sábado, 15 de maio de 2010

Gay não deve ser padre, afirma bispo

Presidente da CNBB diz que homossexuais não conseguem assumir o celibato e a castidade.
O presidente da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), d. Geraldo Lyrio Rocha, disse que homossexuais devem ser impedidos de ser padres, não por causa da homossexualidade, mas por não se sentirem capazes de assumir o celibato e a castidade. "Não é uma discriminação, é um direito da Igreja, que pode escolher aqueles a quem vai conferir o sacramento da ordem ou sacerdócio", afirmou.
A declaração de d. Geraldo foi feita ao interpretar trecho do pronunciamento que encerrou ontem, em Brasília, a 48.ª Assembleia Geral da CNBB. O texto trata da formação de padres, preocupação principal dos bispos para evitar novos casos de abuso sexual na Igreja. Ele propõe "trabalhar a dimensão humano-afetiva dos seminaristas, educando-os para o sentido do amor autêntico e verdadeiro, levando-os a assumir com maturidade e liberdade a exigência do celibato".
Os bispos pretendem selecionar candidatos ao seminário por meio de "acompanhamento que permita a admissão de pessoas com indisfarçável saúde física e mental, somada aos atributos de equilíbrio moral, psicológico e espiritual". As dioceses buscarão pessoas especializadas em ciências humanas para assessorar a equipe de formadores.
No documento, os bispos também pedem perdão às vítimas de abusos e prometem medidas concretas e urgentes na punição dos culpados. A confecção de uma cartilha, que será um protocolo de política oficial de ação da Igreja, também foi confirmada.
"O tratamento do delito deve levar em consideração três atitudes: para o pecado, a conversão, a misericórdia e o perdão; para o delito, a aplicação das penalidades (eclesiástica e civil); para a patologia, o tratamento", diz o pronunciamento.
Os bispos confirmaram a constituição de "uma comissão ad hoc para elaborar um vade-mécum" ou cartilha, que "deverá conter princípios teóricos, a partir da legislação civil e canônica, referentes ao proceder dos bispos e de suas dioceses nos casos de abusos". Com relação a eventuais indenizações, o advogado da CNBB, Hugo Sarubbi, informou que não é possível falar em política padrão. "Nos casos tratados até agora, parece que a responsabilidade é individual e particular, cabendo às pessoas culpadas", disse. / JOSÉ MARIA MAYRINK, ENVIADO ESPECIAL

Acordo milionário
O advogado de ex-coroinhas que teriam sido vítimas de abusos por parte de padres em Vermont, nos EUA, anunciou que uma diocese local vai pagar US$ 17 milhões para encerrar a ação.

AE/Notícias Cristãs

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