sábado, 27 de março de 2010

Zé Bruno, ex Bispo da Igreja Renascer, abre nova igreja


Após um mês do anúncio da saída do bispo Zé Bruno, líder da banda Resgate, da Igreja Renascer, uma nova igreja foi aberta. Em nota de esclarecimento, a esposa do bispo, Blanche Bruno, escreveu que Zé Bruno tem um chamado de Deus para começar um novo ministério.

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“Numa direção do Senhor e em decisão tomada em oração, inicio agora uma nova caminhada ministerial. Sei que o Senhor me abençoará, bem como a obra da Igreja Renascer que sempre terei no coração como minha casa e minha origem. Somos parte de um mesmo corpo e sempre juntos lutaremos pelo reino de Deus”, afirmou Zé Bruno.

Ao contrário do que alguns veiculos haviam afirmado, a saída de Zé Bruno da denominação Renascer não foi conflituosa, mas sim, “abençoada” pelo próprio Apóstolo Estevam Hernandes. Segundo Blanche Bruno o casal não esperava que a sua saída e a constituição de uma nova igreja seria tão rápida.

“Não achávamos que seria tão rápido pois queríamos dar um passo de cada vez, mas Deus fez diferente e o culto que iríamos fazer em casa com nossos filhos e meus irmãos e família cresceu, então a necessidade de estarmos em um lugar maior”, escreveu Blanche Bruno.

Segundo Zé Bruno esta nova igreja não foi constituída como uma forma de rebeldia e protesto contra a Renascer. Quando anunciou a sua saída ao Apóstolo Estevam Hernandes o bispo chegou a comentar que haveria pessoas que aproveitariam essa oportunidade para criticar a Igreja Renascer em Cristo.

Ainda segundo Blanche, a ideia dessa nova igreja se baseia no princípio da multiplicação. “Paulo e Barnabé se separaram e a Igreja cresceu, porque a Igreja não se divide mas multiplica, como os pães não diminuíram mas multiplicaram”. A doutrina desta nova denominação criada por Zé Bruno é identica a da antiga igreja que liderava, a Renascer.

Os cultos têm sido realizados desde a primeira semana de março na Associação Japonesa em São Paulo e reunido cerca de 400 pessoas. O bispo já está providenciando os documentos necessários para a abertura legal da nova igreja e a locação de um espaço próprio. Ainda sem nome, no próximo domingo, dia 28, haverá uma reunião para a escolha.

Muitas pessoas que estão frequentando os cultos são membros da Renascer. Na comunidade “Bispo Zé Bruno Banda Resgate” do Orkut há várias declarações afirmando sua fidelidade ao bispo, por isso Blanche Bruno escreveu que em nenhum momento convidou membros da Renascer para fazer parte da nova igreja. “Após o nosso desligamento liguei para os pastores do Jardins [uma das igrejas da Renascer], pois após sete anos caminhando juntos expliquei a nossa saída sem nenhum tipo de “contaminação”, pressão. Não liguei para nenhum oficial, não chamei ninguém para nos acompanhar”.

Segundo depoimento dado na comunidade do Orkut, no último domingo, dia 21, faltaram lugares pela grande quantidade de pessoas. São cerca de 200 pessoas por culto.

Por enquanto os cultos ainda serão realizados na Associação Japonesa, localizada na Rua São Joaquim, nº 381 em São Paulo. Os cultos são realizados às quartas-feiras às 20h e aos domingos, às 17h e 19h.

Zé Bruno e a banda Resgate

Diferente do que o líder da banda fez, os outros bispos da Renascer que formam a banda Resgate continuam sendo membros da denominação.

A banda Resgate esta gravando seu novo álbum de inéditas, este não será mais lançado pela Gospel Records, gravadora de Estevam Hernandes, mas sim pelo recem lançado braço gospel da Sony Music, considerada a melhor e maior gravadora do país.

Bispos da Renascer

Segundo a assessoria da Igreja Apostólica Renascer em Cristo, no último mês mais um bispo deixou a denominação do casal Hernandes. Segundo fiéis outros podem ter saído também, mas não há confirmação oficial da denominação.

No meio do mês de março a pastora Fernanda Hernandes foi ordenada como a nova bispa da Igreja Renascer, ela é filha do Apóstolo Estevam Hernandes e da Bispa Sônia Hernandes,

Outro famoso bispo da Renascer deixou a igreja em 2000 em um caso bem semelhante. O então Bispo Rinaldo deixou a liderança do ministério de evangelismo para fundar sua própria denominação, nascia então a Bola de Neve Church e o Ap Rina. Hoje estando em seis países a Igreja Bola de Neve é uma das denominações mais famosas do Brasil.

Fonte: Gospel+

Pastores americanos querem o fim da Teologia da Prosperidade em igrejas negras

Um grupo de pastores negros está pensando em estratégias para espalhar os ensinamentos bíblicos e anular os ensinamentos do evangelho da prosperidade, que foram proliferados em suas igrejas.

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Lance Lewis, pastor da Christ Fellowship na Filadélfia, diz que “o evangelho da saúde e da riqueza é uma ameaça tão grande para a igreja histórica negra como o liberalismo teológico foi para a igreja evangélica no início do século 20″, informou a revista americana Fé.

“Para o balanço do século 20 a igreja histórica negra, enquanto não reformada corretamente, defendeu a principais doutrinas da fé ortodoxa”, disse ele em uma carta aos líderes da Igreja Presbiteriana na América. “No entanto, no final do século passado, o evangelho da prosperidade (que, em suas diversas formas, sempre à espreita, está perto da igreja negra) esteve cada vez mais perto de se tornar a teologia central acreditada e praticada pela igreja negra”.

“As igrejas em que crescemos agora está doutrinando esta forma destrutiva de heresia”, disse Lewis, cuja igreja é apresentada como multi-étnicas.

Lewis está entre um grupo de pastores da Conferência de Pastores Africanos (APC) que estão se preparando para sediar um evento chamado Revival 2K10. Os organizadores da conferência a ser realizada do dia 4 a 6 de junho, em Baltimore, estado de Maryland (EUA), planejam lançar um movimento para combater a, segundo eles, “heresia” do evangelho da prosperidade.

“O objetivo deste evento é o impacto da igreja negra e com a comunidade negra histórica, o cristianismo redentor, que é biblicamente fundamentado, dirigido e centrado em Cristo”, explicou Lewis.

O evangelho da prosperidade é uma teologia muito criticada, que ensina que a riqueza e a boa saúde são um sinal da bênção de Deus. Nos últimos anos, um número de líderes cristãos negros saíram em oposição ao ensino e expressaram preocupação entre as igrejas africanas-americanas.

O dr. Robert M. Franklin, negro e presidente da Universidade Morehouse em Atlanta (EUA), escreveu que o evangelho da prosperidade era a maior ameaça às igrejas negras.

A maior organização americana da igreja africana, com 7,5 milhões de membros na Convenção Batista Nacional, denunciou o ensino da Teologia da Prosperidade, observando sua popularidade na África.

Lewis disse que “nosso desejo não é causar nenhum tipo de separação. Só esperamos ver a obra de Deus entre os nossos povos, que como sabemos, teve pouca exposição à teologia bíblica reformada há mais de cento e cinqüenta anos.”

Traduzido pelo Gospel+ da Christian Today

Segundo debate sobre o homossexualismo no Ratinho com Pr. Silas Malafaia. Assista!


O pastor Silas Malafaia esteve no Programa do Ratinho (SBT) nesta quarta-feira (24/03) e debateu novamente sobre a possível aprovação do PL 122/2006.

