sábado, 14 de março de 2009

Indianos comemoram com mistura de leite e maconha festa da Holi


Os indianos comemoraram nesta quarta-feira o festival mais divertido no país, um dia em que a rígida sociedade da Índia se torna um pouco mais relaxada e se pinta de todas as cores ou bebe uma curiosa mistura de leite com maconha.
Balões e pistolas de água colorida ou simplesmente tintas em pó servem para comemorar este "festival das cores", que lembra a chegada da primavera no país.
"Os jovens adoram este festival, já que podem se reunir e sair juntos para comemorar a Holi", contou à Agência Efe Durgesh Nainwal, um morador de Nova Délhi de 24 anos.
Em uma sociedade de costumes rígidos e marcada pelos choques constantes entre as diferentes confissões religiosas, classes sociais ou castas, a Holi é uma festa que une todos os indianos.
Neste dia, no qual os jovens saem às ruas com roupas velhas, todos pintam e se deixam pintar em cores vivas, o que simboliza a eliminação de qualquer forma de discriminação, seja de idade, religião, sexo ou nível social.
Nos bairros, mesclam-se os gritos infantis de adultos embriagados com os tambores festivos, enquanto uma cidade como Nova Délhi recebe várias festas diurnas em áreas de lazer, algumas delas com proposta "ecológica", para evitar o uso de corantes tóxicos e as visitas ao dermatologista no dia seguinte.
A festa tem suas raízes nas comemorações promovidas pelo deus Krishna, o primeiro ao qual as castas baixas puderam rezar graças ao fato de ter nascido em uma família rural.
Encarnado em um príncipe que ganhava os corações de todos com suas brincadeiras leves e amáveis, Krishna projetou este costume para eliminar as distinções sociais e aproveitou para paquerar todas as meninas do povoado, de acordo com a mitologia hindu.
"Na Holi, os casais têm a oportunidade de se tornar mais carinhosos", explicou Nainwal, que destacou que é o dia perfeito para encontrar um par, já que todos podem se aproximar e tocar outros jovens com o pretexto de pintá-los sem que eles se sintam ofendidos.
Durante esta festa, as mulheres têm inclusive a possibilidade de beber o popular "bhang", uma bebida de leite com folhas de maconha que exalta as emoções e contribui para deixar mais soltos os jovens.
Muitos aproveitam a ocasião do Holi para misturar o "bhang" nas bebidas de amigos ou idosos com quem querem brincar.
Ao cair a tarde, quando a maioria volta para casa para tomar banho e tirar as cores que ficam presas a suas peles, cabelos e unhas, pelas ruas e parques é possível ver gente rindo ou chorando sem parar sob o efeito do "bhang".
No entanto, como explicou o jovem Nainwal, a festa não é só um dia para as brincadeiras, mas também ocasião para esquecer velhas rixas.
"Todos visitamos parentes e vizinhos para pintá-los. É o melhor dia para esquecer rancores e se reconciliar, no espírito da festa", disse.
As famílias recebem dezenas de convidados e oferecem a eles doces preparados em casa especialmente para a Holi.
"É o festival das cores e comemora a vitória do bem sobre o mal", observou Nainwal, porque também lembra a morte da demônio Holika, que tentou queimar vivo seu sobrinho Prahlad, mas se queimou no processo, como simbolizam as fogueiras públicas da noite que antecede a Holi.
Só um povo de toda a Índia não comemora a ocasião: os habitantes de Durgapur, no estado de Jharkhand, norte do país, creem que, se fizerem isso, serão punidos com uma crise de fome.
"Quando a Holi é comemorada, o gado morria e as colheitas não cresciam durante três anos consecutivos", afirmou à agência "Ians" Maghi Mahto, um aldeão de 85 anos que calcula que, há 150 anos, o festival foi abolido no povo.
"Os que querem comemorar a Holi vão para outros povoados, a casa de amigos ou parentes", explicou.
Este ano, o líder do opositor BJP, L.K.Advani, anunciou que também não faria festa em sinal de luto pelas vítimas do atentado de novembro em Mumbai.

EFE

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

HBO entra em choque com a Igreja Mórmon


Uma cena mostrando a atriz Jeanne Tripplehorn em uma cerimônia religiosa em um episódio de Amor Imenso (Big Love) deu início a uma controvérsia envolvendo a HBO e a Igreja Mórmon. A Igreja acusa o estúdio de falta de respeito. O estúdio divulgou uma nota oficial pedindo desculpas a quem se sentir ofendido, mas considera que a cerimônia é uma parte importante do enredo da série.

A declaração da Igreja diz que os seus membros se sentem ofendidos quando suas práticas são mostradas fora de contexto. As regras determinam que somente membros da Igreja podem entrar nos templos para participar ou observar as cerimônias.

Segundo os criadores da série, Mark V. Olsen e Will Scheffer, a dramatização da cerimônia foi acompanhada por um consultor para garantir a veracidade da cena. Em uma declaração em separado, os produtores disseram ter assumido a responsabilidade de mostrar a cerimônia dentro de seu contexto correto e com o devido respeito.

A estreia de Amor Imenso incluiu negociações entre a HBO e a Igreja Mórmon, que resultaram na inclusão nos créditos de uma declaração dizendo que a poligamia mostrada na série não é mais apoiada pela Igreja. Na série, a família Hendrickson é mostrada como parte de um grupo de fundamentalistas que seguem a visão original da Igreja Mórmon, que apoiava a poligamia. A prática foi abandonada pela Igreja em 1890 como uma condição para a elevação do Utah à categoria de estado.

A exibição da cena, no entanto, levou a liderança da Igreja a acusar a HBO de faltar com sua promessa de distinguir os personagens dos Mórmons da vida real. A emissora informou que a produção sempre fez questão de distinguir entre a Igreja e os grupos fundamentalistas que praticam a poligamia.

Como já era esperado, alguns membros da Igreja iniciaram uma campanha para que a série seja boicotada, incluindo o cancelamento de assinaturas da HBO, AOL e outras empresas do grupo Time Warner. O boicote, entretanto, não foi apoiado pela Igreja, que disse em sua declaração que este tipo de movimento só aumenta a controvérsia e o interesse pelo programa.

Fonte: Omelete

Menina de 11 anos dá à luz no RS

Uma garota de 11 anos deu à luz uma menina na quarta-feira (11), em Tenente Portela (RS). O bebê nasceu com 2,8 quilos e 45 centímetros, de cesárea. As duas passam bem. A jovem mãe teria sido violentada pelo padrasto, de 51 anos. Ele está preso e é suspeito de ser pai da recém-nascida.

O ginecologista e obstetra Claudio José Furini, que fez o parto, disse que a gestação já havia completado oito meses e meio. “Sob o ponto de vista médico, está tudo ótimo com a mãe e com a filha. A menina parece feliz com a maternidade, já pegou o bebê no colo”, afirmou.

Mãe e filha deverão ficar internadas, em observação, durante pelo menos três dias. Depois, devem retornar juntas para casa, em Iraí (RS). Familiares afirmam que a menina faz questão de cuidar da própria filha e descartam a possibilidade de encaminhamento para adoção. “Nem dar (o bebê) ela não quer, diz que vai ser a relíquia dela, que ela mesma vai cuidar”, conta a irmã de criação de 25 anos, que mora na mesma casa.

O padrasto, que é pedreiro, foi denunciado por estupro. Ele se apresentou à polícia na terça-feira (10) e foi encaminhado a um presídio.

G1

FONTE: www.overbo.com.br

O peixe é a isca: projeto de lei sobre pesca vira “peixe-de-tróia” da agenda gay

(Por: Julio Severo) Algo está cheirando a peixe podre no governo do rei Lula. Como se já não bastassem os cavalos-de-tróias para promover leis anti-“homofobia”, agora o PT criou o “peixe-de-tróia”. Está tramitando no Congresso Nacional o PL 3960/2008, de autoria do Poder Executivo, o qual dispõe sobre o Ministério da Pesca e Aquicultura.

Aparentemente, a intenção original do projeto era lidar apenas com peixes. Mas então, políticos petistas tiveram a inspiração de sequestrá-lo para outro objetivo. Afinal, quem é que desconfiaria que a agenda gay poderia vir embutida numa legislação sobre peixes? Foi com tal inspiração que a deputada Irini Lopes (do PT do Espírito Santo) apresentou a emenda 34 ao PL 3960/2008.

Normalmente, a emenda de um projeto de peixes deveria tratar apenas de peixes. Contudo, a emenda 34, conforme o Dr. Paulo Fernando de Melo explica, estabelece “o Conselho Nacional com inúmeros cargos para gays, bissexuais, travestis e transexuais, equiparando-o aos Conselhos da Criança e do Adolescente, ao Conselho Nacional dos Direitos da Pessoa Portadora de Deficiência e ao Conselho Nacional dos Direitos do Idoso”.

Em si, a emenda 34, que nada tem a ver com peixes, cria o “Conselho Nacional de Promoção da Cidadania de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais”, com cargos de salários elevados. Além disso, a emenda diz:

Por fim, a alteração proposta altera o atual Conselho Nacional de Combate à Discriminação, que passa a trabalhar com foco e denominação mais específicos, referentes aos direitos de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais — LGBT, uma vez que as demais competências já encontram forum específicos, a saber: o Conselho Nacional de Promoção da Igualdade Racial — CNPIR, que tem “por finalidade propor, em âmbito nacional, políticas de promoção da igualdade racial com ênfase na população negra e outros segmentos étnicos da população brasileira, com o objetivo de combater o racismo, o preconceito e a discriminação racial e de reduzir as desigualdades raciais, inclusive no aspecto econômico e financeiro, social, político e cultural, ampliando o processo de controle social sobre as referidas políticas”.

O relator do PL 3960/2008 é o deputado José Cirilo (do PT do Ceará).

O projeto está tramitando em caráter de urgência e, se não houver oposição, o “peixe-de-tróia” vai passar despercebido por uma maioria de deputados habitualmente desatenta às tramas e más intenções do governo.

Depois do “peixe-de-tróia”, o que mais os esquerdistas planejarão? Insinuarão que os peixes são contra a “homofobia”?

Aliás, bem ao estilo comunista que impõe em tudo propaganda enganosa para suas políticas absurdas, a campanha “Brasil Sem Homofobia” quer atingir terra, mar e céu — tendo já inundado o Brasil com panfletagem homossexual, querendo agora usar os peixes do mar e, se Deus deixasse, os petistas pregariam adesivos “Céu sem homofobia” nas asas dos anjos.

