quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Morre a autora Andrea Maltarolli


A autora Andrea Maltarolli faleceu na manhã desta terça-feira, no Hospital Samaritano, no Rio de Janeiro, em decorrência de um câncer de mama com metástases, segundo informa a TV Globo. Andrea tinha 46 anos.

Formada em História e em Comunicação Social, Andrea Maltarolli entrou na TV Globo em 1994, pela oficina de autores e roteiristas da emissora. Ao lado de Emanuel Jacobina, um de seus colaboradores em Beleza Pura, desenvolveu o projeto de Malhação. Andrea Maltarolli fez parte da equipe de roteiristas de Malhação por alguns anos. Durante este período, escreveu também para outros programas da TV Globo, como Escolinha do Professor Raimundo, A Turma do Didi, Chico Total e Zorra Total. Em 2008, Beleza Pura marcou sua estreia como autora de novelas.

Andrea Maltarolli achava que sua relação com a televisão era mágica. A explicação para este fascínio vem lá de trás. Até os 12 anos, a autora morou no Pará e no Amapá, onde, na época, não era comum as casas terem televisão. "Lembro que uma vez eu vi um aparelho ligado, com a tela cheia de chuvisco, passando futebol. A outra vez foi quando o homem pisou na Lua. Estávamos em uma casa que tinha uma televisão e me lembro do meu pai me chamando para ver. Depois disto, nunca mais assisti à TV, só quando voltei para o Rio. E aí vi um programa de auditório e fiquei totalmente fascinada com aquilo", revelou Andrea na véspera de sua estreia no horário das sete.

A autora será velada nesta quarta-feira, das 10h às 11h30, na Capela 1 do Cemitério Memorial do Carmo (Rua Monsenhor Manuel Gomes, 287, Caju, Rio de Janeiro).

CORREIO WEB

Padre e... Surfista

Pe. José Pedro Azevedo, pároco de Espinho, concilia mar e oração.
No mar, a prancha é o seu lugar sagrado. Depois de ter praticado vários tipos de desporto, o Pe. José Pedro Azevedo fixou-se no bodyboard, mas fez também uma incursão no surf.
Para além de desportista, este jovem padre da diocese do Porto poderia ser engenheiro mecânico no mercado de trabalho. “Andei alguns anos na Faculdade de Engenharia antes de arriscar a minha ida para o Seminário do Porto” – disse à Agência ECCLESIA.
Nos tempos da juventude fez a caminhada no grupo de jovens. Em contacto com o «Movimento Oásis» - “onde o meu grupo de jovens participava” – e num curso com a Irmã Maria Amélia Costa começou a colocar a questão da vocação. “Estava numa vida completamente diferente e, inicialmente, até coloquei isso de parte”, no entanto “aquele bichinho nunca mais deixou de roer aqui por dentro”. Depois de dois anos no Pré-Seminário “resolvi abandonar engenharia e lançar-me” – frisou o actual pároco de Espinho.
Nos tempos de juventude praticou vários tipos de desportos: ténis, atletismo e ginástica. Depois da entrada no seminário para aprofundar a sua vocação “deixei muito daquilo que fazia e, praticamente, só jogava ”. Quando foi para Espinho surge o surf, “apesar de ter feito uma incursão quando era mais novo, mas não resultou” – salienta.
Após a ordenação, o Pe. José Pedro foi exercer as funções – durante três anos e meio - de secretário de D. Armindo Lopes Coelho. “É uma vida pouco activa no que toca ao desporto” – lamenta.
Junto ao apelativo mar de Espinho, o Pe. José Pedro voltou a sentir a necessidade de praticar desporto. “A malta convidou-me a fazer surf e avancei por aí” – refere. Para além da vertente desportiva “posso contactar com muitos jovens”.
Como a maioria das pessoas do seu grupo se radicou no bodyboard, “fiquei também neste desporto”. Sabe a maioria das técnicas do bodyboard e tem “os equipamentos todos” – avançou. Uma prancha, uns pés de pato e o fato são objectos fundamentais para a prática deste hobby do Pe. José Pedro. Não considera este desporto difícil. “A primeira vez que nos metemos na água conseguimos fazer alguma coisa e isso dá-nos ânimo para continuar”.
Depois de lhe confessar a minha falta de habilidade para o bodyboard e explicar que a prancha não deslizava com o peso do meu corpo, o Pe. José Pedro deu-me uma lição teórica: “as pranchas devem ser adaptadas à estrutura física das pessoas, só assim conseguimos evoluir e dropar uma onda (dialecto do surf que significa descer a onda da crista até a base).
Este desporto tem várias manobras e utiliza também alguns termos técnicos. “A maioria das vezes deixava-me ir na onda e olhava como os outros faziam para aprender” – frisou o pároco de Espinho. O contacto com os colegas “é um dos privilégios” deste tipo de desporto que “não é colectivo nem individual”.
Enquanto estes gladiadores do mar esperam pelas ondas perfeitas - para concretizaram as mais variadas técnicas do bodyboard - aproveitam para falar. “Às vezes esse de espera é demorado e muito custoso” – realça. Fazem um esforço enorme para apanhar a onda e, depois, “temos uma sensação muito rápida”.
Enquanto dropa uma onda, o padre surfista sente “uma liberdade muito grande” e “uma pequenez perante a força e imensidão do mar”. Quando se caminha pela areia, as pessoas têm “a impressão que a onda não é muito forte”, mas “lá dentro sentimos a sua robustez”. E acrescenta: “o mar exige muito respeito”.
Quando pratica o bodyboard, este padre do Porto está num ambiente descontraído que o ajuda “espiritualmente e mentalmente”, em particular quando observa o pôr-do-sol. Para além da praia de Espinho, o Pe. José Pedro também frequenta outras estâncias balneares. “Costumo ir para as praias do Alentejo e levo sempre comigo a prancha”.
Se a prancha é a companheira predilecta nas viagens, a bíblia, o breviário e o terço também têm o seu espaço na . “Normalmente, o terço vai no bolso” – disse. Não tem o hábito de levar o terço para o mar e “não sou daqueles que usa o terço ao pescoço”. (Risos).
Não é apologista da do símbolo mariano ao pescoço, mas confessa que o bodyboard proporciona “bons momentos para rezar”. Em cima de uma prancha a observar o crepúsculo do dia “acaba por ser oração” porque “estamos em contacto directo com a beleza da criação”.
Tal como no dia-a-dia, este desporto tem normas específicas. “Quem está atrás tem sempre prioridade”. E relata um episódio que lhe aconteceu quando era neófito no bodyboard: “Em Leça da ia levando com uma prancha por cima porque não sabia esta regra”.
Nas águas frias do Atlântico, o Pe. José Pedro pratica bodyboard durante os doze meses do ano. Actualmente, está a fazer a tese de doutoramento – na área da Cristologia - e o tempo não chega para tudo. “Este ano tenho feito menos, visto que as investigações obrigam-me a outro tipo de regra de vida”. No entanto, quando o cansaço se apodera da sua mente as ondas de Espinho “aliviam-me o cansaço”. E acrescenta: “É um desporto que aconselho aos padres”.
Apesar de reconhecer os benefícios do bodyboard, o pároco de Espinho confessa que já apanhou alguns sustos no mar. No início, “talvez na terceira ou quarta incursão”, veio enrolado na onda e só parou quando esta terminou. “Naqueles momentos não conseguimos respirar, mas mantive a serenidade”. A voz da experiência deve ser escutada: “Não devemos perder a capacidade de controlo emocional diante destas situações”.
Com o corpo totalmente coberto, excepto a cabeça e as mãos, o padre surfista aguenta muito tempo nas águas gélidas do oceano. Quando esteve no fez surf sem fato. Considera que é “muito melhor” porque “o fato aperta-nos o corpo todo”. Desliza-se melhor com a indumentária do surf – o nosso corpo cria resistência à água –, mas sem fato “temos a sensação de liberdade e agilidade”.
Nunca lhe aconteceu sair da missa e ir «apanhar uma onda» porque “a Eucaristia é ao final do dia e tenho reuniões todas as noites” – confessou. Normalmente, faz bodyboard de manhã e sempre com companhia. “Aventurei-me a ir sozinho, duas ou três vezes, e senti que não é a mesma coisa”.
Ao praticar este desporto, o sacerdote do Porto sublinha que esta “é uma dimensão interessante da vida do padre”. Permite estar com pessoas que, “talvez nunca estivessem com um padre se não fosse nesta situação”. Os colegas destas lides marítimas sabem “que sou padre e olham para mim como um igual, mas há ali uma referência”.
Como Espinho é atravessada pela linha de comboio, o Pe. José Pedro equipa-se na praia. Não vai de cabeção para a praia... (Risos) “Tenho uma Lycra branca que por baixo do fato preto parece um cabeção” – afirma num tom jocoso.
O pároco de Espinho dropa e faz rotações sobre as ondas. Os mais habilidosos colocam-se de joelhos na prancha... “Uma vez tentei colocar-me de joelhos e levei com a prancha na cabeça” (risos). A dos 40 anos, o padre surfista não se considera um «expert» no bodyboard. “Há tipos que fazem manobras incríveis”.
O objectivo principal é a diversão, mas também evangeliza através deste desporto. A imagem da Igreja está presente no areal e nas ondas de Espinho. Faz a ligação dos “jovens da paróquia ao bodyboard” e, recentemente, fizeram uma tenda na praia com actividades eclesiais. A população “encara bem estas iniciativas” fora das paredes da igreja.
Os colegas padres não o criticam por praticar este desporto, mas o seu bispo, D. Manuel Clemente, “às vezes diz-me que estou com ar estival”. E avança: “é o bom humor do meu bispo a funcionar” (Risos...)
A fazer a tese de doutoramento na Faculdade de Teologia no Porto sobre a «Cruz de Jesus», o Pe. José Pedro passa também muito do seu tempo no atendimento, “sobretudo espiritual” aos paroquianos. Ao final do dia celebra a Eucaristia, mas “tenho também muitos funerais”. A noite é reservada às reuniões de formação. Quase todos os movimentos que “existem na Igreja Universal têm expressão em Espinho” – afirma.
Há seis anos naquela localidade, ainda não conhece a paróquia “como a palma das minhas mãos”, mas “faço caminho todos os dias com as pessoas” – garante. Com uma grande itinerância – as pessoas deslocam-se com frequência – Espinho é “muito diferente das paróquias vizinhas”. Com cerca de 1500 crianças na catequese, nesta paróquia da diocese do Porto frequentam – ao fim de semana - a Eucaristia mais de três mil pessoas. Espinho “não se pode desviar do mar” porque este “vela uma realidade oculta”.
Nunca pensou fundar uma associação de surfistas católicos, embora no Brasil tomasse contacto com um grupo de surfistas cristãos. “É uma hipótese pensar numa coisa desse género”. Para patrono dos surfistas escolhia S. João devido “à delicadeza da sua ligação a Cristo” ou então S. Pedro por causa “do desafio de me lançar nas ondas”. E conclui: “este ano, nas festas de S. Pedro, fiz a bênção dos surfistas”. Em Espinho, a Igreja prolonga-se até à crista das ondas...

Ecclesia/Notícias Cristãs

Atletas de Cristo opinam sobre a restrição a atos religiosos no futebol


Um antigo dito popular diz que futebol, religião e política não se discutem. Mas diversas manifestações envolvendo jogadores de futebol parecem, cada vez mais, motivar discussões. Há, inclusive, quem veja relação entre esses três temas.

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Orações, rezas de mãos dadas, sinal da cruz, torcedores no estádio ostentando cartazes ou vestindo fantasias que retratam o mais profundo sentimento de dependência do sagrado estão presentes a cada rodada do Brasileirão.
As camisas dos times são chamadas de “mantos sagrados”. E, mesmo os hinos dos clubes também denotam paralelos com a religião. Mostram rendição, admiração, promessa, reverência, dependência, adoração.
Atletas de Cristo

Ex-goleiro do Atlético (MG), João Leite, hoje deputado estadual por Minas Gerais, ajudou a fundar o chamado “Ministério de Atletas de Cristo”, entidade formada por esportistas que se reúnem para encontros que ligam religião e esporte.

