia. Engle, que tem coordenado a oração e o jejum generalizados para protestar contra a reforma da saúde e o casamento entre pessoas do mesmo sexo, enviou o email para Palin como uma exortação de última hora, pouco antes de ela subir ao palco para o debate contra o vice-presidente Joseph Biden, em 02 de outubro de 2008. A mensagem foi encaminhada a Palin pelos seus assessores e sinalizada como urgente, o que sugere que eles sabiam que Palin iria querer vê-la.

A mensagem refere-se ao aborto legalizado como um holocausto, e diz que, assim como Esther, Sarah pode não ter experiência, mas possui caráter e integridade. “Sarah, eu poderia estar errado, mas eu estive rezando por cinco anos para uma Esther, com sonhos de ser um Mardoqueu à Esther. Hoje à noite não tenha vergonha de defender a vida dos fetos e de todas as mulheres feridas que já passaram por este holocausto”, disse o pastor.

Fonte: Terra / Gospel+ Via: O Verbo

Teólogo brasileiro critica a “nova” Igreja Católica e Padres famosos: “Eles são animadores de auditório”


O teólogo Leonardo Boff é um dos maiores críticos brasileiros ao comportamento recente da Igreja Católica. Expoente da Teologia da Libertação, foi expulso da Igreja nos anos 80, por criticar sistematicamente a hierarquia da religião. Doutor em Filosofia e Teologia pela Universidade de Munique, Boff falou a ÉPOCA sobre os principais motivos da grande perda de fiéis da Igreja Católica para as evangélicas e pentecostais no Brasil e fez críticas ao movimento carismático, comandado pelos padres Marcelo Rossi e Fábio de Melo. “Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan”.

ÉPOCA – O Papa Bento XVI reconheceu, no último dia 10, a enorme perda de fiéis da Igreja Católica no Brasil e a rápida expansão das evangélicas e pentecostais. A que se deve isso? Leonardo Boff - São três causas. Primeiro, a Igreja não consegue ter padres suficientes pra atender fiéis, por causa do celibato. São 17 mil, e teriam de ser uns 120 mil. As pentecostais ocupam esse vazio. Elas vão ao encontro das demandas do povo. O povo não é dogmático, vai pro centro espírita, vai pra macumba… Em segundo lugar, a grande desmoralização que a igreja sofreu com os padres pedófilos. É a maior crise desde a Reforma Protestante. É uma crise grave, porque se desmoralizou e perdeu o conteúdo ético. A maneira como o Vaticano se comportou foi desastrosa. Tentou encobrir e depois disse que era um complô internacional. Só quando começaram a aparecer muitos casos que o papa disse que tinha que punir. Mas, mesmo assim, não mostrou solidariedade com as vítimas e nem como mudar isso. Só pensa na Igreja. Em terceiro lugar, o fato de a Igreja ter uma visão muito abstrata da realidade. Uma linguagem que o povo não entende direito.
ÉPOCA – O senhor acredita que nas últimas décadas houve um retrocesso na modernização da Igreja Católica? Boff - João Paulo II e Bento XVI abortaram as inovações de João Paulo I e afastaram a Igreja do mundo. A Igreja não tem dialogo com as outras igrejas. Falta uma reconciliação com o mundo moderno. Desde o século XVI que a Igreja vive em briga com ele. A igreja se abriu a isso e João Paulo II, com sua visão medieval, abortou tudo isso. A Igreja não tem mais poder político. Só tem poder moral. Reforçou a estrutura hierárquica tradicional. Marginaliza mulheres, e os fiéis têm a representatividade de garis. A igreja dos anos 60 aos 80, quando surgiram a Teologia da Libertação e os movimentos de base, foi abortada. Isso tornou a igreja antipática.
ÉPOCA – O que os católicos encontram nas outras igrejas que não encontram na Católica? Boff - O povo quer uma mensagem compreensível e simples. As evangélicas utilizam os instrumentos do mercado e são muito calcadas em cima da prosperidade. Há uma grande manipulação das expectativas e do sentimento religioso do povo. Mas, ao mesmo tempo, elas são formas de ordenar a sociedade. Muitas famílias que viviam nas drogas e na bebedeira se estruturaram, se inseriram na sociedade. Fator de ordem.
ÉPOCA – Bento XVI disse que os padres não estão evangelizando suficientemente os fiéis e que as pessoas se tornam influenciáveis e com uma fé frágil. O senhor concorda? Boff - O problema não é evangelizar. É a maneira como se faz. O catecismo e outros símbolos imutáveis são engessados, não falam no fundo das pessoas. É um cristianismo fúnebre. O padre Marcelo Rossi está imitando as pentecostais. Há um vazio de evangelização, é a relação pessoa e Deus. É melhor escutar o padre Rossi do que escutar a Xuxa, mas é a mesma coisa. Eles são animadores de auditório. Isso não leva ninguém à transformação. É um Lexotan. Depois volta a lógica dura da vida. É uma evangelização desgarrada da vida concreta.
ÉPOCA – O papa já se mostrou não ser muito favorável aos líderes mais carismáticos, como Marcelo Rossi e Fábio de Melo. Isso não complica as coisas? Boff - O Vaticano e os bispos não gostam de ter sombra ao lado deles. E Roma não gosta disso. Por isso quer enquadrá-los. Eles são modernos e mercadológicos. Por outro lado, não levam as pessoas a refletirem sobre os problemas do mundo. O padre Rossi nunca fala dos desempregados e da fome. Só convida a dançar. Ele louva as rosas, mas esquece o jardineiro que as rega.
ÉPOCA – Qual seria a melhor forma de atrair quem anda distante da Igreja Católica? Boff - A melhor forma é aquilo que a Igreja da Libertação faz desde os anos 70. Reunir cristãos pra confrontar a página da Bíblia com a da vida. Uma evangelização ligada ao cotidiano e às culturas locais. Uma coisa no Nordeste, outra na Coreia. Essa visão proselitista é ofensiva à liberdade humana.
ÉPOCA – Essa tendência de crescimento das outras igrejas se reflete em outros países tradicionalmente católicos. Ela é universal? Boff - É um fenômeno mundial chamado imigração interna do cristianismo. Muitos cristãos da Europa que estudaram estão migrando de igreja. Não aceitam esse tipo de igreja. O cristianismo na Europa é agônico. A Alemanha, por exemplo, que tem o imposto religioso, o destina para a luta contra a aids. É outra visão. Tanto que a maior religião do mundo já é a mulçumana, que cresce muito na África. É simples. Não tem padre, nem bispo. Atrai muito mais as pessoas.
Fonte: Época / Gospel+

