terça-feira, 22 de junho de 2010

Pastor é condenado por pedofilia


Está preso desde o início deste mês em Rolim de Moura o ex-pastor evangélico José Cleber Rodrigues dos Santos, vulgo Clebinho, acusado de aliciar quatro adolescentes de sua igreja, a Metodista Unida, em abril de 2006. Ele já havia sido condenado em primeira instância em 2008, mas recorreu do processo em liberdade. Em novo julgamento, realizado em março deste ano, o Tribunal de Justiça manteve a decisão e desde então ele era considerado foragido.
Acompanhado de um advogado, José Cleber se apresentou no dia primeiro deste mês no Fórum de Rolim de Moura e está recolhido no presídio regional da cidade. Assim que o novo mandado de prisão foi expedido para Clebinho, agentes da polícia civil do município passaram a procura-lo. Depois de pelo menos dois meses de investigação, os policiais descobriram que ele havia fugido para Porto Velho. De lá acabou indo para o Mato Grosso.
De acordo com informações dos investigadores, o ex-pastor estava sendo monitorado durante todo o tempo com a ajuda de homens da Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal. Em algumas ações, os policiais chegaram a montar barreiras para abordar ônibus da igreja que viajavam para congressos. Um acordo entre os agentes e a família de Clebinho acabou fazendo com que ele se entregasse sem que houvesse uma perseguição.
No processo, José Cleber é acusado de aproveitar a liderança na época como pastor para coagir quatro adolescentes de sua igreja a praticar sexo com ele. Segundo o relato das vítimas, com a desculpa de que iria fazer orações para unção e curas interior, Clebinho ficava sozinho com as meninas e mediante ameaças acabava conseguindo o que queria. Na acusação, há o relato de menores de 15, 16, 17 e até uma criança de 12 anos.
“O acusado convidou a criança para ir até a igreja, a levou até um quarto nos fundos, trancou todas as portas do templo, escondeu a bicicleta da vítima e utilizando-se de pretexto de realizar ‘cura interior’ (pois ele tinha que realizar com esta uma quebra de maldição hereditária), a despiu, passou óleo em suas mãos, com a desculpa de ungi-la, introduziu seu dedo na vagina, mordicou seus seios, lhe mostrou fotos pornográficas, colocou a mão da criança sobre seu pênis, fez ela realizar uma das poses das fotos pornôs e novamente introduziu seu dedo na vagina dela”, relata o juiz na sentença final do processo.
Pela sentença, Clebinho foi condenado a oito anos, um mês e quinze dias de prisão em regime fechado por estupro e atentado violento ao pudor. Em nota, a OMEROM, Ordem dos Ministros Evangélicos de Rolim de Moura, disse que José Cleber nunca foi reconhecido como pastor pela entidade e que o mesmo não fazia parte do grupo.
Clebinho havia sido membro da igreja Metodista Weleyana do município e, depois de desavenças com líderes da instituição, fundou sua própria igreja em 2006, dando nome de Metodista Unida. Os crimes aconteceram no templo alugado por ele, na avenida São Paulo com a Rua Açaí, no bairro Beira Rio.

ROL News/Notícias Cristãs


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