segunda-feira, 16 de março de 2009

Crença no Arrebatamento é colagem de textos bíblicos, dizem especialistas

Tentativa de harmonizar profecias apocalípticas data do século 19.
Autores da Bíblia escreveram pensando em seu contexto imediato.

"Em caso de Arrebatamento, este veículo ficará desgovernado." Adesivos com esses dizeres podem ser vistos nos carros de evangélicos do mundo inteiro, inclusive no Brasil. A ideia é que, no fim dos tempos, os cristãos realmente fervorosos serão arrebatados (daí o nome) de corpo e alma para o céu, enquanto uma série de catástrofes naturais e políticas afetarão a Terra durante sete anos. Ao fim desse período, Jesus voltará como conquistador ao nosso planeta, derrotando o Anticristo numa grande batalha em Israel. Esse cenário épico é inspirado em várias passagens da Bíblia -- mas é preciso forçar consideravelmente a interpretação do texto sagrado para chegar a ele, de acordo com especialistas.

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Foto: Reprodução

Cristo (no centro) julga os vivos e os mortos nesta pintura de Michelangelo na Capela Sistina, no Vaticano (Foto: Reprodução)

Em essência, a crença no Arrebatamento é uma colagem de trechos do Novo e do Antigo Testamento, cada um deles com perspectivas diferentes sobre o futuro da humanidade e o retorno glorioso de Jesus Cristo à Terra. "É uma tentativa de criar um mapa dos eventos futuros com base, por exemplo, no Apocalipse, no capítulo 13 do Evangelho de Marcos e na Primeira Carta de Paulo aos Tessalonicenses", diz Paulo Augusto Nogueira, professor da pós-graduação em ciências da religião da Universidade Metodista de São Paulo.

De acordo com o americano Thomas Sheehan, estudioso do cristianismo primitivo e professor da Universidade Stanford, a ideia do Arrebatamento é relativamente recente. "Ela foi criada pela primeira vez no começo do século XIX, graças ao trabalho do pregador evangélico John Nelson Darby, e foi se tornando cada vez mais codificada ao longo do século XX, até chegarmos aos cenários detalhados que cristãos conservadores de hoje defendem", diz Sheehan. As chamadas igrejas cristãs históricas, como a Igreja Católica, a Igreja Anglicana e as várias igrejas luteranas, não adotam as mesmas crenças.

Anticristo contra o Rei Jesus

Sheehan resume da seguinte forma o cenário mais popular para os acontecimentos ligados ao Arrebatamento entre os evangélicos americanos. O primeiro evento envolve o surgimento do Anticristo, provavelmente um diplomata de grande prestígio internacional e membro da tribo israelita de Benjamim (um judeu, portanto). O Anticristo faz um acordo de paz com o estado de Israel, permitindo que o Templo judaico, destruído há quase 2.000 anos, seja reconstruído em Jerusalém. Ao mesmo tempo, um dos subordinados do Anticristo, um financista conhecido como o Falso Profeta, cria um sistema -- talvez um cartão magnético -- que unifica o planeta economicamente.

É nesse ponto que ocorreria o Arrebatamento. "Os verdadeiros cristãos - o que exclui católicos, episcopais e outros grupos mais moderados -- são arrebatados para o céu deixando até suas roupas", diz Sheehan. "Quem fica para trás, segundo essa visão, são os chamados cristãos mundanos, ou cristãos formais -- justamente os que não acreditam que o Arrebatamento iria ocorrer. Isso é muito típico da mentalidade sectária: só nós somos os detentores da verdadeira revelação", explica Nogueira.

Logo após os cristãos serem arrebatados, começam cerca de sete anos da chamada Tribulação, em que o mundo todo sofre com guerras, catástrofes naturais e genocídios. Traindo os judeus, o Anticristo coloca uma imagem de si próprio -- a chamada Abominação da Desolação -- no Templo de Jerusalém, profanando o local sagrado. No fim da Tribulação, Jesus volta à Terra montado num cavalo branco, à frente do exército divino, e derrota as forças do Anticristo numa grande batalha perto da localidade israelense de Megiddo -- é daí que vem a expressão "Armageddon", ou seja, "montanha de Megiddo".

