quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Famoso cantor gospel fala em favor de diálogo entre cristãos e gays: “Os ensinamentos de Jesus são incongruentes com muito de nossa prática”


Derek Webb não tem o perfil de um evangélico comum, mas espera que um dia venha a ter. Bastante conhecido e querido pelos apreciadores de música cristã, Webb várias vezes tem flertado com a controvérsia desde o início de sua carreira solo, após sair do grupo Caedmon’s Call. Isso ficou acentuado depois do álbumStockholm Syndrome, de   2009,  cuja primeira música a fazer sucesso What Matters More  [O que mais importa], falava abertamente sobre a homofobia na igreja cristã. Nesta entrevista, perguntei a Webb sobre a sua identidade religiosa e como isso influencia seu trabalho e suas posições.
Chris Stedman: Acompanhando a sua carreira, parece-me que você se tornou cada vez mais assertivo ao expressar suas opiniões sobre certas questões sociais. O que há por trás disso?
Derek Webber: Minha esposa e eu somos artistas. Parte da vantagem de ser um artista é que você não apenas pode, mas tem a responsabilidade de pensar muito sobre as coisas e dar sua opinião aos que gostam do seu trabalho. Você pode dar apenas um ponto de partida para questões que nem sempre fazem parte da rotina ou da realidade da maioria das pessoas. Acho que existe muita gente inteligente por aí, mas que simplesmente não tem tempo para pensar sobre algumas destas questões. Fica mais fácil ver as notícias na TV, ler alguns blogs e a partir disso formar sua opinião sobre certas coisas.
Às vezes, as pessoas precisam de um empurrãozinho. Sinto que os artistas podem desempenhar um papel realmente único, aproveitando da vantagem de poder pensar sobre questões que atingem nossa vida e cultura para, em seguida, resumir esses pensamentos em apenas alguns minutos, acrescentar uma melodia – como algo que ajuda o remédio a descer – e dar às pessoas algo para reagir. A partir disso, elas poderão começar a formar suas próprias opiniões.
Qual foi a reação a What Matters More e, de maneira mais ampla, ao conteúdo de Stockholm Syndrome? Você estava preocupado com o risco de tomar partido em uma discussão tão acirrada?
Honestamente, isso já era bastante previsível. [Webber chamou para abrir os seus shows Jenniffer Knapp, cantora evangélica que se declarou homossexual no início do ano] O que realmente não esperava foi a resposta daqueles que administram a porção mercadológica da Igreja, especialmente no que se refere à “questão gay”. O que foi surpreendente, no bom sentido, e me mostrou que escolhi o melhor tipo de problema para abordar – foi a resposta de um grande número de pessoas que realmente estavam lutando espiritualmente com esse assunto.
Elas não sabiam como expressar quem realmente são e crer no que realmente pensavam crer. Durante toda a vida ouviram pessoas lhes dizendo que não podiam ser daquela maneira. Fiquei muito satisfeito por conseguir oferecer um pouco de sanidade mental a um punhado dessas pessoas. Isso fez valer a pena qualquer tipo de julgamento ou mal-entendido que meu álbum poderia gerar.
Pensando sobre  ter medo ou não de uma reação. Bem, levo meu trabalho muito a sério. Ao longo dos anos, tentei criar o hábito de não dar ouvidos às pessoas que me criticam ou me elogiam. A espiritualidade é algo muito misterioso e sinto como se tivesse recebido durante anos várias orientações de Deus sobre como e onde devo investir meu tempo e meu trabalho. É realmente isso o que estou fazendo. Se ao seguir fielmente essas coordenadas e acabar recebendo elogios de um determinado grupo de pessoas, isso é muito bom. Mas não faço nada para agradar os outros, nem fico chateado se perder o apoio de algumas pessoas ao longo do caminho. Prefiro muito mais ser fiel a ser bem-sucedido. Acho que essa é uma diferença real quando vejo como agem alguns profissionais do meio em que vivo.
Como você acha que a comunidade cristã pode construir pontes com a comunidade LGBT?
Pra começar, os cristãos podem parar de fingir que são tão diferentes. Acho que haveria uma mudança imediata na conversa, se todos percebermos como somos semelhantes e como partilhamos de uma linguagem comum. Outra coisa que realmente poderia mudar o diálogo entre a igreja e a comunidade gay – e que precisa desesperadamente mudar – é a resposta da igreja. A igreja passou tantos anos lidando publicamente com a moralidade da questão, de uma maneira que distorce a resposta que creio que Jesus daria. Talvez os cristãos tenham se esquecido, ou talvez nunca souberam, é que a maneira de tratar os gays não deveria mudar.
Quer você seja da opinião que a questão gay é perfeitamente admissível segundo a Bíblia, ou que é totalmente condenável, não importa. Saiba que essa resposta é o amor. Ponto final. É amar e manter os braços abertos, independentemente de sua posição sobre o aspecto moral.
