terça-feira, 25 de agosto de 2009

Padre preso por abuso sexual em Recife é HIV positivo

RECIFE - O padre Josean Dantas Rolim, de 51 anos, acusado de abusar sexualmente de um adolescente de 14 anos, no banheiro do terminal integrado de passageiros do Recife, é HIV positivo. De acordo com Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), um exame confirmou a infecção pelo vírus causador da AIDS. De acordo com a entidade, em Recife, o padre deve ter sido contaminado antes da ordenação, ocorrida em 1990 no Rio de Janeiro. Rolim revelou ser portador do vírus após a prisão. Na época, integrantes da própria CNBB acreditavam que ele havia dito ter a doença por temer ser abusado sexualmente por outros presos do Centro de Triagem Cotel, para onde for levado depois do flagrante.

No último dia 9 de agosto, o padre foi transferido para o Hospital de Custódia e Tratamento Psiquiátrico (HCTP), em Itamaracá, depois de um laudo psiquiátrico apontar que Rolim tem distúrbios mentais. Por causa desses problemas, a CNBB afirma que Rolim estava afastado de suas funções há mais de seis meses.

Rolim foi preso em flagrante, em 6 de agosto, por seguranças do Terminal Rodoviário, dentro do banheiro da unidade com um adolescente. Em depoimento, o religioso confessou que beijou o garoto, mas disse que não o forçou. No depoimento à delegada Lúcia de Fátima Oliveira, a vítima, que estava com uma camisa de time de futebol, disse que o padre se aproximou pedindo para tirar uma foto, porque torce pelo mesmo time. Depois se identificou como um religioso e mandou que o rapaz fosse com ele para o banheiro. Achando que o homem estava armado, o garoto obedeceu.

Toda a ação foi observada pelos fiscais do Terminal, que viram também o que aconteceu dentro do banheiro.

- Além de o adolescente relatar a história, duas testemunhas oculares presenciaram o padre beijando o adolescente e ele mesmo confessou que tinha mostrado o órgão genital ao menor - disse a delegada Lúcia de Fátima Oliveira.

A CNBB afirma que a família pediu para assumir o caso e contratou um advogado para acompanhar o processo. A família, segundo a Pastoral Carcerária do Recife, tem visitado constantemente o padre, que ainda precisa de apoio psiquiátrico. A entidade não tem informações sobre quando o padre poderá ter alta ou mesmo sobre o andamento do processo.

O GLOBO

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