sexta-feira, 10 de julho de 2009

Pesquisadores encontram vírus ebola em porcos

Animais criados nas Filipinas tinham uma variação do vírus que não causa doença em humanos. Os cientistas temem, contudo, que o vírus sofra uma mutação e torne-se tão perigoso quanto o encontrado na África
REDAÇÃO ÉPOCA
 Reprodução
Porcos criados nas Filipinas têm ebola
Cientistas encontraram uma variação do vírus letal
Cientistas encontraram uma variação do vírus ebola em porcos domésticos das Filipinas. É a primeira vez que o vírus ebola é encontrado em outra espécie que não macacos e humanos. Identificado como Reston ebolavirus, este é o único vírus da família ebola que não causa a doença em humanos. Mesmo assim, é classificado pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos como um agente nível 4, graduação reservada aos causadores das doenças mais perigosas e exóticas.

O maior risco, segundo os pesquisadores, é que o vírus sofra uma mutação e se torne perigoso para humanos. Os resultados do estudo, liderado pelo americano Michael McIntosh, do Laboratório de Diagnóstico de Doenças de Animais Estrangeiros, do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos, foram publicados na última edição da revista Scientifc American.

No começo de 2009, seis filipinos que trabalham diretamente com a criação de porcos foram infectados pelo vírus, mas nenhum ficou doente. As Filipinas já sacrificaram 6 mil porcos este ano para prevenir a proliferação do vírus. Segundo McIntosh, ainda há diversas dúvidas, não se sabe, por exemplo, como ocorreu a contaminação dos porcos e nem se o vírus os afeta.

O primeiro exemplar da família ebola foi identificado em 1976, no Congo, quando matou 280 pessoas. Em outros surtos na África, em 1995 e em 2007, morreram 245 e 187 pessoas. O vírus do Congo causa uma doença extremamente contagiosa que se manifesta com febre, vômitos e hemorragias, e tem uma mortalidade de 90%. A variação Reston foi encontrada em 1989, em um laboratório americano que pesquisava macacos filipinos, e nunca causou sintomas em humanos.

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