Quando o assunto é sodomia, a depravação socialista não tem limites. Se não poupam nem crianças das escolas, como pouparão os peixes?

Júlio Severo

FONTE: www.overbo.com.br

Igeja Metodista lança projeto “Irmão ajuda irmão”

ALC

O ministério da Solidariedade, da Igreja Metodista Central de Campinas, São Paulo, lançou, este ano, o projeto “Irmão ajuda irmão”, conclamando à participação de voluntários para a prestação de serviços de ajuda sem qualquer remuneração.

“A idéia está tendo boa aceitação”, disse para a ALC o pastor Samir Borges da Silva, 55 anos, pároco da igreja local. Mais de 40 pessoas já se cadastraram para atender e cuidar de crianças, ajudar idosos, fazer compras para pessoas incapacitadas, acompanhar pessoas a médicos e farmácias.

Até na mudança de família de uma residência a outra já tivemos ajuda, comemora o pastor. A congregação metodista de Campinas reúne em torno de 400 famílias.

Profissionais liberais, como médicos, dentistas, advogados, psicólogos, aderiam à proposta e disponibilizam algumas horas por mês para o atendimento gratuito de pessoas com menos recursos.

O projeto “Irmão ajuda irmão” volta-se à ação solidária entre os metodistas. Para a comunidade em geral, explicou o pastor, a igreja mantém a Associação Beneficente Campineira (ABC), que dispõe de farmácia, creche e salas para a realização de cursos profissionalizantes. Campinas fica a 96 quilômetros de São Paulo.

A HORA ON LINE

Casos de pedofilia nos EUA custaram US$ 400 mi à Igreja em 2008

Washington, 14 mar (EFE).- A Igreja Católica dos Estados Unidos desembolsou mais de US$ 400 milhões, em sua maioria em indenizações, para enfrentar o problema dos sacerdotes pedófilos em 2008, segundo informa um relatório oficial.


A Igreja investiu mais de US$ 23 milhões para lutar contra os abusos de menores, US$ 22 milhões em tratamento para as vítimas e US$ 374,4 milhões em indenizações pagas a cerca de 500 pessoas.


As despesas para 2008 foram 29% mais baixas em relação a 2007, após três anos consecutivos de aumento.


A grande maioria dos casos de abusos são de entre 35 e 45 anos atrás, sobretudo no período de 1970 a 1974, segundo o relatório, encarregado pela Conferência de Bispos Católicos dos EUA.


Durante 2008, a nota diz que foram feitas 620 denúncias de abusos cometidos em anos anteriores, mas apenas "dez novas denúncias críveis de abusos a pessoas que ainda têm menos de 18 anos de idade". EFE

G1

Bebê mais fofo da Flórida Central é um brasileirinho


O brasileirinho Louis Edward foi escolhido o bebê mais fofo da Flórida Central pela revista Lifestyle. Para orgulho dos pais, Luis e Cláudia Martins, o garoto venceu por unanimidade o concurso que reuniu dezenas de participantes no início de 2009. “Realmente Louis é uma criança perfeita, saudável e a alegria que ele irradia é contagiante”, derrete-se a mãe coruja, doutora em psicologia. A foto enviada pela família para a redação da revista foi tirada no dia em que Louis completou sete meses e justifica plenamente a escolha dos jurados.

“Ele ri com os olhos”, resume o consultor Luis Martins. O telefone e a caixa de e-mails não param de receber mensagens, o que deixa lisonjeados os pais do bonitão, que frequentam a Igreja Batista de Orlando. “Mas nossa verdadeira alegria está na vida preciosa de nosso filho”, finaliza Cláudia. Confira no site www.centralflorida-lifestyle.com outros detalhes do concurso.

Acheiusa

FONTE: www.overbo.com.br

Pastora é obrigada a interromper trabalhos e se mudar

COLÔMBIA - Em 15 de fevereiro, alguns dias após um culto evangelístico em Tiwy, as Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia – Exército do Povo, deram 24 horas para Mary Elizabeth Ortega Calderon, pastora da igreja Quadrangular, deixar a comunidade. Ela foi forçada a se mudar com sua filha e três netos. Pelos últimos três anos, as guerrilhas proibíram eventos religiosos ao ar livre e cultos em igrejas.

Presentes no evento estavam convertidos e convidados, entre os quais, guerrilheiros infiltrados. Os espiões falaram sobre a reunião para o líder da FARC-EP local.

Maria Elizabeth tem uma visão de levar as Boas Novas entre os habitantes de Tiwy, e realizou esse evento mesmo entre os membros da milicia (guerrilhas que trabalham em áreas urbanas, mas se vestem como civis). Ela é pastora da igreja há dois anos, e apesar de ter recebido avisos para não evangelizar, essas ameaças nunca chegaram ao ponto de forçá-la a sair da comunidade.

As guerrilhas disseram que não iriam matá-la devido aos problemas com os responsáveis por direitos humanos da área. A FARC-EP espera fortalecer sua imagen ante a comunidade internacional como grupo revolucionário, e não criminoso.

Mary tem muitos deveres pastorais, mas não recebe salário por seu trabalho porque, de acordo com os estatutos internos da denominação, alguém com o título de “voluntário” não é remunerado.

A Portas Abertas Internacional providenciou para Mary três meses de alimentação e ajuda financeira, para o aluguel e para que sua familia se estabeleça em um local seguro.

Tradução: Deborah Stafussi

Portas Abertas

FONTE: www.overbo.com.br

Missionária presa em janeiro será solta essa semana

CAZAQUISTÃO - Uma missionária da Unification Church presa em janeiro em Almaty, Cazaquistão, será solta essa semana.

Elizaveta “Liza” Drenicheva, 30, condenada a dois anos de prisão em janeiro, depois que seu estudo sobre o pecado original foi classificado pelo governo como uma ofensa criminosa. Ela será multada em $200 dólares, mas os dois meses que ela esteve presa serão reduzidos de sua pena final.

O juiz liberou Elizaveta sem nenhuma restrição, e agora ela está livre para voltar para a Rússia, onde mora.

Os membros da Unification Church consideram apelar ao veredicto dado pelo juiz, para que os missionários recebam o direito de evangelizar no país de maioria muçulmana.

O caso de Liza atraiu a atenção de muitos grupos de direitos humanos. No tribunal havia muitos jornalistas, representantes do governo americano e da Organization for Security and Cooperation in Europe (Organização pela segurança e cooperação na Europa – OSCE, em inglês), que defende os direitos humanos.

O Cazaquistão está programado para entrar na OSCE em 2010. Fontes afirmam que queixas recentes sobre a repressão a grupos de minoria religiosa podem ter levado o governo a libertar Drenicheva.

Outros grupos religiosos disseram não haver recuo nos problemas com o governo do Cazaquistão. Logo depois que Drenicheva foi presa, houve casos de não-muçulmanos que não puderam entrar no país.

“Os grupos de minoria religiosa são perturbados por um governo que afirma promover a liberdade religiosa, mas que não o faz”, disse o representante de um grupo de direitos humanos.

Fontes afirmam que um grupo de fiscalização cazaque tem prendido muitos batistas. Yuri Rudenko, da região de Almaty, foi o terceiro pastor batista a ser preso por se recusar a pagar multas por cultuar sem registro.

Elizaveta Drenicheva foi condenada por um “crime contra a paz e a segurança da humanidade.

Tradução: Deborah Stafussi

Portas Abertas

FONTE: www.overbo.com.br

Pastor reúne multidão

Famoso nos Estados Unidos, pregador Benny Hinn volta a se apresentar hoje à noite no Anfiteatro Pôr-do-Sol

Um megaevento religioso, comandado pelo pastor evangélico radicado nos Estados Unidos Benny Hinn, reuniu milhares de fiéis na noite de ontem, no Anfiteatro Pôr-do-Sol, em Porto Alegre.

Hoje, a partir das 19h, o encontro se repete, no mesmo local, aberto ao público, com mais palavras do líder e apresentações de musicais gospel.

Hinn é um pregador que adquiriu status de popstar no meio religioso. Nos Estados Unidos, suas celebrações são transmitidas pela televisão. Em outros países, os evangélicos o acompanham principalmente por Internet, DVDs e livros escritos pelo pastor. Uma única apresentação dele na Índia teria reunido 2 milhões de pessoas, segundo a organização do evento.

Em Porto Alegre, o ato está sendo organizado pela Igreja Centro de Avivamento para as Nações. Na plateia, religiosos de outros Estados do Brasil e de países vizinhos dividiam espaço com os gaúchos. A missionária da Assembleia de Deus Isa Nascimento veio de Brasília, de avião, com 17 companheiros apenas para acompanhar Hinn. A turma volta amanhã para a capital federal.

– O que mais eu admiro é a intimidade dele com Deus, tanto ao vivo quanto nos DVDs – explica.

O prefeito da Capital, José Fogaça, e a governadora Yeda Crusius haviam programado receber Hinn no anfiteatro, mas não comparecem. O motivo seria um atraso na agenda.

ZERO HORA

quinta-feira, 12 de março de 2009

A graça de viver cada dia

Diante do drama da doença crônica da filha, a missionária Débora Kornfield encontra perspectivas espirituais para o sofrimento.
Costuma-se dizer que quem sofre adquire mais sensibilidade para perceber o sofrimento dos outros. Quando a relação envolve mãe e filha, então, a situação é muito mais delicada. Há 24 anos, a missionária Débora Kornfield, nascida nos Estados Unidos, criada na Guatemala e radicada no Brasil – mais precisamente, em São Paulo –, vive um drama familiar: a doença crônica de sua filha Karis. Ela nasceu com uma grave deficiência intestinal que paralisa seu trato digestivo. Desde seus primeiros dias de vida, ela tem convivido com um calvário de longas internações, delicadas cirurgias e desgastantes tratamentos. “É uma dor que não tem fim”, resume Débora.