Ateus processam Band e Datena por expressão sobre Deus


Um comentário está causando dor de cabeça à Band e a José Luiz Datena. A emissora e o apresentador estão sendo processados por preconceito contra ateus (aqueles que não creem em Deus ou em deuses), desde que, ao exibir um crime no “Brasil Urgente”, Datena falou que a ação representava “falta de Deus no coração”, entre outras afirmações.

De acordo com a coluna “Zapping”, do jornal Agora São Paulo, o processo corre no Fórum de Taubaté e no Tribunal de Justiça da Paraíba.

Em entrevista à coluna, Datena falou sobre a situação: “Não tenho nada contra pessoas que não acreditam em Deus. Eu acredito e com ele vou até o inferno”, disse. “Estão me pegando pela palavra. Logo agora que estou mais calmo”, completou o apresentador.

No site da Associação Brasileira dos Ateus e Agnósticos (Atea), os associados são instruídos a entrarem na Justiça. O processo pede uma “indenização baseada nos lucros presumíveis do programa” durante o tempo que ocorreu a ação, referente a cerca de 200 salários mínimos.

Fonte: A Tarde / Gospel+ Via: Notícias Cristãs

Aliança de Batistas afirma ser ecumênica e contra as criticas ao PT feitas por Pastor Batista e Silas Malafaia


Em comunicado oficial enviado a toda imprensa a Aliança de Batistas do Brasil se afirmou contra a postura do pastor batista Piragibe em pedir que os evangélicos votem contra o PT pelo fato do partido ser a favor do aborto entre outras posições diferentes as da maioria das igrejas evangélicas mundiais. Piragibe recebeu, além do apoio do Pastor Silas Malafaia, uma enxurrada de críticas e ameaças vindo dos membros do Partido dos Trabalhadores.

