segunda-feira, 3 de agosto de 2009

Bebê é encontrado vivo dentro de saco plástico em Macaé



Recém-nascido foi achado por turistas num matagal.
Criança de quase 3kg está no hospital, mas passa bem.

Um bebê recém-nascido foi encontrado vivo, dentro de um saco plástico, por um casal de turistas, no Sana, distrito de Macaé, no Norte Fluminense.

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“Eu estava voltando na estrada e vi um saco de lixo amarrado que me chamou a atenção porque eu vi o saco se mexer”, diz a turista.

O saco foi deixado em um matagal à margem da estrada e perto de um córrego. A criança estava enrolada em uma toalha e num casaco.

“Ela já estava muito vermelha, sufocando. Quando o saco foi aberto, ela deu um choro forte como quem diz ‘que alívio, estou respirando’”, conta a turista.

A recém-nascida foi levada para o posto de saúde do distrito. A médica Jana Lopes, que fez o atendimento, conta que a menina ainda estava com o cordão umbilical.

“Vimos também que possivelmente o parto foi pela manhã, porque a criança estava com sangue vivo ainda, o cordão umbilical cortado e amarrado com uma fitinha”, explica a médica.

Os moradores logo se sensibilizaram e doaram roupas para o bebê, que depois de uma hora no posto de saúde, foi levado para a maternidade do hospital público de Macaé.

O diretor do hospital, Felipe Barreto, disse que ela tem quase três quilos, fez todos os exames necessários e passa bem.

“Já começou a amamentar, então eu acho que em breve ela vai estar em condições de alta, mas sob a guarda do Conselho Tutelar”, diz o médico.

Ainda não há uma data para a menina sair do hospital. Ela está sob custódia do Conselho Tutelar da Cidade. A polícia vai investigar o caso.

Bebê abandonado na Zona Oeste

Um bebê foi abandonado, na tarde da última sexta-feira (31), em um saco plástico em Santa Cruz, na Zona Oeste do Rio.

A dona de casa Rosimeri Moreira Costa, que levou o bebê para o hospital, contou que a criança foi encontrada por duas jovens, no mato, cercada de lixo, na Avenida Antares, por volta das 16h.

O recém-nascido chegou à unidade de saúde com 2,7 kg e 45 cm, ainda com o cordão umbilical. Em 24 horas, o bebê conquistou os funcionários do hospital e ganhou até um nome: Pedro Vitor.

“Uma vitória, por ter sobrevivido”, disse a técnica de enfermagem Renata Ribeiro.


Uma pediatra alugou uma ambulância para transferir a criança para um hospital com mais recursos, onde foram feitos vários exames. Ela também vai pedir a guarda do menino.

Fila para adoção

A juíza da Vara da Infância e da Juventude de Santa Cruz solicitou ao plantão judiciário que não defira a guarda da criança até segunda feira (3). O bebê deverá ficar sob a responsabilidade do conselho tutelar de Santa Cruz até que sua situação jurídica seja definida. Além da médica, a fila para adotar o menino tem mais sete famílias.

Segundo o Juizado da Infância e da Juventude, o abandono de uma criança é crime que prevê pena de seis meses a três anos de detenção.

G1

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