Após discutir o assunto com a autora do projeto, a ex-deputada federal Iara Bernardes, no programa do dia 24 de fevereiro, o grupo GLST (Gays, Lésbicas, Simpatizantes e Transexuais) não achou satisfatória a participação dela como porta-voz dos homossexuais e pediu um direito de resposta; desta vez com a presença do transexual Rosana Star, ex-paquito.

O projeto de lei 122/2006 define como crime qualquer ação, opinião ou crítica que venha a ser interpretada como discriminação ou preconceito quanto ao homossexualismo.

Assista os vídeos de Silas Malafaia no Ratinho na sequência:





Assista o primeiro debate do Pr. Silas Malafaia com a Dep. Iara Bernardes, clique aqui.

Fonte: Gospel Prime / Youtube



‘Nunca acreditei na culpa dele’, diz mãe de menina morta em pia batismal

Pedreiro foi solto na noite de quinta-feira, após três anos preso. Mãe da menina está processando a igreja por negligência.

“Nunca acreditei na culpa de Oscar. Nunca achei que ele tivesse matado minha filha”. Foi dessa maneira que a balconista Andréia Pereira, 30 anos, reagiu ao saber que o pedreiro Oscar Gonçalves do Rósário saiu da Penitenciária Industrial de Joinville, nesta quinta-feira (25), após cumprir três dos 20 anos de condenação pela morte da menina Gabrielli Cristina Eicholz, de 1 ano e meio. O Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou o processo que o condenou.

A menina foi encontrada morta em uma pia batismal de uma igreja em Joinville (SC), em março de 2007. ”Eu deixei a polícia fazer o trabalho que tinha de ser feito, mas eu e minha mãe vestimos minha filha para o sepultamento e percebemos que o corpo dela estava intacto. Não tinham feito nada com ela”, disse Andréia, ao citar que a polícia chegou a dizer que a menina tinha sido violentada antes de morrer.

O pedreiro seguiu para a casa dos pais, em Canoinhas (SC). “Minha mãe e eu estávamos no supermercado comprando as bolachas que meu irmão gosta, pois hoje [sexta-feira (26)] seria dia de visita, quando recebemos a ligação avisando que ele seria solto. Caiu tudo no chão de tanta emoção”, disse Maria Aparecida Gonçalves, 18 anos, irmã de Oscar. “Lembro que só eu estava com ele quando a polícia foi buscá-lo em casa para ser preso”, disse ela.

Maria Aparecida disse que ela e a mãe saíram do supermercado e foram preparar a festa para receber Oscar de volta. “Soltamos fogos de artifício, assamos uma carne e convidamos os amigos dele. Foi muita alegria, não esperávamos uma notícia tão boa como essa”, afirmou a irmã.

Descrente da culpa de Oscar, a família da menina Gabrielli entrou com um processo contra a igreja onde ela foi encontrada morta. A tia da vítima havia levado a garota para uma celebração religiosa e, segundo depoimento dela à época da investigação, a criança foi deixada com três monitoras do templo religioso.

Reviravolta

Nesta quinta-feira, o Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou o processo que tinha condenado o pedreiro a 20 anos de prisão. Em 12 de março deste ano, o pedreiro completou o terceiro ano da pena na Penitenciária Industrial de Joinville.

De acordo com o Tribunal de Justiça, os trabalhos de investigação policial devem ser reiniciados. Ainda de acordo com o Tribunal de Justiça, a decisão de anular o processo teve por base irregularidades nos procedimentos policiais e atendeu a um recurso da advogada Elizângela Asquel Loch, responsável pela defesa do pedreiro. “Houve violação das garantias constitucionais de Oscar e produção de provas ilícitas durante o inquérito policial”, disse Elizângela.

Segundo ela, a confissão obtida pela polícia em 12 de março de 2007 foi ilegal. “Oscar foi preso durante o depoimento, mas o mandado de prisão foi expedido apenas no dia seguinte. Acho difícil que a polícia consiga reabrir o caso e fazer uma nova investigação em um segundo inquérito policial. Não há provas contra meu cliente”, disse a advogada ao G1.

Caso

O crime aconteceu em Joinville, em março de 2007. Gabrielli, que tinha 1 ano e meio, foi levada para um culto da igreja evangélica e desapareceu depois de ter sido deixada em uma sala para brincar com outras crianças. Seu corpo foi encontrado no tanque batismal do templo. Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que ela foi violentada e estrangulada.

O pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário foi preso poucos dias depois da morte de Gabrielli. Segundo a polícia, quando foi preso, ele confessou ter violentado e matado a criança. Ele também participou da reconstituição do crime. Duas semanas depois, ele voltou atrás e negou o crime.

Em agosto de 2008, ele foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado. Durante o julgamento, Rosário negou que estivesse na igreja e disse que estava na casa dos tios. Ele teria saído por pouco tempo para fazer uma ligação para familiares.

O acusado ainda disse que foi ameaçado por policiais para confessar o crime e que chegou a ser agredido após fazer o exame de corpo de delito.

Fonte: G1/OVERBO

Vaticano rebate mais acusações do ‘New York Times’ contra o papa sobre abusos

Jornal trouxe novas informações sobre suposta omissão de Bento XVI. Na véspera, ‘NYT’ havia revelado que Vaticano acobertuou caso nos EUA.

O Vaticano desmentiu nesta sexta-feira (26) as informações publicadas pelo jornal “New York Times”, que afirmam que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, não fez nada para impedir em 1980 que um padre acusado de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma outra paróquia na Alemanha, um dia depois de revelar um caso parecido ocorrido nos Estados Unidos.

“O artigo do “New York Times” não possui informações novas. O arcebispo (de Munique) confirma que o então arcebispo (Joseph Ratzinger) não estava a par da decisão de reintegrar o padre H. nas atividades pastorais da paróquia”, afirma o Vaticano em um comunicado.

“São rejeitadas todas as demais versões como resultado de especulações”, afirma a nota oficial do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombari.

O Vaticano recordou que o vigário geral na época, monsenhor Gerhard Gruber, assumiu a “plena responsabilidade” das decisões equivocadas tomadas nessa época, conclui o comunicado.

Segundo o jornal, no final de 1979 em Essen, Alemanha, o padre Peter Hullermann foi suspenso após várias queixas de pais que o acusavam de pedofilia. Uma avaliação psiquiátrica ressaltou os instintos pedófilos, indica o diário americano.

Algumas semanas depois, em janeiro de 1980, o cardeal Ratzinger, futuro papa Bento XVI, que era na época arcebispo de Munique, dirigiu uma reunião durante a qual a transferência do padre de Essen para Munique foi aprovada. O futuro pontífice recebeu alguns dias depois uma nota na qual foi informado de que o padre Hullermann havia retomado o serviço pastoral.

Em 1986, este padre foi declarado culpado de ter agredido sexualmente meninos em uma outra paróquia de Munique, após a transferência para a cidade bávara.

Nesta semana, novas acusações de pedofilia vieram à tona, envolvendo o início e o fim de seu sacerdócio.

“Este caso é particularmente interessante porque ele revela que na época o cardeal Ratzinger estava em posição de lançar de processos contra o padre, ou pelo menos, de fazer com que não tivesse mais contato com crianças”, destaca o jornal.

“O padre Hullermann passou diretamente da vergonha ligada à suspensão de suas funções em Essen à possibilidade de trabalhar sem qualquer restrição em Munique, mesmo tendo sido descrito como um ‘perigo’ na carta que pedia a transferência”, acrescenta o NYT.

Pelo segundo dia seguido, o ”New York Times” revela documentos comprometedores para o Vaticano. Na quinta-feira, o jornal revelou que o futuro Papa Bento XVI havia acobertado abusos sexuais de um padre americano, acusado de ter abusado de 200 crianças surdas de uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos).

