quinta-feira, 27 de agosto de 2009

Vaticano investiga casos de abuso sexual

Cidade do Panamá - Numa iniciativa sem precedentes no país, o Vaticano abriu processo canônico contra religiosos, suspeitos de práticas de abuso sexual contra pessoas de menos idade.
O tema era comentado como fofoca, no final de maio, mas ganhou outra dimensão quando monsenhor Óscar José Vélez Isaza, enviado da Santa Sé, entrevistou vários religiosos, incluindo um bispo.
Sem mencionar nomes, o presidente da Conferência Episcopal Panamenha (CEP), monsenhor José Luis Lacunza, confirmou que a Santa Sé investiga uma congregação em Colón. Esse tipo de processo surge “quando o Vaticano tem indícios de que algo não funciona bem em algum grupo da Igreja”.
O processo incluiu entrevistas na Nunciatura Apostólica, realizadas entre 19 a 27 de maio de 2009.
O enviado do Vaticano reuniu-se com monsenhor Audilio Aguilar Aguilar, bispo da Diocese de Colón-Kuna Yala, denunciado no dia 22 de agosto de 2008 ante o Ministério Público por supostamente encobrir um religioso que teria cometido atos de pederastia em congregação sob sua jurisdição.
O religioso pertencia à Fraternidade da Divina Misericórdia (FDM), cujo superior é o sacerdote Teófilo Rodríguez, que enfrenta outras três denúncias no Ministério Público pelo delito de suposto encobrimento. Rodríguez assegurou que desconhece qualquer imputação que o vincule a esse assunto.
Os fatos pesquisados pelo Vaticano são conhecidos pelos bispos panamenhos e teriam ocorrido entre 2006 a 2008, numa entidade de Howard, que atende meninos, meninas e adolescentes em risco social.
A Comissão Pontifícia deve emitir parecer sobre o caso em breve. Os resultados, no entanto, não serão de domínio público pelo princípio de confidencialidade estabelecido no Código de Direito Canônico.

ALC/NC

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