"Após essa batalha, Jesus dará aos judeus uma última chance de aceitá-lo como seu Messias. Os que recusarem serão massacrados; os que seguirem Jesus farão parte de seu reino na Terra, uma Era de Ouro de grande prosperidade, saúde e paz, que durará mil anos", diz Sheehan. No fim desse período, o Demônio tentará atacar o reino de Jesus, mas será definitivamente derrotado, e "um novo céu e uma nova Terra" serão criados. Os mortos ressuscitarão e serão julgados de uma vez por todas.

Quebra-cabeças artificial?

Essa linha do tempo detalhadíssima tem dois pressupostos ocultos. O primeiro é que todos os textos bíblicos sobre o fim do mundo funcionam como peças, que têm de ser juntadas pelos cristãos para montar o retrato completo do Apocalipse. O segundo é que os autores bíblicos escreveram suas profecias de olho no futuro distante, prevendo eventos como o ressurgimento de Israel em 1948 ou a invenção dos cartões de crédito.

Ambos os pressupostos provavelmente estão errados. "É importante a gente reconhecer que há vários tipos diferentes de expectativa apocalíptica entre os autores do Novo Testamento", diz Nogueira, que é autor do livro "O que é Apocalipse" (Editora Brasiliense). "O único a realmente falar numa espécie de arrebatamento é Paulo, na Primeira Carta aos Tessalonicenses", afirma. Nas cartas realmente escritas pelo apóstolo Paulo (várias das que estão no Novo Testamento parecem não ser de autoria dele), o líder cristão não fala da Tribulação ou da batalha em Megiddo, mas parece ver o retorno de Cristo de forma simultânea com a ressurreição dos mortos e o arrebatamento dos fiéis ainda vivos.

"Já no Apocalipse, parece claro que os fiéis cristãos não são levados para o céu, mas passam por toda a Tribulação aqui mesmo na Terra", explica o especialista brasileiro. "E existem algumas tradições no Novo Testamento, como o Evangelho de João, que parecem não se preocupar com esses cenários apocalípticos. João fala diretamente em vida eterna para o fiel, sem uma perspectiva clara do retorno de Jesus."

Outro ponto importante é que as profecias cristãs, em especial as do livro do Apocalipse, têm relação direta com a realidade de perseguição que os fiéis do século I estavam enfrentando. É quase certo, por exemplo, que o misterioso número 666, associado ao Anticristo, seja apenas uma representação do imperador romano Nero, supostamente responsável por executar Pedro e Paulo entre os anos 64 e 67 de nossa era. Nos alfabetos hebraico, aramaico e grego, cada letra tinha um valor numérico, e a soma das letras do nome "Nero César" poderia chegar a esse valor, dependendo de como a conta é feita.

Também são feitas referências às sete colinas da cidade de Roma, entre outros elementos do império inimigo dos primeiros cristãos. Para Nogueira, todo o cenário de guerra que circunda o livro do Apocalipse indica que ele provavelmente foi escrito por cristãos de origem judaica, cuja comunidade ficou traumatizada com a destruição de Jerusalém pelos romanos no ano 70. "Quem não vê esse contexto imediato da narrativa desconsidera o primeiro leitor desses livros", resume ele.

Visão literal

Isso não quer dizer, porém, que os primeiros cristãos entendessem suas próprias esperanças apocalípticas de forma alegórica ou simbólica. "Em parte, a linguagem do Apocalipse é a do êxtase profético, mas eu não duvido muito que eles fizessem uma leitura literal dele. Até porque o livro coloca tudo em termos radicais -- ele não admite uma postura neutra", diz Nogueira.

Como, então, os cristãos modernos deveriam encarar as profecias apocalípticas sem cometer erros de interpretação nem anacronismos? "Essa é a grande questão", reconhece Nogueira. "Acho que podemos vê-las como a resposta de irmãos de fé diante da perseguição. E também como uma mensagem de esperança, que pode ter uma força muito grande." Seja como for, não custa nada levar em consideração a advertência do próprio Jesus, no Evangelho de Marcos, a respeito de quem deseja prever com exatidão o fim do mundo: "Mas daquele dia e hora ninguém sabe, nem os anjos que estão no céu, nem o Filho, senão o Pai".

Lindemberg Alves presta depoimento hoje

A Corregedoria da Polícia Civil de São Paulo vai ouvir na tarde desta segunda-feira (16/03) o depoimento de Lindemberg Alves, acusado da morte de sua ex-namorada Eloá Cristina Pimentel, de 15 anos. O depoimento de Lindemberg será realizado na Penitenciária II de Tremembé, a 147 km de São Paulo, onde ele está preso, segundo a Secretaria de Segurança Pública.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, o depoimento está marcado para 15 horas. Em outubro de 2008, o acusado manteve a ex-namorada e a amiga dela, Nayara Silva, em cárcere privado por mais de 100 horas no apartamento em que ela morava em Santo André, na Grande São Paulo. Quando a polícia invadiu o apartamento, ele teria disparado contra as duas, matando Eloá.

