domingo, 9 de agosto de 2009

Comunhão Anglicana tenta evitar um cisma

Jornal do Vaticano responde positivamente ao pedido de ajuda do primaz dos anglicanos, D. Rowan Williams, para salvaguardar ecumenismo entre as igrejas

O arcebispo-primaz da Comunhão Anglicana, Rowan Williams, teme um cisma entre os anglicanos. O risco surgiu agora, mais uma vez, depois das resoluções aprovadas, em Julho passado, pelos episcopalianos (anglicanos) dos Estados Unidos da América.

O arcebispo pediu ajuda ao Vaticano, tendo "L'Osservatore Romano" publicado um artigo favorável à sugestão do arcebispo de Cantuária, que pretende, tal como a Igreja Católica, salvaguardar o ecumenismo entre as igrejas cristãs. Rowan Williams entende que os anglicanos devem defender e promover a unidade, pois a divisão prejudicaria o movimento ecuménico, em especial com a Igreja Católica.

As resoluções aprovadas por algumas províncias dos episcopalianos estão em contradição com a doutrina e a prática dos católicos e dos ortodoxos, adverte o arcebispo Williams. As decisões referem-se à homossexualidade, declarando que podem aceder ao sacerdócio e ao episcopado todos os baptizados, incluindo homens e mulheres que mantêm relações com pessoas do mesmo sexo. Outra resolução prevê a bênção litúrgica de casamentos entre homossexuais.

O arcebispo de Cantuária defende que o matrimónio de homossexuais não tem fundamento bíblico, devendo a Comunhão Anglicana guiar-se pela Bíblia, rejeitando as resoluções de seis estados norte-americanos que permitem o matrimónio de pares homossexuais e menos ainda a admissão ao sacerdócio e ao episcopado de homens e mulheres que vivem com pessoas do mesmo sexo.

O primaz dos anglicanos propõe às 44 províncias que fazem parte da Comunhão Anglicana, com 77 milhões de fiéis, que subscrevam um pacto sobre a ortodoxia bíblica.

O tema não é pacífico entre anglicanos: uns respeitam a tradição bíblica e têm uma visão comum sobre a doutrina e a prática anglicanas, e sentem-se ecuménicos; outros dão prioridade às decisões da própria comunidade e vêem a comunhão anglicana como uma federação livre e independente.

Admite-se que os fiéis anglicanos possam assinar individualmente aquele pacto, mesmo que a igreja da sua província não o faça. Só quem o assinar poderá participar em encontros ecuménicos na qualidade de representante da comunhão anglicana, de modo que as outras igrejas saibam com quem dialogam nos encontros ecuménicos.

O jornal "L'Osservatore Romano" chamou-lhe "dois estilos diferentes para os anglicanos".

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