Seu último trabalho, Feedback, é um disco de louvor. No entanto, é bastante  diferente dos discos de adoração, especialmente por ser, na maior parte, instrumental. Como você responde às pessoas que dizem que você “se vendeu”, ou que não é um “cristão de verdade”? E, por outro lado, como responder às pessoas que dizem que você é ” cristão demais” e que deveria “ficar com a sua religião para si”?
Regularmente escuto alguns desses comentários. Você não pode agradar todo mundo, e não gravo pensando em agradar a todos. No entanto, o trabalho de qualquer artista é olhar para o mundo e dizer o que eles veem. Todo artista, quer reconheça isso quer não, tem uma maneira preestabelecida  de ver o mundo e dar sentido ao que vê. Mesmo que seja uma maneira recheada  de incredulidade – sem crer que haja algo controlando o mundo e que tudo é completamente casual. Sempre existirá uma maneira preestabelecida como as pessoas analisam o que ocorre no mundo.
Um monte de “arte cristã” trata mais das “lentes” que usamos para ver as coisas do que do mundo que enxergamos através delas. Não vou criticar ninguém por fazer isso, mas prefiro olhar o mundo através do chamado para seguir a Jesus e dizer o que vejo. Mas isso não pressupõe que toda a arte que vou fazer será sobre seguir a Jesus.
No ano em que gravei  Stockholm Syndrome, aconteceram várias situações que me fizeram pensar muito sobre as questões referentes a raça e sexualidade. Tenho um monte de amigos e familiares que estavam sofrendo por causa do julgamento dentro da igreja. O meu melhor amigo é gay. Senti que havia um monte de gente ao meu redor traçando limites. Foi então que decidi: não quero traçar limites e escolher ficar de um lado ou de outro. Porém, se alguém vai me forçar a escolher de que lado quero estar, vou ficar do lado daqueles que estão sendo julgados, porque era assim que Jesus se encontrava com as pessoas. Fiz Stockholm Syndrome em meio a essa jornada. Essas mesmas lentes este ano me ajudaram a compor Feedback. São trabalhos artísticos bastante diferentes, mas foi exatamente a mesma ética que norteou esses dois registros.
Sou um ateu que trabalha para envolver os religiosos e os não-religiosos em torno do diálogo e da ação positiva. Queria saber o que você acha que pode ser feito para diminuir o que é talvez seja a maior divisão inter-religiosa: a existência de ateus que querem ver o fim de todas as religiões e parecem ser especialmente desfavoráveis ao cristianismo, e alguns cristãos que acreditam que os ateus estão causando a destruição dos nossos valores.
Acredito que deveríamos ir além da tolerância, precisamos amar e cuidar daqueles que não são como nós e não acreditam nas mesmas coisas. Puxa vida, essa é uma disciplina espiritual! Uma das características de seguir a Jesus é ir atrás e amar as pessoas que são diferentes de nós e têm crenças diferentes. Precisamos viver vidas cheias de amor, compreensão e achar um terreno em comum para conviver com essas pessoas.
O que muda a cabeça e a linguagem das pessoas são os relacionamentos. Pessoalmente, acho que qualquer cristão que não tem um amigo de verdade que é gay deva falar sobre a questão gay. Acho que devia ser quase uma obrigação antes de alguém expressar publicamente a sua opinião. É quase impossível descrever como sua postura e sua linguagem mudam quando você não está falando apenas de um “comportamento” ou de um grupo de “infiéis”, mas sim de um membro de sua família ou de alguém querido. Não estou dizendo que devemos mudar nossas posições sobre questões que pensamos ser verdadeiras, mas tudo poderia mudar se realmente conhecêssemos essas pessoas.
Qual é a sua visão para o futuro do cristianismo? Que tipo de comunidade cristã que você quer ver?
Honestamente, adoraria ver os cristãos seguindo a Jesus. Ele não era um cara fácil de seguir, especialmente quando começou a falar sobre amar o próximo e amar os inimigos; ir além da tolerância para viver entre pessoas que não são como você e que discordam de você. Realmente quero insistir em alguns desses pontos, porque acho que essas são as principais características de um seguidor de Jesus.
Não acho que o cristianismo, Jesus ou a Bíblia falharam. Acho que foram os cristãos que não conseguiram crer e viver isso. Se os cristãos conseguirem olhar para o exemplo e os ensinamentos de Jesus e os seguirem, acho que descobriríamos que são incongruentes com muito do nosso cristianismo cultural e nossa prática cristã de hoje. Gostaria muito de ver Jesus levar todos nós para fora do gueto que é a subcultura cristã.
Mesmo que isso acontecesse, continuaríamos sendo membros diferentes de um corpo. Ou seja, não quer dizer que, de repente, ficaríamos todos iguais. Continuaríamos tendo personalidades e dons diferentes. Essas diferenças são boas. Mas queria que mudasse a ética mais primária e básica que deveria guiar os seguidores de Jesus. Isso mudaria tudo e nos levaria de volta ao que realmente significa ser cristão: o amor.
Fonte: State of Formation / Gospel+
Tradução: Jarbas Aragão
Via: Pavablog