CORREIO WEB

Brasil ENVIAR IMPRIMIR Procuradoria Geral da República emite parecer contra liberdade do casal Nardoni

A Procuradoria Geral da República (PGR) encaminhou ao Supremo Tribunal Federal (STF) paracer contrário concessão de habeas corpus em favor de Alexandre Nardoni e Anna Carolina Jatobá, acusados do homicídio triplamente qualificado de Isabella Nardoni, assassinada em março do ano passado. O parecer é assinado pelo subprocurador-geral da República Mário José Gisi.

O habeas corpus, com pedido de liminar, foi ajuizado pela defesa do casal no STF contra decisão da 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ), pela qual Alexandre e Anna deveriam continuar presos.

A defesa alega violação ao princípio da presunção de inocência, ao sustentar que os laudos periciais produzidos no inquérito não comprovam a agressão do casal vítima. O relator da ação no STF é o ministro Joaquim Barbosa

Além de ressaltar que a ação não deveria em ser conhecida, o subprocurador-geral Gisi assinalou que, no mérito, é necessária a manutenção da prisão cautelar do casal, por conveniência da instrução criminal.

Segundo Gisi, se ficarem em liberdade, Alexandre e Anna podem interferir no conteúdo das provas. Ele ainda lembrou que não há fiança para o crime hediondo, o que impossibilita a concessão de liberdade provisória.

CORREIO WEB

Boletim médico informa que Clodovil está em coma

No primeiro boletim divulgado pelo Hospital Santa Lúcia sobre o estado de saúde do deputado federal Clodovil Hernandes (PR-SP), os médicos informam que o parlamentar se encontra em coma, no nível 5, em uma escala que vai de 3 a 15, em que os números menores correspondem a um quadro de maior gravidade.

De acordo com o médico intensivista Alan Ricardo Ferreira, o parlamentar sofreu um acidente vascular cerebral (AVC) hemorrágico, com sangramento profundo e intenso na cabeça. Nesses casos, segundo Ferreira, não é indicada cirurgia para abrir a caixa craniana a fim de reduzir a pressão no cérebro. Ele explicou que, por isso, a equipe que atende o deputado optou por colocar um cateter para drenar o sangue na região.

Segundo o médico, o procedimento foi bem-sucedido e, agora, é preciso esperar a reação de Clodovil. “Os procedimentos foram feitos da forma mais precoce possível, temos que esperar os efeitos", afirmou Ferreira.

Ele disse ainda que no momento não há como avaliar possíveis seqüelas, e que, apesar do estado grave e delicado, a equipe médica acredita na recuperação do deputado.

O próximo boletim sobre o estado do parlamentar será divulgado às 17h.

CORREIO WEB

domingo, 15 de março de 2009

Assassinato em templo da igreja Renascer em Cristo

RECIFE - Um integrante da igreja Renascer em Cristo no bairro de Ibura de Baixo, na zona sul do Recife, matou com uma facada, o músico Denis Alberto da Silva Campos, 28 anos, também integrante da mesma igreja. O crime aconteceu ontem de madrugada dentro do templo. O agressor, Carlos Roberto Fernandes dos Santos, 44 anos, confessou o crime e está preso.



Segundo o delegado Humberto Ramos, da Força Tarefa de Homicídios da Capital, Carlos Roberto teria tido uma briga familiar e bebido na noite da sexta-feira. Foi acolhido no templo, onde tomou banho e dormiu em um colchonete no salão. Algumas horas depois, Denis e um grupo chegou ao local para os preparativos do culto que se realizaria pela manhã. O agressor teria ficado irritado com o barulho e discutiu com Denis, que o teria acusado de conduta irregular. Carlos Roberto foi até à cozinha, pegou uma faca e golpeou o músico no lado esquerdo do tórax, atingindo o coração. Ele foi socorrido em um hospital particular no bairro de Boa Viagem, mas não resistiu.