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“Em 1979, em viagem com o Atlético ao sul do país, conheci o Baltazar, que jogava no Grêmio e sempre manifestava a fé dele. Ele, minha esposa, Eliana Aleixo, que era jogadora da seleção brasileira de vôlei, Jailton, então goleiro do Madureira (RJ), Jânio, atleta do Noroeste de Bauru (SP) e eu tivemos um primeiro encontro e ali nasceu a idéia de criarmos uma associação que congregasse os atletas em nome de Jesus”, recorda.
Jogador que mais vezes vestiu a camisa do Atlético (684 partidas, entre 1976 e 1989), João Leite conta que o primeiro grande congresso nacional de Atletas de Cristo ocorreu em 1981. “A partir daí, a associação cresceu muito. Hoje, há Atletas de Cristo em mais de 60 países. Temos jogadores da seleção, como Lúcio e Kaká. Inclusive, o Jorginho [auxiliar do Dunga na seleção brasileira] é o nosso presidente”. Completam o quadro diretivo Silas, atual técnico do Avaí (SC), que ocupa o cargo de 1º vice-presidente e Paulo Sérgio, campeão do mundo em 1994, diretor executivo da entidade.
Futebol x Religião

Em sua época de jogador, o ex-ídolo atleticano não tinha receio em levar a sua fé ao mundo do futebol. Tinha o hábito de distribuir bíblias aos jogadores, seja jogando com a camisa do Galo ou da seleção. A cada contrato novo que assinava, dava uma Bíblia para um jogador do Atlético, em todas as categorias.
O gesto trouxe muitas histórias alegres para ele, como quando, em seus primeiros jogos pela seleção, no Mundialito do Uruguai, recebeu do goleiro Tony Schumacher alguns pares de luvas em retribuição à entrega de uma bíblia ao alemão.

Mas também houve resistência. Inspirado no piloto brasileiro Alex Dias Ribeiro, João Leite resolveu mandar bordar na camisa dele do Atlético a inscrição “Cristo Salva”. Certa vez, um árbitro viu a mensagem, relatou na súmula e a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) comunicou ao Atlético que se ele jogasse com aquela camisa perderia os pontos.

Recentemente, após a conquista da final da Copa das Confederações, os jogadores brasileiros reuniram-se em círculo ajoelhados no meio de campo para rezar, celebração que motivou duras críticas. Jim Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol, condenou ao que chamou de evento religioso. “Da mesma forma que não podemos deixar a política entrar no futebol, a religião também precisa ficar fora. A religião não tem lugar no futebol”, declarou.

O jornalista Jamil Chade, revelou no jornal O Estado de S.Paulo que a Fifa pediu à CBF moderação na atitude dos jogadores mais religiosos. Foi apenas uma alerta à entidade, sem qualquer punição aos atletas, já que a manifestação religiosa ocorrera após a partida.
Com a experiência de quem vivenciou na pele, ainda como atleta, alguma resistência do futebol à manifestação de sua fé, João Leite fala duro contra qualquer tipo de cerceamento de manifestações religiosas no futebol. Diz ser a favor da liberdade de expressão.

“O Brasil não é um país laico. Somos um povo religioso, com várias religiões: católica, batista, presbiteriana, espírita. Aquela comemoração da conquista da Copa das Confederações foi o momento que eles encontraram para agradecer a Deus, na fé deles, pela vitória. Permite-se que um jornal dinamarquês ridicularize Maomé com aquelas charges, atingindo os mulçumanos. Já para o religioso manifestar a sua fé, aí não é permitido?”, questiona João Leite.

Edmilson, zagueiro do Palmeiras, campeão do mundo pela seleção em 2002, é outro Atleta de Cristo que defende a livre manifestação religiosa dos atletas. “Eu achei fantástico o que os jogadores fizeram na Copa das Confederações. Fizemos o mesmo em 2002 quando a gente foi campeão do mundo. Recebi mais de dois mil emails de pessoas que foram transformadas. Gente do oriente médio, de todo o mundo, parabenizando o nosso trabalho e o nosso ato, o nosso gesto de amor a Deus, ao mundo e às pessoas”, conta.

“Eu não ia guardar uma coisa que me faz bem. Precisava passar para as pessoas. Sobretudo num mundo como o de hoje em que as pessoas necessitam de amor. Ficam incomodados quando você fala ‘Jesus te ama’. Para mim, quem se incomoda é porque não tem Deus no coração”, completa o atleta palmeirense.
Para o ídolo do Atlético, a manifestação religiosa feita após os jogos em nada atinge aquelas pessoas que porventura não sejam religiosas ou não crêem em Deus. João Leite considera essencial que sejam respeitados os direitos de liberdade das pessoas. “Eu posso ligar a televisão ou acessar a internet e ver algo que não concorde. É direito da pessoa não concordar. Mas é direito da outra poder se manifestar. Uma das coisas mais tristes são a cassação do direito de expressão e o preconceito religioso. Não entendo como a Fifa possa impedir [a manifestação religiosa]. Ela irá contra a Declaração Universal dos Direitos Humanos, da ONU [Organização das Nações Unidas]”, indigna-se João Leite.

“É totalmente equivocada a declaração do pessoal da Dinamarca de que a religião deve ficar fora do futebol da mesma forma que a política. Hoje o futebol é política. Por que ele está na Federação Dinamarquesa de Futebol? Porque ele é um político. Ou ele está lá porque ele gosta? Ele é pago para ser presidente daquela federação”, afirma Edmilson. “Não há declaração mais política do que a desse dirigente”, concorda João Leite, que acrescenta: “Pela cabeça dele [Stjerne Hansen, diretor da Associação Dinamarquesa de Futebol], deve acreditar na razão, na lógica. Nesse caso, será que ele vai querer tirar o Cristo Redentor para colocar uma estátua do [filósofo] Decartes no lugar?”.

Sobre eventuais excessos no comportamento dos jogadores religiosos, gestos e manifestações dentro de campo, o zagueiro Edmilson avalia que varia de pessoa para pessoa. “Fazer um gesto, erguer as mãos para o céu, colocar camisa com uma mensagem vai da pessoa. Tem jogadores que quando perdem um jogo ou tomam um gol ficam frustrados, decepcionados, então não levantam a mão para o céu. Falam em fanatismo, mas não é isso. Por exemplo, quando o jogador é entrevistado e o assunto é futebol, ele deve falar só de futebol. Não tem de colocar Deus, religião no meio. Agora, se perguntam ao atleta o que ele gosta, é normal responder que gosta de ir à igreja ou de ouvir música evangélica. Se é algo que ele vive, então não tem como ele falar outra coisa”, explica.

“Particularmente, não gosto de pessoa religiosa. A religião aprisiona a pessoa. O compromisso tem que ser com Jesus Cristo e não com placa de igreja, entidades. Não é ser católico, protestante, evangélico. Pessoa religiosa mata, vive sob medos, crenças e superstições. Quando você aceita Jesus, você é livre para fazer o que quiser”, finaliza.

Fonte: Yahoo / Gospel+

A Rede Globo que muitos não conhecem


Segue na integra a matéria de capa da edição de número 911 da Folha Universal intitulada: “Como a Família Marinho destrói o Brasil”. A Revista Época, do grupo Globo também publicou uma matéria de capa sobre a Igreja Universal, você pode ler clicando aqui.

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As relações entre as “Organizações Globo” e o poder público, desde a fundação da empresa até hoje, já renderam muito ao império dos Marinho. O uso irregular de espaços públicos virou prática comum na “Rede Globo de Televisão”. Na cidade de São Paulo, metrópole carente de praças, parques e espaços de lazer, um terreno de quase 12 mil metros quadrados numa área nobre da cidade, avaliado em R$ 11,5 milhões, é uma espécie de quintal da “Globo”. O terreno público ao lado do prédio da empresa, na zona sul da capital, foi cercado há 11 anos. Com bosque e pista de cooper, o uso do espaço é restrito aos funcionários da empresa. Um segurança da emissora, entrevistado pelos repórteres da “TV Record”, que foram impedidos de entrar na praça, confirma: só funcionários dos Marinho têm acesso ao local. Depois das denúncias da “Record”, o Governo do Estado resolveu tomar providências. Decretou que a Secretaria de Desenvolvimento vai cuidar do terreno e deve construir ali uma Escola Técnica Estadual (Etec). Os paulistanos agradecem.

No Rio de Janeiro, o Estádio de Remo da Lagoa, na zona sul, pode virar uma produtora de vídeo explorada por uma empresa ligada à família Marinho. Há 12 anos, Alessandro Zelesco, presidente da Federação de Remo do estado, denuncia irregularidades na cessão da área. A fiadora da Glen Entertainments é Paula Marinho de Azevedo, neta de Roberto Marinho, fundador da “TV Globo”. “Existe um acordo que autoriza o uso da área como estúdio”, afirmou Zelesco à “TV Record”. Se esse contrato, que define um prazo de concessão de 10 anos, não for anulado, o Estádio será privatizado. Na zona oeste do Rio, outra denúnica grave de irregularidade imobiliária contra os Marinho: um terreno de 200 mil metros quadrados, de frente para o mar, no Recreio dos Bandeirantes, teria sido ocupado por dois filhos de Roberto. O espaço, que está numa área de proteção ambiental, foi comprado por uma mulher, em 1929. Desde 2002, os herdeiros dela lutam para retomar a propriedade, que nunca foi vendida, mas invadida. Os irmãos Marinho usaram a Dermesil Comércio, Administração e Participação – empresa fantasma – para transferir o terreno para a São Marcos Empreendimentos, que pertencia aos filhos de Roberto Marinho.

Outro terreno, no sul de Minas, está no centro de uma briga judicial que envolve a “TV Globo”, a Prefeitura de Camanducaia e uma família que viu ruir a empresa que construiu com muito esforço. João Godoy, na década de 60, comprou a Remitel, uma retransmissora de tevê. A empresa, além de levar ao sul de Minas os sinais das emissoras “Record” e “Bandeirantes”, comprou um terreno na Pedra de São Domingos, um dos pontos mais altos da região. Durante quase 30 anos, a família investiu e trabalhou na Remitel. Em 1999, entretanto, a empresa foi expulsa do imóvel pela Prefeitura de Camanducaia, que doou o espaço à “TV Sul de Minas Ltda.”, hoje “EPTV”, implantada pela “Rede Globo” e alguns empresários paulistas. No contrato, a “EPTV” poderia usar, por 20 anos, o terreno cedido “em comodato” para a instalação de equipamentos e retransmissão de sinal. O processo de reintegração de posse ainda não foi concluído. Em maio do ano passado, Godoy, que investiu a vida toda na Remitel, morreu pobre, num leito de hospital público. Bruno Godoy, o neto, está indigado.

Crença na impunidade

O envolvimento da “Rede Globo” com o grupo norte-americano “Time Life” foi tema de debates no Congresso brasileiro, na década de 60: os parlamentares consideraram o acordo inconstitucional, mas nada aconteceu. O negócio foi mantido até, anos depois, Roberto Marinho assumir sozinho o controle da emissora. São, portanto, décadas de impunidade em que nenhuma das denúncias apontadas contra a “Globo” são investigadas e nada acontece. Seja sobre as suspeitas graves de manipulação de informação, que pode alterar uma eleição presidencial, até a compra de uma emissora em São Paulo, com a utilização de documentos falsos, ou a ocupação de terrenos que não lhe pertencem.

Uma das fontes de denúncia mais conhecidas é o livro “Afundação Roberto Marinho”, do escritor e ex-auditor fiscal da própria Fundação Roberto Marinho, Romero da Costa Machado. O livro aponta uma série de irregularidades na Fundação e inclusive questiona a a utilização de recursos do Ministério da Educação para a realização dos antigos telecursos. Mas a crítica mais demolidora às “Organizações Globo” está no documentário “Beyond Citizen Kane” (Muito Além do Cidadão Kane), cuja exibição pública no País nunca foi possível, apesar de tentativas em que cópias do filme chegaram a ser apreendidas. O documentário só se popularizou na internet.

Produzido em 1993 pelo “Channel Four”, rede de tevê pública britânica, o documentário expõe toda a influência manipuladora da “Rede Globo”, a começar por suas estreitas ligações com a Ditadura Militar e o poder. Além de tudo o que já é sabido, a produção apresenta histórias nebulosas como um misterioso incêndio nos estúdios da “TV Paulista”.

O pagamento do seguro teria contribuído, segundo o filme, para a expansão da emissora. Outro aspecto curioso, é como a Ditadura cancelou a concessão da “TV Excelsior”, em 1970, única empresa que fazia oposição ao regime e cujo fim também favoreceu o crescimento da “Globo”, de quem era a principal concorrente.

Os supostos investimentos milionários feitos pelo BNDES à “Globocabo” também foram amplamente questionados por parte da imprensa, sem que jamais fossem esclarecidos. Em 2002, porém, a revista “Carta Capital” deu uma capa sobre os empréstimos: “O esquema salva-Globo.” “Esquema” e “escândalo em época eleitoral” foram algumas definições de empresários de comunicação ao negócio, fechado às vésperas das eleições presidenciais para a sucessão de Fernando Henrique Cardoso.