Ex-ateu cria organização para acabar com os esteriótipos de que Cristãos são “intolerantes, julgadores, hipócritas e homofóbicos”


A organização sem fins lucrativos Changing The Face of Christianity (Mudando a Face do Cristianismo) com sede no Texas, é uma resposta direta aos não-crentes que acreditam que todos os Cristãos são intolerantes, julgadores, hipócritas e homofóbicos, explicou o fundador R. Brad White.
White disse que ele quando fala com os não-crentes, céticos e agnósticos, eles constantemente rotulam os Cristãos com uma dessas quatro palavras. E esses quatro rótulos estão impedindo os apóstatas de retornar à Igreja, acrescentou.
“Para onde 75 por cento das pessoas retornaram no passado, agora apenas 35 por cento das pessoas estão retornando,” ressaltou.
Com isso, White a Changing the Face of Christianity será um recurso para reformar as propagação do estereótipo negativo e educar os jovens Cristãos a seguirem os seus passos.
As idéias de White não são novas. Dan Kimball opina no início de seu livro, “They Like Jesus, But Not the Church” (Eles Gostam de Jesus, Mas Não da Igreja), que a geração emergente é espiritualmente aberta para falar de Jesus, mas são muito desinteressados em participar ou estar associado com a Igreja.
Kimball argumenta que os pastores e os ministros perderam o contato com a nova geração fechando todos outros pontos de vista e opiniões, mas aqueles de colegas Cristãos.
O argumento de White vai mais além e afirma que os membros e líderes da Igreja claramente os desanimam ao “odiar o pecado e o pecador.” Ele disse que isso é mais evidente com a homossexualidade. Os líderes da Igreja misturaram a Bíblia com a política de condenar os homossexuais pelos seus estilos de vida,” lamentou.
Embora o sentimento possa ser baseado na Bíblia, ele observou: “As coisas que dizemos e o modo como dizemos os desanimam.”
De acordo com uma pesquisa de 2008 da LifeWay Research, 72 por cento dos americanos sem Igreja acreditam que a Igreja está cheia de hipócritas. Uma pesquisa anterior da LifeWay também revelou que 17 por cento daqueles que antes frequentavam a Igreja, saíram porque se sentiam membros da Igreja “parecia hipócrita” e “estavam julgando os outros.”
White acredita que o Cristianismo está sob o ataque interno, com muitos crentes, adorando ou vivendo a vida cristã da boca para fora.
“Desertores,” disse ele, “veja o rótulo superficial dos Cristãos que falam por falar, mas não andam no caminho. Os não-cristãos não os levam a sério, porque muitas vezes eles não seguem o seu ensino e pregação, o que põe em risco a eficácia do evangelismo e dos esforços Cristãos.”
Os não-crentes desprezam o Cristianismo por todas as razões erradas,” lamentou. “Se os não-crentes nos odiassem por realmente vivermos a nossa fé e por sermos os melhores amantes das pessoas que o mundo já conheceu, então a nossa campanha acabaria. Gostaríamos de aceitar alegremente as críticas.”
A Changing the Face of Christianity está focada no lançamento de uma campanha de sensibilização e educação para ajudar os Cristãos a inverterem os estereótipos negativos. A organização sem fins lucrativos foi projetada para “salvar a religião cristã da autodestruição, ajudando os Cristãos a se tornarem mais parecidos com Jesus Cristo.”
Atualmente, a organização tem uma série de estudos bíblicos que abordam temas como “ser crítico,” “ser político em demasia” e de “ter uma fé superficial” durante um período de sete a oito semanas.
“Nossa abordagem é ensinar o que a Bíblia diz sobre como se relacionar com os não-crentes,” explicou White.
Cada lição começa com uma definição explicativa do porque cada título é negativo e cita o material de ateus e outros não-crentes. Há várias passagens da Bíblia para expressar a visão de Deus e/ou exibição de Jesus e as questões para discussão.
Várias Igrejas na região de Dallas começaram a utilizar o estudo com jovens adultos e têm dado os pontos positivos para o currículo, de acordo com White.
Em quatro a cinco meses, White espera ampliar os esforços da organização sem fins lucrativos no sentido de incluir discussões abertas, onde os estudantes universitários cristãos podem vir com os seus amigos não crentes para falar abertamente sobre a fé.
Ele também pretende manter um centro de treinamento para se aprofundar em temas que repelem os não-crentes da Igreja.
Fonte: Christian Post / Gospel+