A polícia encontrou o cabo da faca dentro da igreja e a lâmina, que havia sido jogada no prédio vizinho, foi entregue aos policiais por moradores que a encontraram. Depois de ter fugido do local, Carlos Roberto retornou à igreja e confessou o crime ao delegado. Ele foi autuado em flagrante e levado ao presídio do Cotel, no município metropolitano de Abreu e Lima. A Igreja, de acordo com o delegado, não quis comentar o fato.

estadao.com.br

Pensão para parceiros gays causa problemas para Obama

Depois de apenas sete semanas de governo, o presidente Barack Obama está sendo forçado a encarar uma das mais sensíveis questões sociais e políticas da era recente: determinar se o governo federal deve ou não conceder assistência de saúde aos parceiros homossexuais de funcionários federais.
Em decisões separadas mas expressas vigorosamente, dois juízes do tribunal federal de apelações da Califórnia afirmaram que funcionários de suas cortes tinham direito a benefícios de saúde para parceiros homossexuais, nos termos de um programa que oferece cobertura de saúde a milhões de funcionários federais.
Mas o Serviço de Administração de Pessoal do governo federal instruiu as seguradoras a não oferecer os benefícios ordenados pelos juízes, mencionando uma lei federal de 1996, a Lei de Defesa do Casamento. Quando candidato à presidência, Obama declarou que "lutaria energicamente" pelos direitos dos casais homossexuais. Como senador, ele propôs um projeto de lei que teria oferecido benefícios de saúde aos parceiros homossexuais de funcionários federais.
Agora Obama está em uma enrascada. Caso apoie a instrução do serviço de pessoal quanto a negar benefícios aos funcionários da Justiça em San Francisco, pode causar agitação entre os grupos de inclinações esquerdistas que o ajudaram a vencer a eleição. Se apoiar a decisão dos juízes e contestar a lei de defesa do casamento, corre o risco de alienar os republicanos, com os quais está tentando trabalhar quanto a questões econômicas, de saúde e muitos outros assuntos.