Negociatas por dinheiro

Fraudes, enganações e crimes são rotina na história da Rede Globo. A compra de sua sede, em São Paulo, é uma das maiores maracutaias na história da comunicação no Brasil. Por que ninguém investiga?

A “Rede Globo” costuma ser veemente ao veicular acusações e denúncias de enriquecimento ilícito e supostos crimes de empresas concorrentes. Há décadas, no entanto, casos obscuros que envolvem o império dos Marinho continuam impunes e as investigações são misteriosamente interrompidas. Por que ninguém apura os abusos cometidos pelas “Organizações Globo”? Uma das histórias mais nebulosas que envolvem a emissora carioca é a compra da “TV Paulista”. Na década de 50, Oswaldo Ortiz Monteiro, então o principal acionista da “TV Paulista”, decidiu vender a emissora para o empresário Vitor Costa Petraglia. No papel, porém, a venda nunca se concretizou. Petraglia morreu antes da transferência. Mas o caso tomou outro rumo. Mesmo sem os documentos, o filho de Petraglia vendeu a “TV Paulista” para Roberto Marinho, em 1964. Conforme mostrou o “Repórter Record”, a família de Oswaldo Ortiz Monteiro começou a investigar o caso na década de 90, depois da morte dele, e só conseguiu acesso aos documentos da “Rede Globo” depois de entrar na Justiça. Os documentos passaram pela perícia, e foram verificadas várias falsificações, como o uso de dois nomes no termo de transferência, o uso de assinaturas de pessoas que já haviam morrido no ano em que o contrato foi firmado (ou em procurações falsas) e o uso da mesma máquina de escrever em documentos datados com anos diferentes. De acordo com os exames, as assinaturas foram montadas. Em 2003, dois pareceres do Ministério Público Federal reforçaram as fraudes. Hoje, a ação aguarda julgamento do Superior Tribunal de Justiça, um telebingo promovido pela “TV Globo”, em parceria com o banqueiro Arthur Falk, do Interunion. A história começou em 1993. Os bilhetes eram vendidos em casas lotéricas e nos Correios. Quem comprasse as cartelas concorria a prêmios “milionários” e, depois de um ano, poderia resgatar metade do valor do bilhete, mais juros e correção. A maioria dos apostadores não sabia disso. Depois de um tempo, os prêmios deixaram de ser pagos. Em 2000, Arthur Falk e outros quatro ex-diretores do Papatudo – que chegou a render R$ 400 milhões por ano, de acordo com reportagem publicada em revista que faz parte das “Organizações Globo” – foram presos. O Ministério Público Federal (MPF) os acusou de gestão fraudulenta, desvio de dinheiro de investidores e emissão e negociação de títulos de capitalização sem lastro, crimes previstos na Lei do Colarinho Branco. “A Globo”, entratanto, sequer foi citada.

A formação da “NET”, conhecida empresa de tevê a cabo, também comprova que o império “Globo” foi construído sob o peso de negociatas suspeitas e transações escusas. O empresário pernambucano Orlando Manfredi e mais cinco sócios eram donos da “Espia Vídeo, Cine, Foto, Som, Ltda.”, detentora do direito de concessão de tevê a cabo na capital e região metropolitana de Pernambuco. Fazia parte do plano de expansão da “NET” comprar pequenas operadoras de tevê a cabo, inclusive a “Espia”, que recebeu uma proposta. Representantes da “NET” se reuniram com os sócios de Manfredi para negociar parte dos direitos, por um valor previamente acertado: US$ 400 mil (R$ 730,8 mil). Manfredi, que foi exluído das negociações, descobriu, depois, que a empresa foi vendida por um valor bem acima do combinado: mais de US$ 2,4 milhões (R$ 3,6 milhões), sem falar de um acordo paralelo, em que os sócios saíram com “empréstimos” suspeitos no valor de US$ 200 mil cada (R$ 365,4 mil). Depois disso, a “Espia” perdeu qualquer direito de tevê a cabo em Recife e região. A concessão passou a pertencer inteiramente à “NET”, que era da “Rede Globo”. Manfredi entrou com processo, que já dura 12 anos e está na fase final. Há a chance de a “NET” perder o direito de tevê a cabo na região.

Raiva dos evangélicos

Sutiã e calcinhas sobre a Bíblia, cristã louca na novela e agora um pastor corrupto numa minissérie. Por que a Globo, que só transmite cerimônias do Vaticano, odeia tanto os evangélicos?

Desespero, medo, pânico de perder a hegemonia. São esses os fatores que motivam a “Rede Globo” a acusar e atacar, constantemente, a “Rede Record”, a Igreja Universal do Reino de Deus e o bispo Edir Macedo. Por consequência, a corporação dos Marinho também não perde nenhuma chance de ridicularizar e criticar os evangélicos, numa demonstração de intolerância religiosa que pode ser mais ou menos explícita. Essa falta de afinidade com o convívio democrático está presente não só nos noticiários como também em minisséries e novelas. É fato que a “Rede Globo” tem o monopólio na televisão cada vez mais ameaçado pelo crescimento da “Rede Record”. Para citar só um exemplo, o reality show “A Fazenda”, da “Rede Record”, por várias vezes, esteve na liderança em relação à emissora dos Marinho, mantendo diferenças de 3, 4 e até 5 pontos. A metralhadora de acusações e denúncias se vira contra a IURD e a “Record” justamente no momento em que a empresa se prepara para lançar o portal de internet “R7”, que competirá diretamente com sites do grupo “Globo”. Toda vez que a “Rede Record” investe num novo projeto, os concorrentes abrem enormes espaços nas grades de programação e nas páginas de jornais para atacar a Igreja Universal. Nada é por acaso.

As críticas contra os evangélicos, entretanto, são feitas pela “TV Globo” de forma constante. Alinhada à Igreja Católica sem, no entanto, admitir essa posição, a emissora dos Marinho coloca missas no ar, faz megacoberturas de eventos do Papa, apoia e promove shows de padres católicos. No campo da ficção, somam-se evidentes exemplos de preconceito contra evangélicos. A próxima temporada da série “Ó paí, ó”, da “Rede Globo”, vai explorar a imagem de um malandro que se transforma em pastor corrupto, que desvia dinheiro da igreja. O criminoso da ficção será interpretado pelo ator Matheus Nachtergaele. O expediente não é novidade.

Na novela “Duas Caras”, que foi ao ar no ano passado, Edivânia, uma evangélica interpretada pela atriz Suzana Ribeiro, incitava seguidores a atos de violência, organizou uma tentativa de linchamento e perseguiu com ódio os homossexuais. Retratada como fanática, rancorosa e extremamente intolerante, a atriz Suzana foi orientada a estereotipar o personagem e agir como louca nas gravações. Uma reportagem publicada na edição 833 da Folha Universal mostrou a indignação de líderes religiosos de várias denominações com a novela escrita por Aguinaldo Silva, que nega ser uma pessoa preconceituosa.

Em 1995, na minisérie “Decadência”, o ator Edson Celulari era Mariel, um homem que fica milionário 5 anos depois de fundar uma igreja. Mariel, além de ter casos amorosos com fiéis e obreiras da igreja, é baleado por outro pastor numa das cenas. Nesse mesmo programa, a emissora desrespeitou a Bíblia ao retratar o Livro Sagrado com um sutiã sobre ela. Representantes de várias igrejas evangélicas também se manifestaram contra o que consideraram uma perseguição. Distorcer a realidade usando a
ficção é uma forma conhecida e velada de manipular o telespectador. Mas o telespectador percebe a verdade, reconhece os interesses presentes por trás das mensagens televisivas e, principalmente, não gosta quando tentam enganá-lo ou subestimá-lo.

A discriminação divulgada no youtube

O “youtube”, site de compartilhamento de vídeos da internet, traz uma série de vídeos que lembram como a “Globo” costuma discriminar os evangélicos. Um deles, com o título “Globo zomba de evangélicos” repercute o episódio de Edivânia, a evangélica apresentada como desequilibrada e insana na novela “Duas Caras”. O assunto, que expõe o preconceito religioso, mereceu destaque na revista “Veja” e foi discutido na “TV Record”, no programa “Domingo Espetacular”, que mostra como religiosos das mais diversas denominações se chocaram com a personagem caricata e agressiva. Entre líderes que chamam o personagem de aberração, que nada lembra os evangélicos, um deles, ligado à comunidade judaica, lembra que Hitler também começou a estereotipar os judeus para depois persegui-los. Também há humor nesses vídeos. Uma paródia do filme “A queda – as últimas horas de Hitler”, faz uma brincadeira para demonstrar como a “Globo” estaria desesperada com o avanço da “TV Record”.

Manipuladora da notícia

O jornalista Roberto Marinho, fundador das “Organizações Globo”, era chamado de “o fazedor de reis”. A expressão, extraída do francês “faiseur de rois”, demonstrava como ele utilizava do poder do monopólio da “Rede Globo” para influenciar a escolha dos principais mandatários do País. Roberto Marinho utilizava o poder de seus meios de comunicação para colocar a coroa na cabeça de seus escolhidos. A ausência de imparcialidade para noticiar os fatos ligados às principais eleições do País, tornou-se evidente em casos que se converteram em grandes escândalos nacionais. Em 1982, o Brasil vivia a “redemocratização” com as primeiras eleições após a Ditadura, e conheceu então o caso Proconsult. Durante as apurações da eleição para o Governo do Estado, no Rio de Janeiro, a “Rede Globo” divulgava os dados da empresa de tecnologia Proconsult, contratada pelo Tribunal Regional Eleitoral fluminense para totalizar os votos.

A apuração se revelou uma fraude a favor do então candidato ao Governo, Moreira Franco, que era beneficiado com a transferência de votos nulos e brancos, e tentava barrar a eleição de Leonel Brizola. A fraude foi descoberta por uma apuração paralela e Brizola se elegeu governador.

Em 1989, a “Rede Globo”, mais uma vez, envolveu-se num episódio controverso que teria ajudado a eleger Fernando Collor de Mello na disputa à Presidência com Luiz Inácio Lula da Silva. Tratava-se da primeira eleição direta após a Ditadura Militar. Foi quando o “Jornal Nacional”, telejornal de maior repercussão da “Rede Globo”, exibiu um compacto do último debate entre Collor e Lula, portanto decisivo para a definição do voto dos eleitores, com uma edição que favorecia Fernando Collor, em detrimento a Lula. Depois de eleito, Collor deixaria o cargo envolvido numa série de denúncias.

Ainda na década de 80, a emissora demorou a reconhecer a força e a amplitude do movimento das Diretas Já. Enquanto o clamor popular em torno do voto direto para presidente ganhava as ruas, a “Rede Globo” parecia indiferente ao que foi a maior manifestação política da história brasileira, que mobilizou multidões em comícios nas principais capitais do País. Os manifestantes pró-diretas adotaram o slogan: “O povo não é bobo, abaixo a Rede Globo”.

No ano passado, durante a campanha à Prefeitura do Rio de Janeiro, o jornal “O Globo”, das “Organizações Globo”, optou por dar destaque a uma pesquisa eleitoral em que o senador Marcelo Crivella aparecia em queda, ao invés de destacar uma pesquisa do Ibope, ironicamente encomendada pela “TV Globo”, em que ele aparecia virtualmente no segundo turno. A tentativa de eliminar Crivella da disputa foi alvo de críticas até mesmo dos outros concorrentes ao cargo.

A origem da “Rede Globo” já expõe ligações com a Ditadura Militar, como mostra o livro-reportagem “O ópio do povo”, escrito por quatro jornalistas, na década de 70. Mylton Severiano, um dos autores, lembra que, em 1965, no início da Ditadura, a “Globo” surgiu debaixo do que se chamava de “escândalo da Time Life”. Com sede em Nova York, a “Time Life” é um conglomerado de comunicação norte-americano que, segundo Severiano, teria colocado dinheiro, técnicos e até jornalistas norte-americanos para auxiliar a montagem da emissora, num acordo com Roberto Marinho. O problema é que o acordo burlava a Constituição do País, que proibia que grupos estrangeiros tivessem participação acionária em veículos de comunicação do Brasil. “Eles feriam o artigo 160 da Constituição. Isso era anticonstitucional. Era proibido ter estrangeiro ditando até o que a rede ia botar no ar, até jornalismo. Isso vem no bojo do golpe militar, da Ditadura, que começa 1 ano antes, em 1964. E a ‘Globo’, sintomaticamente, é um legítimo filhote da Ditadura”, disse Severiano à “TV Record”. O escândalo “Time Life” foi parar na Câmara dos Deputados. Os parlamentares aprovaram, por oito votos a zero, o parecer do relator e consideraram a transação inconstitucional, mas, mesmo assim, o negócio com a empresa norte-americana foi mantido.

