sexta-feira, 21 de agosto de 2009

Rabinos querem combater gripe A em Israel com jejum e orações


Bençãos, jejum e o do tradicional shofar, um instrumento judeu de sopro feito a partir do chifre de um animal, são alguns dos métodos escolhidos pelos rabinos em Israel para espantar a gripe A.
O rabino chefe sefardita, Shlomo Amar, pediu aos judeus devotos para que guardem jejum nesta quarta-feira e dediquem o dia à oração, a fim de prevenir a expansão do vírus A(H1N1) pelo país.
Entre o pôr do desta terça-feira até o cair da noite de hoje, os fiéis devem “estudar a Torá ( sagrado judeu) e olhar para dentro de si para refletir sobre sua conduta para com seus irmãos e com Deus”, segundo um comunicado divulgado pela chefia rabínica.
Aqueles que não puderem jejuar por um dia completo deverão pelo menos tentar fazê-lo durante metade do dia, para fazer sua contribuição ao esforço espiritual coletivo destinado a combater a ameaça da nova gripe.
O jejum poderá ser trocado por um voto de silêncio ao longo de toda a quarta-feira para aqueles fiéis que não podem ficar sem comer, segundo as instruções da chefia rabínica sefardita para conseguir o favor divino e evitar uma epidemia da gripe A em Israel.
Segundo o rabino chefe sefardita, o jejum, a oração e a boa conduta podem influir para que “o Deus todo-poderoso, que tem o poder de curar, nos abençoe e nos alivie desta doença”.
A proposta de Amar para tanto foi apoiada por algumas das mais importantes autoridades religiosas judaicas do país, atentas ao risco da gripe A , que já deixou nove mortos e contaminou mais de duas mil pessoas em Israel.
O rabino Ovadia Yosef, líder espiritual do partido ultra-ortodoxo sefardita Shas e os juízes da Grande Corte Rabínica Rabi Ezra Bar Shalom e Zion Boeron se uniram à proposta de Amar e a divulgaram entre seus fiéis.
O jejum como penitência para combater epidemias tem uma base bíblica, argumentam estes quatro rabinos. Eles lembram que o Talmude (que reúne as discussões rabínicas sobre leis judaicas) narra como o rabino Yehuda decretou o jejum de seu povo após ter conhecimento de uma praga entre os porcos.
Na semana passada, 50 rabinos e fiéis, em sua maioria cabalistas, também deram sua contribuição para afastar a gripe do Estado judeu ao sobrevoar o país em círculos entoando orações e tocando o shofar.
Enquanto seu avião dava voltas em torno de Israel, os passageiros tocaram o shofar por sete vezes e fizeram orações destinadas a espantar as doenças.
Esta é a terceira vez desde o nascimento do país, em 1948, em que acontece um voo deste tipo para afastar algum tipo de perigo. Antes, houve voos fretados em 1991, durante a Guerra do Golfo, e em 1996, após uma onda de ataques terroristas.
Um grupo de rabinos e médicos também recomendaram aos fiéis que tomem outros cuidados para não se contaminarem com o vírus A(H1N1), como abrir mão de beijar a mezuzá, um pequeno artefato que é colocado nas portas com um pequeno rolo de pergaminho dentro e no qual uma bênção judaica está escrita.
Beijar este objeto antes de atravessar uma é um costume entre os judeus mais religiosos que, a partir de agora, poderão substituir o gesto por “um beijo no ar” ou por “um beijo sobre sua mão situada sobre a mezuzá”, segundo as instruções rabínicas.

EFE

O VERBO

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