No comunicado oficial, a entidade reforçou sua posição a favor da livre escolha das pessoas com relação a seus candidatos e reafirmou ser, apesar de voltada aos batistas, uma entidade ecumênica. A Aliança de Batistas do Brasil classificou a opinião do Pastor Piragibe e de Silas Malafaia como um ato de “demonização do PT” e encerrou comparando o ato com a inquisição.

Abaixo você confere o comunicado na integra:

A Aliança de Batistas do Brasil vem, por meio deste documento, reafirmar o compromisso histórico dos batistas, em todo o mundo, com a liberdade de consciência em matéria de religião, política e cidadania. A paixão pela liberdade faz com que, como batistas, sejamos um povo marcado pela pluralidade teológica, eclesiológica e ideológica, sem prejuízo de nossa identidade. Dessa forma, ninguém pode se sentir autorizado a falar como “a voz batista”, a menos que isso lhe seja facultado pelos meios burocráticos e democráticos de nossa engrenagem denominacional.

Em nome da liberdade e da pluralidade batistas, portanto, a Aliança de Batistas do Brasil torna pública sua repulsa a toda estratégia político-religiosa de “demonização do Partido dos Trabalhadores do Brasil” (doravante PT). Nesse sentido, a intenção do presente documento é deixar claro à sociedade brasileira duas coisas: (1) mostrar que tais discursos de demonização do PT não representam o que se poderia conceber como o pensamento dos batistas brasileiros, mas somente um posicionamento muito pontual e situado; (2) e tornar notório que, como batistas brasileiros, as ideias aqui defendidas são tão batistas quanto as que estão sendo relativizadas.

1. A Aliança de Batistas do Brasil é uma entidade ecumênica e dedicada, entre outras tarefas, ao diálogo constante com irmãos e irmãs de outras tradições cristãs e religiosas. Compreendemos que tal posicionamento não fere nossa identidade. Do contrário, reafirma-a enquanto membro do Corpo de Cristo, misteriosamente Uno e Diverso. Assim, consideramos vergonhoso que pastores e igrejas batistas histórica e tradicionalmente anticatólicos, além de serem caracterizados por práticas proselitistas frente a irmãos e irmãs de outras tradições religiosas de nosso país, professem no presente momento a participação em coalizões religiosas de composição profundamente suspeita do ponto de vista moral, cujos fins dizem respeito ao destino político do Brasil. Vigoraria aí o princípio apontado por Rubem Alves (1987, p. 27-28) de que “em tempos difíceis os inimigos fazem as pazes”? Com o exposto, desejamos fazer notória a separação entre os interesses ideológicos de tais coalizões e os valores radicados no Evangelho. Por não representarem a prática cotidiana de grande fração de pastores e igrejas batistas brasileiras, tais coalizões deixam claro sua intenção e seu fundo ideológico, porém, bem pouco evangélico. Logrado o êxito buscado, as igrejas e os pastores batistas comprometidos com as coalizões “antipetistas” dariam continuidade à prática ecumênica e ao diálogo fraterno com a Igreja Católica, assim como com as demais denominações evangélicas e tradições religiosas brasileiras? Ou logrado o êxito perseguido, tais igrejas e pastores retornariam à postura de gueto e proselitismo que lhes marcam histórica e tradicionalmente?

2. Como entidade preocupada e atuante em face da injustiça social que campeia em nosso país desde seu “descobrimento”, a Aliança de Batistas do Brasil sente-se na obrigação de contradizer o discurso que atribui ao PT a emergente “legalização da iniquidade”. Consideramos muito estranho que discursos como esse tenham aparecido somente agora, 30 anos depois de posicionamentos silenciosos e marcados por uma profunda e vergonhosa omissão diante da opressão e da violência a liberdades civis, sobretudo durante a ditadura militar (1964-1985). Estranhamos ainda que tais discursos se irmanem com grupos e figuras do universo político-evangélico maculadas pelo dinheiro na cueca em Brasília, além da fatídica oração ao “Senhor” (Mamon?). Estranhamos ainda que tais discursos não denunciem a fome, o acúmulo de riqueza e de terras no Brasil (cf. Isaías 5,8), a pedofilia no meio católico e entre pastores protestantes, como iniquidades há tempos institucionalizadas entre nós. Estranhamos ainda que tais discursos somente agora notem a possibilidade da legalização da iniquidade nas instituições governamentais, e faça vistas grossas para a fatídica política neoliberal de FHC, além da compra do congresso para aprovar a reeleição. Estranhamos que tais discursos não considerem nossos códigos penal e tributário como iniquidades institucionalizadas. Os exemplos de como a iniquidade está radicalmente institucionalizada entre nós são tantos que seriam extenuantes. Certamente para quem se domesticou a ver nas injustiças sociais de nosso Brasil um fato “natural”, ou mesmo como a “vontade de Deus”, nada do mencionado antes parece ser iníquo. Infelizmente!

