terça-feira, 13 de abril de 2010

Igrejas evangélicas abrigam vítimas da tragédia no Rio e em Niterói

Morro do Bumba em Niterói
O Exército de Salvação deslocou equipe de 12 pessoas de São Paulo para o Rio de Janeiro, com o propósito de auxiliar colegas da Emergência local que estão trabalhando no apoio às famílias que foram atingidas, na semana passada, por uma das maiores tragédias vivida pela cidade maravilhosa e arredores: chuvas, inundações, enxurradas, deslizamentos de terra.
De segunda para terça-feira, em menos de 24 horas foram registrados 288 milímetros de precipitações na capital fluminense, o equivalente à média mensal de abril, volume que daria para encher 300 mil piscinas olímpicas de água. A chuva que caiu durante a semana deixou um rastro de 229 mortes, dado computado até o final da tarde de ontem.
A maior tragédia aconteceu na cidade de Niterói (a 14 km do Rio), no deslizamento do Morro do Bumba, soterrando casas e matando pelo menos 39 pessoas. Segundo o Corpo de Bombeiros de Niterói, o trabalho de remoção no local deve durar mais de 15 dias, pois será preciso retirar um milhão de tonelada de lixo e entulho do local. A prefeitura estima que 200 a 300 pessoas moravam nas 50 casas que foram soterradas pela lama.
Igrejas evangélicas localizadas nas áreas atingidas – cidades de São Gonçalo, Niterói e Rio de Janeiro, nos bairros Rio Comprido e morro da Divinéia – acolhem pessoas que perderam tudo na enxurrada. A Assembléia de Deus do bairro de Fonseca, em Niterói, virou abrigo das vítimas da tragédia. O mesmo se passa na congregação da Assembléia do Viçoso Jardim.
A Agência Adventista de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (Adra) solicitou aos pastores da região que, nos cultos, intercedam pelas vítimas da catástrofe. A organização começou a recolher roupas, calçados, cobertores, colchões, fogões, geladeiras para os que perderam suas casas.
Integrantes da Força Jovem Brasil, organização ligada à Igreja Universal do Reino de Deus, passaram pelos pontos mais atingidos no Rio de Janeiro e levantaram as principais necessidades dos desabrigados.
O cenário é de terror e abatimento no Morro do Bumba, descreveram os pastores Antônio Mesquita, da Assembléia de Deus de Fonseca, Niterói, e Ezequiel Braça, do Projeto Crescer.

ALC/Notícias Cristãs

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