quarta-feira, 17 de março de 2010

Padre condenado por pedofilia na década de 80 é suspenso por violar norma

BERLIM - Os casos de abusos sexuais cometidos por padres na Alemanha estão levando a uma pressão crescente sobre o Papa Bento XVI. As críticas e pedidos por declaração aumentaram após o Pontífice receber, na sexta-feira, um relatório sobre os escândalos de pedofilia no país.
Na segunda-feira, políticos e fieis foram a público pedir que Bento XVI fale sobre o assunto. "O Santo Padre precisa dizer algo", declarou Dirk Taenzler, líder da Federação da Juventude Católica Alemã, ao jornal "Berliner Zeitung". O movimento católico progressista Iniciativa Igreja de Baixo (IKvU) chegou a pedir a saída do Pontífice. E no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, um grupo secularista, acusou o Vaticano de violar a Convenção de Direitos das Crianças.
- A Igreja precisa ser mais honesta e severa consigo mesma, e isso naturalmente inclui o Papa - declarou Wolfgang Thierse, vice-presidente do Parlamento alemão e membro da Comissão Central de Católicos.
Representante do Vaticano, o arcebispo Rino Fisichell, disse que o Papa vai se pronunciar numa carta sobre casos semelhantes ocorridos na Irlanda, mas não deu indícios de que mencionará a Alemanha. "A fúria contra o Pontífice é insana", disse Fisichell ao "Corriere della Sera".
Segundo a imprensa alemã, mais de 250 pessoas sofreram abusos em escolas dirigidas pela Igreja nas últimas décadas.

Sacerdote estava na pastoral de turistas
Na Bavária, um padre condenado por abuso sexual - e cuja transferência de diocese fora aprovada por Joseph Ratzinger quando ainda era cardeal - foi suspenso na segunda-feira de suas funções e seu superior, afastado.
Identificado como "H.", o padre fora condenado por abuso e transferido nos anos 80. Ele fazia terapia, voltou a trabalhar com crianças após a transferência e abusou de um menor. O Vaticano nega que Ratzinger estivesse a par do caso, e um subalterno assumiu a responsabilidade.
O sacerdote estava na pastoral para turistas em Bad Toelz desde 2008 e era proibido de trabalhar com crianças. A arquidiocese disse que ele foi suspenso por violar essa condição, mas que não abusou de nenhuma criança desde a condenação, em 1986.

Globo/Notícias Cristãs

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