A dura realidade tem afetado não apenas Karis e Débora, como também seus três outros filhos e o marido, e também missionário, David Kornfield. A vida da família tem girado em torno de um misto de provações e fé – muita fé, diga-se de passagem. Obreiros ligados à Sepal – Servindo Pastores e Líderes, entidade de origem americana sediada na capital paulista, David e Débora estão no Brasil desde 1990. Eles desenvolvem um frutífero ministério junto à liderança evangélica, o Mapi (Ministério de Apoio a Pastores e Líderes), baseado na mentoria espiritual. Débora, autora do livro Vítima, sobrevivente, vencedor (Editora Sepal), dedica-se ao ministério de restauração e especializou-se no aconselhamento a pessoas vitimadas pelo abuso sexual.

Agora, a missionária, de 54 anos, prepara-se para lançar um novo livro, onde conta os paradoxos entre a confiança na graça de Deus e a própria atitude diante de uma enfermidade que, apesar de algumas melhoras pontuais, não cede. “Reconheço que já nos sentimos injustiçados por Deus”, admite Débora. Em Karis – Adorando a Deus no deserto, que chega às livrarias em março pela Editora Mundo Cristão, ela faz um relato detalhado de como tem enfrentado a doença de Karis, os questionamentos acerca do amor de Deus, as dificuldades em família e o espectro sempre presente da morte. “O Senhor tem me desafiado a cada dia a lhe dar glórias, a perseverar e a crescer na minha fé”, diz. É uma luta que recomeça a cada amanhecer.

CRISTIANISMO HOJE – Como está sua filha hoje?
DÉBORA KORNFIELD – Ela está vivendo um dia de cada vez. Em novembro passado, ela passou por uma situação grave de rejeição e infecção [N.da Redação: na semana em que a entrevista foi concedida, Karis estava internada nos Estados Unidos, com obstrução intestinal e outras complicações]. Nestes últimos meses, ela passou por duas cirurgias de grande porte. Na verdade, ela não esteve bem durante o ano de 2008.

O livro é um desabafo?
O Salmo 145 nos manda contar os atos poderosos do Senhor. Senti que deveria escrever o livro por três motivos. Primeiro, para não me esquecer do que Deus tem feito por mim. Segundo, para encorajar outras pessoas em meio às suas dificuldades; e, em terceiro lugar, para que eu mesma pudesse entender melhor a nossa peregrinação – e, através disso, talvez ajudar a nossa família. Quando começamos a contar a história no site da Karis, recebi tantos e-mails de pessoas que de fato foram tocadas e encorajadas por Deus através do que lhe aconteceu que percebi que o Senhor queria usar isso para fortalecer o seu povo. Ora, a linguagem do sofrimento é comum a todos, independente do tipo de provação que cada um enfrenta.

A senhora diz várias vezes que sua própria filha pediu que não orassem mais por sua cura, entendendo que, como Paulo, deveria aprender a conviver com o “espinho na carne”. Como saber a maneira mais certa de orar nestas circunstâncias?
Creio que precisamos pedir a orientação de Deus em cada caso, pois o Senhor tem propósitos específicos em tudo que faz na vida de cada indivíduo. Não creio que a situação da Karis é modelo para outros, exceto na necessidade de procurar entender de Deus como devemos orar. Certamente, muitas pessoas continuaram (e continuam) a pedir cura para Karis, e estou muito agradecida por isso. Deus pode, a qualquer momento, responder dramaticamente a essas orações, como tem respondido tantas e tantas vezes de maneiras menos espetaculares, mas igualmente importantes para preservar a vida dela.

Se é assim, por que Deus não a cura definitivamente? Não seria um sinal muito mais poderoso do seu poder?
Penso que, se Deus curasse a Karis de vez, as pessoas dariam muitas glórias ao seu nome por alguns dias ou semanas; mas, depois, esqueceriam. Já por mais de 25 anos, Deus tem me desafiado a cada dia a lhe dar glórias, a perseverar, a crescer na minha fé, apesar dos momentos muito difíceis que temos passado. Pelas mensagens que recebo, acredito que outras pessoas têm a mesma percepção em relação à situação de minha filha.

Em algum momento, a senhora, sua filha ou sua família sentiram-se injustiçados por Deus? Como administraram este sentimento?
Claro que sim! Aliás, para descrever a luta de cada um de nós levaria muito tempo. Jamais, porém, ouvi a Karis expressar este sentimento. O que ela acha injusto é ser alvo de tantos recursos médicos e financeiros, dado o número de crianças totalmente saudáveis que morrem por fome ou por doenças fáceis de prevenir, especialmente em regiões pobres como a África. Quantas vezes ela tem chorado porque multidões não têm acesso às verbas gastas em favor dela. Como mãe, é claro, eu sofro junto com a Karis – muitas vezes, até pedi a Deus uma troca de lugares, passando para mim o sofrimento dela... Acho que qualquer mãe sentiria a mesma coisa. Confesso que, no início da vida de Karis, foi difícil para nós entender ou aceitar a situação dela, pois nunca havíamos nos imaginado passando por isso. Então, tentei escrever no livro um pouco sobre as minhas lutas – não tanto por me sentir injustiçada, mas por não entender o porquê de minha filhinha ter de sofrer tanto.

Mas um texto muito citado da Bíblia, no capítulo 53 do livro de Isaías, diz que Cristo tomou sobre si todas as nossas enfermidades. Como explicar, então, que a maioria dos crentes não recebe a cura divina? Falta-lhes fé?
Minha interpretação dessa passagem é um pouco diferente da de muitas pessoas. Jesus, por haver sofrido e passado o que passou, entende a minha dor, sente o que sinto, chora junto e me dá forças a cada dia. Por causa de textos no Novo Testamento, não creio que o de Isaías 53 significa que Cristo nos livra de todo sofrimento e enfermidade. Paulo diz que completamos em nossos corpos o sofrimento de Cristo. Os textos de Hebreus 2.14-18 e 4.14-16 destacam que podemos nos aproximar de Jesus confiantes de que ele sabe o que é sofrer, e se compadece de nosso sofrimento. Mas será apenas no novo Céu que Deus acabará com toda doença, morte, tristeza, choro e dor, conforme Apocalipse 21.4. Enquanto vivemos neste mundo caído, tais aspectos tristes da vida serão partes de nossa experiência.

Qual é o estado de ânimo de sua filha diante da doença?
É difícil começar a recuperar-se, por exemplo, de uma cirurgia, e logo enfrentar outro desafio, e mais outro, e mais outro, como ondas do mar que mal a permitem respirar. Essa tem sido sua rotina ao longo da vida. É claro que um processo desses impacta a vida emocional; não há como evitar isso. Um efeito colateral dos remédios que ela toma é a depressão. Até que a gente entendesse isso e a necessidade de tratamento específico – o que perdurará provavelmente pelo resto de sua vida –, sofremos muito. Por sua própria natureza, a Karis tem uma personalidade alegre, extrovertida, otimista. Por isso, esta depressão profunda causada pelos remédios foi talvez a mais difícil experiência de sua vida, pois ela sentiu que havia perdido até sua conexão com Deus. Mas nos últimos meses, desde que conseguiu sair do quadro depressivo, ela tem aguentado melhor. Acontece que minha filha tem sofrido uma série de perdas recentemente, inclusive a possibilidade de gerar filhos. E essas perdas precisam ser choradas, embora nem sempre achemos condições para este luto. No fim do ano passado, quando a possibilidade de morrer mais uma vez parecia próxima, a Karis sentiu a Presença de Deus muito perto dela. Estou grata ao Senhor por isso.

No livro, a senhora conta que sua filha recebeu várias supostas profecias e revelações dando conta de que seria curada – e tais previsões não se confirmaram. Quais os prejuízos emocionais e espirituais que isso acarretou à sua família?
Bem, nós aprendemos a usar de discernimento e cautela com as pessoas que queriam orar pela Karis ou entregar-lhe profecias, pois muitas deixaram-na muito mal. Minha filha é uma pessoa muito amorosa, mas quando disse que não estava conseguindo aguentar esse tipo de situação, tratamos de protegê-la. É difícil para uma menina num leito de extremo sofrimento, que apesar disso está seguindo a Deus com todo o seu coração, ouvir que está ali por conta de seus pecados ou de sua falta de fé. Creio que ninguém quis prejudicar a ela ou a nossa família; simplesmente, muitas pessoas não tiveram o discernimento adequado para nos abençoar da maneira que, sem dúvida, gostariam de haver feito.

Como fica o relacionamento familiar numa situação de crise permanente?
Tentamos equilibrar um dia de cada vez, às vezes conseguimos e outras vezes não – aí, precisamos pedir perdão e tentar restituir uns aos outros no que falhamos. Não acho que exista uma solução mágica ou fácil para isso. Tentei escrever no livro o suficiente sobre estes temas, para que outras pessoas, que também enfrentam esse tipo de pressões, pudessem pelo menos se sentir menos isolados e confusos nesta corda-bamba diária. Uma enorme bênção é o amor que existe entre nossos filhos, e eu e David, como pais, tentamos objetivamente valorizar cada um deles, mas muitas vezes não foi possível tratá-los igualmente. Por outro lado, outras famílias e a nossa igreja no Brasil têm ajudado a preencher lacunas inevitáveis, como minha ausência nos longos períodos em que precisei ficar nos Estados Unidos com Karis. Esse apoio tem sido precioso para nós.

De que maneira seus outros filhos têm reagido diante da inevitável prioridade que a senhora tem dado, esses anos todos, a Karis?
Os nossos filhos dizem que a minha disciplina era rígida em comparação com o que observaram entre os colegas. O fato é que eu simplesmente não tive recursos emocionais para aguentar brigas, queixas ou discussões; então, não permiti que agissem assim comigo ou na minha presença. Para brigar entre si, eles tinham que entrar num quarto com a porta fechada e sair apenas quando estivessem em paz. Não sei como teria sido se eu não tivesse tanto estresse sobre mim. Em contrapartida, tentamos ouvir os nossos filhos com respeito e, dentro de nossas possibilidades, atender às suas necessidades e desejos. Raquel, uma de minhas filhas, hoje com 23 anos, não entendia por que Deus permitia tudo que já aconteceu com Karis, e qual o motivo de tanta dor. “Que Deus de amor é esse?”, questionava. Mas com o tempo, esse coração endurecido simplesmente a levou à raiva e à amargura. Só quando Raquel procurou confiar mais no Senhor, apesar das dificuldades, reconhecendo sua bondade e entendendo que ele se importa como nosso bem estar e sente nossa dor, que as coisas começaram a melhorar na sua vida espiritual e emocional. Hoje, ela entende que Deus é bom e compassivo, digno de toda devoção. Já a Valéria, que tem 20 anos, chegou a duvidar até mesmo da existência de Deus. A solução foi a decisão de crer nele, mesmo sem perceber nenhuma evidência de seu amor para com Karis e sem garantia do futuro. Ela permanece firme nessa decisão até hoje, o que lhe dá força para enfrentar cada novo dia.

