segunda-feira, 26 de outubro de 2009

Pastor acusado de pedofilia causa debandada em igreja

O pastor evangélico de 47 anos, acusado de abusar sexualmente de menores de idade, causou uma debandada na igreja que comandava, no bairro Nova Bandeirantes.
Por enquanto, o nome do líder religioso não está sendo divulgado, pois o caso ainda está sendo investigado.
O acusado chegou a transmitir o comando da igreja ao pastor Rui Carlos Rieger, mas a mudança não foi documentada oficialmente.
Como o pastor afirmou que continuaria controlando a igreja “dos bastidores”, Rui Carlos Rieger decidiu abandonar a denominação religiosa, assim como dezenas de fiéis.
Após a saída do pastor Rui, os cultos tem sido comandados por pessoas ligadas à liderança da igreja. Oficialmente, o acusado ainda responde como pastor-presidente da denominação.

O fato – Conforme a denúncia formalizada na DPCA (Delegacia de Proteção da Criança e do Adolescente), um menino de 14 anos de idade vinha sendo assediado pelo pastor há cerca de cinco meses.
A mãe do menino desconfiou da amizade e dos presentes dados pelo religioso, como aparelho de , roupas e dinheiro para pagar a mensalidade de uma academia.
Um tio do adolescente estima que pelo menos outras oito famílias tenham sido vítimas do pastor evangélico, pessoa considerada “acima de qualquer suspeita” pela comunidade.
As vítimas seriam do masculino e estariam na faixa etária de 7 a 14 anos de idade.
O garoto de 14 anos, cuja mãe formalizou a denúncia, teria cartas com declarações de amor escritas pelo pastor.
Além dos presentes, o pastor passava na escola, uma instituição pública na Vila Jacy, para pegar o adolescente. Para levá-lo, ele mentia para a direção do estabelecimento que era pai do menino.
O acusado já foi ouvido pela delegada Regina Márcia da Mota Rodrigues, da DEPCA. Ele confirmou que buscava o adolescente na escola e declarou que entre eles havia somente um relacionamento de amizade.
Conforme a delegada, o pastor negou que tivesse assediado e abusado sexualmente do garoto e ficou surpreso ao saber que familiares do adolescente disseram à Polícia que outras pessoas teriam sido vítimas dele.
O pastor foi ouvido e liberado. Ele irá responder inquérito em liberdade, porque, segundo a delegada, ainda não há elementos que preencham os requisitos para pedir sua prisão preventiva.

Campo Grande /Notícias Cristãs

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