Alguns grupos defesa dos direitos dos homossexuais já estão irritados com a escolha por Obama do reverendo Rick Warren, um oponente do casamento gay, para pronunciar uma benção no dia de sua posse. Os grupos de esquerda também acreditam que Obama não está agindo com a rapidez devida para reverter as políticas de seu predecessor quanto a questões como detenções e interrogatórios de suspeitos de terrorismo.
Em carta dirigida ao escritório de administração dos tribunais norte-americanos, datada de 20 de fevereiro, Lorraine Derman, diretora assistente do Serviço de Administração de Pessoal, declarou que "os planos de saúde do programa de benefícios de saúde do funcionalismo federal não podem oferecer cobertura aos parceiros de funcionários em uniões homossexuais, mesmo nos Estados em que elas sejam legalmente reconhecidas".
O programa de saúde federal oferece benefícios aos cônjuges de funcionários federais, mas a lei de 1996 estipula que "a palavra 'cônjuge' só se refere a uma pessoa do sexo oposto". Os funcionários do governo federal afirmam que tem a obrigação de seguir as leis que estão em vigor. Mas Richard Socarides, um advogado de Nova York que foi assessor do presidente Bill Clinton quanto a questões referentes à homossexualidade, disse acreditar que Obama "disponha de ampla autoridade para encontrar maneiras de corrigir alguns dos exemplos mais gritantes de discriminação".
As ordens judiciais foram promulgadas pelo juiz presidente do tribunal de apelações da Califórnia, Alex Kozinski, e por outro membro do tribunal, o juiz Stephen Reinhardt. Kozinski, muitas vezes descrito como libertário ou conservador independente, e Reinhardt, visto como esquerdista, promulgaram suas ordens não como parte de processos judiciais, mas em sua função como empregadores encarregados de responder às queixas de seus empregados.
Questões semelhantes foram suscitadas em um processo contra o governo federal apresentado na semana passada por oito casais de homossexuais, em Boston. O governo está estudando como responder à queixa. Funcionários federais gays alegam que seu direito a remuneração igual está sendo violado quando é negada cobertura de saúde a seus parceiros. Funcionários do governo se recusaram a informar o que planejam fazer nos casos da Califórnia caso os juízes tentem impor o cumprimento de suas ordens.
Ben LaBolt, porta-voz da Casa Branca, disse que "embora o presidente se oponha ao casamento homossexual, ele apóia a revogação legislativa da Lei de defesa do Casamento, e acredita que o país precisa realizar sua promessa fundadora de igualdade ao tratar todos os cidadãos com dignidade e respeito". Obama e seu escolhido para a diretoria do Serviço de Administração de Pessoal, John Berry, endossaram a idéia de oferecer benefícios de saúde aos parceiros homossexuais de funcionários pessoais. O serviço de pessoal estima que o custo da extensão de cobertura seja de US$ 670 milhões em 10 anos.
Berry, que é gay, era diretor do Parque Nacional Zoológico desde 2005. Como funcionário do Departamento do Interior no governo Clinton, ele desenvolveu procedimentos sobre como lidar com queixas de discriminação baseadas em orientação sexual. Suas normas se tornaram modelo para outras agências governamentais.
Os casos pendentes envolvem Karen Golinsky, 46 anos, advogada que trabalha para o 9° Circuito de Apelações Federais dos Estados Unidos, e Brad Levenson, advogado que trabalha para a defensoria pública federal em Los Angeles. O plano de saúde de Golinski, operado pela Blue Cross and Blue Shield, rejeitou suas tentativas de obter cobertura para a cônjuge de Golinski, Amy Cunninghis. A seguradora que cobre Levenson, o plano de saúde da Kaiser Foundation, rejeitou seu pedido de cobertura para seu cônjuge, Tony Sedaris, com base nas instruções do Serviço de Administração de Pessoal federal.
Quanto ao caso de Golinski, o juiz Kozinski declarou que as leis federais estipulam que o Serviço de Administração de Pessoal ofereça cobertura de saúde aos funcionários do governo e aos dependentes destes. A lei, ele diz, define os "requisitos mínimos" para os planos de saúde, mas o governo tem o direito de oferecer cobertura mais extensa.
Reinhardt confrontou a questão de maneira diferenciada, e concluiu que a Lei de Defesa do Casamento, tal como aplicada à solicitação de cobertura de saúde por Levenson, era inconstitucional por violar a quinta emenda à constituição dos Estados Unidos, que garante o "processo judicial justo". "O simples desejo de prejudicar um grupo impopular em termos políticos não pode servir como base racional a discriminação promovida pelo governo", escreveu Reinhardt em sua ordem.
Ao aprovar a Lei de Defesa do Casamento, o Congresso afirmou que o governo tinha interesse legítimo em "defender e nutrir a instituição do casamento heterossexual tradicional". Mas Reinhardt afirmou em sua ordem que negar benefícios aos cônjuges homossexuais não encorajaria os homens e mulheres homossexuais a se casarem com pessoas do sexo oposto, e tampouco os desencorajaria de se casarem com pessoas do mesmo sexo.
"Portanto, não se pode alegar que a negação nutra ou defenda a instituição do casamento heterossexual", afirmou o juiz em sua ordem. Gary Bauer, presidente da American Values, uma organização que defende causas conservadoras, disse que se Obama conceder benefícios a parceiros homossexuais de funcionários públicos federais, ele provocaria "uma reação furiosa das bases, revigoraria a coalizão conservadora e solaparia seus esforços para se retratar como um moderado no que tange às questões sociais".
Golinski solicitou uma nova audiência judicial, na qual instará o juiz Kozinski a fazer cumprir sua ordem e garantir a concessão de benefícios de saúde à sua parceira. Levenson declarou que poderia em breve solicitar audiência semelhante ao juiz Reinhardt.
Além disso, o Congresso pode em breve interferir quanto à questão. O senador Joseph Lieberman, sem partido, do Connecticut, e a deputada Tammy Baldwin, democrata de Wisconsin, planejam introduzir nas duas casas legislativas projetos de lei que garantiriam os benefícios aos parceiros homossexuais de funcionários públicos federais. Propostas semelhantes fracassaram no passado. Mas "o novo governo certamente terá uma nova visão", disse Baldwin.

Tradução: Paulo Migliacci ME

The New York Times

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Inocência sob suspeita nos bastidores da Igreja

Dúvida (Doubt), longa-metragem de John Patrick Shanley que recebeu cinco indicações ao Oscar 2009, se passa em 1964 na austera escola St. Nicholas, no Bronx.

