terça-feira, 22 de junho de 2010

Fiéis trocam Bíblias pelas vuvuzelas em prol do Brasil

Os adeptos da Igreja Evangélica Bola de Neve estão acostumados a orar, cantar e bailar no meio de um enorme salão que fica na Vila Gilda, em Santo André. A rede religiosa internacional surgiu da crença de um grupo de surfistas. Lá, todos estão acostumados a fechar os olhos, a levantar as mãos e a reivindicar coisas que sejam possíveis, segundo juram os seguidores das palavras divinas. Não cobram nada que seja irreal ou egoísta. Mas ontem eles nem quiseram levar as Bíblias que imortalizam os ensinamentos de Cristo. Ao contrário, preferiram acionar as vuvuzelas que animaram a farra e, de quebra, ensurdeceram os 3 a 1 do Brasil sobre a Costa do Marfim.
Mas, antes de a redonda rolar no Soccer City, alguns personagens do staff da casa divina, como Fernandez, Gilberto Costa, Valter Bittencourt, Jorge Longo e João José do Carmo, trocaram os habituais cultos para se misturar àquela gritaria sem fim. Rinaldo, o Rina, é o chefão. Não estranhem: o clima é tão democrático que vale até chamar pelo apelido. "Jesus falou mais ou menos assim: ‘venha a mim do jeito que estás. Aqui, tudo pode, menos pecar''", contou Longo, ao esclarecer os motivos de tanta liberalidade na Bola de Neve. "Façam um pouco de silêncio... (vaias na plateia, pode?).Vamos pedir a Deus que ... Se o Senhor nos permitir, gostaríamos de licença para torcer pelo Brasil. Caso isto seja de Tua vontade, Senhor, que a gente possa trazer o título. Ah, mas temos um problema, bom Deus: ajude-nos a ligar o telão". (o equipamento apresentou defeito e não havia como consertá-lo imediatamente).
Milagre ou coincidência, as imagens apareceram logo em seguida. "Obrigado, meu Pai, amém", agradeceu um dos pastores. Mas, aos 40 minutos da segunda fase, sumiram de novo e não mais reapareceram aos olhos da fanática plateia que, ao ritmo do samba e da ginga na ponta dos pés, manteve o embalo da festa lá fora na calçada.
A cara pintada Vitória Assencio, 10 anos, todinha de verde-amarelo no rosto e na camiseta canarinho, provou que não era nenhuma ingênua no meio da torcida. Afinal, ela viu que o atacante Luís Fabiano usou os braços duas vezes ao marcar o segundo gol. A garotinha não mediu as críticas ao francês Stephane Lannoy pela expulsão de Kaká. "Ganhamos bonito, mas o juiz queria complicar", observou a bela e charmosa filha de Márcia.

Diário do Grande ABC/Notícias Cristãs


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