quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Rabino israelense acusado de educar crianças com métodos cruéis em SP será extraditado

SÃO PAULO - Está prevista para esta terça-feira a extradição do rabino israelense Elior Niam Hen, preso em São Paulo há um ano e quatro meses, acusado de liderar uma seita religiosa que utiliza métodos cruéis para educar crianças.
Hen, que foi detido pela Polícia Federal em maio do ano passado, em sua , no Bom Retiro, pretendia fixar moradia na capital, segundo informações da Interpol (Organização Internacional de Polícia Criminal).
Por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF), o religioso embarcará no Aeroporto Internacional de Cumbica, em Guarulhos, com destino a Jerusalém, onde será entregue às autoridades.
O advogado do religioso, Daniel Garçom, diz que Hen "é uma pessoa de bem, um religioso", que alega inocência frente às acusações.
- Ele não foi condenado por crime nenhum em Israel e pediu refúgio ao , o que lhe foi negado - afirma Garçom.
Segundo as autoridades israelenses, o rabino torturava crianças para expulsar os demônios do corpo. O rabino, conforme o advogado, está com medo de retornar a Israel.
- Lá ele é perseguido, criticado pela imprensa.
O rabino está detido uma cela na sede da PF em São Paulo e recebe a visita de membros da comunidade judaica ortodoxa e do advogado. A mulher e seus quatro filhos moram na Bélgica.
Segundo o advogado, Hen fugiu para o Brasil em março de 2008, quando foi acusado de tortura em Israel.
- Ele foi orientado por religiosos, no Canadá, a vir para o Brasil, onde há respeito às mais diversas culturas, religiões e cores. Até disseram para ele que o presidente do país havia sido perseguido pela ditadura militar - acrescenta Garçom.

O Globo/Notícias Cristãs

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