O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.


O presidente da Guatemala, Álvaro Colom, beija a mão do papa Bento XVI durante encontro no Vaticano nesta sexta-feira (26). (Foto: AFP)

Fonte: G1/OVERBO

Pastor é agredido em frente ao local de julgamento do casal Nardoni


Adenildo chegou ao fórum por volta do meio-dia. Com um evangelho na mão, iniciou sua pregação. “Quem nunca errou? Apontem aqui quem nunca cometeu um erro na vida. Pode ter até algum ladrão aqui nessa multidão pedindo justiça.”

No início, os manifestantes apenas observavam espantados a coragem do pastor de defender o casal, mas aos poucos passaram do espanto para hostilidade e agressões físicas.

Ster Silvano Filante, que trabalha como acompanhante de idosos, mas está na porta do fórum desde segunda-feira, grudou com as duas mãos na lapela do terno do pastor e passou a ameaçá-lo. O gesto dela desencadeou uma onda de agressões por parte de outros manifestantes. O carroceiro Evanderson dos Santos jogou um copo de água em Adenildo.

Uma turma de cerca de 20 pessoas começou a empurrá-lo e persegui-lo para longe do fórum. A polícia demorou agir e, quando chegou ao local, se limitou a tentar tirar Adenildo daquela situação. Em momento algum tomou qualquer atitude contra os agressores – a exemplo do que já tinha feito com advogado e o operador de telemarketing. As hostilidades só pararam quando o pastor foi levado para dentro do quartel da PM que fica atrás do fórum

“Eu não queria agredir. Só queria que ele me ouvisse, mas ele se recusava a me ouvir”, justificou Ster. “Esse cara vem aqui dizer que Deus perdoa, ninguém aqui quer o perdão de Deus. A gente quer cadeia para os assassinos. Para mim, ele deve ter recebido alguma coisa dos Nardoni”, acusou Evanderson.

Além de pedir a punição do casal Nardoni, os manifestantes aproveitam o julgamento para defender causas como redução da maioridade penal, adoção da prisão perpétua e a pena de morte.

Fonte: Último Segundo/OVERBO

Daime – Pastor da Bola de Neve e ex frequentador conta sua experiência com o chá do Santo Daime


Consumido há pelo menos 300 anos por comunidades indígenas da Amazônia, antes de ser transportado para os rituais do Santo Daime, o chá alucinógeno originado da planta ayahuasca, foi por três anos a solução encontrada por Fábio Mota para os seus problemas de depressão e “elevar o lado espiritual”, como afirma o ex-praticante do daime que chegou a visitar a casa do cartunista Glauco Villas Boas, assassinado na semana passada junto com o seu filho por um frequentador da Igreja Céu de Maria, liderada pelo desenhista.

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Mota passou a seguir a doutrina daime com poucos mais de 20 anos, convidado por um amigo. A busca por novas experiências espirituais o levou ao Amazonas, região onde o fundador do Santo Daime, conhecido como mestre Irineu, recebeu uma visão de Maria, mãe de Jesus, instigando-o a inaugurar a religião que prega o auto-conhecimento por meio de experiências ritualísticas. “Foi lá que eu me fardei – que é tipo um batismo. Eu voltei de lá já sabendo o que eu queria – o daime”, relembra.

Diferente de outras drogas, Fábio conta que a característica principal do chá do daime está justamente na fusão com o espiritual.

“Não é só como uma viagem de ácido, por exemplo, ou um chá de cogumelo, que mexe com a mente e a pessoa dá umas viajadas. Você vai para outro lugar mesmo, para o inferno, para o mundo espiritual. Você tem esse acesso até lá”, explica ao Guia-me.

A ruptura de Fábio Mota com a religião do Santo Daime aconteceu em 1996, após a conversão de seus pais ao Evangelho. A decisão de mudar o rumo de sua vida aconteceu num grupo de jovens da Igreja Renascer em Cristo, que anos mais tarde se desligaria da denominação de Estevam Hernandes para se tornar a Igreja Evangélica Bola de Neve.

Há quase quatro anos pastor da Igreja Bola de Neve de Caraguatatuba, litoral norte de SP, Fábio conta que hoje não precisa de nenhum artifício para ter uma vida sadia espiritualmente, preenchida exclusivamente por Jesus. “Na época do daime, eu parei de usar cocaína, porque não batia. Parece que você não consegue. Hoje eu enxergo, pelo lado espiritual, que o diabo te liberta de umas correntes e te aprisiona com outras. Você acaba ficando preso do mesmo jeito”.

Como você conheceu o Santo Daime?

Fábio Mota: Antes de ir para o Santo Daime, na verdade eu sempre gostei de “fumar um”, bastante maconha e ácido. Eu comecei a me interessar muito por viagem astral.

Quando eu soube que tinha uma religião, que você tomava um chá e dava aquela “despirocada” toda, eu já estava meio mal comigo mesmo. Sabe aquelas depressões, aquelas “vibes” que você não sabe o sentido da vida? Estava até meio que querendo morrer.

Aí eu soube da religião do Santo Daime. Um amigo meu começou a ir primeiro e me convidou. Eu acabei indo. Era em Itapecerica (SP), numa comunidade chamada Flor das Águas, que ainda existe.

Eu frequentava, mas sabe aquele “convertido meia-boca”, que vai aos cultos aos domingos mas na verdade não pega firme? Eu comecei assim. Ia de vez em quando, buscava o lado espiritual.

Mesmo indo na Igreja do Santo Daime, o que te fez se interessar em participar dos rituais na Amazônia, local onde começou a religião?

Fábio Mota: Quando eu tomava [o chá] era algo muito forte. Você realmente sai de si. É algo demoníaco mesmo. Com o passar do tempo eu vi que precisava de mais. Aí foi quando eu fui para a Amazônia, no Acre, e quando eu quis conhecer de perto como começou a seita. Eu quis me aprofundar mesmo. Eu fui para o Acre, onde começou o Santo Daime com o Irineu, que eles chamam de “mestre Irineu”. Eu também sempre gostei muito de mato.

Do Acre eu fui para o Amazonas, num lugar que se chama Céu do Mapiá. São dois dias de canoa para chegar até lá, é bem na floresta mesmo. Lá eu fiquei uns 40 dias. Foi lá também que eu me fardei – que é tipo um batismo – e comecei a usar as roupas. Aí então eu comecei a frequentar o daime já fardado. Eu voltei de lá já sabendo o que eu queria – o daime.

Quando eu entrei no Santo Daime, eu ia por saber que podia tomar o chá, mas não por uma viagem de loucura, como acontece quando você toma um ácido ou chá de cogumelo, mas para poder usar o chá e auto me conhecer. Ia para poder elevar o meu lado espiritual.

O Santo Daime é uma mistura de catolicismo, espiritismo, umbanda. Os trabalhos começam às seis da tarde e vai até às 6 da manhã do dia seguinte. Você toma o chá e cada um tem as suas viagens, para tentar se auto conhecer e se curar de alguma coisa. Inclusive esse rapaz que matou o Glauco, estava lá para tentar largar as drogas.

Eu cheguei a ir na casa do Glauco. Ele não era meu amigo, era mais do amigo que me levou para o Santo Daime.

Você chegou a conversar com ele?

Fábio Mota: Na época ele morava no Butatan, perto da USP. Eu fui algumas vezes lá, mas a gente não era próximo de ligar um para o outro. Não lembro exatamente o que falamos.

Um dos requisitos para fazer parte do Santo Daime é que não é permitido ser usuário de drogas, nem de bebida alcoólica. Isso é verdade?

