terça-feira, 14 de julho de 2009

Oficiais censuram material cristão para presos

ESTADOS UNIDOS DA AMÉRICA - A American Civil Liberties Union (ACLU), apoiada por grupos como a Prison Fellowship e a fundação Becket para a Liberdade Religiosa, pede que os oficiais do departamento de correções na Virgínia parem com a censura de materiais religiosos enviados para os presos.

Em uma carta enviada ao superintendente da prisão Rappahannock em Stafford, a ACLU pediu para que os policiais garantam, por escrito, que a prisão não vai mais censurar passagens bíblicas das cartas escritas para os detidos, e que revisarão as regras para recebimento de correspondência, para assegurar que as cartas não sejam censuradas apenas por conterem materiais religiosos.

“Não é nada impressionante que uma cadeia pense que é normal censurar a Bíblia e outros materiais religiosos por nenhuma outra razão a não ser sua natureza religiosa”, disse David Shapiro, advogado da ACLU. “Tal censura viola os direitos dos presos de praticar sua religião livremente e a liberdade de expressão daqueles que querem se comunicar com os que estão na prisão.”

De acordo com a ACLU, a carta foi estimulada por uma reclamação levada à organização por Anna Williams, cristã que teve seu filho mantido em Rappahannock até ser transferido no início deste ano.

Anna queria enviar material religioso para seu filho, incluindo passagens da Bíblia, para apoiá-lo espiritualmente durante seu confinamento. Mas ao invés de entregar as cartas para o filho dela, os oficiais retiraram todo material religioso, destruindo as mensagens que Anna escreveu para ajudar seu filho.

Em uma ocasião, os funcionários da prisão reduziram uma carta de três páginas enviada pela Sra. Williams para nada mais que uma saudação, o primeiro parágrafo da carta e a assinatura “com amor, mamãe”, depois de cortar os trechos bíblicos.

“É fundamental que os oficiais cumpram a lei e a Constituição norte-americana. As pessoas não perdem seus direitos de cultuar só porque estão presas”, argumenta Daniel Mach, diretor do programa de liberdade religiosa da ACLU.

A carta também foi assinada por outras organizações e entregue aos oficiais da região.

Fonte: Portas Abertas

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