Teologo afirma que judeus lidam melhor com sexo do que os Cristãos: “os Cristãos dedicaram as suas energias mais ao evangelismo do que à reprodução”


Os judeus lidam melhor com o sexo do que os cristãos, afirmou um professor de teologia ao falar na Conferência Hönö de grupos de fé cristã, organizada anualmente na costa oeste da Suécia. A Hönö é realizada desde 1945, sempre organizada pela Aliança Missionária da Igreja da Suécia [Luterana].
Leif Carlsson (foto), um dos palestrantes da Conferência Hönö deste ano, quer que os cristãos resolvam de uma vez a visão negativa que a fé tem em relação ao sexo. Ele usou como termo de comparação o judaísmo, segundo reportagem do jornal cristão Dagen.
Desde os tempos da igreja primitiva, os cristãos dedicaram as suas energias mais ao evangelismo do que à reprodução. Afinal, eles acreditam que Jesus está voltando em breve e um novo mundo será criado, diz o relatório.
“Existem poucos modelos a serem seguidos no Novo Testamento. Jesus não era casado e não falou muito sobre sexo e não precisamos falar sobre Paulo. Gostaríamos que o Novo Testamento falasse mais sobre sexo, mas ele não diz quase nada”, disse Carlsson ao Dagen.
O silêncio em torno da sexualidade começou sendo influenciado pelos que se opunham à visão grega sobre o assunto e acabou tornando-se uma visão negativa do sexo. “No entanto, a atitude cética da igreja ao longo da história mudou de tal forma que a sexualidade é vista de maneira bem mais positiva nos dias de hoje”, prossegue Carlsson.
No judaísmo, a sexualidade sempre foi vista como algo essencialmente bom. Segundo Carlsson, isso pode ter acontecido porque os judeus eram sempre minoria e a reprodução era essencial para a sua sobrevivência. “No judaísmo rabínico, é fortemente acentuada. Eles dizem que o sexo é mais importante do que estudar a Torá. Há também uma atitude geral mais positiva em relação ao corpo e ao desejo”, acrescenta o teólogo.
“Os homens têm obrigações sexuais para com suas mulheres. Existem regras antigas de quantas vezes o homem deve satisfazer uma mulher, que variavam dependendo da profissão do esposo. Para um marinheiro, uma vez a cada seis meses, para o desempregado é algo diário e para um professor da Torá, toda sexta-feira”, explicou rindo.
A tradição judaica tem um claro viés patriarcal, mas Carlsson vê sinais de que há respeito pelas mulheres. “Em um texto cabalista judeu dos século 13, existe a proibição ao sexo forçado no casamento. Isso só foi regulamentado na Suécia na década de 1970.
Perguntado sobre o motivo de tantas pessoas serem feridas por causa do sexo, se é algo positiva, à resposta ao jornalista do Dagen foi: “Os judeus dizem que a sexualidade é uma das forças mais poderosas que os seres humanos têm, mas precisa ser domesticada para ter um efeito positivo”.
Fonte: The Local / Gospel+
Tradução: Jarbas Aragão
Via: Pavablog