Fábio Mota: Naquelas, né. A maconha, que é liberada, eles chamam de santa maria.

Quando você toma o chá de ayahuasca, é como se você conhecesse realmente quem você é. É algo muito louco. É sobrenatural quando você se depara com você mesmo.

Como era o seu “eu interior”?

Fábio Mota: Eu era deprimido, com um vazio muito grande. As vezes as pessoas não querem realmente saber como elas são, vivem como se tivessem uma máscara. Quando você ministra alguém, aconselha alguém e fala a verdade, muitos se sentem machucados.

Muitas vezes, quando eu tomava o chá naquela época, eu me deparava comigo mesmo. Eu via quem realmente eu era. Eu não era aquela pessoa que eu fingia que eu era, aparentemente feliz. Com o tempo, eu fui me aprofundando e frequentando mais.

Quando você frequentou o daime, a santa maria era utilizada durante os rituais?

Fábio Mota: A maconha, santa maria, foi liberada pelo padrinho Alfredo quando ele recebeu uma visão da Maria [mãe de Jesus]. Ela disse para ele que podia fumar. Foi aí que começou a poder fumar. Todos usam a maconha, que eles chamam de santa maria. Eles fumam mesmo. Quando eu estava no Acre, na floresta, eram desde os velhinhos até todo mundo fumando. É liberado durante as reuniões, mas não no momento do chá.

Aqui em São Paulo não se usa tanto porque eles ficam com medo da polícia, de repente tem alguém infiltrado. Numa época que estava havendo perseguição, eles proibiram a maconha nos rituais. Mas lá no Amazonas, pelo menos, que é tudo no meio da floresta, é tudo liberado. Você sai, fuma e volta.

Você disse que se deparava com você mesmo nessas viagens com o chá da ayahuasca. Mas como eram essas viagens? Eram sempre boas?

Fábio Mota: Eram várias viagens, desde boas até ruins. Uma vez eu tomei e quando eu abri os olhos eu estava num lugar escuro e quando olhei para mim eu me vi em forma de uma espécie de nuvem, sabe? Era só um espírito, algo que não tinha matéria. Aí veio uma outra na minha direção. Aí eu me assustei e tentei me soltar dessa outra “energia”. Aí ele veio na minha direção e eu me afastei. Aí um rapaz bate nas minhas costas e eu volto para onde eu estava. Eu acordei, abri os olhos e ele me disse: “- Pô, meu! Você quer brigar comigo no astral?”. Ele e eu e estávamos num outro lugar.

Essa viagem você classificaria como boa ou ruim?

Fábio Mota: Nem boa, nem ruim. Eu fiquei com medo na hora. Era como uma viagem astral, quando o espírito sai do corpo. O meu corpo estava na sessão, e o meu espírito estava num outro lugar. Eram várias situações iguais a essas em que você entrava num lugar com um monte de corpos. O seu espírito realmente sai do corpo. Não é só como uma viagem de ácido, por exemplo, ou um chá de cogumelo, que mexe com a mente e a pessoa dá umas viajadas, vê tudo retorcido, o chão balançando. Além de mexer com o inconsciente, eu creio que ele abre uma porta no mundo espiritual. É como um portal com entrada de demônios. Você vai para outro lugar mesmo, para o inferno, para o mundo espiritual. Você tem esse acesso até lá.

Como foi a sua conversão ao Evangelho?

Fábio Mota: Eu comecei a fazer faculdade de agronomia, no interior de São Paulo. Eu recebi uma Bíblia daquelas que tem só Novo Testamento e Salmos. Deus começou a falar muito comigo através daquela Bíblia. Aí teve um final de semana, que era dia de um santo que não me recordo qual era, que eu fui para São Paulo num trabalho desses.

Eu estava lá e já não estava me sentindo bem, meio deslocado. Já tinha tomado o daime, mas não estava me sentindo muito bem com aquela situação toda. Quando eu olho, eu vejo um demônio, na época ainda não sabia que era um demônio. Era uma nuvem preta me rodeando. Começou a me rodear, rodear, rodear. Aí ele parou e começou a olhar para mim no meu olho. Na hora eu falei: Jesus! Quando eu falei isso, ele foi embora. Aí eu tentei continuar no trabalho, mas já não conseguia. O meu carro estava parado próximo e eu fiquei dentro do carro até o final do trabalho por que tinha uns amigos meus que estavam lá e eu ia dar carona para eles, senão já teria ido embora para casa.

A partir daí eu também não voltei mais. Aí se passaram mais ou menos seis meses. Quando eu voltei de férias da faculdade, foi quando eu me converti na Igreja Renascer. Os meus pais já tinham se convertido nesse tempo.

É algo muito forte. O ácido que eu já tomei, chá de cogumelo, dessas viagens todas, o chá do daime é algo que não chega perto desses tipos de drogas. Ele abre uma porta para o espiritual e que te deixa mal mesmo.

Você passou por alguma triagem para poder fazer parte das reuniões?

Fábio Mota: Não. Como eu já cheguei com esse amigo meu que já tinha começado a ir, ele já conhecia um pessoal do meio também.Eu cheguei na verdade com todo mundo. Não teve triagem nenhuma.

Você tomava o chá só nos rituais?

Fábio Mota: Era principalmente nos rituais, mas eu cheguei a tomar fora também.

No tempo que você estava no daime, você usava outras drogas também, além da Santa Maria?

Fábio Mota: Na época do daime, eu parei de usar cocaína, porque não batia. Parece que você não consegue. Hoje eu enxergo, pelo lado espiritual, que o diabo te liberta de umas correntes e te aprisiona com outras. Você acaba ficando preso do mesmo jeito.

Como era lidar com a realidade quando você voltava do transe?

Fábio Mota: Depois da loucura do daime, eu sentia muita paz.Você ficava com o corpo leve e muito tranqüilo. O pós-daime era uma situação muito boa.

Segundo psiquiatras, nos primeiros efeitos do chá você sente um relaxamento. Com você era assim?

Fábio Mota: Quando abre o trabalho, você toma um pó. Aí não bate tanto. Quando você toma o segundo, depois de um intervalo de meia hora em que você fuma uma santa maria, come uma fruta, fica conversando, e ai volta o trabalho de novo e você toma outro. Aí é quando começa realmente a loucura toda. Numa reunião você toma metade de dois a três copos daqueles de café.

Os efeitos do chá eram imediatos ou demorava para acontecer as “viagens”?

Fábio Mota: Demora um tempinho, por volta de 1 hora. Começam as músicas, você fica lá dançando, até vir a loucura do daime. Mas esse tempo depende de cada um também.

O Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad) descartou a hipótese de dependência da droga, se ingerida somente nos rituais a cada 15 dias. Hoje você considera que era um dependente do chá?

Fábio Mota: Dependente do chá eu não era. Eu era dependente químico de maconha, numa época de cocaína. Eu nunca tive problemas com o chá. Mas eu sei que o diabo tem utilizado formas e formas para aprisionar as vidas. Essa é mais uma delas.

Eu creio que até essa morte do Glauco, queira ou não, foi uma forma para quem não conhecia o chá, passar a conhecer. Eu creio que muitas pessoas vão querer conhecer o Santo Daime por causa disso. Foi muito divulgada a doutrina. O interesse de muitas pessoas vai aumentar.

Você acredita que se comprovado que o rapaz tinha problemas psiquiátricos que foram desencadeados pelo chá do Santo Daime, pode haver uma nova avaliação do Brasil sobre a regulamentação do uso do chá?

Fábio Mota: Eu creio que sim, se for comprovado que a culpa foi do chá. Eu vi nos telejornais nessa semana que tiveram alguns outros casos, que um jovem se matou e a família está acusando o Santo Daime.

