sexta-feira, 14 de agosto de 2009

Quadrilha queria roubar R$ 800 mil de engenheiro

Bando que matou casal de idosos em Niterói planejou o crime depois de descobrir que aposentado havia ganho ação trabalhista.

Foto: Severino Silva / Agência O DIA Rio - Roubar R$ 800 mil que Humberto Cardoso Chaves, 74 anos, havia ganho em uma ação trabalhista na Justiça era o principal objetivo do bando que matou o engenheiro aposentado e sua mulher, Lenice de Assunção Cardoso Chaves, 72, domingo, em Camboinhas, Niterói.
Integrante da quadrilha, o caseiro Cleiton Alves da Silva, 22 anos, contou que quem planejou o assalto foi o pastor evangélico Marcos Eranilton de Souza Canavieira, 27, que também frequentava a por ser amigo de um professor de ginástica de Lenice.

O caseiro Cleiton (E), Marco, Bruno, Marcos e Eranilton confessaram participação no crime em Niterói
O caseiro contou que, ao saber do valor da ação trabalhista, Eranilton convenceu-o a espionar a movimentação bancária de Humberto. “Fui pela cabeça dele e deu no que deu. Estou arrependido do que fiz. O meu patrão era boa pessoa, a patroa também”, admitiu Cleiton. Segundo o caseiro, há 15 dias, o pastor e o pai de santo Marcos Roberto Teixeira da Silva, 33, que seriam namorados, teriam tramado o roubo.

A dupla, no entanto, não participou da invasão à residência do casal, que havia saído para um almoço, em São Conrado, no Rio. Cleiton contou que abriu a para Bruno Leonardo do Nascimento Martins, 23 anos, e Marco André Silva de Sá, 20. Eles asfixiaram o engenheiro e mataram sua mulher a pauladas.
A pista para a prisão do bando surgiu de um morador da rua onde três dos acusados foram presos, na Piedade, que tinha lido em O DIA que um computador havia sumido da casa. Ele ligou para a 59ª DP (Duque de Caxias) informando ter visto cinco homens entrando numa casa e que um deles carregava um computador.

O delegado Antônio Silvino, titular da 59ª DP, reuniu uma equipe, foi ao local indicado e prendeu Eranilton, Marcos e Cleiton. Com eles, além da torre do computador, havia cartões de crédito de Humberto, uma câmera digital e cerca de R$ 600. O caseiro, que estava no endereço, confessou participação no roubo, mas disse que não havia matado os patrões.

Da Piedade, os policiais seguiram para Austin, em Nova Iguaçu, onde prenderam Bruno e Marco. Na 59ª DP, os cinco confessaram o crime. Eles foram autuados por formação de quadrilha e duplo latrocínio (roubo seguido de morte). A polícia vai rastrear as contas do engenheiro nos bancos, para saber quanto foi roubado com o uso dos cartões.

Indicação de emprego foi o início do plano para o crime
O delegado Flávio Loureiro, da 81ª DP (Itaipu), disse que o pastor era muito amigo do professor de ginástica da mulher do engenheiro. Foi assim que conheceu Lenice e passou a frequentar a casa em Camboinhas. Quando Humerto demitiu o antigo caseiro, Eranilton indicou Cleiton.
No dia do crime, segundo Cleiton, Eranilton controlou o assalto à distância. Quando Bruno e Marco levaram os produtos roubados para um dos carros dos idosos, não encontraram a do veículo. Por isso, pediram ajuda ao pai de Santo Marcos, que foi de até Camboinhas e levou o grupo embora de lá.
À polícia, Cleiton disse que estava do outro lado da casa na hora em que Humberto e Lenice forem foram mortos. Segundo ele, o engenheiro foi asfixiado na copa da residência logo depois de fornecer a senha de seus cartões. A arma que teria matado a mulher seria um pedaço de madeira, encontrado lavado pela polícia. Peritos examinaram o objeto com luminol para tentar encontrar vestígios de sangue.

O Dia/NC

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