Não é só na política que a “Rede Globo” costuma manipular informações. Em 22 de dezembro de 1995, há quase 14 anos, o “Jornal Nacional” exibiu uma reportagem de 9 minutos de duração, tempo elevado para os padrões do noticiário, em que prometia mostrar os bastidores da Igreja Universal.

Tratava-se, na verdade, de um vídeo gravado por um ex-companheiro do bispo Edir Macedo e ex-líder da IURD no Nordeste. As cenas registravam momentos de lazer dos principais integrantes da Universal. Peritos comprovaram depois que houve uma edição tendenciosa, com montagem e manipulação de algumas imagens, distorções no rosto de Edir Macedo e até erros elementares de informação: numa das cenas, o bispo contava notas de 1 dólar e o repórter disse que eram de 100 dólares. A própria “Globo” se corrigiu dois dias depois. No dia 11 de agosto deste ano, a “Rede Globo” voltou a exibir a mesma reportagem, mais de 14 anos depois, em seus ataques desesesperados.

Uso ilegal do dinheiro público

A marca “Globo” confere prestígio à família Marinho e costuma estar associada a vários projetos institucionais. Mas o que pouca gente sabe é que essa promoção é feita com o dinheiro público, ou seja, você é quem paga a conta. É o que acontece com o Museu do Futebol, em São Paulo. O projeto é da “Rede Globo” e da Fundação Roberto Marinho, mas foi feito com o dinheiro de empresas que deixaram de pagar impostos através da Lei Rouanet. A lei permite que essas empresas invistam parte do dinheiro, que pagariam em impostos, na promoção de cultura. Um dos problemas é que o Ministério da Cultura quer reformular a lei, pois detectou que é muito dinheiro público beneficiando pouca gente. A Fundação Roberto Marinho é contra a reforma da lei e os veículos ligados à família Marinho atacam a proposta de mudança.

No caso do Museu do Futebol, além do dinheiro dos impostos federais, a Fundação Roberto Marinho recebeu verbas da Prefeitura e do Estado de São Paulo, num total de R$ 21 milhões, sem licitação, ou seja, outras empresas não tiveram chances de participar.Deste montante, R$ 16 milhões que vieram do Governo do Estado foram destinados à uma organização social, criada para administrar o museu, batizada de Instituto da Arte do Futebol Brasileiro. No cadastro de pessoa jurídica, a organização tem sede no centro de São Paulo, mas num endereço fantasma. A “TV Record” investigou o endereço e o repórter recebeu a informação que tal instituto jamais funcionou no local. Funcionários do prédio foram taxativos ao dizer que tal empresa jamais funcionou, de fato, naquele endereço.

A Fundação Roberto Marinho alega que já se afastou do projeto do Museu do Futebol, mas não é exatamente assim. O presidente do Instituto é Leonel Kaz, ligado aos Marinho e que já atuou como consultor de um programa de calouros da “Globo”. O Museu do Futebol é apenas um dos 33 projetos em que a Fundação Roberto Marinho usou dinheiro público, num total de R$ 88 milhões.

Mas os benefícios da “Rede Globo” com dinheiro dos nossos impostos vão muito além. O Projac, complexo de estúdios da emissora dos Marinho, teria sido construído através de um empréstimo de R$ 40 milhões com a Caixa Econômica Federal, o que seria illegal, pois, por ser uma concessão pública, não poderia pedir empréstimo. Sem contar os R$ 284 milhões que o Banco Nacional de Desenvolvimento Social (BNDES) teria investido na “Globocabo”, empresa da família Marinho que controlava as operações de tevê a cabo do grupo Globo, que enfrentava dificuldades financeiras numa operação que foi muito contestada até por outros meios de comunicação, que queriam direitos iguais. As “Organizações Globo” negam o empréstimo, que foi alvo, inclusive, de uma reportagem de capa da revista “Carta Capital”.

Fonte: Folha Universal / Gospel+
Via: Portal Renascer/

Regis Danese esclarece comentários sobre ausência em shows e denúncia em programa de TV


Menos de um ano após seu lançamento, o CD Compromisso, de Regis Danese, já havia alcançado mais de 1 milhão de cópias vendidas e a canção “Faz um milagre em mim” quebrado paradigmas da música gospel, sendo veiculada em rádios e TVs seculares no Brasil.

Com agenda de shows em todo o país, Regis tem sido alvo de comentários na internet que apontam a ausência do cantor em eventos contratados. Blogs, sites e fóruns comentam sobre quebra de contratos e alteração de valores acordados para apresentações, em decorrência de possível mudança da assessoria do cantor.

As críticas chegaram também à TV, em afiliada do SBT, na Bahia. O programa ‘Na mira’, apresentado por Uziel Bueno exibe a reclamação do produtor responsável pelo evento realizado em Madre de Deus, no dia 10 de junho. “A música é linda, mas o cantor… Santidade não tem aqui não. Tem o céu, tem o inferno e o ‘Na Mira’ no meio”, diz o apresentador do noticiário policial, referindo-se à letra da canção “Faz um milagre em mim”.
Em entrevista ao Guia-me, Regis esclarece as afirmações e fala sobre sua posição após os comentários.

Guia-me: Regis, em blogs, sites e fóruns da internet, há comentários de que você não teria cumprido contratos de apresentações, faltando em shows; e até mesmo um video de programa de TV na Bahia onde foi feita uma denúncia sobre o show na cidade de Madre de Deus, onde você não esteve. Você tem conhecimento dessas afirmações?

Regis Danese: Sim, tenho. Acontece o seguinte, a gente vive do ministério. Então, esses eventos são bilhetados. Às vezes o contratante nem é evangélico, liga no escritório e faz o contrato e fica depois de pagar e não paga para a gente.

Guia-me: As afirmações falam também que com a mudança de assessoria, contratos com outros valores foram feitos e como as pessoas não puderam ajustar-se a eles, você não compareceu aos eventos.

Regis Danese: Não, não. Isso é mentira. A gente tem contrato assinado, tem tudo. Valor exato. Mas o que eles fazem? O contrato fala que a pessoa tem que depositar uma semana antes. Aí chega uma semana, cinco dias… A pessoa deixa para depositar no último dia, mas deposita em um envelope sem dinheiro. Então, coloca naquele envelope e diz: “Eu depositei”. O valor fica lá vinculado, mas depois de dois dias, você vai ver e só tinha o papel, porque não havia dinheiro dentro.

Então, aconteceram vezes que a gente foi à cidade com este calote do envelope. A pessoa falou que depositou, depois passaram dois, três dias… A gente teve gastos, os músicos têm família. O baixista deixou de tocar com músico secular para tocar comigo, pai de família. Então, a gente sofreu muito com isso.

Hoje não acontece mais. Quando a gente vê que no dia do evento a pessoa depositou aquele negócio vinculado, é mentira.
Guia-me: Então, se você faltou é porque não cumpriram o contrato?

Regis Danese: É, aconteceu isso aqui em São Vicente, uma pessoa que não pagou. Teve um em São Paulo, eu não lembro onde. Teve um em Governador Valadares, esse nem divulgou. No interior do Rio de Janeiro também não foi divulgado, porque estavam errados. Outro em uma cidade perto de Campos dos Goytacazes. Teve outra cidade de Minas recentemente, Montes Claros!

Agora esse da Bahia aconteceu o seguinte. Eu estava aqui em São Paulo gravando o programa do Netinho, tem mais ou menos uns dois meses, quando deu uma chuva que parou São Paulo, deu até na televisão, 290 km de trânsito. Eu estava neste trânsito, saí com três horas de antecedência lá do SBT da Anhanguera, fiquei três, quatro horas no trânsito, não consegui embarcar, deu overbooking, tive que pegar o vôo de outra Cia. Até o rapaz da outra Cia. foi muito legal, arrumou outro vôo, chegamos 1h da manhã. Esse rapaz da Bahia já estava nervoso, falou que queria matar o pessoal da banda.

Aí o Jorge que trabalha comigo, disse: “Regis, não vem aqui porque está pesado. O cara vai querer te bater, te afrontar”. Aí eu não compareci, fiquei no hotel, dormi, fui embora. No outro dia eu falei: “Você quer que faça o show no sábado? Sábado eu vou estar em Feira de Santana, que é 45km da cidade, a gente faz Feira e o seu”. Ele disse: “Não, não, não quero mais”.
Devolvemos o dinheiro para ele. Só que aí ele queria me estorquir, pediu mais um dinheiro para mim e falou que eu fosse fazer um show para ele de graça, senão ele ía na mídia, no Ratinho. Mas eu tenho o recibo.
Nós devolvemos o dinheiro para ele. Eu vou ficar com aquele dinheiro que não é meu? Ele não queria o show mais. Só que ele tentou me estorquir de tudo quanto é jeito, ligou nesses lugares, ligou no escritório e disse: “Eu já fui lá no programa da Bahia, se não der agora nós vamos no programa do Ratinho”. Só que o Ratinho não permitiu, porque o Paulinho amigo do Ratinho já mandou o recibo para ele. Isso aí é mentira.

Uma advogada amiga nossa queria que eu processasse a televisão, mas eu falei: “Não, não, eu não vou processar. De jeito nenhum, eu não vivo disso, por causa de uma situação eu vou querer me aproveitar? “.

Mas vou lá na televisão, naquele mesmo canal, porque eu tenho direito de resposta, vou falar e não vou mais nem tocar no assunto. Vou dizer: “Meu irmão, infelizmente você foi infeliz de abrir um espaço para esse rapaz, de estar falando mal de mim sem ter prova”.

A justiça pertence a Deus, é ele quem me justifica. Então é assim, muitas pessoas querendo aparecer. A gente encontra pessoas de todo jeito. Pessoas tentando se aproximar. Mas esse tipo de pessoa não prevalece.

Por Adriana Amorim
Fonte: Guia-me / Gospel Prime/OVERBO

‘Quase me casei por causa da internet’, diz cantora da música do Google


Dupla sertaneja Ana Elisa e Mariana tem hit com faixa sobre buscador. ‘Não me arrependo de usar a internet, funciona mesmo’, conta Ana Elisa.

“Me joga no Google/ Me chama de pesquisa/ E diz que eu sou tudo que você procurava”, canta a dupla sertaneja Ana Elisa e Mariana, na música “Google”, hit na internet e nas festas de peão. Com poucos meses de carreira, as irmãs Michelon já estão com a agenda lotada, em parte graças ao improvável sucesso da faixa.

“Gosto muito de internet, meio que sou viciada. E essa frase, ‘me joga no Google e me chama de pesquisa’ já estava circulando. Um dia eu vi e falei, ‘gente, isso dá uma música’. Escrevi a música em cinco minutos”, conta ao G1 Ana Elisa, que há três meses largou o emprego de assessora de imprensa da prefeitura de Bebedouro (interior de São Paulo), cidade onde a família mora, para se dedicar apenas à música.

Mas a ideia inicial era deixar a faixa de lado, para o disco oficial. No começo do ano, quando resolveram tentar a sorte como dupla, elas gravaram um disco promocional para distribuir para produtores e rádios. Por isso iriam trabalhar inicialmente as músicas mais “antigas”, como “Sou ciumenta”, resposta feminina a “Ciumenta”, de César Menotti e Fabiano.

“Em um show nós resolvemos cantar ‘Google’, para ver se o pessoal curtia, era uma apresentação em um domingo, no final da tarde. Chegamos em casa e já haviam vários pedidos pela música na internet. Subimos um vídeo do show e foram milhares de visualizações, e aí caiu no gosto do público”, lembra Ana Elisa.

Casamento pela internet

Ela mesma já usou a internet como plataforma de relacionamento. “Eu quase me casei com um cara que eu conheci na internet”, confessa . “Eu conheci um cara lá de Santa Catarina – meu pai conhecia a família dele e me deu o e-mail. Começamos a namorar, noivamos, mas um mês antes do casamento eu desisti, porque não tive coragem de me mudar para Criciúma, era muito longe. Mas eu não me arrependo de ter usado a internet – funciona mesmo, viu?!”.