3. Como entidade identificada com o rigor da crítica e da autocrítica, desejamos expressar nosso descontentamento com a manipulação de imagens e de informações retalhadas, organizadas como apelo emocional e ideológico que mais falseia a realidade do que a apreende ou a esclarece. Textos, vídeos, e outros recursos de comunicação de massa, devem ser criteriosamente avaliados. Os discursos difamatórios tais como os que se dirigem agora contra o PT quase sempre se caracterizam por exemplos isolados recortados da realidade. Quase sempre, tais exemplos não são representativos da totalidade dos grupos e das ideologias envolvidas. Dito de forma simples: uma das armas prediletas da difamação é a manipulação, que se dá quase sempre pelo uso de falas e declarações retiradas do contexto maior de onde foram emitidas. Em lugar de estratégias como essas, que consideramos como atentados à ética e à inteligência das pessoas, gostaríamos de instigar aos pastores, igrejas, demais grupos eclesiásticos e civis, o debate franco e aberto, marcado pelo respeito e pela honestidade, mesmo que resultem em divergências de pensamento entre os participantes.

4. A Aliança de Batistas de Brasil é uma entidade identificada com a promoção e a defesa da vidapara toda a sociedade humana e para o planeta. Mas consideramos também que é um perigo quando o discurso de defesa da vida toma carona em rancores de ordem política e ideológica. Consideramos, além disso, como uma conquista inegociável a laicidade de nosso estado. Por isso, desconfiamos de todo discurso e de todo projeto que visa (re)unir certas visões religiosas com as leis que regem nossa sociedade. A laicidade do estado, enquanto conquista histórica, deve permanecer como meio de evitar que certas influências religiosas usurpem o privilégio perante o estado, e promova assim a segregação de confissões religiosas diferentes. É mister recordar uma afirmação de um dos grandes referenciais teológicos entre os batistas brasileiros, atualmente esquecido: “Os batistas crêem na liberdade religiosa para si próprios. Mas eles crêem também na igualdade de todos os homens. Para eles, isso não é um direito; é uma paixão. Embora não tenhamos nenhuma simpatia pelo ateísmo, agnosticismo ou materialismo, nós defendemos a liberdade do ateu, do agnóstico e do materialista em suas convicções religiosas ou não-religiosas” (E. E. Mullins, citado por W. Shurden). Nossa posição está assentada na convicção de que o Evangelho, numa dada sociedade, não deve se garantir por meio das leis, mas por meio da influência da vida nova em Jesus Cristo. Não reza a maior parte das Histórias Eclesiásticas a convicção de que a derrota do Cristianismo consistiu justamente em seu irmanamento com o Império Romano? Impor a influência de nossa fé por meio das leis do Estado não é afirmar a fraqueza e a insuficiência do Evangelho como “poder de Deus para a salvação de todo o que crê”? No mais, em regimes democráticos como o Estado brasileiro, existem mecanismos de participação política e popular cuja finalidade é a construção de uma estrutura governamental cada vez mais participativa. Foi-se o tempo em que nossa participação política estava confinada à representatividade daqueles em quem votamos.

