terça-feira, 22 de junho de 2010

Cristo e Bíblia podem virar patrimônios imateriais do Estado do Rio


Em pleno ano eleitoral, quando o principal interesse da população é discutir os rumos que o estado e o país devem tomar para o futuro, a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) vai analisar dois projetos que transformam Jesus Cristo e a Bíblia em... patrimônio imaterial do Estado do Rio. A iniciativa, de autoria do deputado estadual Édino Fonseca (PR), foi noticiada nesta sexta-feira pela jornalista Berenice Seara, na coluna “Extra, Extra!”.
— Como a estátua do Cristo Redentor, que é uma imagem de Jesus, foi considerada uma das sete maravilhas do mundo, eu decidi homenagear a pessoa dele. Jesus passa por praticamente todas as religiões. Já a Bíblia é uma obra de arte, literária, de valor incontestável, e de todas as religiões. É o livro mais editado e lido do mundo — explicou Fonseca.
O parlamentar, que é evangélico, decidiu homenagear Jesus e a Bíblia após a Alerj aprovar projetos semelhantes que transformavam os orixás em patrimônio imaterial do estado:
— Fui contra a homenagem aos orixás, porque eles são espíritos. Acho que apenas pessoas que já viveram entre nós e foram um exemplo, além de obras de arte e instituições, devam ser considerados patrimônio imaterial. Não sou contra a umbanda e o candomblé, mas acho que espíritos não devem ser homenageados desta forma.
Em 2004, quando estava em seu primeiro mandato na Alerj, Fonseca apresentou um polêmico projeto de lei que criava um programa de auxílio às pessoas que quisessem deixar de ser homossexuais. A proposta foi rejeitada.
No atual mandato, Fonseca conseguiu transformar em leis 17 projetos de sua autoria. A maioria deles considera “de utilidade pública” instituições como a Liga de Judô, e a Associação SOS em Defesa dos Animais. Ele também é o autor de dezenas de moções de aplausos e congratulações a pessoas “por seus relevantes serviços prestados”.
Segundo o cientista político Geraldo Tadeu Monteiro, a principal razão para a aprovação de tantas leis inócuas é devido ao esvaziamento do Poder Legislativo no Brasil:
— Na prática, tudo depende do Poder Executivo. O máximo que o Legislativo faz é aprovar o orçamento, que não é impositivo.

Extra/Notícias Cristãs


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