Divulgando o trabalho no boca a boca e disponibilizando suas músicas para download em seu site oficial, elas seguem com a carreira fazendo shows por todo o país. “Estamos agendando um show em Teresina, no Piauí, já tocamos em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso, Minas Gerais. Tudo graças à internet”, comemora.

Não é a primeira vez que uma música sertaneja com letra citando a internet vira hit . “Vou te deletar do meu orkut”, de Ewerton Assunção, foi lançada em 2006 e virou sucesso – a faixa foi gravada por artistas como Frank Aguiar, Edson e Hudson e pelo português Élvio Santiago.

Formada em jornalismo, Ana Elisa fala que a conversa de começar a cantar profissionalmente começou na universidade. “A gente cantava na igreja, em grupos de louvor, mas foi na época da faculdade que os amigos começaram a dizer para formamos uma dupla de verdade”.

Evangélicas, elas estão “na faixa dos vinte anos” – “O nosso empresário orientou a gente a não contar a idade”, explica Ana – e parecem ter orgulho de ser uma das primeiras duplas femininas da nova onda sertaneja. “A gente ouviu Maria Cecília e Rodolfo e pensou ‘já que ela pode, porque nós não montamos uma dupla de garotas?’. Nós temos muitas fãs mulheres, que se identificam com as nossas letras – aliás, no nosso camarim tem muito mais mulher do que homem”, revela a cantora.

Sertanejo universitário

Ela também não se incomoda muito com o rótulo de “sertanejo universitário”, só acha a expressão um pouco limitada. “Começou com a galera da faculdade, mas já extrapola, temos fãs de diversas idades”. Mas ela também explica a diferença entre os novos artistas e cantores mais consagrados, como Zezé di Camargo e Luciano e Chitãozinho e Xororó.

“Você vai em um show desses artistas para ver um espetáculo, idolatrar esses caras, porque eles são incríveis. Agora, se você for no nosso show, quer dançar, se divertir – é por isso que a gente acelera as nossas músicas e até as nossas covers – tocamos de Jorge e Mateus, em quem a gente se inspira muito, a Roberto Carlos e Jota Quest. Quem quiser entrar nas festas universitárias tem que ser assim, acelerado”, conta.

No futuro elas já têm planos de lançar um DVD. “Ainda é cedo para pensar nisso, mas já tem gente nos cobrando. Estou muito confiante em 2010. Agora estamos divulgando, ano que vem vamos estar nas festas de peão, tocar mais. Quando tivermos esse calor todo, eu acho que é o momento certo para gravar um DVD”.

Fonte: G1/OVERBO

DVD Aline Barros & Cia 2 é DVD de Ouro em trinta minutos


Chegou e já acabou! Isso mesmo! O DVD Aline Barros & Cia 2 chegou da fábrica na última sexta-feira (18) e em meia hora toda a primeira remessa já havia sido vendida. Com isso, esse grande lançamento MK Music já é DVD de Ouro pela venda de mais de 25 mil cópias. Mas, na próxima quarta-feira (23) um novo lote estará chegando ao estoque da gravadora. Ou seja, ninguém vai ficar sem o seu presente do Dia das Crianças! ‘Nós sabíamos que haveria uma grande procura, pois os lojistas estavam esperando pelo DVD. Mas, esgotar em 30 minutos foi além do que poderíamos imaginar’, compartilha Milena Pinho, gerente de vendas da MK.

E sem dúvida alguma é o DVD mais esperado do ano! Recheado de diversão e novidades, Aline Barros & Cia 2 já está superando as expectativas. ‘O primeiro DVD da Aline Barros & Cia foi um sucesso, tínhamos uma grande responsabilidade de superar um trabalho que realmente agradou a todos. Sou suspeita para falar, mas acho que conseguimos. Mesclamos personagens reais com bonecos de manipulação e personagens em computação gráfica. Sem falar nos cenários lindíssimos e na performance de Aline Barros que realmente é surpreendente’, conta Marina de Oliveira, diretora e roteirista do DVD.

Marina de Oliveira mergulhou nesse produto, da concepção à finalização. Foram mais de 10 meses, cinco deles dedicando-se só ao processo de pós-produção. Essa etapa incluiu decupagem, montagem, edição, desenvolvimento e execução de efeitos em computação gráfica, inserção dos mesmos nos vídeos, gravação dos diálogos entre os personagens (bonecos), sonoplastia e muito mais. Cerca de 20 dias de gravação, com uma equipe de 47 profissionais, foram resumidos em 1h46 minutos de emoção adrenalina e ensino, com direito a Menu interativo. Gente, deu muito trabalho!

São 15 musicais intercalados com uma divertidíssima e didática história que dá asas à imaginação e utiliza-se de invenções tecnológicas. ‘Todos vão querer ter um DMVI – Dispositivo Móvel de VideoCamera Integrado – Acesso Restrito à Zona de Sintonia da Central de Comando Aline Barros & Cia (CCAC)’, brinca Marina. Aline Barros, que tem um jeito todo especial em lidar com os pequeninos, se superou. Nesse DVD, a interpretação da artista Aline não perde em nada para a inquestionável performance da cantora, e de sua belíssima voz.

Aline, que é mãe de Nicolas (6) e pastora adjunta da Comunidade Evangélica Internacional da Zona Sul (RJ) ao lado de seu marido Gilmar Santos, utiliza-se, de forma didática, de uma linguagem de fácil entendimento para as crianças. Os valores bíblicos estão inseridos em cada música. ‘Essa é minha maior alegria: ensinar as crianças o que é verdadeiramente servir a Jesus através das canções alegres e descontraídas’, disse Aline, ressaltando que está muito feliz por mais um trabalho infantil, ministério que também leva com muita seriedade e dedicação.

Aline reservou muitos dias de sua agenda para essa produção. Muda de roupa dali, canta daqui, participa de diálogos acolá e por aí vai. Mais de 50 crianças participaram do elenco, entre eles Rafael Assunção, Isabella Lopes e Beatriz Freitas, que ao lado de Aline combatem as armações de Dona Mentirinha e Cara de Rato, os vilões da parada. As cenas no Comando do Lixão são hilárias, e as crianças vão entender direitinho as consequências da mentira e das atitudes erradas. ‘Espero que o Senhor venha impactar todas as crianças. Que elas possam entender que têm uma grande missão no Reino de Deus: não mentir, obedecer e falar do amor de Deus. Afinal, é da boca dos pequeninos que sai o perfeito louvor’, ressalta Aline Barros. Aprendizado e diversão garantidos em um DVD com status de filme.

Assista o trailer:


Fonte: MK Music/OVERBO

Popó ingressa no PRB e anuncia candidatura à Câmara


‘Representar nosso estado vai ser mais uma vitória’, disse o ex-boxeador evangélico. Com apoio de Popó, legenda quer indicar vice em chapa para o governo.

O ex-boxeador Acelino Freitas, o Popó, e seu empresário, Josafá Santos, assinaram na manhã desta terça-feira (22) suas filiações ao Partido Republicano Brasileiro (PRB). Popó anunciou que pretende ser candidato a deputado federal pela Bahia.

“Representar nosso estado vai ser mais uma vitória na minha carreira”, afirmou. A filiação de Popó deixou eufóricos os principais dirigentes do partido no estado. “Se ele aparecer na TV com calção, sapatilha, luvas e cinturão e disser ‘vou brigar por você’, quem não vai querer votar nele?”, diz Átila Brandão, terceiro colocado na disputa pelo governo baiano em 2006, vencida por Jaques Wagner (PT).

O presidente da legenda no estado, Sidelvan Nóbrega, considera que, com o apoio do ex-boxeador, o partido ganha força para pleitear a indicação do vice-governador na chapa de Wagner, que deve disputar a reeleição. O atual vice, Edmundo Pereira, é do PMDB, partido que deixou o governo baiano no início de agosto para lançar a pré-candidatura do ministro da Integração Nacional, Geddel Vieira Lima, ao executivo estadual.

Popó está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios de Salvador, suspeito de ter envolvimento em um assassinato e uma tentativa de homicídio ocorridos no dia 9. As vítimas foram o namorado de uma sobrinha do ex-boxeador, Jonatas Almeida, de 22 anos, e um amigo dele, Moisés Magalhães Pinheiro, de 28.

Almeida sobreviveu ao ataque de dois homens armados e acusou Popó de ser o mandante, por causa da relação que mantinha com a familiar dele, uma adolescente de 17 anos. Duas horas antes do crime, Popó teria ido à casa de Almeida buscar a sobrinha.

Sobre a acusação, o ex-pugilista alegou que é o resultado de ele “ser muito família”. Ele também reclamou dos repórteres que cobrem o caso, dizendo que foi tratado “de forma grosseira”. Na quinta-feira passada, o Popó prestou depoimento e alegou inocência. A delegada que conduz a investigação, Francineide Moura, diz ainda não ter nenhuma prova que justifique uma acusação formal contra ele.

Fonte: G1/OVERBO

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Guia sexual da Unesco ganhará versão em português

educativo que causou polêmica entre os conservadores por todo o mundo terá uma edição brasileira até o fim do ano.

Obra para ensinar às crianças terá versão em português.

O guia sexual da Unesco que gerou polêmica pelas partes conservadoras no mundo todo também terá sua versão para o . A instituição informou que a obra será traduzida para o português e lançada ainda este ano. No entanto, a utilização nas escolas ficará condicionada a liberação dos ministérios da Educação e da Saúde.
“O guia é feito para que as crianças sejam adultos conscientes. Ela é voltada para o futuro da nossa população mundial. Para que as pessoas com vida sexual ativa não cometam mais erros como não usar camisinha, ou então usar a mesma mais de uma vez. É preciso que os educadores passem a ideia que temos que conhecer nosso corpo para nos respeitarmos mais. Afinal, sexo com responsabilidade é sexo sem vítimas”, disse Maria Rebeca Otero Gomes, oficial do Programa de Educação Preventiva da Unesco e responsável pela tradução para o português.
A intenção da instituição é diminuir a disseminação do vírus HIV por todo o mundo, mas temas como homossexualidade, indesejada e masturbação provocaram protestos por parte dos conservadores.
Uma das integrantes de uma reunião no México para avaliar se o guia era compatível com a América Latina, a óloga Maria Helena Matarazzo, afirmou que o livro é necessário no Brasil por haver muitos “analfabetos sexuais” no país que não sabem o que é menstruação, masturbação, entre outros temas relacionados ao assunto.
A Unesco considera o guia como uma das saídas para deter a disseminação do vírus HIV, pois a Aids é uma doença que não possui vacina, sendo a educação sobre o assunto fundamental.

Abril/Notícias Cristãs

'Nunca defendi o criacionismo', diz Marina Silva sobre ensino em escolas

Senadora do PV é cotada como possível candidata à Presidência em 2010.
Em entrevista à Cultura, ela disse ser contra legalização da maconha.
Cotada como possível candidata à Presidência da República em 2010, a senadora Marina Silva, do PV, afirmou nesta segunda-feira (21) que nunca defendeu o ensino do criacionismo nas escolas, apesar de acreditar na teoria de que o mundo foi criado por Deus.
"Nunca defendi o criacionismo e no não existe ninguém fazendo esse movimento. Essa é uma transposição artificial de um debate que ocorre nos Estados Unidos. Não tenho uma teoria sobre o criacionismo. Apenas acredito em Deus e que Deus fez todas as coisas", disse, em entrevista programa " Viva", da TV Cultura.

Maconha e aborto
No programa, a senadora disse ser contra a descriminalização da maconha. Para ela, a liberação da droga não resolveria o problema do tráfico e dos usuários.
"Acho que não vai dar conta. Sou contrária à descriminalização, inclusive conversei com o Gabeira [deputado Fernando Gabeira, do PV]. Mas isso não me impediu de ir fazer a campanha dele no Rio", respondeu.
Questionada sobre a legalização da maconha e do aborto, a senadora afirmou que esses temas devem ser tratados pelo Congresso. "É uma decisão [sobre o aborto] que deve vir do Congresso, que envolve questões éticas, morais, espirituais, de direito. (...) Eu não tenho uma visão daqueles que simplesmente ficam satanizando e tratando como questão moral."

