sábado, 22 de agosto de 2009

Urgente renovação nas comunidades religiosas dos EUA

Um informe assinala que mais de 90% das religiosas têm 60 anos ou mais.

NOVA ORLEANS - 75% dos homens religiosos e pouco mais de 90% das mulheres religiosas nos Estados Unidos têm 60 anos ou mais, assinala um informe do Centro de Pesquisa Aplicada ao Apostolado, com sede na Universidade de Georgetown, para a Conferência Nacional de Vocações Religiosas (NRVC).
O informe indica que numerosos jovens não tiveram nenhum contato direto com sacerdotes e religiosas e, por isso, manifestam pouco interesse pela vida religiosa.
Após analisar o documento em uma assembleia realizada em Nova Orleans de 11 a 14 de agosto, a Conferência de Líderes de Religiosas destacou a necessidade de incidir no apostolado com os jovens, especialmente em escolas e paróquias, para promover as vocações.
Outra proposta contra o progressivo “envelhecimento” das congregações religiosas nos Estados Unidos se encontra em instituir um diretor para as vocações em cada congregação que se dedique a completo em melhorar a capacidade de atração da comunidade para as novas gerações.
De fato, muitos institutos religiosos já estão tratando de chegar mais aos jovens através de vários instrumentos, entre eles internet e os programas de discernimento.
Quatro mil homens e mulheres que aspiram à vida religiosa ou entraram recentemente em uma congregação nos Estados Unidos foram entrevistados para realizar este estudo.
Alguns deles destacaram alguns elementos concretos da vida religiosa como a vida comunitária, a oração comum e o serviço.

Perfil do aspirante

O informe, do qual se faz eco L’Osservatore Romano em sua edição diária em italiano desta quinta-feira, destaca também que 43% dos homens e mulheres em etapa de formação para consagrar-se como religiosos nos Estados Unidos têm menos de 30 anos.
Também mostra a variedade das origens e procedências dos aspirantes à vida religiosa nos Estados Unidos: 21% de países hispânicos e latinos; 14% da área asiática e 6% da África.
Quanto a sua formação, o documento indica que 73% dos aspirantes foram educados em escolas católicas e quase 70% têm estudos superiores.
68% dos aspirantes afirmam ter considerado a ideia de fazer parte de uma comunidade religiosa a partir da maioridade. Aproximadamente 7% deles se casaram anteriormente e 5% têm filhos.
Em um anexo sobre a vida comunitária e os hábitos dos aspirantes, aparece que 90% deles celebram a missa diariamente; 85% a Liturgia das Horas.
Segundo os responsáveis da pesquisa, os jovens parecem sentir-se mais atraídos por comunidades que promovem a adoração eucarística e a Liturgia das Horas ou a Lectio Divina.

Desafios da vida religiosa

Perguntados pelos desafios que vêem na vida religiosa, os aspirantes ou novos membros destacam a diminuição do número de religiosos e sua avançada idade média, o futuro do sacerdócio, a apatia e o pessimismo, as diferenças de idade entre os membros das comunidades e as diferenças nas experiências de vida.
Também a falta de companheiros na vida religiosa, a integração na comunidade, as diferenças culturais, teológicas e eclesiásticas, as polarizações na Igreja e na vida religiosa, e o desejo de uma maior vida comunitária.

Zenit/NC

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