Tanto a senhora, atendendo sua filha, como seu marido, em suas tarefas ministeriais, passam longos períodos longe um do outro. A vida conjugal sobrevive diante dessa realidade?
Escrevi um pouco no livro sobre as nossas lutas ao longo dos primeiros vinte anos da vida da Karis. Conversas com outros casais com filhos doentes confirmam que a nossa experiência é comum. Aliás, isso faz sentido: dizem que a média de divórcios entre pessoas sem as pressões de uma doença crônica na família está na faixa de 40% a 50% – imagine então o desafio para os casais que, além de todas as demandas do dia a dia, precisam lidar com o estresse multiplicado pela enfermidade de um filho. É claro que isso afeta a dimensão do relacionamento conjugal. Parece que uma doença crônica é como um grande buraco escuro, onde é jogado tudo que se tem de tempo, energia, atenção, recursos financeiros e até criatividade, restando pouco ou nada para dar ao cônjuge. Além disso, nunca podemos contar com a realização de um plano. Muitas vezes tivemos que cancelar uma viagem em família por conta de uma crise de Karis ou passar as férias num quarto de hospital. Não tem sido fácil, claro. É uma tensão persistente. O tempo que temos juntos é precioso. Quando fico ciente das lutas de outros casais que enfrentam estresses mais, digamos, normais, fico admirada da determinação e compromisso que o meu marido tem com o nosso casamento. O que mais vejo entre os que lidam com doença crônica na família é o marido não aguentando a situação e pulando fora.

Hoje em dia, é normal que casais de obreiros desenvolvam o mesmo ministério. Até que ponto seu chamado é diferente do de seu marido e quais as interseções entre eles?
David trabalha mais com o Mapi, pastoreando pastores. Já eu tenho atuado com o Rever, um ministério de restauração da alma, especificamente com sobreviventes de abuso sexual. Meu marido ajudou na organização do Rever e dedicou bastante tempo ao início do ministério, mas agora dá pouca atenção a esta área diretamente. No Mapi, o que mais tenho feito é ajudar no aconselhamento de casais pastorais, onde é vantajoso trabalharmos como casal. Há muito mais que David e eu gostaríamos de fazer juntos, se Deus permitir.

Sua atividade missionária, bem como a de seu marido, obrigou sua família a constantes mudanças. De que forma a mulher deve enfrentar a situação, já que é delas a maior instabilidade nestas situações?
Em nosso caso, as viagens constantes de meu marido deixam para mim uma responsabilidade maior para manter a estabilidade em casa. Quando as crianças eram pequenas, eu praticamente não viajei com David – fiquei em casa para cuidar dos filhos e me envolvi em ministérios locais. Aliás, recebi críticas de pessoas que achavam melhor que eu acompanhasse mais o trabalho dele, mas não me arrependo. A vida da mulher tem fases, e a fase da infância dos filhos exige dela um compromisso específico por alguns anos. Quando nossos filhos estavam mais independentes, comecei a viajar uma vez por mês – às vezes com meu marido, às vezes sozinha –, mas tentei nunca ultrapassar este limite. Deixei claro que as necessidades de meus filhos eram a prioridade. Além disso, precisei manter os meus compromissos mais flexíveis do que seriam no caso de uma mulher sem filho doente. Felizmente, a nossa missão valoriza e apóia o cuidado da família como parte da vocação missionária.

Durante décadas, a Igreja brasileira tem sido influenciada por missionários estrangeiros, sobretudo americanos. A senhora acha que obreiros dos EUA ainda têm o que oferecer ao Brasil, que hoje é uma potência evangélica?
Na minha perspectiva, a Igreja brasileira amadureceu muito. Chegamos ao Brasil em 1990, e naquela época a Igreja parecia uma adolescente, com muito entusiasmo, mas sem tanta estabilidade ou profundidade. A falta de um discipulado adequado fazia com que muitos convertidos saíssem pela porta dos fundos. Poucas igrejas usavam grupos pequenos para aprofundar estudos bíblicos, incentivar relacionamentos ou evangelizar. Além disso, havia competição entre denominações; faltava um trabalho conjunto para alcançar as suas cidades e pouco se fazia para ministrar às gritantes necessidades sociais do país. Agora, quase vinte anos mais tarde, parece-me que a Igreja brasileira tem amadurecido ao ponto de assumir mais responsabilidade, não apenas para cuidar de si, mas de multiplicar-se, até mesmo em outros países. A firmeza espiritual da Igreja será revelada na qualidade de suas obras missionárias. Vejo trabalhos muito sérios e eficazes, maior cooperação e respeito entre as denominações e maior ênfase em ministérios holísticos, que cuidam de todas as dimensões da pessoa, e não apenas do aspecto espiritual. Se a Igreja brasileira se fechasse para missionários estrangeiros, continuaria muito bem, talvez até melhor, pois teria que assumir tudo para si.

Então, o tempo dos missionários estrangeiros já passou?
Não, acho que existem áreas em que essa participação ainda é bem vinda. Uma vantagem que os missionários estrangeiros têm a oferecer à Igreja do Brasil é o recurso de tempo integral e, na maioria das vezes, de sustento provido. Assim, alguém como o meu marido pode viajar pelo país afora, oferecendo-se de uma forma que seria difícil para a maioria dos pastores brasileiros, simplesmente por falta de condições. Veja o meu interesse em treinar líderes para grupos de apoio a vítimas de abuso sexual. Creio piamente na habilidade de brasileiros de fazer este trabalho muito melhor do que eu. Mas desconheço alguém que tenha condições para dedicar-se explicitamente para levantar este ministério – pelo menos, ninguém apareceu até agora. Se Deus permitir que eu volte para o Brasil, o simples fato de ter estas condições de tempo, recursos e disponibilidade para viajar, poderá, pela graça de Deus, resultar em um ministério eficaz a nível nacional, com aliados em todas as principais cidades brasileiras. A meu ver, as áreas mais importantes para este tipo de parceria são exatamente as de cuidado e treinamento da liderança brasileira, conforme diz o lema da Sepal: “Servindo aos que servem”.

Missionários dependem dos chamados mantenedores. Com a crise que, surgida nos EUA, alastrou-se pelo mundo, o que deve mudar em relação ao sustento dos obreiros no campo?
Em um sentido importante, nada mudou: a nossa dependência de Deus para suprir as nossas necessidades, através da boa vontade e a generosidade de seu povo. Talvez a crise econômica mundial faça de todos nós melhores mordomos de nossos recursos. Ainda estamos longe do tipo de sacrifícios que gerações passadas abraçaram pela causa de Cristo. Talvez, a crise traga como benefício o fato de a Igreja mundial ter que repensar suas prioridades e valores. Mas creio que Deus ainda proverá recursos para as pessoas que ele chama para vocações missionárias.

O Mapi se propõe a preencher uma lacuna cada vez mais evidente na Igreja Evangélica: o pastoreio de pastores. As carências nas famílias dos pastores têm aumentado?
Não sei se as carências têm aumentado, ou se estão apenas mais evidentes, devido à maior liberdade na Igreja para reconhecê-las e expressá-las. Acho que a saúde da família é alvo específico de Satanás, que usa de muitas artimanhas para destruí-la, especialmente entre a liderança. Falhas na liderança refletem-se automaticamente no bem-estar da Igreja. Também lidamos com valores mundanos que invadem a Igreja, especialmente na área sexual e na idéia de que “merecemos” ser felizes, mesmo se isso leva à destruição de nossos casamentos. Muitos pastores e líderes foram criados em famílias disfuncionais e as igrejas não têm sabido ministrar restauração para eles – e, consequentemente, para seus membros em situações parecidas.

A relação entre as igrejas e os pastores precisa ser mudada?
Efésios 4 indica que os membros do Corpo é que devem fazer o ministério, valendo-se dos dons e habilidades que o Espírito distribui para cada um. Aos pastores, cabe cuidar e nutrir suas ovelhas, capacitando-as para o desenvolvimento de seus próprios ministérios. É uma relação diferente do que vemos na maioria das igrejas.

Durante muito tempo, foi reservado às mulheres um papel secundário nas igrejas. Hoje, elas não apenas ocupam cargos eclesiásticos, como até lideram denominações. O que a senhora pensa a respeito?
Que os homens se levantem! Acho que as mulheres têm preenchido um grande vazio deixado pela liderança masculina.

O que a senhora pensa acerca do acesso de divorciados, ou mesmo de pastores em segundo ou terceiro matrimônio, ao ministério?
O peso da dor de um divórcio é enorme, uma tragédia com sequelas até a terceira e quarta gerações. Que os pastores cuidem primeiro de si e de seus lares, para depois ter algo valioso e íntegro com que contribuir à Igreja.

Como cidadã americana, qual sua expectativa em relação ao governo de Barak Obama? Qual deve ser sua relação com o segmento evangélico dos EUA, e particularmente a direita protestante, majoritariamente republicana?
Estou muito entusiasmada e otimista a respeito do presidente Obama. Espero que a direita protestante venha deixar de lado os seus preconceitos e trabalhe harmonicamente para sarar as dores do país. Espero que o governo democrata possa melhorar a imagem do país no exterior, pois hoje esta imagem dificilmente poderia ser pior do que está.

Cristianismo Hoje

Nudistas evangélicos: Seguram na mão de Deus e vão, pelados!

Como Adão e Eva no Paraíso: Integrantes de igrejas evangélicas descobrem que o naturismo também é uma forma de comunhão com Deus e vão à praia nus. O catarinense Estevão gosta de orar nu para se sentir mais próximo da natureza. Ele já foi expulso de uma igreja

Um paraíso ecológico, nenhuma roupa e... a Bíblia Sagrada. Pode parecer contraditório, mas naturismo também é coisa de crente. Isso mesmo: no Rio, até mesmo pastores evangélicos se bronzeiam como vieram ao mundo nas praias freqüentadas por nudistas. Membro de tradicional igreja evangélica há sete anos e naturista há 15, o comerciante Carlos Moreira, 44 anos, é um dos que defendem que não há barreiras entre a religião e o nu. “O pecado não está no corpo despido, mas, sim, na malícia das pessoas. Meu coração é puro”, argumenta.

