quinta-feira, 30 de setembro de 2010

Edir Macedo e Igreja Universal saem em defesa de Dilma Rousseff e afirmam haver “jogo do diabo”


Uma carta em que bispo Edir Macedo, chefe da Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), classifica de “jogo do diabo” e “mentira” afirmação difundida contra a candidata do PT à Presidência, Dilma Rousseff, virou uma das principais armas do comando de campanha da petista para tentar manter sua vantagem nas pesquisas. Divulgada no blog de Macedo e viralizada por seu perfil no Twitter, a mensagem desmente que a candidata tenha dito que “nem mesmo Cristo, querendo” lhe tiraria a vitória.

Adversário do PT nos anos 80, Macedo chega a afirmar agora que Jesus não precisa “de advogados, nem de assessores de comunicação” e pede que os fiéis pensem e votem de forma “consciente e responsável”. O PT divulgou ontem o post “Dilma é vítima de mentiras espalhadas pela internet” no site Dilma na web e ativistas passaram a replicá-la em redes sociais.

“Recebi recentemente um e-mail, destes que em princípio parecem ter o nobre intuito de nos alertar para algo grave”, diz Macedo, no texto ilustrado com uma foto de Dilma no debate da Record – rede de TV controlada pela IURD. “A mensagem dizia que a candidata à Presidência da República Dilma Rousseff teria afirmado: “Nem mesmo Cristo querendo, me tira essa vitória”. O spam, com texto pobre, dizia: “Após a inauguração de um comitê em Minas, Dilma é entrevistada por um jornalista local…” Como as informações eram muito vagas (um comitê em Minas; um jornalista local), saí em busca de algo mais consistente, como um vídeo da suposta declaração ou ao menos uma gravação em áudio, mas não encontrei nada. Assim, tive certeza que se tratava de mais uma mentira.”

Macedo adverte que “pessoas mal-intencionadas têm procurado confundir muitos cidadãos com mentiras mal-elaboradas, a fim de atrapalhar o trabalho sério de alguns candidatos.” E pede ao fiel: “Pense nisto.” Em tom crítico, afirma que se “os cristãos fossem tão ágeis e eficientes para usar as ferramentas modernas da comunicação na pregação do Evangelho, assim como parecem ser para disseminar boatos, certamente muitas almas seriam ganhas para o Senhor Jesus”. E ataca: “Quem pensa que está prestando algum serviço ao Reino de Deus espalhando uma informação sem ter certeza de sua veracidade na verdade está fazendo o jogo do diabo. O Senhor Jesus não precisa de advogados, nem de assessores de comunicação que saiam em “defesa” de Seu Nome. Ele precisa de verdadeiros cristãos, que entendam, vivam e preguem a Verdade.”

Segundo ele, “nestes dias que antecedem as eleições, devemos observar se a plataforma dos candidatos em quem pretendemos votar não pode vir a prejudicar a Igreja. Use seu voto de forma consciente e responsável.”

O post tem links para duas notícias. Uma tem por título “Boatos tentam desestabilizar reta final da campanha de Dilma” e é do site R-7, da Record. A outra é do site Arca Universal, da IURD: “Dilma desmente boatos na internet”. A nota de Macedo foi ao ar anteontem, com a assinatura “Bispo Edir Macedo”, sob uma foto do próprio líder religioso, ao lado dos dizeres: “Sede vós também pacientes e fortalecei o vosso coração, pois a vinda do Senhor está próxima. (Th, 5, 8)”.

Convenção. O presidente do conselho político da Convenção Geral das Assembleias de Deus do Brasil, pastor Ronaldo Fonseca, disse ontem ao Estado que a denominação religiosa não usará cultos para desmentir acusações contra Dilma, mas contou que estão sendo realizadas reuniões de líderes com esse fim. “Não concordamos com a central da boataria”, disse Fonseca, candidato a deputado federal pelo PR – partido da base governista – de Brasília.. “O governo Lula foi bom para o povo evangélico. Não vemos a Dilma como o Demônio não.” Para Fonseca, os responsáveis pelas informações falsas não são instituições, mas indivíduos. “Se fossem instituições, seria mais fácil prestar solidariedade (à candidata). São aproveitadores”, afirmou.

Fonseca destacou que os evangélicos têm vários segmentos e deplorou que os boatos sejam divulgados. “O que é verdade tem que ser dito. Mas boatos, não. Infelizmente a central de boataria, em política, funciona.

Fonte: Estadão / Gospel+

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