Na trama exemplarmente protagonizada por Philip Seymour Hoffman e Meryl Streep, o vibrante e carismático padre Flynn (Hoffman), vem tentando acabar com os rígidos costumes da escola, que há muito são guardados e seguidos ferozmente pela irmã Aloysius Beauvier (Streep), a diretora que acredita no poder do medo e da disciplina.
Os ventos das mudanças políticas sopram pela comunidade e, de fato, a escola acaba de aceitar seu primeiro aluno negro, Donald Miller. Mas quando a irmã James (Amy Adams), uma freira inocente e esperançosa conta à irmã Aloysius sobre sua suspeita, induzida pela culpa, de que o padre Flynn está dando atenção exagerada a Donald, a superiora se vê motivada a empreender uma cruzada para descobrir a verdade e banir o padre da escola.
Sem nenhuma prova ou evidência, exceto sua certeza moral, a irmã Aloysius trava uma batalha de determinação com o padre Flynn, uma guerra que ameaça dividir a Igreja e a escola com consequências devastadoras.
Talvez Dúvida não agrade tanto a muita gente que vá aos cinemas esperando demais de um filme candidato a vários Oscar. Não que ele seja um filme menor. Trata-se de uma ótima produção que, apesar de ter um tema limitado, o desenvolve bem. Uma igreja, uma escola, o relacionamento entre religiosos e crianças, preconceito e dúvidas no ar com cheiro de perseguição: eis a trama que é muitíssimo bem ilustrada no sermão que o Padre Flynn faz usando a metáfora da facada no travesseiro.
Em paralelo, Amy Adams dá emoção na medida para a ingênua irmã James. Philip Seymour Hoffman brilha mais uma vez no difícil papel do padre Flynn. Meryl Streep, em sua 15ª indicação ao Oscar, mostra mais uma vez que é uma atriz mais que talentosa: é generosa. O tom da experinete atriz é tão perfeito que, em cenas fortes com Amy Adams e Seymour Hoffman, ela dá a ambos todas as ferramentas para uma boa atuação.
Além dos três indicados ao Oscar (Streep como atriz principal, os demais como coadjuvantes), impossível esquecer da senhora Miller, de Viola Davis, igualmente concorrente ao prêmio da academia. Com poucos minutos em cena, ela impressiona e emociona, merecendo a sua indicação ao Oscar. Uma história simples e bem contada. Isso é que o espectador deve esperar do filme.

diario.com.br

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Jesus Cristo voltará! Jesus Cristo voltará! "

"Vigiai, pois não sabeis quando virá o senhor da casa; se à tarde, se à meia-noite, se ao cantar do galo, se pela manhã.” A profecia que garante a volta de Jesus à terra, escrita no Evangelho de Marcos, na Bíblia, é difundida na Baixada Fluminense de forma bem excêntrica. Ao volante de um Fiat 147 branco, personalizado com adesivos anunciando o retorno de Cristo e com uma caixa de som acoplada ao teto (que toca um jingle igualmente inusitado), João Raimundo Soares de Melo, de 77 anos, faz pregações diárias em vários municípios da região. Centenas de vezes por dia ele brada “Jesus Cristo voltará!”. A frase, de tão repetida, cantada e gritada pelo “profeta”, originou o apelido Voltará, forma como ele é conhecido.

Globo

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Falso pastor aplica golpe em família evangélica

A mulher entregou sua aposentadoria ao golpista para fazer o frete das doações que receberia mais tarde.

A lábia de um falso pastor levou uma família evangélica do Parque Oziel, em Campinas, a acreditar que ele queria mesmo fazer o bem. O farsante começou a falar sobre Deus com a dona de casa D. A, de 75 anos, quando ela lavava roupa na varanda. Depois de pregar o evangelho e contar muita mentira, fez com que a dona de casa acreditasse que ele tinha cestas básicas, móveis e materiais de construção para doar, mas que para fazer o frete precisava de dinheiro. A mulher entregou ao golpista R$ 400,00 que era pagamento da sua aposentadoria. O homem saiu de lá e não apareceu mais.
Segundo a dona de casa, o falso pastor era tão convincente que ela o convidou para entrar e tomar canjica. 'Ele sabia tudo sobre a bíblia. Me levou direitinho na conversa e eu entreguei tudo que tinha para pagar as contas' , disse. A primeira mentira foi que ele entregava cestas básicas no bairro e tinha sido humilhado por uma moradora, por isso estava na região. O golpista usava um celular para fingir que se comunicava com as pessoas que fariam a doação. 'Ele é um artista e pode enganar muita gente. Como pode usar o nome de Deus para fazer isso?' , disse o genro da dona de casa J. K, 37. Além dele, o irmão e a filha dela foram enganados.
O falso pastor também disse aos parentes da dona de casa que era funcionário da Bosch e que poderia conseguir emprego para toda família. No ano passado, a Rede Anhanguera de Comunicação (RAC) publicou uma matéria sobre o golpe dado em cerca de 20 pessoas também por um pastor, que se identificava como Robson e oferecia empregos na Bosch. As características dele com as do homem que enganou a família do Parque Oziel são as mesmas. Segundo a dona de casa, o golpista é baixo, forte, moreno, tem falhas no cabelo e aparenta ter 40 anos. Anda com camisa, calça jeans e sapato social marrom.
De acordo com a assessoria da Bosch, o processo de seleção da empresa é feito por meio de agências de empregos e que os funcionários não são autorizados a abordarem pessoas para seleção de candidatos.
A Polícia Civil não tem conhecimento sobre os golpes dados pelo falso pastor. Para que uma investigação seja iniciada, é necessário o registro de um boletim de ocorrência. A família da dona de casa ainda não fez o registro.