A comunhão entre Deus e nudismo custou caro ao arquiteto curitibano Estevão Prestes, 31 anos. Evangélico há 14 anos e freqüentador da Praia do Pinho (Santa Catarina) há três, ele foi expulso da Igreja do Evangelho Quadrangular, da qual foi professor da escola dominical.

“Quando meus hábitos foram descobertos, fui chamado pelos pastores a um conselho. Houve a leitura de acusação formal de comportamento imoral”, conta Estevão, que hoje é membro da Igreja Presbiteriana. “Não escondo que sou naturista, mas também não ando com crachá. Os que sabem, me aceitam”, garante.

Estevão gosta de orar sozinho na praia e de ler a Bíblia – nu, é claro: “A vivência naturista me aproxima da espiritualidade. Tenho momentos de comunhão com a natureza, com Deus e o com próximo”, justifica.

Pastora pentecostal também pratica nudismo

O nudismo evangélico é uma idéia é tão inovadora, que muitos preferem o anonimato, como a líder de instituição pentescostal há 15 anos, Márcia, 48 anos, que trocou o nome para não ser reconhecida por seus fiéis. A pastora se converteu ao naturismo há três anos, após visitar a Praia Olho de Boi, em Búzios. “Me encantei com o respeito e a pureza. Ser naturista é estar em contato pleno com o Senhor”, defende ela, que visita sítios de lazer e já frequentou a Praia do Abricó, no Recreio, interditada ao nudismo por força de liminar.

Márcia diz ter aprendido que o naturismo não tem conotação sensual. “Vemos a nudez com olhos do espírito, sem malícia”, ensina a pastora, que lamenta o preconceito que enfrenta. “A igreja evangélica está recheada de dogmas e tabus. Somos tolhidos de vermos o mundo como é. Não poderia abrir minhas opiniões aos fiéis. Causaria grande rebelião”, pondera a pastora naturista. Ela também compartilha a palavra de Deus com amigos em recantos de nudismo. “Certa vez, uma irmã estava com sérios problemas e prestei favores espirituais para ela ali mesmo, em um sítio de convívio naturista”, recorda.

Para a grande maioria dos pastores evangélicos, entretanto, a idéia é inaceitável. “Isso é um escândalo. É a falta do conhecimento da Palavra. Não tenho pessoas com esta conduta na minha igreja. Aqui, não há espaço”, avisa o pastor Manoel da Silva, da Igreja Batista em Renovação Espiritual Nova Jerusalém

Argumentos saídos do Livro Sagrado

Conta a Bíblia Sagrada que, ao comerem o fruto proibido, Adão e Eva tiveram consciência do bem e do mal e cobriram os corpos nus com vergonha do Criador. Em tempos modernos, a passagem do livro Gênesis é usada por evangélicos para condenar ou defender a prática do naturismo. Com interpretações diferentes da escritura, muitos crentes se cobrem dos pés à cabeça ou tiram a roupa nas praias e áreas de nudismo.

“A nudez não era rejeitada até o Pecado. O naturismo leva as pessoas ao estágio original de inocência, a reviver a Criação”, justifica a pastora naturista Márcia. Coordenador da Igreja Sara Nossa Terra no Rio, o bispo Francisco Almeida tem outra visão. “O nu só foi possível enquanto não havia maldade no coração do homem. A partir do pecado, os patriarcas foram ensinados por Deus a se cobrir e a passar este princípio para a s gerações”, considera.

Vice-presidente da 2ª Igreja Batista de Rocha Miranda, o pastor Odalírio Luis da Costa concorda. “Provar o fruto proibido agregou a Adão e Eva a malícia. Falta consciência bíblica aos nudistas”, afirma. Para a pastora Suzana Viana, da Igreja Metodista do Brasil, o nu não é pecado, mas agride a consciência do próximo. “Temos que respeitar a comunidade, como Deus ensina”, avalia.

Depoimentos:

‘Pureza não está ligada às roupas’

Há muitos evangélicos naturistas no Brasil. A pureza da alma não está ligada às roupas. Considero o naturismo uma visão da Criação. As pessoas ainda têm preconceito contra o nu porque falta esclarecimento. Sempre fui atuante na Igreja e não esperava ser excluído de minhas atividades de uma maneira tão desagradável. Mas a religião não deixou de estar no meu dia-a-dia. Converso com Deus seja onde for. Não escondo que sou naturista. Não tenho do que me envergonhar. Estevão Prestes, 31 anos, arquiteto

‘Não me considero um pecador’

Na minha vida, o naturismo antecedeu a religião. Fico nu há 15 anos, desde que fui à Praia de Trancoso, na Bahia. Já freqüentei Abricó e gosto da Praia Olho de Boi. Há sete anos, eu me tornei evangélico. Não me considero um pecador por ainda buscar praias de nudismo. Onde está na palavra de Deus que é proibido ficar nu? Temos o espírito livre e puro. O que dizer do Carnaval, então? E das revistas de mulheres ou homens pelados? Nós temos uma filosofia de vida: a do respeito ao próximo.Carlos Moreira, 44 anos, comerciante

Nudistas evangélicos buscam paraísos ecológicos pelo país

* Não é só no Rio que os evangélicos estão deixando de lado as indumentárias mais do que comportadas. Considerada um paraíso naturista, a Praia de tambaba, em João Pessoa, Paraíba, reúne entre seus freqüentadores um grupo de pelo menos 15 cristãos, segundo o ex-presidente da Sociedade Naturista de Tambaba Nelci ROnes Pereira de Sousa, 47 anos.

Nascido em família evangélica, Nelci é naturista há mais de 20 anos. "Detesto roupas, o que não quer dizer que eu não tenha Deus no coração. Imoral é o que se faz de sujo com o corpo", defende ele, que está afastado da Igreja Batista há 10 anos. "Não sofri nenhuma crítica. É pura falta de tempo mesmo", diz o programador de computadores.

Já o aposentado Carlos Antonio Pereira de Moraes, 52 anos, deixou os cultos por se sentir "incomodado com o conservadorismo e o fanatismo": "Optei pelo naturismo e sou livre. Ser cristão é pregar o Evangelho onde for".

ÚLTIMA HORA NEWS

Igreja promove competição de vale-tudo para atrair jovens


Conhecida por ser a igreja do meio-campista Kaká, por sua sede ter desabado este ano e por seus criadores terem sido presos nos Estados Unidos, a Renascer novamente chama atenção. Dessa vez a novidade é a disputa de torneios de vale-tudo em sua sede em Alphaville, na cidade de Barueri, região oeste da Grande São Paulo.

Comandado pelo pastor Mazola, a igreja fez um torneio da modalidade permeado por cultos durante os intervalos. A idéia da Renascer é fazer com que o público jovem crie interesse pela religião. "Queremos atrair mais jovens. Cerca de 60 deles entregaram a vida para Jesus", conta o bispo Leandro Miglioli, de 33 anos.

A igreja também busca tirar os adolescentes do mundo das drogas por meio das artes marciais, tanto que o ringue utilizado no torneio de MMA fica aberto durante a semana para treinos de jiu-jítsu. "Quem vem aprende esporte e larga os vícios do mundão", disse Emerson Silva para a reportagem do jornal Folha de S. Paulo.

Sem contar com álcool ou cigarros, comuns nos torneios de vale-tudo, a competição reuniu frequentadores das academias da região e foi até as 3h30 da madrugada. Satisfeita com a receptividade do público, a igreja Renascer fará outro evento este ano.

"O riso não cura a doença, mas fortalece o organismo"

São Paulo, 12 (AE) - O impacto da alegria sobre a saúde humana motivou a criação de um laboratório específico para estudos sobre o tema. Trata-se do Instituto da Ciência da Felicidade, coordenado pela cientista Silvia Helena Cardoso, doutora em psicobiologia pela Universidade de São Paulo (USP) e pós doutora em neurociência pela Universidade da Califórnia de Los Angeles (UCLA). "O riso não cura a doença, mas pode fortalecer o organismo e melhorar o sistema orgânico, realizando uma atividade preventiva", esclarece.

Na avaliação de Silvia, as endorfinas liberadas durante o riso podem atuar de modo analgésico. "É por isso que o riso pode atenuar dores, inclusive emocionais. Ele é contagioso: quando vemos alguém gargalhar temos vontade de rir também por causa de uma estrutura cerebral chamada neurônio espelho, também ativada quando sentimos aquele mal-estar ao vermos alguém machucado. A principal função do riso é a comunicação. Ao transmiti-lo para o outro estaremos evocando reações igualmente positivas."

Silvia explica que o ser humano possui sistemas neurais específicos para os vários tipos de sentimento - entre eles felicidade, medo e raiva. "Isso ocorre primeiramente em nível subconsciente. Os macacos, por exemplo, também riem ao trocarem cócegas embora sejam incapazes de interpretar piadas. O riso que passa a ser consciente é uma faculdade humana. Quando a pessoa conhece a ciência da felicidade ela pode tirar proveito disso fazendo com que o riso seja cada vez mais consciente."

A neurocientista diz que o riso também está associado à saúde cardiovascular. "Sabe aquela sensação de alívio que sentimos após a gargalhada forte? Ela é consequência de uma diminuição da pressão sanguínea. Durante os momentos de tensão, ao contrário, libera-se o cortisol, o hormônio do estresse, que também está envolvido na configuração neural da insegurança, da tristeza. O sistema cerebral funciona à base de excitar ou inibir circuitos. Você pode escolher se prefere rir e alimentar o sistema da felicidade ou se vai insistir em estimular a estrutura da infelicidade."

Prefeitura embarga igrejas por excesso de barulho

O excesso de barulho causado por igrejas da Assembléia de Deus, em Santos, fez com que a Secretaria Municipal de Finanças (Sefin) emitisse quatro autos de embargo desde o ano passado a templos espalhados pela Cidade. Dois foram emitidos no ano passado, e ainda estão em vigor, e outros dois são deste ano.

As igrejas embargadas ficam nas avenidas Manoel Nascimento Júnior, nº 88, Rua Padre Leopoldo Bretano, nº 606 (Bom Retiro), Avenida Nossa Senhora de Fátima, nº 529 (todas na Zona Noroeste) e Rua Alfaia Rodrigues, nº 575 (Aparecida).