Os especialistas dizem que o chá não provoca violência nos usuários. Você chegou a presenciar algum surto de violência?

Fábio Mota: Realmente, pelo que eu vivi nesse tempo, o chá não causa momentos de violência. A pessoa fica realmente tranquila. O corpo leve e cada um tendo a sua viagem. Nunca vi alguém se exaltar por causa do chá.

Se a pessoa já tem um problema psicológico, de repente o daime pode vir a causar alguma coisa. Só mesmo os médicos para dizer isso.

O porquê desse rapaz ter matado o Glauco, eu creio que ele já tinha um distúrbio há muito tempo de droga e loucura. Ele na verdade estava seguindo o mesmo caminho da mãe.

Fonte: Guia-me / Gospel+

Silas Malafaia no programa do Ratinho novamente: “Volto para debater até com o capeta”


Na noite do dia 24 de março, o pastor Silas Malafaia esteve mais uma vez no programa do Ratinho, do SBT, para discutir o projeto de lei constitucional 122 – PLC 122, que criminaliza a homofobia – medo ou aversão ao homossexual. Há um mês, Silas Malafaia participou do programa em debate sobre a lei contra homofobia com a ex-deputada federal Iara Bernardi (PT-SP), autora do projeto, que já foi aprovado pela Câmara dos Deputados e pode entrar na pauta de votação do Senado. Nesta quarta-feira, a transsexual Rosana Star foi a convidada para discutir o tema com o pastor.

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Ratinho contou que após a exibição do programa, em fevereiro, foi muito criticado. Segundo o apresentador, as pessoas consideraram que Malafaia ganhou o debate do mês anterior por se expressar com mais desenvoltura. Em contato com o pastor e apresentador do Vitória em Cristo, programa de Silas Malafaia na TV, Ratinho o convidou para um novo debate. “O senhor topa, pastor?”, disse Ratinho. “Topo qualquer coisa, volto para debater até com o capeta”, disse Silas Malafaia.

“Eu não quero discutir religião. Eu quero dizer que Jesus ama todas as pessoas… Vamos discutir a lei? Ela é vergonhosa, ela é um absurdo, que quer privilegiar uma classe de gente. Toda sociedade precisa de limites. A escola diz assim: Em um pátio interno nenhum aluno pode se beijar, seja hetero ou homossexual. Ninguém se beija. No pátio de uma igreja ninguém se beija. Se o diretor da escola impedir ou se o pastor da igreja impedir, dois a cinco anos de cadeia”, disse o pastor. “Esse projeto criminaliza a opinião. Se uma pessoa tem uma babá evangélica e não quer que a criança seja educada por uma babá evangélica, pode demiti-la. Se uma pessoa tem uma babá homossexual e não quer que a criança seja educada por uma babá homossexual, pode demiti-la também”, comparou Malafaia.

Em outro momento do debate, Rosa Star expressou: “Eu tenho pai, tenho mãe, sei o que é família e sei que um pai não gostaria que seu filho visse dois homens se beijando na televisão. Agora quanto à igreja, eu não sei porque criticar tanto a prárica do homossexual, do homossexualismo. Por que você não traz esse público para vocês de forma carinhosa? Se o senhor acha que eu posso mudar, por que não me convida para sua igreja? Por que você não convita o público lgbt para ir a sua igreja?”.

Malafaia respondeu: “Discordar da prática de uma pessoa não significa discriminá-la. Eu gostaria de informar que a igreja evangélica está lotada de pessoas em busca de transformação [...] e assim como você, qualquer homossexual que quiser ajuda espiritual, a igreja evangélica, Ratinho, está lotada. Isso é conversa. Ninguém leva homossexual para igreja para bater ou botar em quarto escuro”.

Você pode assistir em vídeo a segunda participação de Silas Malafaia no Programa do Ratinho acessando, o canal de Vídeos Gospel do Gospel+, o Gvídeos.

Fonte: Guia-me / Gospel+

Adora Curitiba 2010 ocorrerá de 30/04 a 01/05


O evento gospel Adora Curitiba 2010 foi confirmado para os dias 30/04 a 01/05. Ele contará com Ministério Castelo Forte (pr. Amilcar Sampaio), Ministério Livres para Adorar (pr. Juliano Son), Ministério Megafone, e também com o pr. Luciano Subirá (Orvalho.com).

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O “Adora” já ocorreu nos últimos 7 anos em diversas cidades do Brasil e até mesmo na Europa. Seu objetivo é a restauração, ensino e busca de Deus e da presença do Espírito Santo. Tudo foi iniciado pelo Pr. Amilcar Sampaio, líder do Ministério Castelo Forte, em 2003 na cidade de São Paulo.

O Adora Curitiba 2010 vem inicialmente com o objetivo de buscar a unidade da Igreja, a fim de que muitos sejam unidos no mesmo propósito – e conquistar cidades através do amor.

O evento iniciará no dia 30 de abril às 20h. No dia 1º de março, ocorrerão atividades às 10h, às 15h e 19h.

Mais informações nos sites: www.geracaoadora.com e www.ministeriocasteloforte.com.

Fonte: Gospel+
Com informações do Ministério Castelo Forte

Papa Bento XVI acobertou abusos sexuais a 200 crianças surdas, Vaticano nega


O Papa Bento XVI teria acobertado os abusos sexuais de um padre americano acusado de ter molestado cerca de 200 crianças surdas que frequentavam uma escola de Wisconsin (norte dos Estados Unidos), segundo documentos obtidos pelo The New York Times.

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Os documentos, mantidos em sigilo durante muitos anos, revelam uma correspondência de 1996 entre o padre Lawrence C. Murphy e o então cardeal Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé antes de virar Papa, afirma o Times.

Ratzinger também teria sido alertado sobre as acusações contra o padre Murphy pelo arcebispo de Wisconsin, que teria escrito duas cartas sobre a questão.

Murphy trabalhou na escola para crianças surdas e com deficiências auditivas do estado de Wisconsin entre 1950 e 1974.

Este novo caso, revelado pelo New York Times, diz respeito a julgamentos contra o arcebispo de Milwaukee, iniciados por cinco homens cujos advogados entregaram ao jornal documentos referentes ao padre de Wisconsin.

Um julgamento a portas fechadas em um tribunal eclesiástico contra o padre Murphy foi arquivado depois de uma carta redigida por ele a Ratzinger pedindo que impedisse o processo, acrescenta o jornal.

“Simplesmente quero viver o tempo que me resta na dignidade de meu sacerdócio”, escreveu Murphy ao então cardeal Ratzinger. “Peço sua ajuda neste caso”, prossegue o religioso americano.

Nenhuma resposta de Ratzinger figura entre os documentos, e Murphy faleceu dois anos mais tarde, em 1998, quando ainda era padre.

Fonte: G1 / Gospel+
Via: O Verbo

O Vaticano desmentiu nesta sexta-feira (26) as informações publicadas pelo jornal “New York Times”, que afirmam que o cardeal Joseph Ratzinger, atual papa, não fez nada para impedir em 1980 que um padre acusado de pedofilia retomasse o sacerdócio em uma outra paróquia na Alemanha, um dia depois de revelar um caso parecido ocorrido nos Estados Unidos.

“O artigo do “New York Times” não possui informações novas. O arcebispo (de Munique) confirma que o então arcebispo (Joseph Ratzinger) não estava a par da decisão de reintegrar o padre H. nas atividades pastorais da paróquia”, afirma o Vaticano em um comunicado.

“São rejeitadas todas as demais versões como resultado de especulações”, afirma a nota oficial do porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombari.

