terça-feira, 30 de março de 2010

Padre diz que menor sumiu de Feira Grande após fazer denúncias

Pe Edilson Duarte
As acusações de pedofilia envolvendo padres católicos da cidade de Arapiraca, pertencentes a Diocese de Penedo, comandada pelo Bispo Dom Valério Breda, tomaram uma gigantesca proporção e continuam assustando a população, principalmente católica, que custam a acreditar nas cenas que tomam conta dos celulares e enchem os e-mails de prosélitos de todas as vertentes religiosas, com as cenas de homossexualismo entre um monsenhor e um jovem, que tiveram suas cenas íntimas filmadas na própria casa paroquial.
De acordo com as informações a polícia de Alagoas deve começar, ainda esta semana, a analisar a cópia de uma gravação que pode resultar nas primeiras prisões dos supostos integrantes da Máfia da Pedofilia, investigada a partir de uma série de denúncias contra padres de Arapiraca exibidas em nível nacional no programa Conexão Repórter, apresentado pelo jornalista Roberto Cabrini, no Sistema Brasileiro de Televisão – SBT.
Em parte da entrevista Pe Edilson diz: “O rapazinho (Fabiano) esta sendo vigiado ... vigiado... Eu digo isso porque o outro esta sendo vigiado 24 horas. Tenho certeza plena que esta vigiado 24 horas ... só digo uma coisa, se ligue viu ..., olha, morreu aqui, morreu aqui ... ‘... veja bem ... mexeu com ele ... esses homens são infelizes, vai até o fim ... depois do Cícero ter uma conversa em Feira Grande quem se arrombou foi o ‘pivete’ ... o pivete desapareceu”.
Policiais que trabalham nas investigações querem saber quem foi o garoto que desapareceu e quem seria o homem de nome Cícero, citado pelo padre Edilson Duarte. O padre Edilson também deixa claro que antes do programa Conexão Repórter ir ao ar, pessoalmente trouxe para Maceió o Monsenhor Luiz Marques, o mesmo que aparece em um vídeo mantendo relações sexuais com seu ex-coroinha. O padre nega que o monsenhor tenha deixado Alagoas.
Na semana passada a polícia ouviu uma criança de 11 anos que teria sido forçada a beijar um dos padres acusados. Também nessa mesma semana foi ouvido o pai do ex-coroinha Flávio Ferreira. Neusvaldo Lima Barbosa disse que vai ajudar o filho que segundo ele está sofrendo muito e precisa de ajuda.
Ainda de acordo com Neusvaldo, a filha caçula, a menor de iniciais R.V.B. já teria sido coroinha do Monsenhor Luiz Marques Barbosa, na igreja de São José, no bairro Alto do Cruzeiro. “Flávio foi o primeiro a ser coroinha. Começou quando tinha oito anos de idade, depois foi minha filha que também ajudava o Luiz Marques com os trabalhos na igreja. Como minha filha era a única mulher da turma, o Monsenhor, proibia a menina de ficar junto do irmão e de outros coroinhas na casa paroquial”, revelou.
A polícia também ouviu as diretoras da escola Francisco de Assis, onde os ex-coroinhas estudavam e que tinham as mensalidades pagas pelos Monsenhores Luiz Marques e Raimundo Gomes. O teor dos depoimentos não foi revelado pelas delegadas que alegam que as investigações seguem em segredo de Justiça.
As delegadas Bárbara Arraes e Maria Angelita Melo já solicitaram a prorrogação das investigações que mobilizou também os senadores que integram a CPI nacional da Pedofilia.

AquiAcontece/Notícias Cristãs

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