Eleições 2010

Marina Silva, que não se declara candidata nas próximas eleições, fez elogios a políticas adotadas no governo Fernando Henrique Cardoso, como o Plano Real e o aumento de reservas legais na Amazônia. Para ela, o governo Lula deu sequências a certas políticas tucanas e as aprofundou.
O desafio agora, segundo a senadora, é alcançar a sustentabilidade. "O delta mais é a sustentabilidade. Como continuar com a inclusão necessária? Continuar no sentido da inclusão produtiva, com alto investimento em educação para que os jovens não tenham que depender ad infinitum do Bolsa Família."
A senadora passou a ser cotada como candidata após deixar o PT e ingressar no PV. Ela afirmou, no entando, não ter "ilusão" quanto à nova .
"Acredito em processos em que as pessoas são capazes de estabelecer os diálogos mesmo com as diferenças. (...) Fui para o PV sem a ilusão de que o PV é um partido perfeito. Não é um partido perfeito, nem o PT é um partido perfeito", disse.

Pré-sal
Questionada sobre o pré-sal, apresentado na pergunta de um jornalista como um dos principais ativos de uma possível campanha da ministra Dilma Rousseff, do PT, Marina Silva disse que a proposta apresentada pelo governo para a exploração é "razoável", mas criticou a supervalorização das descobertas.
"Não podemos fazer a deificação do pré-sal. As pessoas falam como se começasse a jorrar petróleo agora. Vai levar 20 anos. Ele tem que ser utilizado muito mais para produzir conhecimento e inovação tecnológica que nos faça transitar desse de combustível fóssil", afirmou.

G1/Notícias Cristãs

Pastor brasileiro escapa de sequestradores em El Salvador

O pastor, cuja identidade não foi divulgada e que mora há anos vários em El Salvador, escapou ao quebrar o teto do quarto onde estava preso e, durante a fuga, encontrou um carro da Polícia, informou o jornal “Diario de Hoy”.

O brasileiro, que era vigiado por uma mulher que escapou das autoridades, foi sequestrado perto da Catedral Metropolitana, quando dois carros interceptaram o veículo em que estava, na noite da sexta-feira.

Os sequestradores tinham entrado em contato com membros da Igreja do pastor, que não foi identificada, para exigir um resgate.

“O importante é que não se deu nenhum dinheiro e a vítima está bem, por isso os policiais estão trabalhando na localização dos criminosos”, disse o promotor-geral adjunto Astor Escalante.

O jornal assinalou que as autoridades não descartam que por trás do sequestro esteja uma das maiores organizações criminosas que opera no país.

Fonte: Último Segundo/OVERBO

Casal de jovens indiano mata sete familiares por terem sido contra o romance


Uma jovem de 19 anos e seu namorado de 20 anos foram presos na Índia após admitirem ter sedado e estrangulado sete pessoas da família dela, que era contra o romance.

Sonam e o namorado, Naveen, são estudantes e queriam se casar, mas as famílias se opunham porque eles pertenciam ao mesmo clã ou sub-casta.

Entre as vítimas estão os pais de Sonam, sua avó, seu irmão e três primas menores de 5 anos.

Segundo o jornal indiano em inglês The Telegraph, a jovem parecia “fria” ao admitir o que chamou de “erro” diante de repórteres.

Fuga

A polícia do vilarejo de Rohtak, na província de Haryana, disse que Sonam confessou ter misturado sedativos com a farinha que usou para preparar chapattis, um pãozinho típico indiano, para o jantar.

“Depois que os familiares ficaram inconscientes, ela ligou para Naveen e os dois estrangularam todas as sete pessoas”, afirmou o superintendente Anil Kumar Rao ao jornal The Hindu.

Sonam também teria tomado sedativos após o crime, em uma tentativa de incriminar outro irmão, que não estava na casa. Mas a polícia começou a suspeitar dela quando seus depoimentos se mostraram contraditórios.

Segundo o superintendente, a jovem acabou por admitir que odiava a família por ter se oposto ao namoro.

“Os dois tinham medo de apanhar ou até serem mortos por ignorar o sistema de castas e suas regras, então decidiram matar a família antes de fugirem para se casar”, disse Rao.

O casamento entre pessoas da mesma sub-casta é considerado pecado.

Fonte: BBC Brasil/OVERBO

Líderes políticos da religião afirmam que seguirão partidos e não a fé na hora da urna


A pré-candidata a presidente da República pelo PV, senadora Marina Silva (AC), aparentemente não poderá contar muito com seus companheiros de fé no papel de cabos eleitorais pelo país afora. O Correio dedicou os últimos dias a conversar com representantes de congregações evangélicas na Câmara e descobriu que a tendência é uma pulverização desses votos em 2010. “Marina Silva é um fator novo, terá muitos votos, é mulher. Mas é preciso ver o que fará o partido dela. A igreja é família”, afirma o deputado pastor Manoel Ferreira (PTB-RJ), que já está de malas prontas para o PR, onde concorrerá ao Senado ao lado de Anthony Garotinho, candidato ao governo estadual.

As dúvidas de Manoel Ferreira sobre o PV dominam praticamente todos os 52 deputados que formam a bancada evangélica da Câmara. A imagem do Partido Verde hoje está mais relacionada à do deputado Fernando Gabeira (RJ), que já defendeu a liberação da maconha e a união civil de homossexuais — temas que as igrejas abominam. Além disso, por estar distribuída em várias agremiações partidárias, a bancada não terá uma direção única em 2010.

O deputado Bispo Gê Tenuta, por exemplo, é de São Paulo, da igreja Renascer em Cristo, a mesma do jogador de futebol Kaká e do casal de bispos preso em Miami. Em termos eleitorais, fará o que mandar o seu partido, o Democratas. “Não posso votar na senadora Marina Silva por ela ser evangélica. Sem desmerecê-la, mas eu já tenho candidato a presidente: José Serra, que é o nome defendido pelo meu partido em São Paulo. Vamos seguir o partido e não a Igreja”, comenta o bispo.

Na mesma batida está o deputado João Campos (PSDB-GO), coordenador da bancada na Câmara e membro da Assembleia de Deus, a maior congregação evangélica do país: “É quase impossível que a bancada evangélica abrace uma única candidatura a presidente da República, seja quem for. Em Goiás, por exemplo, nosso candidato a governador é Marconi Perillo (PSDB)”, afirma ele, separando a fé da decisão política. Ele, no entanto, faz questão de citar a Bíblia, quando se refere às escolhas de cada um na hora do voto: “No Exôdo, diz: ‘E tu dentre todo o povo procura homens capazes, tementes a Deus, homens de verdade, que odeiem a avareza; e põe-nos sobre eles por maiorais de mil, maiorais de cem, maiorais de cinquenta, e maiorais de dez’, então, podemos escolher dentre todo o povo”, diz o deputado, referindo-se ao candidato a presidente da República.

Universal e Dilma

Enquanto a Assembleia de Deus parece marchar separada, a igreja Universal do Reino de Deus, que hoje congrega 3% do eleitorado evangélico do país, deve seguir com Dilma Rousseff.

A congregação teve seu poder político muito reduzido depois do escândalo dos sanguessugas, mas ainda concentra poder econômico e tem influência política. A orientação pró-Dilma está diretamente relacionada à posição do senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), forte candidato à reeleição.

A Universal consegue ter essa orientação definitiva em direção a Dilma porque é considerada, entre os evangélicos, uma administração centralizada. Além disso, não está tão difundida quanto a Assembleia de Deus, que, com a igreja católica, tem dificuldades em orientar seus fiéis numa única direção eleitoral.

Em 2002, no entanto, Anthony Garotinho soube usar pelo menos parte da estrutura evangélica em benefício de sua campanha. Sem recursos para a campanha presidencial e sem conseguir empolgar o PSB, seu partido à época, ele aproveitou os templos evangélicos para basear sua campanha eleitoral e alcançou os 10% dos votos nacionais graças a esse público.

Por isso, há uma parte da bancada evangélica que acredita que, se a ex-ministra Marina investir nesse público, terá sucesso. Resta saber se o PV aceitará que sua candidata use toda a estrutura dos templos rumo a 2010 e se a senadora conseguirá fazer com que sua imagem se sobreponha à de Fernando Gabeira. Hoje, os evangélicos estão arredios. Se vão continuar assim, só o calor da campanha dirá.

“É quase impossível que a bancada evangélica abrace uma única candidatura a presidente da República, seja quem for”
Deputado João Campos (PSDB-GO), coordenador da bancada na Câmara e membro da Assembleia de Deus

Fonte: Correio Braziliense / O Verbo

Tati Quebra Barraco vira evangélica


A funkeira Tati Quebra Barraco conhecida por canta músicas com duplo sentido, já não anda mais quebrando o barraco, há seis meses Tati passou a frequentar uma igreja evangélica.

No dia (21) a funkeira comemorou 30 anos de vida, diferente dos anos anteriores quando aterrorizava a vizinhança do condomínio em que mora com a altura do som, nas festas badaladas que realizava. Dessa vez Tati fez diferente, chamou os pastores de sua igreja e comemorou com um singelo almoço em sua casa.

Sua nova vida ainda não mexeu com sua carreira, pois, Tati continua cantando seus proibidões.

Fonte: Aqui Acontece/OVERBO

Pelo menos no Google, Beatles ficam “maiores” que Jesus Cristo

Mais de 40 anos depois que John Lennon trouxe ira a cristãos por reivindicar que sua banda era maior que Jesus Cristo, ele conseguiu isso, de fato. Ao menos sob a perspectiva das buscas no Google, segundo observou o jornal britânico “The Daily Telegraph”.

Nas quatro últimas semanas, mais usuários de internet digitaram a palavra “Beatles” do que “Jesus” no buscador. A popularidade da banda aumentou substancialmente durante setembro, graças ao relançamento de todos os seus álbuns remasterizados digitalmente.

Também no último mês, também foi lançado o game “The Beatles: Rock Band”, que permite aos jogadores interpretarem Paul, John, George ou Ringo, tocando suas canções, enquanto versões da banda em estilo cartum aparecem na tela.

Gráficos no Google Trends mostram que só no último mês a palavra Beatles ultrapassou Jesus nas buscas
Gráficos no Google Trends mostram que só no último mês a palavra Beatles ultrapassou Jesus nas buscas

Histórico

The BeatlesEm março de 1966, Lennon disse ao tabloide britânico “Evening Standard” que o cristianismo vai um dia “minguar” e “desaparecer”. Completou que “nós somos mais populares que Jesus agora”. “Eu não sei o que vai embora antes, rock and roll ou cristianismo. Jesus era bacana, mas seus discípulos eram grossos e ordinários. O que arruinou tudo para mim foram eles distorcendo tudo.”

Em agosto do mesmo ano, numa coletiva de imprensa em Chicago, EUA, acabou pedindo desculpas pela comparação. Mas o Vaticano só o perdoou oficialmente em novembro de 2008.

Na ocasião, beatlemaníacos nervosos queimaram seus vinis em protesto e Lennon foi forçado a pedir desculpas. “Eu não estava dizendo qualquer coisa do tipo que disseram que eu disse. Peço desculpas se eu disse isso de verdade. Eu nunca quis dizer algo que fosse uma coisa tão antirreligiosa e ruim. Peço desculpas se isso vai fazer vocês felizes.”

As palavras-chave mais pesquisadas pelo Google podem ser observadas no Google Trends, que permite filtrar as buscas por países e períodos de tempo.

Fonte: Folha Online/OVERBO

Igreja Universal: “Aprendi a extorquir o povo”, diz ex-pastor para a Revista Época. Confira a matéria completa!

A casa no bairro de Cascadura, Rio de Janeiro, onde Gustavo Alves da Rocha passou a infância ficava a cerca de 1 quilômetro de distância do local onde foi erguido o primeiro templo da Igreja Universal do Reino de Deus, há 32 anos. A vida de Gustavo e a de Edir Macedo, o líder da Universal, só se entrelaçaram, porém, quando os dois cruzaram o Oceano Atlântico. Em 1996, Gustavo, aos 16 anos, morava com sua tia em Londres. O bispo Macedo acabara de abrir sua primeira igreja na Inglaterra e precisava de um tecladista que animasse as reuniões dominicais. O tempo livre e o talento musical de Gustavo se encontraram com as ambições do bispo Macedo no número 232 da Seven Sisters Road, no bairro londrino de Finsbury Park. Era lá que ficava a primeira igreja da Universal em Londres, onde Gustavo foi empregado como tecladista.

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Três anos depois, Gustavo se tornou pastor da Universal em Nova York. Ele diz que era responsável por contar e fazer o depósito do dízimo recolhido nos 26 templos da Universal em Nova York. Diz ter sido instruído a se casar com a empregada doméstica do bispo Macedo, Jacira Aparecida da Silva, e conta que se mudou para a casa de Macedo, nos Estados Unidos, onde morou por quase três anos. Da sala da luxuosa casa do bispo, Gustavo afirma que assistia a Macedo orquestrar por rádio a expansão dos templos da igreja e dos negócios de comunicação, hoje alvos de investigação pelo Ministério Público.

