terça-feira, 27 de outubro de 2009

Pastor latino-americano é o novo secretário-geral da FLM

Por 42 votos a cinco, o Conselho da Federação Luterana Mundial (FLM), reunido em Genebra, elegeu o pastor chileno Martim Junge como novo secretário-geral do organismo ecumênico. Ele substituirá o pastor Ishmael Noko, que entrega o posto a Junge na Assembléia Geral da FLM, em julho de 2010, em Stuttgart.
“Assumo aqui meu compromisso de diálogo. Aceitei minha indicação ao cargo, tenho planos e expectativas. Sei que alguns deles terão que ser revistos a partir desta reunião do Conselho e o clima no qual ela se realiza”, declarou Junge após anunciada a decisão do órgão diretivo, hoje, às 11h25 (8h25 no horário de Brasília).
O presidente da FLM, pastor estadunidense Mark Hanson, apontou para a importância dessa decisão e enfatizou a caminhada de Junge como ex-presidente da Igreja Luterana no Chile e atual secretário da Federação para a América Latina, identificado com a teologia luterana e fluente nos quatro idiomas oficias do organismo ecumênico (inglês, alemão, espanhol e francês).
Na sua primeira manifestação como secretário-geral eleito, Junge lembrou a fábula do galo que cantava toda a manhã, pois entendia que o canto dele é que fazia o nascer.
Frustrado depois de constatar que o dia nasce também sem o seu canto, o galo voltou ao galinheiro e só se animou quando uma das galinhas disse a ele que deveria continuar cantando, não para fazer o sol nascer, mas porque ele nasce a cada dia.
“Esta história pode ser a nossa, como luteranos. Anunciamos a graça de Deus. Ela é o nosso sol, que não depende de nós para se manifestar. Ela se revela diariamente em Jesus Cristo. Temos, isso sim, que aprender a cantar como testemunhas desta realidade”.
Agora tem início na FLM a fase de transição até a Assembléia do próximo ano. Olhando para a caminhada do organismo luterano, Junge apontou a Assembléia Geral de Curitiba, em 1990, como um marco significativo, mas não único. “Muitas vezes temos ensaiado um canto gregoriano, num mesmo tom, quando de fato vivemos a realidade de uma polifonia, em que as diferenças e riquezas são tantas, inclusive com dissonâncias. Aliás, na linguagem musical não existe harmonia sem dissonância”.
O pastor chileno destacou o bom trabalho realizado por Noko à frente da secretaria-geral da FLM. Recorrendo mais uma vez à fábula do galo, Junge destacou que “o sol continuará nascendo a cada dia. Vamos juntos achar o tom certo para continuarmos cantando”.

ALC/Notícias Cristãs

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