segunda-feira, 8 de março de 2010

Novo escândalo sexual na Igreja já tem dois culpados


Meninos cantores do coro catedral de Regensburgo (Ratisbona) violentados durante 15 anos. Os pássaros cantantes da catedral de Regensburger-Ratisbona.

1. Desde janeiro passado, a Igreja Católica alemã entrou no olho do furacão de escândalos sexuais, a envolver crimes de pedofilia e atentado ao pudor. Isso ocorreu quando o reitor do Colégio Jesuíta Canisius de Berlim admitiu que ex-alunos suportaram abusos sexuais entre os anos 70 e 80.

2. Ontem, o arcebispo da cidade de Regensburgo da Baviera, também conhecida como Ratisbona, tornou pública uma declaração que chamou Carta aos Pais.
A Carta aos Pais revela que no arco de tempo entre 1958 e 1973 consumaram-se violências sexuais contra jovens menores de idade. Esses, cantores integrantes do famoso coro da catedral de Regensburgo (Ratisbona). Os criminosos agressores seriam, pela carta, “professores e prelados”.

3. Não há qualquer suspeita com relação ao irmão do papa Bento XVI. Georg Ratzinger, 86 anos, é o irmão mais velho do papa. Ele foi diretor do coral da catedral de Regensburgo (Ratisbona) de 1964 a 1994, quando violências sexuais se verificaram (na Carta aos Pais o arcebispo falou de abusos entre 1958 e 1973).
O irmão do papa disse ontem nunca ter sido informado de nada: “Nunca soube de nada”. Até agora, não há indicativo de que soubesse ou de que teria abafado o escândalo.

4. A diocese de Regensburgo (Ratisbona) sustenta ter identificado os dois autores dos abusos sexuais contra os menores do coro da catedral.
Um deles, segundo a diocese, era professor de religião (não se informou se era leigo). O outro era assistente do diretor da instituição escolar da diocese (não se sabe se era clérigo ou leigo).
A instituição anunciou que os dois autores dos crimes morreram em 1984. Mais, o professor de religião fora afastado em 1958 e o assistente do diretor recebeu censura em 1971.

5. O arcebispo Robert Zollitsch, que preside na Alemanha o colégio dos cardeais, foi chamado pelo papa Bento XVI para audiência designada para 12 de março próximo.
Na sua última manifestação sobre escândalos sexuais na Igreja, o papa Ratzinger falou em “transparência cristalina” e em vergonha. Essa manifestação foi logo depois de o governo da Alemanha haver reclamado da falta de colaboração efetiva com a Justiça pela Igreja local.

6. Bento XVI já foi reitor da Universidade Regensburgo (Ratisbona) e, anos atrás, lá proferiu um infeliz discurso contra os islâmicos que ensejou explicações, posteriormente aceitas.

7. Numa cronologia rápida, veio a furo, em 2002, o escândalo da arquidiocese de Boston (EUA), ou seja, casos de pedofilia a envolver mais de 200 padres. Em Dublin (Irlanda), dois inquéritos da polícia revelaram, em 2009, escândalos sexuais em uma paróquia e no Instituto Religioso da cidade. O escândalo na Alemanha começou em janeiro de 2010, em Berlim, e agora atingiu os menores que cantam no coro da catedral de Regensburgo (Ratisbona).

8. PANO RÁPIDO. Por evidente, não se pode generalizar e colocar sob suspeita toda a Igreja Católica. De certo, apenas a imperfeição do ser humano. O tal “pecado capital” é uma mera lenda aproveitada como desculpa para justificar os nossos permanentes deslizes. Como já se disse, “homem, lobo do próprio homem”.

Sem Fronteiras/Notícias Cristãs

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