Segundo a Assembléia de Deus, a igreja da Rua Leopoldo Bretano foi transferida para outro local. A da Nossa Senhora de Fátima está fazendo adaptações físicas e de documentação. Já as igrejas da Rua Alfaia Rodrigues e da Rua Manoel Nascimento Júnior precisam passar por reforma.

Igrejas católicas

Além dos autos de embargo a igrejas da Assembléia de Deus na Cidade, a Prefeitura emitiu, no dia 19 de fevereiro, na edição do Diário Oficial, 28 intimações a igrejas católicas pedindo a apresentação de laudos de vistoria técnica. As intimações foram feitas um mês após a tragédia ocorrida no templo da Igreja Renascer, na Zona Sul de São Paulo, quando o teto da igreja desabou e nove pessoas morreram e mais de 100 ficaram feridas.

Segundo a Sefin, todas as igrejas foram notificadas e estão providenciando os documentos necessários.


A TRIBUNA

quarta-feira, 11 de março de 2009

Senado reduz lista de beneficiados com prisão especial; nem padre e pastor escapam mais

A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado aprovou, na tarde de hoje (11), projeto de lei que diminui a lista dos que têm direito à prisão especial. De acordo com a proposta, que será encaminhada ao plenário, pessoas com curso superior, padres e bispos e bispos evangélicos, por exemplo, perdem o benefício. O presidente do colegiado, senador Demóstenes Torres (DEM-GO), elaborou um substitutivo do projeto enviado inicialmente pelo Executivo e fez a inclusão, entre outras medidas, da ampliação dos valores de fianças, principalmente para os que cometerem crimes de colarinho branco. Nesse caso, o juiz poderá fixar fiança de até R$ 93 milhões.

O texto da proposição estabelece que apenas autoridades, como deputados, senadores, prefeitos e ministros; membros das Forças Armadas, do Ministério Público, da Defensoria Pública, magistrados, delegados, integrantes dos tribunais de Contas e cidadãos que tiverem exercido função de jurado em julgamentos terão direto às regalias da prisão especial. Segundo o presidente da Comissão, a proposta visa “modernizar” o código penal.

O projeto também prevê o monitoramento eletrônico de presos que tiverem direito ao chamado “saidão”, quando deixam o presídio por temo determinado em datas especiais, como o Natal, por exemplo.

Autor: Senado Federal
Fonte: NA HORA OnLINE

“Agora vão querer se promover às minhas custas”, diz Jesus Luz

Affair de Madonna conversou com exclusividade com QUEM

Recém-chegado ao Brasil, o modelo brasileiro apontado como novo namorado de Madonna, Jesus Luz, conversou com exclusividade com QUEM na tarde desta quarta-feira (11) ao desembarcar no aeroporto Santos Dumont.

Embora tenha se recusado a dar maiores detalhes sobre sua relação com a popstar, Jesus fez questão de desmentir diversas notícias que foram veiculadas sobre ele na imprensa internacional e repercutidas no Brasil.

“Nunca mudei o número do meu celular, jamais deixei de falar com a minha família ou fiquei incomunicável, as pessoas dizem besteiras demais. Não li nada do que minhas ex-namoradas falaram sobre mim, mas agora todo mundo vai querer se promover às minhas custas, isso eu já esperava”, afirmou ele quando questionado sobre a entrevista concedida a QUEM por sua ex-namorada, Krishna Siqueira.

Bem-humorado, Jesus riu muito quando questionado sobre um possível affair com o fotógrafo americano e amigo de Madonna, Steven Klein. “Isso é uma grande piada”, comentou, gargalhando.

O modelo carioca também desmentiu a notícia de que teria conseguido, por intermédio da cantora, um contrato com a grife "Versace". “Tenho trabalhado muito, mas nem sei que história é essa de Versace, isso não existe”, disse.

Jesus, que ficara na cidade por cerca de um mês, também contou que esta não é sua primeira visita aos EUA. “Eu sempre falei inglês, morei nos EUA em 2005 e aprendi a língua. Estou morando sozinho lá. Sinto saudade da minha família e dos meus amigos, então minha prioridade agora é reencontrá-los”, comentou ele, que continuará a viver no exterior.

“Estou tentando o visto de trabalho. Vou continuar morando em Nova York e ir para onde quer que eu tenha trabalho. A própria Ford me indicou isso, lá é o foco da moda. Não que no Brasil não tenha trabalho, mas lá tenho mais oportunidades”, afirmou.

Quando questionado sobre o fato de ter sido fotografado com Madonna saindo de um centro de cabala apesar de sua família ser evangélica, o modelo foi incisivo. “Eu sempre li livros sobre a cabala, o interesse não é novo. Me interesso também pelo budismo, sou aberto a qualquer religião. Meu nome, inclusive, não foi escolhido por causa de nenhuma religião. Meu pai fez faculdade de filosofia e vê Jesus com um filósofo”, finalizou.

QUEM

Polícia prende estelionatária que se passava por evangélica

Policiais da Delegacia de Investigações Gerais (DIG) prenderam em Piedade a mulher que se passava por evangélica para furtar dinheiro de idosas em Sorocaba. Dois casos que aconteceram no início do ano já foram confirmados pelas vítimas que reconheceram a mulher. A polícia acredita que ela tenha praticado outros furtos e sabendo que era procurada resolveu sair da cidade. Suenilda Terezinha de Mello, tem 54 anos e já possui passagem pela polícia por furto, no ano de 1973.
As vítimas escolhidas por ela eram sempre senhoras, moradoras de bairros da periferia da cidade. A estelionatária se apresentava como evangélica e em um dos casos, no dia 29 de janeiro, na Vila Senger, convenceu uma idosa de 67 anos que precisava de ajuda financeira, pois tinha uma filha hospitalizada. Chegou a entrar na casa da vítima, tomou café e fez orações. Em seguida foi embora levando R$ 50,00 e uma bolsa com documentos e cartões de banco.
Suenilda foi detida no dia 7 deste mês com base na investigação policial. A resolução do caso foi apresentada somente nesta terça-feira.

Cruzeiro do Sul

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Cientistas estudam como as pessoas interpretam os sonhos


Maioria dos indivíduos dá valor a "mensagens" embutidas em sonhos.
Entretanto, as pessoas tendem a acreditar mais em sonhos positivos.

O que significam os sonhos?

Imagine que, na noite passada, você teve dois sonhos. Em um, Deus aparece e ordena que você tire um ano para viajar pelo mundo. Em outro, Deus lhe diz para dedicar um ano trabalhando num abrigo de leprosos.

Qual desses sonhos você consideraria importante?
Agora, suponha que você tenha tido um pesadelo, no qual seu amigo o defende de seus inimigos, e outro sonho onde esse mesmo amigo age pelas suas costas e tenta seduzir sua alma-gêmea. Qual sonho você levaria a sério?
Questões difíceis, mas cientistas sociais agora têm respostas – e, sinceramente, já era tempo. Durante milhares de anos, os sonhadores tiveram como base pouco mais que a hipótese dos dois portões proposta em "A Odisséia". Depois que Penélope sonha com o retorno de seu marido, ela fica cética e diz que apenas alguns sonhos importam.
"Há dois portões", ela explica, "através dos quais essas fantasias etéreas vão adiante; um é de chifre, e o outro de marfim. Aqueles que vêm do portão de marfim são irreais, mas aqueles do portão de chifre significam algo para quem os vê."
Sua hipótese dos dois portões, posteriormente legitimada por Virgilio e Ovídio, era elegante na teoria, mas não muito útil na prática. Como você poderia dizer de qual portão veio seu sonho? O marfim de uma mulher poderia ser o chifre de outra.

A ciência entra em cena
Hoje, entretanto, podemos começar a fazer distinções, graças a uma série de estudos com mais de mil pessoas, realizada por dois psicólogos, Carey Morewedge, da Universidade Carnegie Mellon, e Michael Norton, de Harvard.
Os psicólogos começaram perguntando a estudantes de três países – Índia, Coreia do Sul e Estados Unidos – quanto significado ele davam aos sonhos. Relativamente poucos estudantes acreditavam em teorias modernas de que o sonho é simplesmente a resposta do cérebro a impulsos aleatórios, ou que se trata de um mecanismo para organizar e descartar informações. Em vez disso, a maioria nos três países acreditava, juntamente com Freud, que os sonhos revelam importantes emoções inconscientes.
Esses freudianos instintivos também consideravam os sonhos como valiosos presságios, conforme demonstrado num estudo pedindo que eles imaginassem estar prestes a sair numa viagem de avião. Se, na véspera do voo, eles sonhassem com a queda do avião, havia uma maior probabilidade de cancelarem viagem do que se vissem uma notícia sobre um desastre real na mesma rota.
No entanto, quando os pesquisadores pediram que as pessoas interpretassem sonhos, surgiram algumas correlações suspeitosamente convenientes. Quando se pediu que recordassem seus sonhos, eles atribuíram mais significado a um sonho negativo que fosse sobre alguém de quem não gostassem, e deram correspondentemente maior peso a sonhos positivos sobre seus amigos.
Uma indução similar apareceu quando foi pedido que as pessoas imaginassem ter tido diversos sonhos a respeito de um amigo ou uma divindade. As pessoas classificaram um sonho sobre um amigo as protegendo de atacantes como tendo "mais significado" que um sonho sobre seu parceiro romântico sendo beijado por esse mesmo amigo. As pessoas que acreditavam em Deus tinham maior probabilidade de ser influenciadas por aparições divinas.

Fé oculta
Entretanto, mesmo os descrentes mostraram uma fraqueza por certos sonhos celestiais, como um no qual Deus ordenava que eles dedicassem um ano para viajar pelo mundo. Agnósticos classificaram esse sonho como tendo muito mais significado que o sonho sobre Deus ordenando o trabalho junto aos leprosos. Incidentalmente, embora o termo ideal para a lepra seja agora hanseníase, a divindade no experimento usava o antigo termo bíblico.
A conveniente indução dos sonhadores é diplomaticamente definida como uma "abordagem motivada à interpretação de sonhos" por Morewedge e Norton na publicação especializada "The Journal of Personality and Social Psychology". Quando questionado se essa "abordagem motivada" também poderia afetar os pesquisadores de sonhos, Morewedge apontou à tendência de Freud de encontrar o que ele estava procurando – sexo – em seu livro "Interpretações de Sonhos".
"O próprio Freud sugeriu que os sonhos sobre voar revelavam pensamentos de desejo sexual", conta Morewedge. "Intrigantemente, no mesmo texto, Freud sugere que sonhos sobre a ausência da habilidade de voar – ou seja, sobre cair – também indicam sucumbir ao desejo sexual. Isso pode ser interpretado como evidência de que, ao interpretar seus sonhos, os cientistas são tão parciais quanto os leigos."