Diretor que estaria forçando presos a assistirem canal evangélico fala sobre a polêmica: “quem patrocinou foi a Rede Super, da Igreja Batista da Lagoinha”


Após a polêmica gerada pela Folha ao afirmar que presos de uma unidade prisional temporária de Minas Gerais estariam sendo obrigados a assistir 24 horas por dia um canal evangélico, o diretor da prisão enviou uma nota ao Gospel+ dando a sua versão da história. Nela ele afirma que, diferente do que foi noticiado, a televisão exibe outros canais e também é compartilhada com outras religiões.
Luis Fernando de Sousa, o diretor, reforçou o trabalho de reabilitação que o programa cria e reafirmou que o conteúdo escolhido para ser exibido é o melhor para os detentos, já que não seria uma boa opção exibir canais com pornografia, violência e outras tipos de conteúdo que poderia atrapalhar a reabilitação dos educandos.
Confira abaixo a integra da nota enviada ao Gospel+ pelo diretor Luis Fernando de Sousa:
Gostaria de solicitar a V.Sª que esclareça aos leitores sobre a verdadeira finalidade do nosso projeto.
Bom, falarei um pouco sobre o Projeto.
Graças à parceria firmada, sem ônus para os cofres públicos, entre a Unidade Prisional Ceresp São Cristóvão, em Minas Gerais, e a Rede Super de Televisão, nasceu o Projeto TV CELA , que disponibilizou televisores com finalidade de viabilizar aos presos acesso a filmes educativos, que transmitam uma mensagem de vida, que enalteçam a moral, a virtude, o caráter, que falem sobre honestidade, enfim , que façam bem à psiquê daqueles indivíduos que se encontram à disposição do Estado. É importante frisar que a única finalidade é a recuperação e a preparação para que eles voltem à liberdade um pouco, ou quem sabe, muito melhores do que lá entraram.
Não existe discriminação pois o acesso é permitido a outros cleros. Existe também uma câmera com um microfone para que o Padre, Pastor, Psicólogo, Assistente Social, profissionais da área de saúde, etc…, falem diretamente com os detentos através dos televisores. Através desta câmera, os reeducandos têm acesso à palestras sobre doenças sexualmente transmissíveis e orientações jurídicas por parte da Defensoria Pública. Na última quarta feira, dia 22/12/2010 , recebemos a visita do Padre José Geraldo e o mesmo trouxe uma palavra de vida para os reeducandos. Estamos aguardando a visita do Bispo para que fale diretamente com nossos reclusos, conforme nos informou a Dona Alice da Pastoral da Igreja Católica. Exibimos semanalmente videos do Padre Léo, e já liberamos outros canais (de cunho educativo) para eles. Não podemos permitir canais de televisão que mostrem pornografia, filmes violentos, apologia ao crime, e coisas desse
gênero.
Não existe, portanto proselitismo, como foi divulgado pela folha, existe sim, orientação e assistência religiosa através dos voluntários da Pastoral Carcerária, seja evangélica ou católica. Vale a pena lembrar que quem patrocinou os televisores foi a Rede Super de Televisão, porém não ficou condicionada a exibição apenas desta emissora, e tenho certeza que qualquer outra Igreja, Emissora de TV, Empresas da Rede Privada, que quiserem doar Televisores para outras Unidade Prisionais aqui em Minas Gerais, com intuito de promover a ressocialização do preso, serão bem vindos. Creio que a responsabilidade de proporcionar oportunidade de recuperação para aqueles que cumprem pena privativa de liberdade é de todos nos, não somente das Igrejas e do Estado. Um grande abraço a todos e um excelente Ano Novo, repleto de realizações e paz.
Luís Fernando de Sousa
Diretor Geral do Ceresp São Cristóvão – MG
Fonte: Gospel+

