quarta-feira, 16 de junho de 2010

Mulher que teve caso com padre perde bens para a Igreja

Justiça diz que como não viviam juntos, ela não tem direito a nada
Uma mulher que teve um caso com um padre de Novo Hamburgo (RS) durante 30 anos não terá direito a nenhum dos bens de seu amante depois da morte dele. Tudo o que o padre tinha ficou com a Igreja Católica.
A 8ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) não reconheceu a união estável entre um padre católico da Diocese de Novo Hamburgo, falecido em 2007, e uma mulher com quem ele se relacionou afetivamente.
O pedido para o reconhecimento da vida comum foi realizado pela mulher que afirmou ter mantido união estável com o religioso, de 1977 a 2007, até sua morte. Porém, o juiz Luis Gustavo Pedroso Lacerda, da 2ª Vara de Família e Sucessões de Porto Alegre, julgou o pedido improcedente, já que conforme a Lei nº 9.278/96, para que a união seja considerada estável a condição de sacerdote não seria empecilho para o reconhecimento da existência da união estável, sendo essencial, porém, para o reconhecimento mesmo que paralelo, a presença dos requisitos legais, convivência pública contínua e com o objetivo de constituir família.
O argumento da mulher é que o falecido padre exercia o ministério religioso em uma das paróquias do Vale do Rio dos Sinos e teria preferido manter o relacionamento de forma reservada para que pudesse continuar na profissão de ministro da Igreja. Ela diz ainda que a convivência era conhecida de vizinhos e familiares e que vivia em Porto Alegre, num apartamento de propriedade dele.
O padre era proprietário de duas casas (Imbé e São Leopoldo), um apartamento (Porto Alegre - onde reside a mulher autora da ação), um box de estacionamento, um automóvel, tinha ações da Brasil Telecom e contas bancárias.

Testamento
Outro motivo que levou o tribunal a negar o pedido da autora da ação, é que em 8 de abril de 2004 o padre instituiu como sua herdeira universal de todo o seu patrimônio a Mitra da Diocese de Novo Hamburgo.
E para o juiz, e todos mais que julgaram o caso, “seria impossível que alguém que manteve um relacionamento afetivo por 29 anos, com profundos sentimentos por uma pessoa, como se pode perceber nas inúmeras correspondências enviadas, pudesse ter tal atitude em relação à companheira de não lhe reservar qualquer bem, nem o próprio imóvel que atualmente utiliza como residência".
A mulher, autora do processo, pode tentar recurso especial e extraordinário.

Leia uma das cartas que teria sido enviada pelo padre para sua amante:

“Porto Alegre aos 7 de março de 1987.
Querida xxx (segue-se o nome):
Conforme palavra dada, até o dia 28 de fevereiro, eu deveria optar entre ti e o meu trabalho. Pensei demais sobre isto. Sempre chego à mesma conclusão. Tanto tu como o meu trabalho me parecem vitais. Como que os meus dois pés irrecusáveis na caminhada.
Entretanto sei que me alertasse de tua decisão. Tenho consciência dos teus direitos também, que não posso obstruir. Caso tomares outros e novos rumos de vida, tudo farei para acatar serenamente a tua decisão. Entretanto os laços de amizade são perenes e nada no mundo os possa destruir. Conte sempre comigo, como sempre serei o mesmo, que te ama e amará sempre.
Com beijos e abraços.
(assinatura)”.

Bem Paraná/Notícias Cristãs

Um comentário:

  1. o mundo parece esta no fim mesmo as pessoas nao respeitam o proximo nao tem amor em deus e usa a religiao para ganhar dinheiro mais jesus esta voltando e o mundo se acabando vamo ver quem vai subir quem vai decer nas pesquisas a maioria das pessoas usam a biblia para marcar lugar na igreja é dificio ne a vida e o mundo esta assim ...
    ass anderson de lima

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