domingo, 5 de julho de 2009

Vizinhos defendem padre suspeito de atentado ao pudor em SP

'É uma difamação. Acho que ele é inocente', diz moradora da Vila Mazzei.
Pais da criança de 4 anos registraram boletim de ocorrência na quarta (1º).
Um senhor de idade educado, reservado e, atualmente, doente. Assim vizinhos à Paróquia Jesus No Horto das Oliveiras, na Vila Mazzei, Zona Norte de São Paulo, definiram o padre de 62 anos preso na quinta-feira (2) por suspeita de atentado violento ao pudor. Ele á acusado pela família de uma menina de 4 anos de tê-la molestado.
“Isso é uma difamação. Estou indignada porque acho que ele é inocente. Não tenho nenhuma queixa contra ele”, afirmou a dona de Otília de Freitas, de 63 anos, que mora há uma década na rua da igreja. De acordo com a vizinha, o padre tem uma doença nas pernas, o que faz caminhar com dificuldades.
“Está muito doente. Tem feridas na perna. Na última procissão de Corpus Christi (no bairro) ele nem participou”, contou a dona de casa, que frequentou algumas missas celebradas pelo religioso. Na paróquia, silêncio. Um funcionário que não quis se identificar disse apenas que o padre está na comunidade há 28 anos e que nunca houve nenhuma denúncia do tipo contra ele.
“O clima aqui é de confiança. Quem não deve não teme”, comentou o homem, apostando na inocência do sacerdote. Em frente à igreja, fica a creche onde a menina de 4 anos seria frequentadora. À polícia, os pais da garota teriam reproduzido a história dela de que o padre mostrou o órgão genital a ela dentro do da escola.
Para o professor Paulo César de Freitas, 36, filho da dona de casa Otacília, a notícia causou surpresa e é preciso ter cautela antes de acusar o religioso. “Estou surpreso com isso. Quero ver alguém comprovar. Ele está doente, mal anda. E criança também mente muito”, afirmou ele, que disse lidar com alunos pequenos.
O físico Edson Marcos, de 43 anos, morou cinco anos na rua da paróquia e afirmou não ter contato com o padre, mas lembrou que nunca ouviu queixas contra o suspeito. “Só agora, depois de 25 anos isso aparece? Essas coisas não acontecem de uma hora para outra”.
Frequentadora assídua da missa do padre há cinco anos, a gerente de vendas Dulce Beatriz, de 46 anos, também mostrou espanto ao saber do caso. “Nunca ouvi nada que desabonasse a conduta dele. Gosto desse padre. Quem já trabalhou com ele fala que é uma ótima pessoa. Sei que é meio reservado”.
De acordo com ela, há alguns anos um grupo de moradores da região tentou tirar o religioso da paróquia. “Achavam que ele estava denunciando um pessoal que usa drogas (por ali)”. Sobre possíveis consumidores de entorpecentes no fim da rua da igreja, o funcionário do local mexe a cabeça negativamente e continua com seu silêncio sepulcral.
A Polícia Civil informou que o inquérito está sob de Justiça. O G1 procurou a Arquidiocese de São Paulo e foi informado das providências tomadas sobre o caso. “Ele foi suspenso para que todas as investigações sejam feitas com isenção”, disse o padre Juarez de Castro, assessor de imprensa. Segundo Castro, o padre era diretor da creche ligada à paróquia. Ele não teria contato direto com as crianças, porque exerceria apenas funções administrativas.

FONTE: G1/NC

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