Universitárias se prostituem para pagar a faculdade

Jovens de Ribeirão Preto chegam a ganhar de R$ 9.000 a R$ 15 mil por mês. 
Uma garota morena, bonita, não muito alta e com 22 anos. Assim é Sofia*, universitária do curso de moda em uma faculdade de Ribeirão Preto, no interior de São Paulo, que decidiu se prostituir para pagar a faculdade.
A difícil decisão foi tomada há seis meses. Ela realiza quatro encontros por dia, cobrando R$ 250 cada um. Por mês, ela recebe de R$ 9.000 a R$ 15 mil, segundo relata à reportagem.
Ela, como outras estudantes da cidade, vende o corpo para pagar o curso universitário. Em geral as jovens decidem se prostituir quando a família enfrenta problemas econômicos.
Esse é o caso de Juliana*. Ela veio do norte de Minas Gerais para estudar engenharia civil na mesma cidade. Quando os pais encontraram dificuldades financeiras, a prostituição foi uma saída.
- Coloquei um anúncio na internet. Meus clientes em geral têm uns 40 anos, são casados e insatisfeitos com a parceira. Por mês, eu consigo receber R$ 8.000.
Quase todas as jovens esconde a condição de prostituta tanto da família quanto dos amigos. Elas relatam que não querem ter essa vida para sempre.
Sofia pertence a esse grupo. Ela quer terminar os estudos, comprar uma casa e investir em novos caminhos da vida.
- Pretendo abrir meu próprio negócio. Também quero casar e ter filhos, por que não?

*Nomes fictícios

Notícias cristãs com informações do R7
 Link Original: http://news.noticiascristas.com/2010/12/universitarias-se-prostituem-para-pagar.html#ixzz19bFHihET 
Under Creative Commons License: Attribution Non-Commercial

Acusado de decapitar meninas enganou pastor para se esconder em Centro de Reabilitação

Na 4ª Delegacia, em São Caetano, Danilo encontrou o dono do estabelecimento, que afirmou tê-lo perdoado pela mentira.
Danilo Rocha de Carvalho, de 18 anos, um dos acusados de ter participado da decapitação de duas estudantes no IAPI, que foi preso no início da madrugada desta terça-feira (28), pela polícia civil, e assumiu ter participado da ação criminosa apenas 'ensacando os corpos', estava contando com a sorte e com a solidariedade de um casal de evangélicos para escapar da polícia e fugir para Sergipe.
Por intermédio de uma parenta, ‘Cacaroto’ conheceu um Centro de Recuperação para viciados em drogas pertencente a um pastor e a esposa, localizado no município de Simões Filho, na região metropolitana de Salvador. Durante duas semanas o acusado ficou escondido no Centro que cobra R$5,00 por dia para hospedar os usuários de drogas em tratamento contra o vício.
No local, Danilo conheceu um homem identificado como ‘Itamar’, que já tem passagem pela polícia por homicídio e planejava viajar para Aracaju, em Sergipe. ‘Cacaroto’ pediu ao mais novo amigo que estava internado há três meses, para acompanhá-lo na viagem.
Ao pegar a estrada em direção a ‘liberdade’, o suspeito acabou parado por uma blitz policial, sendo reconhecido e preso. Já na 4ª Delegacia, em São Caetano, Danilo encontrou o pastor dono do estabelecimento, que afirmou tê-lo perdoado pela mentira.

