quarta-feira, 26 de agosto de 2009

Maníaco da Cruz matava vítimas após perguntas sobre comportamento sexual no Mato Grosso do Sul

CAMPO GRANDE - O adolescente D.F, 17 anos, conhecido como 'Maníaco da Cruz', foi condenado a três anos de internação em cada um dos três processos a que foi denunciado por homicídio. Os crimes ocorrem entre julho e outubro de 2008 em Rio Brilhante, no Mato Grosso do Sul. As vítimas eram escolhidas aleatoriamente e eram obrigadas a responder várias perguntas sobre comportamento sexual. Se fossem consideradas impuras, eram assassinadas e os corpos eram posicionados em sinal de crucificação.

D.F deve cumprir apenas parte dos nove anos de sentença, já que o Estatuto da Criança e Adolescente prevê prazo máximo de internação até os 21 anos de idade.

A sentença foi proferida pelo juiz Jorge Tadashi Kuramoto, titular da Vara Criminal e da Infância e do Adolescente. Foram calculados três anos para cada crime, mas D.F deve ficar detido até os 21 anos de idade, já que os crimes foram cometidos antes de ele atingir a maioridade. Quando completar 18 anos, depois de terminada a medida sócio-educativa, deve ser transferido para uma unidade penal regular, para terminar de cumprir a sentença.

O adolescente confessou ter matado o pedreiro Catalino Gardena (24 de julho), a frentista Letícia Neves de Oliveira (24 de agosto) e Gleice Kelly da Silva (3 de outubro). Ele foi detido no dia 9 de outubro de 2008 e disse que se inspirava em Francisco Pereira de Assis, o Maníaco do Parque. Ele ainda está respondendo a outros quatro processos de ameaça e cárcere privado, referente a quatro adolescentes que também foram perguntados sobre comportamento sexual, mas conseguiram escapar.

O rapaz está internado em Ponta Porã, isolado, por conta do temor que causa nos outros internos. Nos poucos momentos em que compartilham o mesmo espaço, como no banho de sol, D.F permanece sozinho, afastado dos outros adolescentes. Desde que foi levado para a unidade recebe atendimento psicológico.

Para a delegada Maria de Lourdes Cano, responsável pela investigação do caso, D.F não tem condições de voltar ao convívio social. Na apresentação do caso, em 2008, ela disse que o rapaz não sentia remorsos e se continuasse em liberdade iria fazer outras vítimas.

No dia 1º de setembro, o juiz irá ouvir três amigos de D.F que sabiam dos crimes e não relataram nada à polícia. Os três podem ser indiciados.

O GLOBO

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