5. A Aliança de Batistas do Brasil se posiciona contra a demonização do PT, levando em consideração também que tal processo nega o legado histórico do Partido dos Trabalhadores na construção de um projeto político nascido nas bases populares e identificado com a inclusão e a justiça social. Os que afirmam o nascimento de um “império da iniquidade”, com uma possível vitória do PT nas atuais eleições, “esquecem” o fundamental papel deste partido em projetos que trouxeram mais justiça para a nação brasileira, como, por exemplo: na reorganização dos movimentos trabalhistas, ainda no período da ditadura militar, visando torná-los independentes da tutela do Estado; na implantação e fortalecimento do movimento agrário-ecológico dos seringueiros do Acre pela instalação de reservas extrativistas na Amazônia, dirigido, na década de 1980, por Chico Mendes; nas ações em favor da democracia, lutando contra a ditadura militar e utilizando, em sua própria organização, métodos democráticos, rompendo com o velho “peleguismo” e com a burocracia sindical dos tempos varguistas; nas propostas e lutas em favor da Reforma Agrária ao lado de movimentos de trabalhadores rurais, sobretudo o MST; no apoio às lutas pelos direitos das crianças, adolescentes, jovens, mulheres, homossexuais, negros e indígenas; e na elaboração de estratégias, posteriormente transformadas em programas, de combate à fome e à miséria. Atualmente, na reta final do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, vemos que muita coisa desse projeto político nascido nas bases populares foi aplicado. O governo Lula caminha para seu encerramento apresentando um histórico de significativas mudanças no Brasil: diminuição do índice de desemprego, ampliação dos investimentos e oportunidades para a agricultura familiar, aumento do salário mínimo, liquidação das dívidas com o FMI, fim do ciclo de privatização de empresas estatais, redução da pobreza e miséria, melhor distribuição de renda, maior acesso à alimentação e à educação, diminuição do trabalho escravo, redução da taxa de desmatamento etc. É verdade que ainda há muito a se avançar em várias áreas vitais do Brasil, mas não há como negar que o atual governo do PT na Presidência da República tem favorecido a garantia dos direitos humanos da população brasileira, o que, com certeza, não aconteceria num “império de iniquidade”. Está ficando cada vez mais claro que os pregadores que anunciam dos seus púpitos o início de uma suposta amplitude do mal, numa continuidade do PT no Executivo Federal, são os que estão com saudade do Brasil ajoelhado diante do capital estrangeiro, produzindo e gerenciando miséria, matando trabalhadores rurais, favorecendo os latifundiários, tratando aposentados como vagabundos, humilhando os desempregados e propondo o fim da história.

Enfim, a Aliança de Batistas do Brasil vem a público levantar o seu protesto contra o processo apelatório e discriminador que nos últimos dias tem associado o Partido dos Trabalhadores às forças da iniquidade. Lamentamos, sobretudo, a participação de líderes e igrejas cristãs nesses discursos e atitudes que lembram muito a preparação das fogueiras da inquisição.

Maceió, 10 de setembro de 2010. Pastora Odja Barros Santos – Presidente

Fonte: Novos Diálogos / Gospel+ Via: Pavablog/OVERBO

Roriz afirma que petistas se acham superiores a Deus. “Nem Cristo pode derrotá-la nas eleições”, teria dito Dilma


O candidato ao Buriti Joaquim Roriz (PSC) voltou a atacar os militantes e candidatos do PT durante a agenda deste sábado (18/9). No primeiro compromisso da manhã, o ex-governador se encontrou com os servidores da Caesb, na QI 11. Enquanto discursava, disse que “os vermelhos (referência à cor do Partido dos Trabalhadores) são encardidos, roubam e matam”.

Mais tarde, Roriz voltou a tocar no assunto. Ao discursar para representantes de condomínios horizontais no Jardim Botânico, o candidato afirmou que os petistas se acham superiores a Deus. “Me desculpe a quem está vestido de vermelho, mas sou obrigado a dizer que quem tem o comportamento de encardido pode estuprar, roubar, invadir, matar, fazer tudo. Eles acham que são superiores a Deus. Eles podem denunciar e são traidores.”

O candidato afirmou ainda que Dilma Rousseff, concorrente à presidência pelo PT, teria dito que nem Cristo pode derrotá-la nas eleições. “Meu Deus do céu, nem Cristo derruba. Não é possível uma pessoa dessa ganhar a eleição no nosso país maravilhoso”, declarou. Entre as propostas, Roriz disse que vai regularizar todos os condomínios e aumentar o quadrilátero do DF.

