quinta-feira, 15 de outubro de 2009

Aliança Evangélica alerta e diz que pais têm que conhecer igreja que filhos frequentam

A AEVB (Aliança Evangélica Brasileira) faz alerta e diz que pais têm que conhecer a igreja que os filhos frequentam. O motivo da afirmação foi a veiculação da notícia que colocou sob suspeita a conduta de um pastor, cujo nome foi mantido em sigilo, investigado pelo suspeita de abusar sexualmente de um menino de 14 anos em Campo Grande. O suspeito é da Igreja Batista Chama do Avivamento, na região da Vila Bandeirantes.
O presidente da AEVB, Ronaldo Batista disse que não pode falar pela igreja colocada sob suspeita pelo fato dela não participar da associação. Mas, adianta que freqüentar uma igreja, seja ela de qualquer religião, não significa que os pais não tenham que se preocupar.
“Infelizmente o que a gente precisa dizer é que há pessoas que se passam por sérias e se aproveitam. No Novo Testamento, o apóstolo Paulo já dizia que muitos se enriquecem a custa da fé, aproveitam da boa fé”, diz o presidente da AEVB.
“Os pais quando percebem que o filho participa de determinada igreja, seja ela qual for, têm que ir com o filho, ver o ambiente e ficar ligado ao movimento da instituição”.
Indagado sobre se a AEVB pode pedir o fechamento das instituições que forem alvo de investigação policial, Batista diz que a Constituição garante liberdade religiosa. “Na Vila Jacy, há uma igreja em cada esquina. Se o problema fosse em alguma das igrejas ligadas à AEVB com certeza nós conversaríamos com o pastor. O que vemos muito são igrejas que nascem de divisões de outras”, explica o pastor.

O caso
Um escândalo que envolve a suspeita de pedofilia e abuso de autoridade religiosa saiu do sigilo e virou notícia na noite de ontem em Campo Grande. A Depca (Delegacia Especializada de Proteção à Criança e ao Adolescente) investiga o caso e faz um alerta para que vítimas denunciem.
O nome dos envolvidos no suposto crime de abuso sexual são preservados conforme preconiza o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente).
A Igreja Batista Chama do Avivamento, na região da Vila Bandeirantes, reúne fiéis e cumpre seu papel religioso. Pelo menos é o que dona Rose imaginava até se deparar com uma situação inesperada para uma mãe.
O fato é que no dia 5 de outubro, dona Rose denunciou a polícia a suspeita de envolvimento de um pastor da congregação com o filho de apenas 14 anos.
O garoto teria sido seduzido com presentes, passeios e carona até a escola. A autoridade religiosa teria até escrito cartas amorosas para o jovem e a mãe ao encontrá-las deixou o silêncio e resolveu denunciar a relação.
O boletim de ocorrência foi registrado como perturbação da tranqüilidade. A polícia investiga se a denuncia tem fundamentação. O suspeito de ser criminoso é casado e tem filhos.
Para não incorrer em injustiça, a delegada responsável pela investigação, Regina Márcia Rodrigues da Mota, afirma várias vezes que a apuração policial vai identificar se houve ou não o crime. O pastor já foi intimado.
A mãe teria dito que outros meninos também teriam passado pela mesma situação, mas não há provas. Até agora essa foi a única denúncia feita contra o pastor.
O menino de 14 anos, filho de dona Rose (*), passou pela equipe que faz o acompanhamento psicossocial. “Vamos investigar e constatar se houve violência física ou psicológica”, diz a delegada.
De acordo com a delegada, o envolvimento de adolescentes de 14 anos com adultos é uma situação comum nas investigações e as pessoas ainda têm muito receio de denunciar. Após a veiculação da notícia, boatos cercaram a instituição religiosa.
Se for comprovado o crime de abuso sexual contra o adolescente a pena é de até 6 anos de reclusão, segundo a delegada.

Midiamax/Notícias Cristãs

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