Gustavo diz ter ouvido o bispo Macedo instruir seus bispos a trocar dólares para ele em São Paulo, diz ter depositado dinheiro do dízimo em duas contas no exterior, uma delas em nome de um pastor americano amigo de Macedo, conhecido como Forrest Hills, e afirma que o dinheiro dos fiéis era usado para investimentos na TV Record. “Em 2003, fizemos com os fiéis de Nova York uma campanha para arrecadar US$ 1 milhão. Foi com esse dinheiro que a Record montou o estúdio em Manhattan”, diz. As ligações de Gustavo com a igreja são comprovadas por documentos como passaporte, contracheques e fotos. A TV Record negou as acusações.

Em 2004, Gustavo foi demitido pelo bispo Macedo. Hoje, ele é considerado pelos promotores uma testemunha importante nos processos abertos contra o fundador da Universal. Seu depoimento poderá contribuir para confirmar as suspeitas de estelionato, lavagem de dinheiro e formação de quadrilha que recaem sobre o bispo Macedo e a cúpula da igreja e da Rede Record. Gustavo hoje trabalha de madrugada como taxista em Balneário Camboriú, Santa Catarina. Mora numa casa de quatro cômodos, alugada, que não guarda nenhuma semelhança com o luxo e o conforto que Gustavo diz ter experimentado em Nova York. Não tem mais o dinheiro que juntou enquanto era pastor. Desde que voltou ao Brasil, já morou em mais de cinco cidades. Aos 29 anos, diz ter dificuldade para arrumar emprego e afirma temer represálias de membros da Universal. Ele contou a história que viveu na igreja num depoimento de cinco horas concedido a ÉPOCA.

Procurada por ÉPOCA, a Igreja Universal confirmou que Gustavo foi pastor da igreja, “desligado da obra por motivos de prática de conduta contrária aos bons costumes e à moral”. Disse que “a Igreja Universal, seus bispos e pastores fazem tudo dentro da maior legalidade” e negou que Gustavo tivesse sido instruído a se casar com uma mulher indicada pelo bispo Macedo e que tivesse morado na mesma casa que ele. A Universal negou ainda que Jacira Aparecida da Silva tivesse trabalhado como empregada doméstica para o bispo Macedo. A TV Record afirmou, também por e-mail, que não faz nenhuma transação com dinheiro oriundo da Universal: “Todos os salários dos funcionários da Rede Record são pagos pela emissora em conta-corrente dos beneficiários e todos os investimentos são pagos pela emissora com recursos próprios”. A seguir os principais trechos do depoimento do ex-pastor Gustavo Rocha.

Como conheceu o bispo Edir Macedo
“Eu nasci no Rio de Janeiro, mas quando tinha 12 anos fui morar com uma tia em Londres. Uma tarde eu estava passeando com minha tia pelas ruas de Finsbury Park e vi um teatro. Resolvemos entrar. Na porta estava escrito apenas Teatro Arco-Íris. Aí eu vi um piano e, como sempre tive paixão pela música, pedi para tocar um pouco. Quem veio até mim foi o Edir Macedo. Ele me pediu para que eu tocasse “Yesterday”, dos Beatles. Ele elogiou e me perguntou: ‘Você sabe tocar música gospel?’. Eu respondi que não, mas consegui acompanhar no piano quando ele colocou umas músicas gospel para tocar no rádio. Ele disse que precisavam de um tecladista e eu, que tinha 16 anos, aceitei tocar todos os domingos em troca de algo em torno de R$ 50. Depois de uns quatro meses, minha tia procurou Edir Macedo para dizer que eu voltaria ao Brasil. Daí Edir veio com uma proposta: ‘Não, a gente vai ajudá-lo. Se você permitir, nós queremos investir nele. A igreja se propõe a pagar uma escola para ele aqui na Inglaterra’. A igreja pagou para mim por dois anos uma escola de idiomas, a London Capital College. Eu passei a morar na igreja e não tinha salário.”

A preparação para ser pastor
“Quando fui morar na igreja, eu dividia um quarto com outros obreiros. Passei a tocar todos os dias, fazia a limpeza do templo, a evangelização, distribuía jornal da igreja de porta em porta. Eu não tinha dinheiro para ligar para minha família no Brasil, nem no Natal. Fiquei praticamente confinado. Minha tia deixou de me visitar, achou que eu estava fanático. Eles fizeram comigo um processo de preparação para ser um futuro pastor. Quando chegava alguém à igreja para pedir um conselho, o bispo Macedo me chamava: ‘Senta aqui do meu lado para você conhecer os problemas do povo e aprender a orientar as pessoas’. Foram dois anos sentado ao lado dele. Quando o fiel ia embora, ele perguntava: ‘Entendeu? Essa moça está com problema financeiro e está tão fragilizada que, se você disser Faça isso!, ela vai fazer. Você tem de despertar essa fé que está nela para que ela venha e traga uma oferta para a igreja’. Oferta significava dinheiro, mas no começo ele não falava muito a palavra ‘dinheiro’, para não me assustar. Dependia dele para ter roupas e comida. Aqueles que eram bispos tinham muito privilégio. Queria ter a vida que o bispo Macedo e outros bispos tinham, então eu me submetia a tudo o que mandavam. Cheguei a fazer um jejum e só beber água durante sete dias. Nesses dois anos não fui sequer uma vez ao médico. O bispo Macedo me dizia que eu tinha de usar minha fé para curar a gripe, a dor de cabeça. Fazia parte do processo de sacrifício.”

Como a Universal se expande
“Eu e Edir Macedo saíamos pelo menos duas vezes por semana para procurar um teatro, um galpão onde desse para abrir uma nova igreja. A gente olhava primeiro a vizinhança. Se tivesse outra igreja na região, não valia a pena investir. E olhávamos se o povo era pobre ou de classe média. Se a área fosse pobre, era mais interessante, a igreja cresce mais. O bispo Macedo dizia que gente pobre tem todo tipo de problema. Então, é fácil ter argumento para atrair essas pessoas. Se fosse um pessoal com mais dinheiro, ele já pensava duas ou três vezes se valia a pena investir, porque apenas uma minoria frequentaria a igreja. Quando o bairro era de classe média, o pastor tinha de falar bom inglês e ter cultura, porque colocar um pastor escandaloso, ignorante, não dava certo. Em Londres, presenciei a criação de duas igrejas. Uma foi em Brixton e a outra em Peckham. Os cultos eram em inglês, 2% ou 3% dos fiéis da igreja eram brasileiros, 2% ou 3 % eram britânicos, e o restante eram africanos e jamaicanos. Havia uma preferência por colocar um pastor negro, para que os fiéis se identificassem mais.”

A escala em Portugal e a promoção
“Depois de dois anos na Universal em Londres, meu visto de estudante venceu e não conseguimos renovar. Eu já estava com 18 anos. O bispo Macedo conversou comigo e disse que Deus estava me enviando para Portugal. Fiquei lá um mês e meio, morando em Lisboa, até que o bispo Macedo me avisou que ele iria me registrar como pastor da Universal e em 15 dias eu estaria em Nova York. Ele disse que não me deixaria em Portugal porque ele precisava de um pastor com bom inglês nos Estados Unidos. No dia 13 de maio de 1999, eu cheguei a Nova York. Eu passei a tocar piano na igreja principal, no Brooklyn. Depois de uns 15 dias, o bispo Macedo chegou a Nova York e me disse que eu não deveria ficar só tocando, passaria a pregar. Foi a primeira vez em que fui responsável por uma igreja, a igreja de Utica, no Brooklyn. E, como eu era um pastor registrado pela Universal, passei a ter um salário. Ganhava US$ 600 brutos por mês. Era pouco, mas não tinha despesa com água, luz, aluguel porque eu morava na igreja.”

As metas e o método de arrecadação
“Em Utica, em dois meses, a igreja encheu. Cabiam 70 pessoas. O bispo Macedo achou que tinha valido a pena investir em mim. Comecei a fazer programas de TV e de rádio para a igreja e a participar das reuniões de pastores e bispos. Nessas reuniões, Edir Macedo nos ensinava a atingir as metas que ele criava para cada igreja. E a meta era financeira. Não era de fiéis. No primeiro mês, a minha igreja rendeu US$ 3 mil. Daí o bispo Macedo me falou: ‘Olha, Gustavo, este mês fez US$ 3 mil. Então, se no mês que vem você conseguir arrecadar só US$ 2.900, eu tiro a igreja de você. Você vai se virar para fazer US$ 3.500, senão eu vou descontar do seu salário, você não vai mais participar das reuniões e vai voltar para o piano’.”

“Fiquei tranquilo porque eu já tinha aprendido o trabalho. Ele me ensinou o seguinte: como era uma igreja pequena, primeiro eu tinha de fazer um atendimento corpo a corpo, conversar com cada um dos membros da igreja, visitar a casa, participar da vida. Eu levantava toda a vida da pessoa e determinava o dízimo. E eu ia colocando isso na cabeça das pessoas. Elas chegavam para me contar alguma coisa: ‘Pastor, fui viajar e bati meu carro’. Eu dizia: ‘A senhora está sendo fiel no seu dízimo?’. Ela dizia que não. Então eu falava que era por isso que ela tinha batido o carro. Óbvio que não tinha nada a ver, mas era uma questão de mexer com o psicológico, para que ela pensasse que as coisas ruins aconteciam por causa de um erro dela, e não por um erro da igreja ou um erro de Deus. Eu tinha de fazer aquela pessoa acreditar que o dízimo dela era uma coisa sagrada. Noventa e nove por cento das pessoas que vão à igreja, e isso eu ouvi do bispo Macedo, não vão para adorar a Deus. Vão para pedir, porque têm problemas no casamento, nas finanças, de saúde. Então o bispo falava: ‘Você chega para a pessoa e diz: Você está com problema financeiro, não está? Eu sei, eu estou vendo que sua vida financeira não está boa’. É muito fácil. Por serem pessoas humildes, elas estão mais propensas a certos problemas.”

O sucesso
“As minhas metas sempre eram alcançadas. Edir me dizia: ‘Agora a meta é US$ 4 mil’, eu fazia 4 mil. ‘Agora é US$ 5 mil’, eu fazia US$ 5 mil. E, a cada mês que eu alcançava minha meta, eu ganhava mais crédito, até o ponto de o bispo Macedo falar: ‘Você não é pastor para essa igreja, você é pastor para uma igreja melhor. Vou te colocar numa igreja maior, onde a meta já não é US$ 5 mil, a meta é US$ 30 mil’. Fiquei seis meses em Utica e fui para a igreja de Bedford. Vinham umas 400 pessoas, e a meta mensal era de US$ 25 mil. Alcancei todas as metas outra vez. Peguei a igreja com US$ 25 mil e deixei com quase US$ 40 mil de doações mensais. Aprendi a extorquir o povo, tenho até vergonha de falar. Uma vez coloquei uma piscina de plástico no altar por 15 dias, cheia de água. Disse que aquela era uma água do Rio Jordão, onde Jesus foi batizado. Eu dizia que as pessoas iam ser batizadas na mesma água que Jesus, desde que dessem uma oferta. E era água de torneira. Uma vez consegui fazer os fiéis doar três carros. Eles iam embora e me deixavam as chaves e o documento. A igreja vendia para fazer dinheiro. Entre os pastores, a conversa sempre era: ‘E aí, já pegou o mês?’. ‘Pegar o mês’ significava cumprir a meta. Eu chegava para um pastor que tinha uma igreja melhor que a minha e perguntava: ‘Já pegou o mês?’. ‘Já, fiz US$ 80 mil’, ele dizia. Eu respondia: ‘Olha, meu mês está em US$ 50 mil, mas vou fazer uma loucura, vou passar o teu mês e vou pegar tua igreja, hein?!’.”

As gratificações
“Quanto mais eu ganhava para a igreja, mais privilégios eu tinha. O meu pior carro foi um Toyota Corolla, era o primeiro carro de todo pastor. Do Corolla, passei para um Ford Focus, zero-quilômetro. Do Focus, tive um Honda Civic, do ano. Do Civic, fui para um Honda Accord. Nos Estados Unidos, morei em três casas diferentes. Conforme cumpria a meta, as casas aumentavam de tamanho, melhoravam de localização. O bispo Macedo pegava o relatório do mês, via a progressão de rendimentos e te perguntava: ‘Você está morando onde? E vai para a igreja com que carro? Faz o seguinte: fala com o bispo responsável para ele te mudar para tal casa’. Ele olhava em uma relação de pastores os bens que cada um estava usando e dizia: ‘Esse carro aí que você tem, dê para o pastor Álvaro e pega o carro do pastor Álvaro para você’. Era frequente essa troca de carros e casas entre os pastores. Como a gente não podia comprar mobília nem bens, só coisas pessoais, roupas, a mudança era bem rápida. Pastor não pode ter nada em seu nome, todos os carros que eu tive e casas em que morei estavam no nome da Universal.”

