quinta-feira, 9 de julho de 2009

Ralf é indiciado por exploração sexual


Inquérito conduzido pela Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente indiciou o vereador em dois crimes contra o menor

ADILSON ROSA
Da Reportagem

O vereador Ralf Leite (PRTB) foi indiciado pelo crime de exploração sexual e atentado violento ao pudor no inquérito instaurado pela Delegacia de Defesa da Criança e do Adolescente (Deddica) da Capital.

Ontem, a delegada Mara Rúbia de Carvalho concluiu o inquérito e o encaminhou para o Fórum Criminal de Várzea Grande. A delegada havia solicitado mais prazo para concluir as investigações, pois precisava ouvir mais testemunhas e também anexar as sindicâncias instauradas pela Polícia Militar e Corpo de Bombeiros.

Agora cabe ao Ministério Público Estadual (MPE), após receber o inquérito, decidir se encaminha ou não à Justiça ou se optar por fazer investigações complementares.

Os crimes foram praticados contra D.B.S.C, menor de idade, no dia 6 de fevereiro. Na ocasião, os dois foram flagrados na região do Zero Quilômetro, em Várzea Grande, por policiais militares que faziam rondas pelo local. O adolescente confirmou que não praticou o sexo oral, mas recebeu R$ 30 para a prática sexual. No entendimento da delegada houve a exploração sexual.

No dia 24 de março, Ralf foi interrogado por cerca de uma hora e optou em ficar em silêncio. Ele não respondeu às perguntas feitas pela delegada. "O fato dele não dizer nada não o impediu o indiciamento", ressaltou.

Na avaliação da delegada, ficou caracterizado o crime de exploração sexual que é uma das formas de abuso sexual. “A exploração sexual acontece através de dinheiro, do oferecimento de dinheiro ao adolescente”, ressaltou.

No entendimento da delegada, por mais que se insista na tese de que o travesti não seja tão inocente assim, cabe ao adulto orientar o adolescente a não seguir no caminho errado da prostituição. “Essa seria a atitude correta”.

O travesti relatou à Polícia que estava fazendo programa na rua, no Zero Quilômetro, conhecida zona de prostituição de Várzea Grande. Então, o carro se aproximou e o condutor perguntou o preço do programa. O travesti disse que não conhecia o parlamentar. “Combinamos R$ 30 e entrei no carro. Então, a polícia chegou e não deu tempo”, disse o adolescente, que atende pelo pseudônimo de “Rafaela”.

Conforme o adolescente, eles combinaram fazer sexo oral e o vereador já tinha abaixado a calça no momento em que apareceram os policiais para fazer a abordagem. “Recebi o dinheiro combinado. Só não fizemos o programa”, frisou.

Mara Rúbia acrescentou que o vereador pode ainda responder por pelos crimes de desobediência, desacato, ameaça e uso indevido de documento, se assim o Ministério Público Estadual (MPE) entender e oferecer denúncias também por estes crimes. Se condenados pelos crimes atribuídos no inquérito, o parlamentar pode pegar até 20 anos de prisão.

NOVO INQUÉRITO – Ralf também responde ao inquérito na corre pela Delegacia Especializada de Defesa da Mulher (DEDM), de Cuiabá, onde ainda será ouvido para finalizar a investigação. Ele é acusado de agredir fisicamente a estudante de Direito, Cristina Biezus Gentil.

DIARIO DE CUIABA

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