sábado, 22 de maio de 2010

Padre é acusado de transformar igreja em "masmorra erótica"

O juiz da 1ª Vara Criminal de Bangu (RJ), Alexandre Abrahão, decretou, na quinta-feira, a prisão preventiva do padre polonês M. M. S., de 44 anos, acusado de ter algemado um jovem de 16 anos e de ter praticado sexo oral nele, na casa paroquial Igreja Divino Espírito Santo de Realengo, em 2007.
Segundo a denúncia do Ministério Público Estadual, a vítima conta que M. chegou a oferecer dinheiro para calá-lo e o ameaçou, dizendo que "já sabia as flores que colocaria em seu caixão".
"O indiciado é uma pessoa compulsivamente ligada a sexo com adolescentes. O acusado arregimentava esse rebanho de inocentes para sua casa paroquial", escreveu o juiz na decisão. O jovem detalhou as tentativas do padre em aliciá-lo. Ele havia deixado a igreja em 2006, após dois anos servindo como coroinha. Mas M. o convenceu a voltar a frequentar a paróquia em 2007.
O abuso teria ocorrido próximo ao período de Carnaval daquele ano. "Ele solicitou a presença do jovem na casa paroquial, que estava deserta. No quarto, no segundo andar, após algemá-lo à cama, o despiu e nele praticou sexo oral", descreve a denúncia. Diante da recusa do garoto por sexo anal, M. teria lhe oferecido dinheiro pelo silêncio.
A denúncia relata ainda que o padre, ao perceber a recusa do menor em atender a suas ligações, ameaçou de morte a vítima. Se condenado por atentado violento ao pudor, M. pode pegar 10 anos de prisão. Embora o crime atualmente tenha sido revogado por lei, à época dos fatos estava previsto no Código Penal.

Pároco tentava aliciar mais vítimas com mensagens pornográficas
A denúncia do Ministério Público mostra também que o padre M. M. S. aliciava suas 'potenciais vítimas' pela Internet. A troca de mensagens com um coroinha ficou mais frequente quando o rapaz deixou a igreja, no fim de 2006. "Consta nos autos farto material erótico enviado à vítima, com o intuito de seduzi-la", destacou o juiz.
A intensa atividade do padre na Internet também pesou na decisão do magistrado de conceder a prisão preventiva. "É necessário que se cumpra, até porque o acusado, pela postura erótica das 'sedutoras' conversas, onde inclusive troca fotos, e descreve intensa vida sexual com outros", escreveu. Ele ressalta que as "orgias" eram descritas entre risos nas "conversinhas" mantidas com seus amigos na Internet. "E o perfil desenhado pela prova indiciaria sua franca capacidade de usar sua postura de padre para executar 'lavagem cerebral'".
O juiz atenta para o fato de que M., por ser polonês, pode deixar o Brasil, e ratifica sua decisão afirmando que "a liberdade do acusado põe em sério e concreto risco a garantia da ordem pública, em especial o bem-estar da juventude religiosa que frequenta as igrejas".

Pedófilo pego na Vila da Penha
Na Vila da Penha, policiais prenderam na quinta-feira em flagrante C. C. R., 28 anos, acusado de oferecer R$ 500 à família de menina de 13 anos para fazer fotos dela nua. C. chegou a conversar por telefone com a mãe da jovem, a quem proibiu de acompanhar a "sessão". Assustada, a mãe procurou a 38ª DP (Brás de Pina), onde foi orientada a marcar encontro com C. no Largo do Bicão. O acusado confessou que iria tirar as fotos no carro "para saciar o desejo".

Terra/Notícias Cristãs

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