Fonte: O Verbo / Correio Braziliense

Silas Malafaia recebe carta de integrantes do PT por apoiar vídeo do Pr. Paschoal Piragine


No programa Vitória em Cristo exibido no dia 11 de setembro deste ano, o pastor Silas Malafaia sugeriu que os telespectadores assistissem ao vídeo do pastor Paschoal Piragine sobre as eleições 2010. Nele, Piragibe criticou o PT e pediu aos internautas para não votarem em nenhum candidato do partido. Piragine sofreu ameaças do partido dos trabalhadores.

A repercussão foi tão grande que, até o fim da tarde desta sexta-feira, dia 17, o vídeo postado no youtube já havia sido assistido por mais de 1,6 milhão de pessoas. O fato motivou integrantes do Partido dos Trabalhadores a enviarem uma carta ao pastor Silas Malafaia, que respondeu de pronto.

Na carta os integrantes do PT argumentam que as declarações de Piragine não correspondem com a verdade. ”Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido.”

Silas prontamente respondeu e declarou que o PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. “Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que viram por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar. Sinceramente, honestamente, gostaria de estar equivocado em relação às posições do PT. Não ficarei triste se o tempo mostrar que estou equivocado nestas questões, porque no tempo presente, elas são a realidade dos fatos.”

Leia abaixo a carta e, em seguida, a resposta do pastor Silas Malafaia:

Carta enviada por Integrantes do PT

“Prezado Pr. Silas Malafaia

Graça e Paz!

Somos evangélicos e tomamos conhecimento da Vossa orientação no programa exibido em 11/09/2010, para que os expectadores assistissem ao vídeo do Pr. Paschoal Piragine, que pede aos cristãos não votar nos candidatos do Partido dos Trabalhadores do qual fazemos parte.

O Pr. Paschoal Piragine é bastante conhecido e o temos como uma pessoa íntegra que esteja considerando que as informações que possui contra o PT sejam realmente verdadeiras. Entretanto, trata-se de afirmações que não correspondem com a realidade.

Diante do conteúdo vídeo, gostaríamos de esclarecer que:

Não é verdade que um parlamentar do PT não pode descumprir uma deliberação coletiva do partido por uma questão religiosa ou de foro íntimo. Veja o que diz o inciso XV do art 13 do estatuto do PT:

“Art. 13. São direitos do filiado: XV – excepcionalmente, ser dispensado do cumprimento de decisão coletiva, diante de graves objeções de natureza ética, filosófica ou religiosa, ou de foro íntimo, por decisão da Comissão Executiva do Diretório correspondente, ou, no caso de parlamentar, por decisão conjunta com a respectiva bancada, precedida de debate amplo e público.”

Não é verdade que deputados do PT foram expulsos por se manifestarem contra o aborto. É verdade que eles tiveram conflitos com movimentos de mulheres sobre questões relacionadas ao aborto, mas não houve expulsão. Em função desses problemas eles foram punidos pelo PT, o que os levou a mudarem de partido.

Não é verdade que o PT possui uma orientação pela legalização do aborto. Em seu IV Congresso, o PT modificou a resolução que falava de aborto e estabeleceu para o atual programa de governo da Dilma o seguinte texto: “Promover a saúde da mulher, os direitos sexuais e direitos reprodutivos: O Estado brasileiro reafirmará o direito das mulheres ao aborto nos casos já estabelecidos pela legislação vigente, dentro de um conceito de saúde pública”.

O Plano Nacional de Diretos humanos é elaborado pela sociedade por meio dos conselhos de diretos humanos com a participação do governo federal, mas não é uma novidade do governo Lula. O primeiro plano foi publicado através do Decreto número 1.904, de 13 de maio de 1996, e o segundo através do Decreto número 4.229, de 13 de maio de 2002. Em todos eles estão presentes assunto polêmicos ligados com a sexualidade. Diante disso seria um equívoco afirmar que todos os méritos e deméritos do PNDH 3 é de responsabilidade do governo Lula ou do PT.