O Vaticano recordou que o vigário geral na época, monsenhor Gerhard Gruber, assumiu a “plena responsabilidade” das decisões equivocadas tomadas nessa época, conclui o comunicado.

Segundo o jornal, no final de 1979 em Essen, Alemanha, o padre Peter Hullermann foi suspenso após várias queixas de pais que o acusavam de pedofilia. Uma avaliação psiquiátrica ressaltou os instintos pedófilos, indica o diário americano.

Algumas semanas depois, em janeiro de 1980, o cardeal Ratzinger, futuro papa Bento XVI, que era na época arcebispo de Munique, dirigiu uma reunião durante a qual a transferência do padre de Essen para Munique foi aprovada. O futuro pontífice recebeu alguns dias depois uma nota na qual foi informado de que o padre Hullermann havia retomado o serviço pastoral.

Em 1986, este padre foi declarado culpado de ter agredido sexualmente meninos em uma outra paróquia de Munique, após a transferência para a cidade bávara.

Nesta semana, novas acusações de pedofilia vieram à tona, envolvendo o início e o fim de seu sacerdócio.

“Este caso é particularmente interessante porque ele revela que na época o cardeal Ratzinger estava em posição de lançar de processos contra o padre, ou pelo menos, de fazer com que não tivesse mais contato com crianças”, destaca o jornal.

“O padre Hullermann passou diretamente da vergonha ligada à suspensão de suas funções em Essen à possibilidade de trabalhar sem qualquer restrição em Munique, mesmo tendo sido descrito como um ‘perigo’ na carta que pedia a transferência”, acrescenta o NYT.

Pelo segundo dia seguido, o “New York Times” revela documentos comprometedores para o Vaticano. Na quinta-feira, o jornal revelou que o futuro Papa Bento XVI havia acobertado abusos sexuais de um padre americano, acusado de ter abusado de 200 crianças surdas de uma escola do Wisconsin (norte dos Estados Unidos).

O Vaticano saiu em defesa do Papa afirmando que ele só teve conhecimento dos fatos quando era tarde, quando o idoso sacerdote já estava muito doente.

Fonte: G1 / Gospel+

Cristina Mel: sessão de autógrafos e site para a divulgação de CD infantil


Cristina Mel está muito feliz com seu novo CD infantil, “Clube da Cristina Mel” e sua gravadora, a MK Music, está investindo em divulgação.

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Inicialmente um site inteiro temático do CD foi lançado, cheio detalhes para agrdar os fãs: vídeos, notícias, fotos, rádio on line são apenas alguns deles.

Agora foi agendado para o dia 31 de abril a primeira sessão de autógrafos da cantora para seu CD infantil. Cristina autografará o CD “Clube da Cristina Mel” a partir das 16h no CPAD de Niterói (RJ).

Confira o site oficial do CD: www.clubedacristinamel.com.br.

Clique AQUI e confira um vídeo de Cristina Mel apresentando seu CD.

Marque na sua agenda:
Tarde de Autógrafos com Cristina Mel
Data: 31/03/2010
Horário: 16h
Local: CPAD de Niterói
Endereço: Rua Aurelino Leal, 47 – Loja B – Centro de Niterói (RJ)

Fonte: Gospel+
Com informações de MK Music

sexta-feira, 26 de março de 2010

Vaticano encobriu os abusos sexuais contra crianças surdas nos EUA


O Papa Bento XVI teria acobertado os abusos sexuais de um padre americano acusado de ter molestado cerca de 200 crianças surdas que frequentavam uma escola de Wisconsin (norte dos Estados Unidos), segundo documentos obtidos pelo The New York Times.

Os documentos, mantidos em sigilo durante muitos anos, revelam uma correspondência de 1996 entre o padre Lawrence C. Murphy e o então cardeal Joseph Ratzinger, que presidia a Congregação para a Doutrina da Fé antes de virar Papa, afirma o Times.

Ratzinger também teria sido alertado sobre as acusações contra o padre Murphy pelo arcebispo de Wisconsin, que teria escrito duas cartas sobre a questão.

Murphy trabalhou na escola para crianças surdas e com deficiências auditivas do estado de Wisconsin entre 1950 e 1974.

Este novo caso, revelado pelo New York Times, diz respeito a julgamentos contra o arcebispo de Milwaukee, iniciados por cinco homens cujos advogados entregaram ao jornal documentos referentes ao padre de Wisconsin.

Um julgamento a portas fechadas em um tribunal eclesiástico contra o padre Murphy foi arquivado depois de uma carta redigida por ele a Ratzinger pedindo que impedisse o processo, acrescenta o jornal.

“Simplesmente quero viver o tempo que me resta na dignidade de meu sacerdócio”, escreveu Murphy ao então cardeal Ratzinger. “Peço sua ajuda neste caso”, prossegue o religioso americano.

Nenhuma resposta de Ratzinger figura entre os documentos, e Murphy faleceu dois anos mais tarde, em 1998, quando ainda era padre.

Fonte: G1

OVERBO

Vaticano defende decisão de não destituir padre acusado de abuso

CIDADE DO VATICANO - O Vaticano não puniu um padre católico acusado de abusar sexualmente de até 200 meninos surdos nos Estados Unidos entre os anos 1950 e 1970 porque as leis da Igreja não exigem punição imediata, disse na quinta-feira o porta-voz do Vaticano.
O The New York Times divulgou na quinta-feira que o Vaticano não destituiu Lawrence Murphy de suas funções sacerdotais no final dos anos 1990, apesar de ter recebido avisos claros dos bispos dele de que seu caso era grave e poderia causar constrangimentos à Igreja.
O relato foi divulgado em meio a crescentes acusações sobre abusos sexuais cometidos por religiosos na Europa e pressões sobre bispos, principalmente na Irlanda, para renunciarem por não terem denunciado os casos às autoridades civis.
Entre 25 documentos internos da Igreja divulgados pelo New York Times em seu site na Internet está uma carta de 1996 sobre Murphy escrita ao cardeal Joseph Ratzinger, então ocupante do mais alto cargo doutrinal no Vaticano e hoje o papa Bento 16. A carta revela que Ratzinger foi informado do caso de Lawrence Murphy.
O vice de Ratzinger primeiro aconselhou a realização de um julgamento disciplinar secreto, mas revogou seu parecer em 1998, depois de Murphy ter feito um apelo por clemência diretamente a Ratzinger. O padre morreu mais tarde no mesmo ano.
O porta-voz do Vaticano Federico Lombardi disse em comunicado à imprensa que Murphy infringiu a lei, mas que uma investigação civil das denúncias feitas contra ele em meados dos anos 1970 foi arquivada e que o Vaticano só tomou conhecimento das alegações 20 anos mais tarde.
"A questão canônica (relativa às leis da Igreja) apresentada à Congregação não guardava relação com quaisquer potenciais procedimentos civis ou criminais contra o padre Murphy", disse Lombardi.
"Em casos como esses, o Código de Lei Canônica não prevê penalidades automáticas."
A carta enviada a Ratzinger em 1996 pelo então arcebispo de Milwaukee, Rembert Weakland, não foi respondida, disse o New York Times.
Depois de oito meses, Weakland escreveu uma segunda carta ao vice de Ratzinger na Congregação para a Doutrina da Fé, o então arcebispo Tarcisio Bertone, que hoje é cardeal e o secretário de Estado do papa, ou seja, primeiro-ministro do Vaticano.
De acordo com os documentos divulgados no site do New York Times, Bertone primeiro aconselhou Weakland, em 1997, a disciplinar Murphy nos termos de um documento de 1962 do Vaticano que ordena sigilo no tratamento a casos de erros de conduta sexual por parte de sacerdotes.
Murphy apelou diretamente a Ratzinger em 1998, dizendo que se arrependera de seus pecados e que, aos 72 anos, sua saúde estava fragilizada. Três meses mais tarde, Bertone recuou e aconselhou apenas "medidas pastorais" para lidar com Murphy. Tratam-se de medidas disciplinares internas, como proibir o acusado de exercer o ministério público.
A diocese de Superior, no Wisconsin, para onde Murphy se transferiu em 1974 depois de seus casos de abuso terem vindo à tona em Milwaukee, rejeitou esse conselho e passou a organizar um julgamento interno. O trabalho foi encerrado quando Murphy morreu, quatro meses depois.