O acusado
Danilo é o terceiro acusado de ter cometido o crime que já foi preso, antes dele a polícia capturou Jarbas Cristiano Chaves de Souza, 24, e Adriano Silva Nunes, 22, conhecido como o 'Bocão'. Vítor Santos de Almeida, 26, o 'Branco', foi morto em uma ação policial no dia 10 deste mês.
'Cacaroto' foi denunciado pelos outros acusados do crime, Jarbas Cristiano Chaves de Souza e Adriano Silva Nunes. Ele ainda é acusado de participar das mortes do policial Edmilson Nascimento, em dezembro de 2009, e do artista de rua Gildenor Ferreira de Oliveira, conhecido como Chaplin da Barra, em janeiro deste ano.

Buscas
"Ainda faltam dois, mas é apenas uma questão de tempo", informou o delegado titular da 4ª Delegacia (São Caetano), Omar Andrade, se referindo aos criminosos Alex Santos e Silva, de 21 anos, o 'Lequinho', e Risovaldo Hora Costa, 20, o 'Riso'. As estudantes Gabriela Alves Nunes, de 13 anos, e Janaína Cristina Brito Conceição, 16, foram assassinadas no dia 19 de novembro.

O crime
As duas meninas, as estudantes Gabriela Alves Nunes, de 13 anos, e Janaína Cristina Brito Conceição, de 16 anos, foram encontradas decapitadas na Avenida San Martin. A investigação apontou que elas foram mortas em uma casa em construção na Nova Divinéia e tiveram os corpos abandonados na San Martin para despistar a polícia.

Notícias Cristãs com informações do Correio da Bahia
 Notícias Cristãs. Link Original: http://news.noticiascristas.com/2010/12/acusado-de-decapitar-meninas-enganou.html#ixzz19bEa9XOA