Cosmo

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Os luteranos e a interrupção da gravidez

A direção da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), composta dos pastores presidente, 1º vice-presidente, 2º vice-presidente, da pastora e dos pastores sinodais, reunida de 10 a 13 de março, divulgou seu posicionamento sobre o caso do estupro, a gravidez de uma menina de nove anos e sua interrupção, ocorridos em Recife. O fato provocou uma ampla discussão na imprensa nacional e internacional em torno da família, da decisão da equipe médica da Universidade Estadual de Pernambuco e da decisão do arcebispo de excomungar a mãe da menina e a equipe médica que a atendeu.
A carta pastoral, assinada pelo pastor presidente da IECLB, Walter Altmann, traz um Discernimento ético a partir de uma perspectiva evangélica de confissão luterana e expressa a convicção de que "Deus, em sua graça, permite, em situações extremas como essa, opções carregadas de mal - pois o aborto certamente não é um bem - e as acolhe como expressão de um servir responsável ao próximo em necessidade", na busca de compreensão da situação complexa e conflitiva.
O documento afirma a concordância de "que a legislação brasileira contemple a possibilidade de interrupção da gravidez em casos de estupro ou risco de vida para a mãe", sem avalizar simplesmente essa solução como norma moral geral, caso em que não respeitaria o critério de que a decisão devesse ser tomada pelas pessoas implicadas, em responsabilidade própria. Compreende que a autoridade eclesiástica católica tenha imposto "a excomunhão da mãe da criança grávida, que autorizara o aborto, e da equipe médica que o efetuou" e defendido essa decisão com veemência. A IECLB entende que a "escolha deverá recair então naquela alternativa que, a melhor juízo, preserve os valores da dignidade humana e sirva à vida".
Sem entender-se como guardadora da moralidade ou responsável pela punição, a IECLB reconhece que os atos de violência sexual contra uma criança, por parte de seu padrasto, devem julgados a partir da legislação vigente e punidos pela lei penal brasileira. No entanto, o seu julgamento deve considerar um contexto maior de violência que existe na sociedade em geral, sem se deixar mover apenas pela ira e pela vontade de vingança, mas criando a possibilidade de suscitar um debate mais amplo sobre a realidade vivida em nosso país. Sem perder de vista que o criminoso, enquanto criatura de Deus, também está submetido ao juízo divino que, em sua misericórdia, pode transformar sua vida.
A carta revela preocupação com as pessoas envolvidas e com o impacto deste fato na sociedade, por isso insiste na "atenção preponderante devida à criança que é, indubitavelmente, vítima dessa violência, e carecerá por longo tempo de todo apoio médico, psicológico e espiritual que lhe possa ser prestado, para se desenvolver livre de culpas. Nunca é demais enfatizar a importância do Estatuto da Criança e do Adolescente em todas as suas implicações."
E dirige uma palavra de conforto à equipe médica que, atenta aos agudos riscos da gravidez da criança e devidamente autorizada, adotou o procedimento de sua competência. Enfatiza que os profissionais de saúde não são merecedores de juízos morais e incompreensões que lhes sobrecarreguem as consciências, mas de conforto espiritual nas angústias oriundas de seu trabalho, com vítimas da violência e em risco de vida. E, por último, dirige um apoio irrestrito à criança e à sua mãe, que autorizou a interrupção da gravidez em sua filha, no centro dessa tragédia, carentes da solidariedade humana e da graça divina.
A íntegra do documento pode ser encontrada em:

luteranos.com.br

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Religião nas escolas sim, mas com outra denominação