Reuters/Notícias Cristãs

Bispo prega fim das festas profanas

Dom Jaime: "festas são desserviço"
Campina Grande - Desde a Quarta-feira de Cinzas até o próximo domingo, os católicos vivem o tempo da quaresma. Nesse período a Igreja prega o jejum, a conversão, oração, abstinência de carne e a penitência.

Só que nos últimos anos, essas práticas estão sendo esquecidas na sociedade moderna. As festas consideradas "profanas" passaram a ser realizadas praticamente todos os finais de semanas do período de recolhimento proposto pela Igreja. Esta foi uma análise feita pelo bispo de Campina Grande, dom Jaime Vieira da Rocha. Ele sugeriu que as festas realizadas na Quaresma deveriam ser cessadas e transferidas para o período em que se celebra a Páscoa.
No entendimento de dom Jaime, "tudo aquilo que na sociedade contribui para o esvaziamento de valores espirituais, transcendentais e cristãos que devem sedimentar o sentido da existência das pessoas, deve ser reprovável. "Eu vejo tudo isso como algo que é um desserviço", observou. Ele alertou a sociedade para as consequências da falta de observância dos valores que preservam a vida. Depois, segundo ele, a sociedade não terá direito de lamentar a escalada da violência que vai ceifando de forma prematura a vida de tantos jovens e até idosos. "Então, tudo isso está dentro de um contexto em que as pessoas se liberam de tudo que poderiam ser parâmetros para a sua formação humana, cristã, sua consciência ética e por conseguinte, a sua vida como cidadão", ilustrou.
Dom Jaime destacou que os mistérios da Semana Santa são um memorial da presença dos mistérios de Cristo na vida da igreja e das pessoas. "Por isso deveríamos com muita humildade estarmos em sintonia com esses mistérios de Cristo que se apresentam a nós numa atualidade para serem vividos e tornados presentes em nosso meio", destacou.

DP/Notícias Cristãs

quinta-feira, 25 de março de 2010

Diretor de 'Chico Xavier' diz que houve experiência sobrenatural no set

Segundo Daniel Filho, figurante foi retirada por suposta possessão.
Cinebiografia estreia em 2 de abril, quando médium faria 100 anos.

O diretor Daniel Filho e parte do elenco da cinebiografia “Chico Xavier” se emocionaram e até relataram supostas experiências sobrenaturais nos bastidores das filmagens, durante entrevista coletiva realizada nesta quarta-feira (24), em Paulínia, no interior paulista. O filme teve première na noite de terça (22) na cidade, onde foram realizadas 40% das cenas.

O longa que conta a história do médium mineiro, da infância à maturidade, estreia em circuito em 2 de abril, com a expectativa de se tornar um dos campeões de bilheteria do ano no país. Além de tratar de assunto de grande apelo popular, o espiritismo, o lançamento acontece na data em que Chico Xavier (1910-2002) faria 100 anos.

O ator Nelson Xavier, que interpreta o médium entre os anos de 1969 e 1975, ficou com a voz embargada ao descrever o personagem. “Chico foi uma revolução em minha vida. A mensagem dele é que a gente tem que acreditar mais no amor”, explicou. “Eu vivia num ateísmo profundo antes de mergulhar no universo dele. Ao ler o livro fui tomado por uma cachoeira de emoções e lamentei ter vivido tanto tempo sem o Chico”.


O livro a que o ator se refere é “As vidas de Chico Xavier”, do jornalista Marcel Souto Maior, no qual o roteiro é baseado. “Infelizmente, não vou desfrutar da vaidade de autor, de vir alguém me dizer que achou o livro muito melhor que o filme”, comentou Souto Maior.

“Quando sonhava em ver meu livro transformado em filme, imaginava que dez passagens não poderiam ficar de fora. E ao ler o roteiro constatei que estavam todas lá”, completou o autor.

O diretor Daniel Filho, durante entrevista coletiva de 'Chico Xavier' em Paulínia (Foto: Dolores Orosco/G1)

Quem assina a adaptação é Marcos Bernstein (de “Central do Brasil” e “Terra estrangeira”). “Decidimos que a infância não poderia ficar de fora, por talvez ser a parte mais dramática da vida do Chico. E muito menos a velhice, quando ele passa a usar peruca. Acho que essa é a imagem mais fresca que as pessoas têm dele”, diz o roteirista.

O filme é conduzido pela participação de Chico Xavier, já idoso, no programa de entrevistas “Pinga fogo”, que tenta por todos os artifícios fazer o médium cair em contradição.

Ao longo de perguntas provocativas de jornalistas, o médium relembra passagens importantes de sua vida – da juventude em Pedro Leopoldo à consagração em Uberaba, onde viveu até os últimos dias.

Trama paralela é protagonizada por Orlando (Tony Ramos) e Glória (Christiane Torloni), pais que perderam o filho em uma tragédia e recebem uma carta psicografada das mãos de Chico Xavier. “Esse casal é o ponto direto de identificação com o espectador, é o que representou o Chico para todos nós: a possibilidade de ter de volta um filho, um parente querido que perdemos”, analisou Bernstein.

Além de Nelson, interpretam o médium na fase adulta e na infância os atores Ângelo Antônio e Matheus Costa. Completam o elenco Letícia Sabatella, Paulo Goulart, Giulia Gam, Pedro Paulo Rangel, Cássia Kiss, Luís Melo, Carla Daniel e Giovanna Antonelli.

Possessão
Em uma das cenas conduzidas por Antônio na Casa da Prece, fundada por Xavier em Uberaba, Daniel Filho disse ter presenciado uma possessão. “Parece que uma senhora, figurante, encarnou algum espírito. Ela teve que ser tirada às pressas da sala”, relembra.

Duas gerações de 'Chicos: o ator-mirim Matheus Costa e Nelson Xavier. (Foto: Dolores Orosco/G1)

A fé e a religiosidade foram um traço marcante das filmagens. Segundo o diretor era comum que figurantes chorassem muito nas cenas. “Principalmente em Uberaba, onde muitas pessoas estiveram com o Chico, havia muita comoção”.

Mas apesar desse tipo de relato, Filho faz questão de enfatizar que “Chico Xavier” não foi feito com a intenção de ser um filme religioso, sobre a doutrina espírita. “É a história de um brasileiro excepcional, que escreveu 412 livros e vendeu mais de 30 milhões no mundo todo”.

Bruno Wainer, um dos produtores do filme, acredita que católicos, evangélicos e seguidores de outras religiões não devem descartara a ida ao cinema. "O filme não levanta a bandeira do espiritismo. Ele é mais voltado para os valores que o Chico pregou, que são a paz e o amor. Quem é contra isso?", questiona.

G1

Vítimas de abusos sexuais exigem que papa divulgue arquivos sobre pedófilos

Americanos fizeram manifestação no Vaticano e foram retirados do local.
Escândalo aproxima-se do papa, mas igreja vê 'conspiração'.

