quarta-feira, 12 de agosto de 2009

Adolescente morta pelo padrasto foi enterrada em terreno de Igreja

O tribunal do júri da 1ª Vara Penal Distrital do Pará condenou o pedreiro Carlos Alberto Santana Santos, réu confesso de assassinar e enterrar a enteada dentro da própria casa, localizada numa área de invasão, a 18 anos e oito meses de reclusão em regime fechado. A sentença foi proferida após dez horas de julgamento, pela juíza Sarah Castelo Branco Rodrigues.

De acordo com os termos da sentença, por maioria de votos, o conselho rejeitou a tese sustentada pela defesa, promovida pela advogada Marilda Cantal, que defendeu o homicídio privilegiado requerendo a desclassificação de homicídio simples, cuja pena prevista é de seis a 20 anos de prisão.

Também por maioria de votos, os jurados rejeitaram o pedido de clemência da advogada com relação ao crime de ocultação de cadáver, condenando-o também por esse crime.

No final da sentença, a presidente do julgamento negou ao acusado direito de recorrer da sentença em liberdade, determinando expedição de mandado de prisão para o pedreiro ser recolhido de uma das casas penais da Região Metropolitana de Belém.

O Caso

Segundo consta nos processo, Carlos Alberto disse que estava sozinho em casa com a vítima, de 13 anos, que esbarrou nele, iniciando uma discussão. Ele teria acertado com uma pá a cabeça da jovem, que caiu no chão, desacordada.

O acusado tentou estancar o sangue com lençóis e travesseiros e logo depois cavou com uma picareta um buraco de cerca de 80 cm de profundidade por 70 cm de largura para enterrar o corpo, com os lençóis e travesseiros sujos de sangue.

Depois de ocultar o corpo da garota, ele passou um ano e cinco meses sustentando aos familiares a versão de que a jovem recebera um telefonema e fugira de casa, levando dois lençóis, um travesseiro, um sapato e uma muda de roupa sem informar para onde ia.

Somente após escavações no terreno onde ficava a residência do casal — que havia sido vendido para uma igreja evangélica — foi descoberto o corpo da vítima, reconhecido pela mãe.

Fonte: Última Instância

O VERBO

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