sábado, 18 de dezembro de 2010

Prepare-se para concurso de agente administrativo


Já foi solicitada ao Ministério do Planejamento a abertura de 1.352 vagas para esperado concurso da Polícia Federal, destas, 1.024 são para nível superior, distribuídas entre os cargos de papiloscopista (116), agente de polícia (396), delegado (150) e escrivão (362); para o nível médio são 328 oportunidades de agente administrativo.
Aguardado desde 2004, ano do último concurso da Polícia Federal na área administrativa, as chances para o ensinomédio prometem ser concorridas. Para Diogo Toporowski, aluno da Academia dos Concursos que está se preparando desde 2006, o fato de não haver necessidade de um curso de formação para a função de agente administrativo, diferentemente de outras áreas, é um dos diferenciais que a torna atrativa, além da estabilidade e da remuneração.
Já somadas às gratificações, os salários de nível médio da Polícia Federal chegam a R$ 2.988,44, porém, Wesley D’Agostino, agente administrativo do Departamento da Polícia Federal alerta que “o agente administrativo será integrante do Plano Especial de Cargos do Departamento de Polícia Federal (PECPF), plano que não faz parte do quadro de servidores da PF. É justamente por isso que estamos buscando a reestruturação da carreira, quem entrar deverá assumir o compromisso de se juntar a essa luta e buscar valorização salarial”.
Conteúdo Programático  – Para a prova são esperadas as matérias: português, informática, raciocínio lógico, atualidades, noções de administração e de direito.
O professor Carlos Alberto De Lucca, coordenador geral da Siga Concursos, aconselha os candidatos iniciarem os estudos por português, informática e raciocínio lógico, pois as demais são as que tendem sofrer mais alterações de um edital para o outro.
Já para Mônica Ferreira Nunes, coordenadora pedagógica da Central de Concursos, a disciplina com a qual o aluno tenha mais dificuldade deve ser a mais estudada, não deixando de lado as outras.
Ambos acreditam que o Centro de Seleção e de Promoção de Eventos (CESPE) seja o escolhido para organizar a seleção.  “Saber qual é a organizadora é fundamental para facilitar os estudos, cada uma tem um estilo de prova e uma forma específica de abordar conteúdos”, acrescenta Mônica.
João Lasmar, professor da Academia do Concurso, concorda “deve ser escolhido o CESPE, pois a Polícia Federal já tem um histórico com esta banca, ou seja, as questões tendem a ser mais voltadas ao entendimento e a multidisciplinaridade e não para a simples decoreba”.
Estudos - Diogo estuda 7h por dia, ouvindo as gravações durante o trajeto de ida e volta ao serviço, que dura 2h cada, e mais 3h no cursinho. Aos sábados a preparação é integral, das 8h às 19h30, com apenas 1h de almoço; já aos domingos ele arruma tempo para se exercitar um pouco e passar um tempo com a companheira Suellen e os filhos gêmeos de 8 anos, mas mesmo assim se dedica à matéria que estiver pendente.
Wesley, que passou no concurso faz mais de 5 anos, também se esforçou bastante para conseguir alcançar sua aprovação, “estudava todos os dias, abdiquei de diversão, gastos, passeios, baladas e tudo que pudesse atrapalhar e tirar minha concentração, me dediquei e foquei no objetivo”. Ele dá a sugestão para quem pretende chegar aonde ele chegou: “comprar um material de qualidade para os estudos, se desprender de tudo que possa atrapalhar e estar disposto a fazer um sacrifício por alguns meses garantirá seu emprego e uma condição de trabalho mais digna por toda a vida”.
Para Mônica o ideal é “fazer um plano de estudos, incluindo local onde vai estudar, horário, por quais matérias você vai começar, fixar uma meta e não desistir até alcançá-la, pois o mais importante é manter o foco e a disciplina no estudo”.
De Lucca dá dicas de métodos que são eficientes como “gravações de áudio, queconsiste em gravar o conteúdo a ser memorizado e ouví-lo repetidas vezes. Perguntas e respostasa pessoa elabora perguntas diretas sobre o assunto, responde, e cada dia, todas as perguntas daquela disciplina deverão ser respondidas, desta forma toda a disciplina será memorizada. Há tabém as fichas de resumosnas quais o candidato elabora fichas de cada assunto da discplina, resumindo em poucas palavras, figuras ou símbolos, e, ao ler estas palavras ou ver os desenhos e símbolos, o estudante lembrará de toda a teoria que estudou quando a elaborou”.   
Já Lasmar acredita que “o método mais eficiente é aquele que o candidato utilizou durante a sua vida escolar, ou  seja, cada um tem formas próprias de absorver conhecimento e de memorizar e não devemos acreditar que só vale a forma como os outros se preparam, devemos acima de tudo respeitar as nossas características próprias de aprendizado e intensificá-las nesse momento”.
Dicas - De Lucca dá dicas essenciais para obter um bom resultado na prova: “mantenha o foco, confie em você, imagine-se aprovado, não pense somente em concurso, organize seu tempo de estudos e descanso, não pense nos concorrentes, pense no concurso mais como uma prova, estude conforme o edital, prepare-se com antecedência, resolva provas anteriores, esteja preparado para todas as fases e saiba que pode aprender qualquer matéria do concurso”.
Mônica acrescenta que buscar ajuda de profissionais e estabelecer uma meta ajuda bastante. Já para Wesley o que traz resultados é “estudar, estudar, estudar, e quando sobrar tempo, estudar”, que foi o que ele fez quando prestou o concurso.
Hora da prova - De Lucca aconselha ler com atenção as instruções e as questões, começar resolvendo as questões mais fáceis e curtas das matérias, reservar de 30 a 40 minutos para preencher as respostas no cartão e ficar na prova até o final, pois no decorrer do exame a ansiedade diminui e o candidato começa lembrar o que no início não conseguia devido ao nervosismo.
Para Mônica concentração e calma são essenciais, “se estiver nervoso respire fundo e pense: estou preparado e vou fazer uma ótima prova”.
Lasmar acha que é fundamental não ter medo da prova e não a ver como se fosse a última oportunidade da vida.
Já Wesley acredita que entrar na sala de aula muito cedo pode aumentar a ansiedade e recomenda levar chocolate e café para “ativar os neurônios”.
Lasmar finaliza deixando um recado: “o candidato precisa saber que o concurso público é a forma mais democrática de empregabilidade, pois não leva em conta a classe social, a idade e a formação anterior; podemos afirmar que a probabilidade de passar em um concurso público é diretamente proporcional ao tempo de preparação que o candidato possui, ou seja, se você estudar para passar em um concurso público você conseguira êxito, bastando para isto não desistir”.

Carolina Pera