segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Governo israelense considera “ato terrorista” ataque a associação gay


A polícia israelense caça neste domingo (2) o autor dos disparos dentro de uma associação de gays na cidade de Tel Aviv. O ataque, realizado no sábado (1), deixou dois mortos e 15 feridos (três em estado grave).

O governo israelense classificou o ataque como um ato terrorista, o que foi descartado pela polícia.

“O que aconteceu pode ser qualificado como um ataque terrorista”, afirmou o vice-premiê Sylvan Shalom.

“Tudo indica que foi um incidente criminoso e não um ataque terrorista, já que foi dirigdo deliberadamente contra a comunidade gay”, afirmou o porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld.

“Não podemos aceitar mortes por preconceito. Assassinato e ódio são crimes duros contra a sociedade”, disse o presidente israelense Shimon Peres.

O premiê Benjamin Netanyahu engrossou o coro. “Quero uma solução rápida para o caso”, afirmou. “Quero dizer aos cidadãos israelenses que somos um país de tolerância e democrático e temos que respeitar todas as pessoas”, completou.

O ataque matou Nir Katz, de 26 anos, e Liz Tarbishi, de 17 anos.

Segundo testemunhas, um homem mascarado e vestido de preto disparou contra as pessoas usando uma arma automática na entrada do bar, situado no centro de Tel Aviv, na esquina das ruas Ahad Haam e Nachmani. Em seguida, ele escapou correndo.

Milhares de pessoas fizeram uma passeata pacífica no centro de Tel Aviv ainda na madrugada deste domingo (2).

Em 2005, um judeu ortodoxo apunhalou três participantes da Parada Gay e acabou sendo condenado a 12 anos de prisão.

Fonte: G1

O VERBO

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