sexta-feira, 24 de julho de 2009

Sacerdote argentino pega 15 anos por abuso sexual de menores


Buenos Aires, 11 jun (EFE).- A Justiça argentina condenou a 15 anos de prisão o sacerdote católico Julio César Grassi, após considerá-lo culpado de um caso de abuso sexual com agravantes e corrupção de menores.

Um tribunal situado nas proximidades de Buenos Aires, resolveu, no entanto, que Grassi só começará a cumprir pena quando a sentença for confirmada por um tribunal de Cassação, embora nesse período o sacerdote não possa nem sair do país nem entrar em contato com menores.

O religioso também precisará se apresentar uma vez por mês no tribunal, segundo estabeleceu o veredicto, que foi anunciado após nove meses de um julgamento oral pelo qual passaram 130 testemunhas.

Grassi tinha sido acusado por três casos de abuso sexual e corrupção de menores, dos quais só um foi considerado comprovado pelo tribunal.

"A decisão foi injusta. Ou sou bom ou sou mau. Aqui se declarou um empate, mas o empate não existe. Quiseram fazer algo salomônico, mas é uma injustiça", disse o padre dentro da sala após ouvir a sentença.

"A única coisa que fazem é me manchar, não há prova que credencie a condenação. Sinto vergonha por como isso foi conduzido", insistiu Grassi ao sair do tribunal.

Já o promotor Alejandro Varela considerou que a condenação "é muito melhor que nada", mas disse discordar com que Grassi não tenha sido enviado imediatamente à prisão.

O advogado de defesa do padre anunciou que recorrerá da sentença, assim como a acusação particular.

A Igreja Católica da Argentina não quis comentar a decisão.

"A autoridade eclesiástica não costuma emitir julgamento nem comentário algum sobre a atuação da Justiça civil em casos nos quais estejam envolvidos membros do clero, já que a Igreja acata, como sempre fez em casos similares, o veredicto da Justiça civil, que é igual a todos os cidadãos", disse a Agência de Informação Católica Argentina (AICA).

O religioso, de 52 anos, chegou a ser bastante popular nos anos 90, quando criou a Fundação Felizes as Crianças, a qual se tornou uma das obras beneficentes que mais dinheiro administrou no país.

O julgamento oral, mas não público, tomou como base o caso de "Ezequiel", "Gabriel" e "Luis", os três denunciantes.

Eles tinham 9, 13 e 17 anos quando foram vítimas de supostos abusos sexuais por parte do sacerdote, com quem viviam na Fundação.

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