quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Pentecostais manifestam-se contra bases militares na Colômbia

Barquisimeto - A União Evangélica Pentecostal de Venezuela (UEPV) pronunciou-se contra a instalação de sete bases militares estadunidenses na Colômbia, porque elas constituem uma ameaça à paz na América Latina.
“Nós rechaçamos a ingerência e a hegemonia que o imperialismo pretende impor na América Latina”, disse o presidente da UEPV, reverendo Gamaliel Lugo.
Na verdade, agregou, o imperialismo quer “apoderar-se dos hidrocarbonetos e dos recursos hídricos que se encontram no continente sul-americano. Com as bases militares, eles pretendem vigiar mais de perto os processos transformadores que avançam em nossos países e ver uma forma de estancá-los.”
Ao se pronunciar para 400 líderes de igrejas pentecostais da Venezuela, reunidos no final de semana em Vila Bolivariana, em Barquisimetro, no encontro de Militantes por um Mundo de Paz, a presidente do movimento nacional de mulheres da UEPV, Élida Quevedo, expressou apoio à Lei Orgânica de Educação (LOUVE), aprovada recentemente pela Assembléia Nacional (AN) e promulgada pelo presidente da República, Hugo Chávez Frias.
“Essa é uma lei magnífica”, avaliou, assinalando total concordância a uma educação laica e gratuita, centrada em valores e contextualizada, garantida pelo Estado.
Quanto à educação religiosa, disse que esta deve, efetivamente, ocorrer a partir do lar, das igrejas e outros âmbitos públicos ou privados. “Não se deve utilizar a escola para reproduzir as igrejas”, declarou Quevedo. Esta lei evita que uma maioria religiosa se imponha sobre as minorias religiosas, arrolou.
Os pentecostais reunidos em Barquisimeto refletiram sobre diversos temas, entre os quais se destacam os processos de transformação social na América Latina, a paz e o reaquecimento global.

ALC/NC

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