Vítimas de abusos sexuais cometidos por padres fizeram uma manifestação no Vaticano nesta quinta-feira (15), exigindo que o papa Bento XVI libere a divulgação dos arquivos sobre clérigos católicos pedófilos em todo o mundo e destitua todos os "padres predadores" de suas funções sacerdotais, imediatamente.


A manifestação acontece no momento em que um cardeal denunciava o que descreveu como uma "conspiração" para desacreditar a Igreja Católica e disse que pode entender porque alguns bispos impediram a divulgação de casos de pedofilia, para não prejudicar o bom nome da Igreja.

Ela também ocorre no mesmo dia que o "New York Times" denunciou que o Vaticano deixou de punir um religioso que abusou de 200 menores surdos, o que obrigou a Santa Sé a dar uma resposta.

Foto: Reuters
Parentes de vítimas de abusos sexuais são retiradas do Vaticano nesta quinta-feira (25) depois de protesto. (Foto: Reuters)

Quatro líderes da Rede de Sobreviventes dos Abusados por Padres (Snap), dos EUA, todos os quais foram sexualmente abusados por padres, incluindo terem estupro e sodomia, ergueram fotos deles mesmos quando crianças e cartazes dizendo "Acabem com o Sigilo Agora".


"Eu pediria ao papa que por favor abrisse os arquivos da Congregação da Doutrina da Fé e entregasse todas as informações à polícia", disse Barbara Blaine, presidente da Snap.


Ela se referia ao departamento no passado chefiado pelo papa na época em que ele era cardeal e que julga casos de abuso sexual.


"Eu também pediria a ele que enviasse uma ordem pública a bispos em todo o mundo no sentido de que todos os padres predadores devem ser afastados de seus cargos imediatamente", disse ela, minutos antes de a polícia apreender os passaportes dos líderes da Snap e levar os líderes embora para interrogatório.


Um escândalo sobre os alegados acobertamentos de abusos sexuais de crianças por parte de padres vem convulsionando a Igreja Católica da Europa com intensidade ainda maior que o escândalo semelhante que atingiu os Estados Unidos oito anos atrás.


Desta vez, porém, o escândalo vem chegando perigosamente perto do próprio papa, na medida em que os grupos de vítimas disseram que querem saber como ele tratou desses casos antes de sua eleição a papa, em 2005.


Foram feitas alegações de acobertamentos de abusos sexuais em Munique na época em que o papa foi arcebispo da cidade, entre 1977 e 1981. Grupos de vítimas pedem informações sobre as decisões tomadas pelo papa na época em que dirigiu o departamento doutrinal do Vaticano, entre 1981 e 2005.

G1

Família do músico Frejat ganha indenização milionária do Banco do Brasil


Família do roqueiro teve joias e moedas históricas roubadas de cofre. Valor de indenização estipulada pela Justiça do Rio é de R$ 1,45 milhão.

O Banco do Brasil foi condenado a pagar cerca de R$ 1,45 milhão por danos materiais à família do roqueiro Frejat. O pagamento já foi feito.

Em 2005, a família de Roberto Frejat entrou com uma ação pedindo indenização pelo furto de joias e moedas de ouro históricas de um cofre em uma agência do banco. A decisão é da 3ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do estado do Rio.


De acordo com a sentença, de novembro de 2008, os autores da ação - o pai, a mãe e o roqueiro Frejat -, tinham a receber R$ 1.143.096,97 por danos materiais. Segundo a decisão, esse valor tinha que ser corrigido desde 21 de junho de 2007 até a data do pagamento pelo Banco do Brasil.

O Banco do Brasil já pagou o valor corrigido à família Frejat. Entretanto, por ter feito o pagamento após a data estipulada na sentença, foi multado em 10% do valor da reparação. A assessoria de comunicação da instituição informou que o Banco do Brasil vai recorrer dessa multa.

Desenho e confecção pesaram na avaliação das jóias

A sentença destaca que, com relação às joias, “além do simples peso do metal precioso de que é feita”, também foi necessário avaliar o “desenho e a mão de obra dispensada para a sua confecção”.

A sentença afirma ainda que ”os autores, jamais, em tempo algum, ofereceram em penhor qualquer joia. Ao contrário, diante de seu alto valor, confiaram em uma instituição financeira do porte do Banco do Brasil para, em local supostamente seguro (cofre em banco), guardá-las.” O valor das joias foi avaliado em R$ 684.418.

Moedas de ouro históricas

Já para avaliar as moedas de ouro históricas, do tempo do Brasil Império, além dos elementos utilizados para a avaliação das joias, também foi levado em conta que a família Frejat queria, simplesmente, guardá-las em um local protegido. “Os autores não tinham qualquer interesse em negociá-las. Por isso, a guarda”, afirma a sentença. As moedas foram avaliadas em R$ 458.678,97.

O G1 tentou entrar em contato com Frejat, mas ele não foi encontrado. O advogado Gustavo Serra, que defende a família Frejat, preferiu não comentar o assunto.

G1

Justiça de SC solta condenado por matar menina em pia batismal


Criança de um ano foi encontrada morta em igreja de Joinville. Pedreiro, que cumpriria pena de 20 anos, pode ser solto ainda nesta quinta

O Tribunal de Justiça de Santa Catarina anulou, nesta quinta-feira (25), o processo que investigou e condenou o pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário a 20 anos de prisão. Ele era acusado de matar Gabrielli Cristina Eicholz, de 1 ano e meio, encontrada morta em uma pia batismal de uma igreja em Joinville (SC). Em 12 de março deste ano, o pedreiro completou o terceiro ano da pena na Penitenciária Industrial de Joinville.

Com a decisão, o pedreiro pode sair da prisão nas próximas horas se não estiver preso por outro motivo. De acordo com o Tribunal de Justiça, os trabalhos de investigação policial devem ser reiniciados.

Ainda de acordo com o Tribunal de Justiça, a decisão de anular o processo teve por base irregularidades nos procedimentos policiais e atendeu a um recurso da advogada Elizângela Asquel Loch, responsável pela defesa do pedreiro. "Houve violação das garantias constitucionais de Oscar e produção de provas ilícitas durante o inquérito policial", disse Elizângela.

Segundo ela, a confissão obtida pela polícia em 12 de março de 2007 foi ilegal. "Oscar foi preso durante o depoimento, mas o mandado de prisão foi expedido apenas no dia seguinte. Acho difícil que a polícia consiga reabrir o caso e fazer uma nova investigação em um segundo inquérito policial. Não há provas contra meu cliente", disse a advogada ao G1.

Pedreiro Oscar Gonçalves foi condenado a 20 anos de prisão, em 2008 (Foto: Cleber Gomes/A Notícia/Ag.RBS)

Caso

O crime aconteceu em Joinville, em março de 2007. Gabrielli, que tinha 1 ano e meio, foi levada para um culto da igreja evangélica e desapareceu depois de ter sido deixada em uma sala para brincar com outras crianças. Seu corpo foi encontrado no tanque batismal do templo. Um laudo do Instituto Médico-Legal (IML) apontou que ela foi violentada e estrangulada.


O pedreiro Oscar Gonçalves do Rosário foi preso poucos dias depois da morte de Gabrielli. Segundo a polícia, quando foi preso, ele confessou ter violentado e matado a criança. Ele também participou da reconstituição do crime. Duas semanas depois, ele voltou atrás e negou o crime.

Em agosto de 2008, ele foi condenado a 20 anos de prisão, em regime fechado. Durante o julgamento, Rosário negou que estivesse na igreja e disse que estava na casa dos tios. Ele teria saído por pouco tempo para fazer uma ligação para familiares.

O acusado ainda disse que foi ameaçado por policiais para confessar o crime e que chegou a ser agredido após fazer o exame de corpo de delito.

G1