sábado, 6 de março de 2010

Ajoelhava-se na igreja e rezava antes de furtar

Um homem, de 40 anos, entrava nas igrejas com discrição, ajoelhava-se, fingia estar a rezar e aguardava o momento certo para furtar peças de arte sacra.
Ao todo, nos últimos três meses, o indivíduo terá conseguido furtar 23 peças religiosas, em assaltos que perpetrou a 16 igrejas na cidade de Lisboa. Foi detido anteontem pela Polícia Judiciária (PJ), depois de, no dia anterior, ter realizado mais um furto, desta feita, na Igreja de São Paulo, no centro da cidade.
Os assaltos eram levados a cabo durante o dia, aproveitando as alturas em que as igrejas se encontravam com menos fiéis e escolhendo também aquelas que não possuíam qualquer sistema de segurança. No entanto, ao que foi possível apurar, chegou também a furtar peças de arte sacra na mais vigiada Basílica da Estrela.
Fingindo ser devoto o suspeito esperava a ocasião ideal para se apoderar das peças sem ser visto e depois, rapidamente, colocava-as num saco que levava sempre consigo. A escolha das peças era aleatória, mas nos últimos assaltos tinha furtado imagens de vários cristos, retirando-os da cruz. Santos, coroas, cálices e objectos em prata foram algumas das peças furtadas e que, posteriormente, eram vendidas em lojas de antiguidades.
A Polícia Judiciária constituiu arguidos dois outros indivíduos, comerciantes, por suspeita da prática do crime de receptação. "Ao que tudo indica tinham conhecimento de que eram artigos furtados", explicou fonte da PJ.
O alegado autor dos furtos tinha já antecedentes criminais pelo mesmo tipo de crime e foi ontem presente a juiz.
Até ao momento a PJ já recuperou 22 das 23 peças furtadas.

JN/Notícias Cristãs

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