quinta-feira, 9 de julho de 2009

Namorado de jovem morta a tiros está escondido, diz madrinha

Ela teria se colocado na frente dos tiros, diz madrinha da vítima.
Crime teria sido vingança após briga em colégio.

O suposto alvo dos tiros que mataram a estudante Tamires de Paiva Miranda, de 15 anos, o namorado dela encontra-se escondido com medo dos criminosos. “Eles o ameaçaram de morte”, contou a madrinha da estudante, que, com medo, preferiu não se identificar.

Tamires foi assassinada na porta da casa do namorado na noite de quarta-feira (8), em Campo Grande, Na Zona Oeste do Rio, depois que cinco homens em dois carros pararam e perguntaram os nomes dos dois antes de atirar. Segundo o namorado da menina, uma colega de turma e seu namorado estariam envolvidos no crime. As duas estudavam no turno da noite.

“O que me contaram é que as duas discutiram na escola. No fim da aula, o namorado da menina teria ido tomar satisfação com a Tamires e a agrediu. O namorado da Tamires, quando chegou lá e viu, partiu pra cima dele e bateu no rapaz”, disse a madrinha, que depois do ocorrido, esperava a afilhada em casa.

“Ouvi os tiros da minha casa. Mas não imaginava que era com ela. Aqui é uma área violenta, acontece muita coisa e ninguém faz nada. Várias pessoas viram o crime”, desabafou. A madrinha não soube dizer o motivo da briga que iniciou a confusão.

Menina teria se colocado na frente no namorado

Ainda de acordo com a madrinha, o namorado contou ainda que ao ver os homens armados correu e Tamires se colocou entre ele e os criminosos, pedindo para que não o matassem. “Ela acabou levando um tiro nas costas e outro no ombro. Quando cheguei, ela ainda estava respirando, mas não conseguiu esperar a chegada dos bombeiros”, disse.

Tamires morava com a mãe em Campo Grande e tinha um irmão mais novo, que morava com o pai. “A mãe dela está em estado de choque, sedada. As duas eram como irmãs”, conto a madrinha. O enterro da menina está previsto para esta sexta-feira (10), no cemitério de Campo Grande.

Polícia procura suspeito

A policia ouviu, na noite do crime, o namorado de Tamires e uma colega de turma, que teria testemunhado tudo. “Estamos com equipes nas ruas. Nosso objetivo principal é ouvir esse outro rapaz e, depois, chegar aos outros participantes”, disse o delgado Ronald Hurst, da 35ª DP (Campo Grande).

Segundo ele, o namorado de Tamires não solicitou proteção policial, mas, caso queira, pode integrar o Programa de Proteção a Testemunhas da polícia.

G1

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