O director-adjunto da Faculdade de Teologia-Braga, João Manuel Duque, defendeu que o ensino religioso deve ser mantido nas escolas públicas portuguesas e reconheceu que a designação da disciplina de Educação Moral e Religiosa Católica (EMRC), apesar de compreensível e justificável, pode e deve ser alterada.
O docente da Universidade Católica Portuguesa (UCP) foi o convidado de uma conferência-debate intitulada “Ensino da religião: porquê?”, promovida pelo Departamento de Ciências Humanas e Sociais do Conservatório de Música da Calouste Gulbenkian com a colaboração do Agrupamento de Escolas de Lamaçães.
João Duque orientou a sua breve intervenção – o debate de ideias e as questões do público tiveram prevalência – na defesa da importância e, mais que isso, da necessidade do ensino religioso nas escolas, particularmente nas públicas, não deixando, contudo, de apontar alguns desleixos institucionais quer do Estado quer da Igreja Católica. No período de debate, o teólogo afirmou que o programa actual da EMRC dá relevância ao Cristianismo pelo peso histórico que daí advém para a cultura portuguesa.
Sustentando o carácter justificável dessa predominância, defendeu, também, que o nome da disciplina pode perfeitamente ser alterado para outro mais global, como «ensino religioso» ou mesmo «ensino ético-religioso».
Já sobre a nomeação dos professores de Educação Moral e Religiosa Católica, afirmou que não deve ser o Estado fazê-lo, mas também não se pode demitir desse processo. Com esta discussão veio a debate o problema da formação desses mesmos professores. João Duque confessou que acredita que, «em Portugal, a Igreja Católica é a instituição que dá mais garantias», mas isso não significa monopólio nem exclusividade.
Para o orador, não é tarefa primeira do professor de EMRC andar a converter os não católicos em católicos, ou os não crentes em crentes. Ele deve assumir-se, mantendo a exigida neutralidade e, também, sem andar a fazer catequese nas aulas de religião.
Sobre uma alegada «teoria da conspiração para tirar poder de voz à Igreja» e às religiões em geral, João Duque sustentou que se vai assistindo a alguns ataques que visam «gastar a convicção religiosa das pessoas».
Interrogado sobre a existência de interesses políticos para que haja menos esclarecimento religioso, o conferencista, sem afirmar tal facto, considerou que essa é a ferida da sociedade actual, pelo menos da portuguesa. «Não acredito que haja estratégia para eliminar a capacidade crítica dos cidadãos, mas sinais como a abolição do ensino da Filosofia no Ensino Secundário são preocupantes».
João Duque considerou que a mudança de panorama em relação ao ensino religioso nas escolas não é tanto uma questão de ministério. «Partilho da célebre afirmação de que é mais benéfico para a escola não haver Ministério da Educação», afirmou. E atirou: «E cada vez mais me convenço disso».

Ecclesia

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Cresce uso de esteroides entre jovens, indica Cebrid

Levantamento do Centro Brasileiro de Informações sobre Drogas Psicotrópicas (Cebrid) aponta que o uso de anabolizantes vem crescendo entre jovens. Praticamente triplicou nos últimos anos, o que fez a ciência destinar mais pesquisas ao estudo das substâncias. Os resultados revelam até a ligação do produto com a violência.

Em 2001, 540 mil brasileiros admitiram o uso desses produtos, número que passou para 1,2 milhão nos últimos dados do Cebrid, colhidos em 108 cidades com mais de 200 mil habitantes. Já uma outra pesquisa divulgada na semana passada pelo Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo atestou que o anabolizante estimula a agressividade.

"O trabalho foi feito em camundongos, que têm sistema genético parecido com o dos humanos", diz Silvana Chiavegatto, orientadora do estudo. "No córtex, responsável por inibir a atitude agressiva, os danos causados pelo anabolizante foram de 66%.

Não é apenas o dano cerebral que induz à violência. A maior parte dos usuários está em academias, em busca de músculos. A força trazida pela droga tem impacto nas atitudes. A autoconfiança incentiva brigas, diz a psiquiatra do Cebrid Solange Aparecida Nappo.

"Apesar de não provocar dependência química, entrevistamos 60 meninos, de 16 a 24 anos, e todos apresentavam sinais clássicos do vício", conta. "Reduziam toda a vida à malhação, ficavam afastados da família e amigos e suportavam qualquer sequela para atingir o objetivo de ficar maiores."

Fonte: AE