O casamento arranjado
“Em 2001, eu tinha 21 anos, era um pastor promissor e ainda era solteiro. Namorava havia dois anos uma americana que era obreira da igreja. Houve uma dessas reuniões de bispos e pastores e o Edir Macedo estava chamando a atenção de todo mundo. Ele olhou para mim: ‘Fica de pé. Você está namorando?’. Eu disse que sim. ‘Mas quem autorizou seu namoro? Está tudo errado. Você vai pegar o meu celular e vai ligar para sua namorada. Você vai dizer para ela que Deus não quer mais que vocês fiquem juntos.’ Eu fiquei indeciso, mas não teve jeito. Peguei o telefone, liguei para minha namorada no viva-voz e rompi com ela. Quando desliguei, ele disse para os pastores: ‘Estão vendo? A obra de Deus precisa de homens assim. Por você ter obedecido, vai ser abençoado agora. Você vai para o Brasil e vai conhecer uma mulher que Deus preparou para você. E você vai casar com ela. Você é um pastor da minha confiança, mas nela eu confio ainda mais do que em você, porque ela mora na minha casa, ela é minha empregada doméstica’. Embarquei para o Brasil no dia seguinte. Só conheci a Jacira no cartório. Dois dias depois, a gente casou no religioso. O bispo João Batista (ex-deputado federal) fez o casamento e pagou a lua de mel em Poços de Caldas (Minas Gerais). No dia em que partimos para a lua de mel, ele disse: ‘Gasta à vontade, porque quem está pagando isso é o povo. Não tem limite, fica tranquilo’.”

“Depois que voltei da lua de mel, passamos 15 dias na casa do João Batista, até que o visto da Jacira saísse. Era um apartamento por andar, com oito quartos. O João Batista guardava uma boa quantidade de dinheiro no escritório, notas de dólar e real. A Jacira me disse que estava acostumada a ver aquilo na casa dos bispos. Quando voltei aos Estados Unidos levando a Jacira, o bispo Macedo me disse: ‘Que bom que deu tudo certo. O visto dela já tinha sido negado antes, mas você conseguiu trazê-la’. O casamento garantiu a entrada da empregada doméstica dele nos Estados Unidos.”

A vasectomia
“Logo depois que eu casei, o bispo Macedo me obrigou a fazer vasectomia. Ele justificava dizendo que um filho traria despesas e dificuldades para que eu fizesse a obra de Deus, já que com filho era mais difícil mudar de país. Ele dizia que a saída era, quando eu me tornasse um bispo, adotar, seguir o exemplo dele, dos genros dele, Renato Cardoso e Júlio Freitas. Os três primeiros médicos que procurei se recusaram a me operar. Eu tinha 21 anos e nenhum filho. O quarto topou, mas me disse que não recomendava. Fiz uma vasectomia irreversível. Enquanto eu estava nos Estados Unidos, dos 26 pastores que trabalhavam em Nova York, outros sete também fizeram. Se você não faz a vasectomia, perde a chance de crescer e chegar a bispo, vai ser só mais um pastor que fica 15 anos na mesma igreja e não sai do lugar.”

Na casa do bispo
“Quando cheguei a Nova York com a Jacira, Edir Macedo e a mulher dele, a Ester, quiseram que ela fosse morar com eles. Eu era casado com ela. Daí eles me disseram: ‘Faz o seguinte. Pega um quarto aí e mora aqui com a gente’. Passei a morar no dúplex do Edir Macedo. Na casa dele, ouvi as conversas da cúpula da igreja. Era comum diálogos em que o bispo Macedo dizia: ‘Romualdo, como é que foi a campanha da Fogueira Santa aí no Brasil?’. E o bispo Romualdo Panceiro (outro dos auxiliares de confiança do bispo Macedo) dizia: ‘Olha, bispo, não foi muito boa não, deu só R$ 18 milhões’. Dinheiro na casa de Edir Macedo não era problema. Dirigia os carros dele, umas Mercedes antigas e superluxuosas. No dia a dia, ele não é religioso. A mulher de Edir Macedo, a Ester, tinha dentro de casa uma clínica de estética, com aparelhos de última geração. Quanto se gastava na casa do bispo Macedo era uma coisa que nem se fazia um cálculo, porque não precisava. Os outros bispos também viviam muito bem. Como os pastores, eles também tinham um contracheque bem baixo, mas era só fachada, para mostrar em caso de investigação. Mas o salário que vinha por fora era muito maior. Eu já presenciei durante a contagem da oferta os bispos dividirem o dinheiro entre si, esse ou aquele bispo tirar US$ 10 mil de uma oferta de US$ 50 mil. Eu também ganhava coisa por fora. Quando trabalhei com alguns bispos e a oferta era muito boa, o próprio bispo dizia para eu pegar um dinheiro para mim. Quando saí da igreja, eu tinha uns US$ 15 mil na conta que eu tinha tirado das doações dos fiéis.”

Os negócios da Record
“Eu posso dizer que a Record e a Universal são uma coisa só. Era comum eu ouvir o bispo Macedo falando em casa com o presidente da Record, Honorilton Gonçalves, pelo radinho: ‘Ô, Gonçalves, você fez aquele depósito, contratou tal artista, tal jornalista?’. Para pagar funcionários, despesas de programas televisivos, o Edir Macedo pedia para o Romualdo Panceiro tirar o dinheiro da conta da igreja para passar para a conta da Record. De tempos em tempos, o Gonçalves e o Romualdo diziam: ‘Edir, o negócio aqui está complicado, o cerco está bem apertado. A investigação está andando aqui, eles estão fiscalizando’. O Edir dizia: ‘Vocês têm de fazer alguma coisa, tira o dinheiro da conta da igreja e faz a contratação em dinheiro vivo’. Sempre em dinheiro vivo. Eu me lembro de quando foi montado o estúdio da Record em Nova York, em 2003. O bispo Macedo diz que foi gasto US$ 1 milhão. Ele fez uma reunião com os pastores da igreja e disse: ‘Precisamos levantar US$ 1 milhão. Vamos fazer uma campanha, e todas as igrejas precisam atingir uma meta’. Daí, ele já dividiu ali quanto cada uma teria de obter. Era a campanha das Muralhas de Jericó. Conseguimos mais de US$ 1 milhão, e foi com esse dinheiro que comprou os equipamentos para a TV.”

As contas no exterior
“Todo domingo à noite eu e alguns outros pastores éramos responsáveis por abrir os envelopes de dízimo e oferta e contar o dinheiro arrecadado pelas 26 igrejas de Nova York. Cada pastor guardava no cofre de sua igreja a oferta da segunda-feira até a última reunião do domingo. Daí levava tudo até a sede, no Brooklyn, para a contagem. Na segunda-feira de manhã, nós íamos ao banco fazer o depósito desse valor. O banco era o Chase Manhattan Bank. A matriz ficava a 300 metros da igreja. A quantia variava. Quando tinha uma campanha da Fogueira Santa de Israel, eu depositava tranquilamente US$ 1 milhão nesse banco por semana. Os depósitos eram feitos em duas contas. Uma no nome da Igreja Universal e a outra no nome de Forrest Higginbotham, um pastor americano que todo mundo conhecia como Forrest Hills. Ele pertencia a outra igreja, mas era uma pessoa de confiança do Edir Macedo. Foi o Forrest Hills quem ajudou a Universal a entrar nos Estados Unidos.”

“Lá nos Estados Unidos, eu também ouvi o Edir Macedo comentar umas quatro ou cinco vezes da necessidade de trocar dólares no Brasil, em São Paulo. Mas era uma tarefa que ele mesmo fazia ou passava para gente de muita confiança dele. Eles embarcavam no avião com o dinheiro e trocavam. Nunca soube quem eram os doleiros, mas posso te falar que os bispos que faziam esse serviço para ele eram os genros, o bispo Júlio Freitas, o bispo Renato Cardoso, o bispo Clodomir Santos e o bispo Romualdo Panceiro. Toda vez que eu ouvia falar em troca de dólar, era com esses bispos e o João Batista. O João Batista era com a maior frequência. O João Batista era, na gíria, a mula. Era ele quem levava, que trazia no avião, que fazia a transação, a troca. E, depois que ele fazia, ele levava nas mãos do Romualdo, do Clodomir. E com esses mesmos bispos, de altíssima confiança, o Edir costuma fazer umas reuniões na Suíça, em Zurique.”

A derrocada
“Uns quatro meses depois de fazer a vasectomia, comecei a ter problemas com a cirurgia. Descobri que o médico que me operou acabou cortando uma veia que não deveria ter sido cortada. Tive uma espécie de trombose nos testículos. Tive de usar um dreno e fui afastado pelo médico da pregação, mas o bispo Macedo me mandava trabalhar mesmo assim, usar a fé para me curar. Tive de fazer mais três cirurgias. O bispo Macedo dizia que eu devia estar endiabrado, que eu estava recebendo salário da igreja para não fazer nada. A pressão para que eu voltasse a trabalhar era tanta que tive de mostrar ao bispo Macedo todos os papéis, exames, porque ele não acreditava que eu realmente estava doente. Quando ele viu os laudos médicos, notou que tinha havido um erro. Foi logo me dizendo que um processo daria uma indenização milionária.”

 Reprodução“Procurei um advogado, que me disse que era uma causa ganha e que o processo duraria um ano e meio e deveria render por volta de US$ 500 mil. Quando o Edir soube que eu procurei outro advogado e não o da igreja, ele ficou bravo. Disse que eu tinha de procurar o advogado da Universal para abrir o processo e que deveria passar uma procuração para ele, porque o dinheiro que viesse deveria ser dado para a igreja, para a obra de Deus. Eu me recusei, disse que precisaria do dinheiro, que teria de me tratar. E aí começou uma pressão, e eu resolvi desistir do processo e fazer um acordo de US$ 65 mil com o médico. No mesmo dia em que assinei o acordo, o dinheiro já estava na minha conta. Quando contei ao bispo Macedo, ele começou a gritar comigo, dizer que eu era maluco, perguntou onde estava o dinheiro. Eu disse que estava na minha conta. Ele me mandou ir ao banco na mesma hora, sacar o dinheiro e depositar na conta da igreja. Eu me recusei. E aí ele me disse que eu estava fora: ‘A partir de hoje, você não é mais pastor da Igreja Universal. Você vai embora para o Brasil e não procure mais a igreja’. Isso foi em julho de 2004. E eu, doente, com quatro cirurgias feitas, fui mandado embora sem receber um dólar da igreja, depois de cinco anos de trabalho na igreja. Nunca tive férias, não tinha dia de folga certo. Eu me senti usado.”

“Voltei para o Brasil, me separei da Jacira um ano depois. Eu sofri por ter entrado na igreja muito jovem, abandonei a família, não terminei os estudos. Eu não tinha amigos que não fossem pastores ou bispos, não sabia o que era lutar por um emprego, não sabia quanto era um aluguel. Perdi tudo. Eu sempre me lembro da frase que o bispo Macedo costumava me falar: ‘Se você sair da igreja um dia, todos esses demônios que você expulsou nestes anos vão voltar para sua vida’.”

Gustavo Rocha fez parte da igreja por oito anos, cinco deles como pastor.

 Reprodução
Em Londres, Gustavo entrou para a Universal. Como tecladista, ganhou um crachá de assistente da igreja

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Gustavo casou com Jacira da Silva, que ele afirma ter sido empregada de Macedo. Ele diz que atendeu a uma ordem do bispo

 Reprodução
Contratado como pastor, Gustavo foi enviado para Nova York com um visto tirado pela Universal

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Como pastor, Gustavo afirma que ganhava US$ 600 brutos por mês. Ele diz que também embolsava dinheiro do dízimo

 Reprodução

Gustavo dirigiu três templos da Universal nos Estados Unidos. Na foto abaixo, tirada em 2002, Gustavo está em frente à igreja de Mount Vermont. Ele aparece encostado num Focus zero-quilômetro, que afirma ter recebido da igreja pelos bons resultados na arrecadação do dízimo e de doações.

Fonte: Revista Época / Gospel+