sábado, 13 de março de 2010

Secretário de Segurança é chamado para dar explicações sobre escolta de "apóstolo"


O secretário de Segurança Comunitária, José Milton da Costa, terá de dar explicações à Câmara, no próximo dia 18, sobre o fato de guardas municipais e agentes de trânsito atuarem como batedores para a comitiva do líder da Igreja Mundial do Poder de Deus, Valdemiro Santiago Oliveira, de 46 anos, que participou de evento religioso no último sábado na cidade. Paralelamente, terá de encaminhar aos vereadores cópias dos documentos referentes ao pedido de solicitação e ainda a autorização para que a Guarda Municipal e os agentes de trânsito realizassem a escolta do líder da Igreja.
Também no dia 18, José Milton e mais um secretário municipail, um presidente de entidade , um promotor de justiça e um delegado de polícia terão de ir à Câmara para dar explicações aos vereadores sobre problemas ocorridos em festas realizadas nos parques municipais da cidade. Além de José Milton, eles são o secretário Anderson Santos (Cultura), o presidente do Conselho Municipal da Criança e do Adolescente (CMDCA), Paulo Mortari, além do promotor e do delegado da Infância e Juventude, Antonio Domingues Farto Neto e José Augusto de Barros Pupim, respectivamente. O que motivou a iniciativa foi um tumulto no último fim de semana no Parque dos Espanhóis, em Pinheiros.
O secretário das Parcerias, Roberto Juliano, também terá de dar explicações aos vereadores, no dia 18, sobre a coleta seletiva de lixo, sobretudo em relação à remuneração dos cooperados que atuam na cidade.

Líder religioso
O pedido para José Milton falar sobre a escolta a um líder religioso partiu do presidente da Casa, o vereador Marinho Marte (PPS). Ao se manifestar sobre o assunto classificou-o como inexplicável e uma ofensa aos cofres públicos e à Guarda Municipal. Defendeu ainda que a corporação passe por uma uma reorganização interna e um redirecionamento, no intuito de enquadrar suas atividades nos preceitos constitucionais e legais. Não é a primeira vez que eu defendo uma reorganização da GM. O editorial do jornal Cruzeiro do Sul, publicado na edição de hoje, foi muito acertado ao colocar que a corporação, na forma que vem sendo conduzida, precisa ser revista, disse o vereador que continuou: O atendimento a uma demanda particular, além de configurar desvirtuamento dos objetivos da guarda, insinua neste caso específico, clientelismo político, já que quem solicitou os serviços foi um ex-vereador; um colega nosso, que fez parte desta Casa de Leis. Moralmente essa situação é grave e inexplicável. Isso causa perplexidade. É de tamanha a vergonha que deixa tomate vermelho essa situação, ironizou.
O presidente da Câmara, após solicitar os documentos e a presença do secretário para ser sabatinado sobre o assunto, também apresentou requerimento no qual pede a transcrição nos anais da Casa do inteiro teor do editorial, sob o título Escolta da GM.

Cruzeiro do Sul/Notícias cristãs

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