sábado, 19 de setembro de 2009

Evangélicos não dão indicação de voto, mas reprovam propostas fracturantes

Os evangélicos não dão indicação de voto aos seus fiéis, mas esperam que não votem em partidos que apresentem propostas que briguem com os valores que defendem, como o entre pessoas do mesmo .
A missão da Aliança Evangélica Portuguesa não é dar orientações de voto, na certeza de que cada cristão "avaliará e optará de acordo com as suas convicções", disse à Lusa o pastor Jorge Humberto, presidente daquela estrutura que engloba as várias denominações cristãs não católicas, com cerca de meio milhão de praticantes. "Se estivéssemos a falar num referendo, como o que tivemos há um atrás sobre o aborto, que era e é um tema fracturante, aí sim obviamente marcaríamos a nossa posição e até incentivaríamos o povo a votar naquilo que são as nossas convicções", acrescentou.
Apesar da não indicação de voto, há propostas nos partidos que não têm a "simpatia" dos evangélicos, merecendo mesmo a sua "reprovação", como o casamento entre pessoas do mesmo sexo. "São questões que brigam com valores, brigam com a forma como a nossa sociedade está estruturada, brigam com o princípio do casamento", acrescentou o responsável da AEP.
Uma posição que afirma não ser ser de discriminação, até porque "a descriminação é contra o Evangelho", mas de recusar dar o mesmo nome a coisas diferentes. A Aliança Evangélica Portuguesa critica ainda a "ausência de sensibilidade dos políticos" para a necessidade de mudar a Lei de Liberdade Religiosa, que considera "muito rudimentar".
"Há pluralidade religiosa, mas as minorias religiosas não têm exactamente os mesmos direitos, em vários domínios, que a igreja tradicional em Portugal", lamentou o pastor Jorge Humberto. A comunidade evangélica, que reúne baptistas, pentecostais, metodistas, centros cristãos, entre outros, tem cerca de 250 mil seguidores registados, mas deve rondar o meio milhão, com perto de 1.500 locais de culto em todo o país.

Publico/Notícias Cristãs

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