Curinga
Ao ver o quão flexível pode ser a interpretação dos sonhos, você entende por que ela sempre foi uma ferramenta tão popular para a tomada de decisões. Basear-se em seus sonhos para direcionamento próprio é como o ritual político de apontar uma "comissão independente" para solucionar uma questão. Você pode escapar a qualquer responsabilidade pessoal de ação enquanto finge se basear num processo imparcial, mesmo que tenha enchido a comissão com seus próprios amigos e ignore qualquer conselho que vá contra seus desejos. Trabalho beneficente, não; caipirinhas, sim.
Mesmo sem acreditar em seus próprios sonhos, a nova pesquisa sugere que você pode aprender algo dos sonhos dos outros. No Livro do Gênesis, quando o faraó fica preocupado com seus sonhos sobre gado emagrecido e espigas de milho secas, não seria ilógico para José concluir que o governante está preocupado com a possibilidade da fome. Ele teria, então, toda a motivação para interpretar o sonho de forma que o faraó criasse um novo programa de estoque de grãos – e, por que não, um novo emprego para José supervisionando isso tudo.

Fundo de verdade
Mesmo duvidando que os sonhos contenham percepções ou profecias ocultas, Morewedge e Norton apontam que os sonhos podem ser indicadores do estado emocional das pessoas, conforme mostrado pelas descobertas de outros pesquisadores sobre uma correlação entre estresse e pesadelos.
Os sonhos também podem se tornar profecias auto-realizáveis, simplesmente porque as pessoas os levam tão a sério, dizem Morewedge e Norton. Sonhos sobre infidelidade amorosa podem levar a acusações e hostilidades, que causariam uma infidelidade real.
"Quando amigos e seres amados têm sonhos perturbadores", sugere Morewedge, "alguém pode precisar de mais do que dizer, 'Foi apenas um sonho'. Também pode ser uma boa ideia não contar às pessoas sobre seu comportamento indesejável num sonho, pois elas podem inferir que o sonho revela sua verdadeira opinião a respeito delas."
O último aviso se aplica mesmo quando não-freudianos discutem sonhos. Mesmo se você não atribui grandes significados aos sonhos, mesmo se os considera alucinações aleatórias que não vêm de portões de marfim ou chifre, ou de qualquer outro lugar, você provavelmente ainda deveria prestar atenção quando, digamos, seu par romântico lhe conta um sonho em que você foi pego na cama com outra pessoa.
E, definitivamente, você deveria se preocupar quando seu amor vai adiante e menciona um segundo sonho, envolvendo uma ordem de Deus para viajar pelo mundo por um ano. Se ele for um interpretador de sonhos altamente motivado, você pode ficar sozinho em casa.

G1

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Lugar de culto mostra vida espiritual de há 7,4 mil anos


Um local para cultos que está entre as descobertas arqueológicas nas ruínas de Gaomiao, na província central chinesa do Hunan, evidencia que os habitantes locais desfrutavam de uma rica vida espiritual há 7,4 mil anos. Este altar é o mais antigo encontrado na China, segundo arqueólogos locais.
As ruínas de Gaomiao, situadas na cidade de Hongjiang, é um dos lugares do período neolítico melhor preservados em todo o País.
O Instituto da Arqueologia provincial organizou uma escavação de 15 mil metros quadrados entre fevereiro e março deste ano e descobriu vários lugares construídos para o culto juntamente com um grande número de utensílios utilizados durante os rituais.
He Gang, arqueólogo do instituto, destacou que é o lugar de culto mais antigo encontrado na China, o que demonstra que os ancestrais chineses acreditavam na vida após a morte.

CRI

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Curso ensina pastor a ser empresário da fé

Frases
A seara exige obreiros empreendedores, criativos, capazes de trabalhar em grupo e de liderar com visão global

Desmerece a obra de Deus aquele que se nega a entregar o dízimo. Deus não é mendigo e não precisa de resto

A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida porque o seu estoque são almas

O ser humano é interesseiro e quer que a igreja manifeste a presença de um Deus vivo com retorno imediato

O povo não pode ouvir os obreiros falar sobre as doenças deles. Como crerão se o próprio mensageiro não recebe a benção na prática?

"Curso de Formação de Pas­tor" do SBTe A cartilha dos grandes empresários diz que, para se dar bem nos negócios, é fundamental estar atento às mudanças na sociedade, empregar com eficiência a propaganda, estudar o público-alvo, cuidar bem dos funcionários e vigiar a concorrência. Pois essas regras também valem para os que desejam abrir a própria igreja evangélica, segundo um curso oferecido pelo Seminário Brasileiro de Teologia (SBTe).
Uma frase presente na apostila do "Curso de Formação de Pastor" dá o tom do seu conteúdo: "A igreja é uma empresa, e uma empresa difícil de ser conduzida, porque o seu estoque são almas".
Partindo da premissa de que os meios de comunicação transformaram a sociedade, o curso convoca os pastores a uma adaptação aos novos tempos: "As igrejas que não seguirem a cultura dos povos tendem a ficar vazias".
A advogada e aluna do curso Laudicéia Koschitz, 39, concorda. Não acha errado, por exemplo, que as evangélicas se embelezem. "A mulher é uma obra maravilhosa de Deus e precisa se arrumar."
Hoje, diz o curso, o pastor deve ser "empreendedor, criativo, capaz de trabalhar em grupo e de liderar com visão global".
Marlene Bergamo/Folha Imagem
Pastor Marcelo de Souza ora por religiosos que pedem milagres ao Espírito Santo
Pastor Marcelo de Souza ora por religiosos que pedem milagres ao Espírito Santo
As igrejas pentecostais já parecem ter entendido. Em 2002, segundo pesquisa do Eseb (Estudo Eleitoral Brasileiro), seus seguidores já eram 11,1% do total da população, número quatro vezes maior que em 1980.
Para aproveitar esse crescimento vertiginoso, o curso lista atitudes que devem ser tomadas pelo pastor empreendedor (leia quadro ao lado).
Antes de abrir uma igreja, por exemplo, ele deve estudar a região e o público-alvo. Se o local for pobre, ajudam a atrair gente a distribuição de lanches e o sorteio de cestas básicas.

Na Assembléia de Deus do Jardim do Apurá (zona sul de São Paulo), o fiel que fica até o fim do culto recebe um cachorro-quente.


Renata Freitas/Folha Imagem
Pastor parte o pão para distribuir a fiéis
Pastor parte o pão para distribuir a fiéis
É importante ainda que o pastor seja "um ator, um dramaturgo" para "acomodar o povo, chamar a sua atenção e fechar a sua boca".
Para ser eficiente, ele é aconselhado a se alimentar bem e a se exercitar com musculação e corrida. Quando tiver de ministrar por tempo muito longo, deve evitar o sexo nos quatro dias anteriores.
Marcelo de Souza, 36, é um aluno que concorda com a importância do preparo físico. Se não jogasse futebol sempre que possível, talvez não conseguisse andar sem parar enquanto prega e nem ficar na ponta dos pés nos momentos mais dramáticos.
Outro fator determinante para o sucesso é pregar conforme a vontade do público. Em geral, diz o curso, pessoas mais pobres tendem a gostar de "ver coisas sobrenaturais" (como sessões de exorcismo), de dançar, cantar e ouvir o pastor falar em línguas estranhas (glossolalia).
Renata Freitas/Folha Imagem
Homem lê a Bíblia
Homem lê a Bíblia
Também se deve empregar o maior número possível de fiéis na igreja. "Os que participam e se sentem valorizados não migram para outra igreja, pagam o dízimo todo mês e trazem a família e amigos para vê-los."
"O curso se vale dos melhores textos da área de administração e ensina recursos que uma empresa moderna utiliza para se manter competitiva num mercado globalizado", diz o coordenador do MBA de Marketing da Fia (Fundação Instituto de Administração), Dilson Gabriel dos Santos.
Renata Freitas/Folha Imagem
Mulher chora em culto na Igreja Evangélica Assembléia de Deus (ministério Apurá)
Mulher chora em culto na Igreja Evangélica Assembléia de Deus (ministério Apurá)
Para o professor da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade da USP (Universidade de São Paulo) Antônio Sauaia, o curso ensina uma técnica utilizada por empresas de produtos de consumo, que atraem o consumidor por meio de vendedores que vivem no mesmo bairro dele.

Administração eclesiástica

A apostila é dividida em cinco módulos. Os quatro primeiros, com 75 páginas, tratam da legislação sobre a prática religiosa (como obter subvenções do poder público, por exemplo), das diferenças entre as principais correntes evangélicas, da importância do emprego de técnicas de oratória na pregação e de como convencer os fiéis a pagar o dízimo.
O quinto e maior, com 63% do total de páginas, é intitulado "Administração Eclesiástica". Nele, são indicados "projetos para multiplicar a quantidade de membros, templos e de caixa da igreja a cada 90 dias".

O curso pode ser encomendado pela internet (www.cursodepastor.com.br) ou por telefone, custa R$ 450 e deve ser feito por correspondência em prazo estipulado de 90 dias.
Ao seu final, o aspirante a pastor deve enviar por correio à instituição, que tem sede em Ituiutaba (MG), as respostas a um questionário que fica nas últimas páginas da apostila. Se aprovado, ganha um diploma e uma carteirinha que, segundo o SBTe, "pode ser aproveitada em qualquer das diferentes denominações de igrejas evangélicas".