O conteúdo apresentado no vídeo não corresponde, portanto, com a realidade do que está sendo defendido pelo PT. Podemos pegar os posicionamentos do PT e comparar com o conteúdo do vídeo e observaremos que não existe veracidade. Um exemplo bastante claro é a questão da pedofilia. Não conhecemos nenhum parlamentar, de nenhum partido político, ou algum grupo social que defenda a pedofilia. Atribuir uma acusação dessa natureza ao PT é de extrema injustiça.

Até o dia 13/09/2010 já houve mais de um milhão, duzentos e cinquenta mil acessos ao vídeo disponibilizado na internet. Diante desses fatos nos sentimos extremamente injustiçados e pedimos que os esclarecimentos fossem veiculados em seu próximo programa.

Desde já agradecemos um retorno.

Na Graça de Deus!

Gilmar Machado Candidato a Deputado Federal – PT/MG – Igreja Batista Central de Uberlândia Isaac Cunha Candidato a Deputado Estadual – PT/BA – Primeira Igreja Batista Joaquim Brito Candidato a Vice-Governador de Ronaldo Lessa – PT/AL – Igreja Batista do Pinheiro Walter Pinheiro Candidato ao Senado – PT/BA – Igreja Batista da Pituba Wasny de Roure Candidato a Deputado Distrital – PT/DF – Igreja Batista do Lago Norte”

Resposta do Pr. Silas Malafaia

“Sr. Geter Borges e Candidatos do PT,

Já que vocês me enviaram um e-mail apresentando defesa do Partido dos Trabalhadores em relação às questões que o pastor Paschoal Piragine levanta, gostaria de contraditar a argumentação de vocês. Antes de fazê-lo, quero deixar bem claro que não tenho restrições pessoais ao PT ou a qualquer outro partido. Os meus questionamentos têm a ver com os princípios que defendo, independente de partidos políticos. Esclareço também que sou amigo pessoal de Walter Pinheiro. Em duas eleições passadas, eu o ajudei. Já o citei várias vezes em meu programa de TV como exemplo de cristão na política. Ele tem a liberdade de usar a minha imagem na sua campanha, o que permito de maneira muito restrita a pouquíssimos candidatos.

Vamos aos fatos:

1. O deputado que saiu do PT, saiu por ter posição cristã contrária aos princípios do partido. E se não saísse, seria expulso. 2. O PT está na vanguarda da defesa do aborto e da PL 122. Estes são fatos reais, verdadeiros. Inclusive, no último dia antes do recesso parlamentar no senado no ano de 2009, se não fossem os senadores Magno Malta e Demóstenes Torres, a líder do PT teria aprovado na calada da noite, por voto de liderança, a PL 122. Isto é uma vergonha, e vocês querem que a liderança evangélica fique quieta! 3. O PNDH3 foi enviado ao congresso pelo Sr. Presidente da República no dia 21/12/2009, e a vergonha é que, nesse documento, em vários pontos, só houve recuo em alguma coisa devido à pressão violenta da igreja católica. O PNDH3, sim senhor, é responsabilidade do governo Lula e do PT. 4. Lamento dizer, mas a verdade absoluta é que os princípios cristãos são inegociáveis para nós. Quanto a isto, o PT está do outro lado Quero ser franco e honesto: eu só não entrei de cabeça na campanha do Serra, porque também não vi nele garantias de respeito a esses princípios. Nas duas vezes em que fui convidado para participar de audiências públicas pela Comissão de Constituição e Justiça, na primeira vez, que foi sobre a questão do aborto, os deputados que estavam defendendo a legalização do mesmo, eram do PT. Na segunda vez, no Estatuto das Famílias, os deputados do PT estavam defendendo a inclusão dos homossexuais a fim de beneficiá-los na adoção de crianças. Esta é a verdade nua e crua.

Espero que, se Dilma ganhar, vocês que são cristãos não fiquem envergonhados, e não se calem diante de coisas que viram por aí, e que só o tempo poderá nos mostrar. Sinceramente, honestamente, gostaria de estar equivocado em relação às posições do PT. Não ficarei triste se o tempo mostrar que estou equivocado nestas questões, porque no tempo presente, elas são a realidade dos fatos.

Um forte abraço!

Na paz de Cristo,

Silas Lima Malafaia”

Fonte: O Verbo / CREIO / Gospel Prime