O guru dos pastores

O pastor Omar Silva da Costa, 49, é o criador deste e de outros 17 cursos por correspondência também oferecidos pela internet. Os mais caros, chamados de "Bacharelado em Teologia Eclesiástica", "Mestrado em Bíblia" e "Doutorado em Divindade", custam, respectivamente, R$ 750, R$ 1.050 e R$ 1.350. Todos também têm duração de 90 dias e dão direito a carteirinha e diploma "para enriquecer o currículo".
"Decidi oferecer os cursos assim, por correspondência, porque muita gente não tem condições de pagar escolas caras e passar quatro ou cinco anos estudando até se tornar pastor. Além disso, não há escolas de teologia em todas as cidades brasileiras." Segundo Costa, o curso de formação de pastor, oferecido desde fevereiro deste ano, já foi vendido a mais de 500 pessoas --se o número estiver correto, as vendas já renderam R$ 225 mil, pelo menos. A procura tem sido tão boa que, no curso, ele prevê: "Em pouco tempo vai haver nas faculdades cursos de administração de igreja, como já há de administração hospitalar".

Fontes: IBGE e Eseb (Estudo Eleitoral Brasileiro)


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Folha

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Site faz gozação com céu e inferno oferecendo reservas on line

Veja abaixo, clique na figura ou no link para ver in loco a oferta para dar alguém para reservas de vagas para o céu e para "mandar" alguém para o inferno:

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Testemunho: Dia Mundial de Oração na Colômbia

Mais de cem mulheres das igrejas católica, anglicana, luterana, presbiteriana, menonita, irmandade em Cristo, pentecostal e evangélica reuniram-se, na sexta-feira, 6, à noite, na paróquia de Santa Teresita para celebrar o Dia Mundial de Oração (DMO).
O altar central do templo recebeu exposição sobre Papua Nova Guiné, país que preparou a liturgia do culto, e foi decorado com cartaz no qual aparecia Isabel de Urdaneta, a presbiteriana que impulsionou o DMO durante 40 anos na Colômbia, e que passou à casa do Pai celestial no o 27 de agosto de 2008.
No culto, o contexto de guerra civil da Colômbia, que já tem quase 50 anos, também foi considerado. Um dos fatos que deu origem ao dia de oração foi a guerra da secessão nos Estados Unidos, de 1861 a 1865.
Mulheres de diferentes denominações uniram-se para orar com o propósito de pedir pelo fim da guerra e a favor da paz nos Estados Unidos. Este exemplo é muito importante para a Colômbia.
Além dos depoimentos de mulheres de Papua Nova Guiné, na liturgia, este ano mulheres do DMO em Bogotá ouviram o testemunho de uma pessoa de 29 anos de idade que perdeu a perna esquerda por causa de mina terrestre. O depoimento comoveu as mulheres, que foram motivadas a lutar contra esse flagelo.
A coleta do dia foi destinada a Papua Nova Guiné, que sofreu catástrofes naturais em dezembro passado. Esse país do Pacífico Sul tem um ganho per capita de 418 dólares/ano, muito menor que os 3 mil dólares registrados na Colômbia. Foi o “óbolo da viúva pobre” do evangelho, porque pequeno, mas cheio de significado.

ALC

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Funai abre arquivos reservados aos pesquisadores

Padres e bispos ligados ao Conselho Indigenista Missionário (Cimi) foram espionados no período da ditadura militar pela Assessoria de Segurança e Informações (ASI), um braço do Serviço Nacional de Informações (SNI) que funcionava na Fundação Nacional do Índio (Funai).
As 92 caixas de documentos reservados, guardadas por mais de 30 anos numa sala da Funai, foram liberadas para pesquisa em janeiro, informa matéria do repórter Rubens Valente, da Folha de São Paulo.
O Cimi foi fundado em abril de 1972, mas foi sob o governo do general Ernesto Geisel (1974-1979) que teve início o monitoramento das atividades missionárias em áreas indígenas. A rede de informações ia desde o alto escalão da Funai, passava pelas delegacias regionais do órgão e pelos capitães de postos indígenas.
O “dossiê Cimi” engloba em torno de 2 mil páginas, revela Valente. Num dos documentos, o general de Exército Ismarth de Araújo Oliveira, que presidiu a Funai de 1974 a 1979, queixou-se dos bispos católicos Pedro Casaldáliga e Tomás Balduíno, co-fundadores do Cimi, porque “essa ala esquerdista da igreja” quer usar o índio como instrumento, “criando agitação em áreas que estão tranquilas”.
O Conselho de Missão entre Índios (Comin), da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil (IECLB), não tem conhecimento oficial de espionagem de pastores que trabalharam em áreas indígenas no período da ditadura militar. Também não teve oportunidade, ainda, de chegar aos arquivos reservados da Funai.
Mas está registrado nos arquivos da IECLB, que abriu, inclusive, processo administrativo para apurar suas causas, a expulsão, em 1979, do casal de missionários Roberto e Lori Altmann da Aldeia Indígena 7 de Setembro, no Parque Aripuanã, localizada entre o município de mesmo nome, no Mato Grosso, e Cacoal, em Rondônia.
“O motivo alegado para a nossa expulsão era a de que não correspondíamos ao que a Funai esperava do trabalho de missionários e incompatibilidade com funcionários do órgão na área”, relatou o pastor Roberto para a ALC.
Lori e Roberto desenvolviam, então, o pastorado de convivência na comunidade indígena dos suruí. “Nós passamos a morar na aldeia 7 de Setembro, dentro do Posto da Funai, e isso gerou tensões”, avaliou Roberto. A convivência do casal Zwetsch com os suruí foi breve, de setembro de 1978 a outubro de 1979.

ALC

FONTE: noticiascristas.blogspot.com

Pastor é inocentado por falta de provas, mas continua preso

CHINA (12º) - O pastor Lou Yuanqi, da Região Autônoma Uigur de Xinjiang recebeu o veredicto de inocência por “falta de provas”, e seu caso foi enviado para o Escritório Público de Segurança pelo promotor público. O tribunal disse: “Os fatos utilizados no caso não estão claros, não há provas suficientes”. Apesar dessa decisão, o pastor Lou continua preso.

O pastor Lou foi a julgamento no dia 15 de dezembro de 2008, sob as acusações de “utilizar a superstição para questionar a lei”. Fontes afirmam que a verdadeira razão da acusação foi para acabar com a igreja não-registrada na casa de Lou. Depois do julgamento do pastor, sua filha Lou Tiantian, 18, foi agredida pela polícia quando tentou falar com seu pai que estava dentro de uma viatura. Lou Tiantian foi levada para o hospital, onde recebeu tratamento médico, sendo liberada na mesma noite.

Durante o julgamento de Lou, o juiz confessou que há perseguição em Xinjiang. No entanto, testemunhas afirmam que o juiz declarou: “Se os cristãos têm mais liberdade religiosa nas áreas fora de Xinjiang, eles deveriam considerar sair daqui, porque essa região é muito especial”.

O pastor Lou foi preso pela primeira vez em 17 de maio de 2008. No mesmo dia, ele foi transferido para o centro de detenção Huocheng. Ele sofre de hepatite B, e as condições na prisão pioraram seu estado de saúde.

A esposa do pastor, Wang Wenxiu, seus filhos e igreja continuam a se reunir apesar da prisão do líder. Quando soube que cristãos do mundo inteiro estavam orando por sua família, Wang pediu que amigos transmitissem essa mensagem para toda a comunidade internacional:

“Por favor, agradeçam a eles, porque a prisão de Lou é a vontade de Deus. É sua promessa. É a graça de Deus. Como podemos ser dignos de que tantos irmãos orem por nós? A cruz de Cristo nos encoraja a continuar. Estou muito feliz e cheia de gratidão por todo o apoio através da oração.”

Fonte: Portas Abertas

FONTE: www.overbo.com.br

Bíblia, O livro mais traduzido do mundo


Disponível por inteiro em mais de 451 línguas, e em parte noutras 2 479, o livro sagrado dos cristãos bate todos os recordes em termos de traduções.

Só no ano de 2008 foram acrescentadas 13 novas línguas em que a Bíblia se encontra disponível por completo, e 25 ao número de traduções parciais.

Isto significa que, hoje, cerca de 95% da população mundial tem a possibilidade de ler as sagradas escrituras numa língua que domina.

Os dados são da União das Sociedades Bíblicas, que adianta que as mais recentes traduções incluem o sar, falado no Chade; o dioula, de Burkina Fasso; o lari, do Congo, e o kono, da Serra Leoa.

Fonte: Rádio Renascença

FONTE: www.overbo.com.br

Assis autoriza “Aborto Legal” no PI e reacende polêmica


Em meio à polêmica sobre a interrupção da gravidez da garota de 9 anos, o secretário Estadual de Saúde, Assis Carvalho, informou hoje que autorizou a direção da maternidade dona Evangelina Rosa a implantar o serviço de “Aborto Legal”.

O serviço é previsto em lei – Código penal, artigo 128 – em que autoriza os abortos nos casos quando houver risco de morte para mãe ou em vítimas de estupro. A igreja, através da Arquidiocese de Teresina, já se manifestou contra o serviço de “Aborto Legal”.

Na fila do aeroporto para embarque a Brasília, o secretário garantiu ao Cidadeverde.com que já solicitou a direção da maternidade que monte um grupo de profissionais para fazer o atendimento.

“Não adianta baixar portaria. Pedir ao Francisco Passos (diretor da maternidade) que monte um grupo de profissionais para implantar o serviço. Agora, muitos médicos se posicionam contra”, afirmou o secretário.

Assis Carvalho destacou ainda que existe a disposição do governo do Estado de implantar o serviço. Segundo ele, o aborto é questão de saúde pública. “A legislação é para ser cumprida. Não adianta baixar portaria se não houver médico para fazer o aborto, se não o documento ficará no fundo de uma gaveta”, disse.

O Piauí é o único estado do Nordeste que não disponibiliza para as mulheres o serviço de aborto legal. A Liga Brasileira de Lésbicas e Católicas pelo Direito de Decidir (organizações feministas) entraram com representação junto ao Ministério Público Estadual, solicitando a implantação do serviço em Teresina.

Recentemente, Marinalva Santana, representante da Liga Brasileira de Lésbicas no Conselho Estadual dos Direitos da Mulher, esteve em Brasília, solicitando do Ministério da Saúde que cobrasse explicações do Estado. “Queremos saber porque não se estar cumprindo a Norma Técnica do Ministério da Saúde que regulamenta os procedimentos a serem adotados nos casos de violência sexual contra a mulher, notadamente no caso de estupro que resulta em gravidez”, disse Marinalva.

Fonte: Cidade Verde

FONTE: www.overbo.com.br