quarta-feira, 8 de julho de 2009

Livro recém publicado revela que co-descobridor da seleção natural cria em “inteligência superior” guiando a evolução


(Por Hilary White) - O trabalho de toda uma vida de Alfred Russel Wallace, contemporâneo de Charles Darwin e cientista não valorizado que “co-descobriu” a evolução, indica que não há um conflito necessário entre a teoria e a crença religiosa numa inteligência divina, diz um livro recém publicado. Aliás, o livro propõe, Wallace passou a vida inteira em investigações objetivas que o levaram no fim a crer numa “inteligência superior” guiando o desenvolvimento da vida, uma crença semelhante à dos apoiadores contemporâneos da teoria do Desígnio Inteligente.

Michael A. Flannery, autor do livro “Alfred Russel Wallace’s Theory of Intelligent Evolution: How Wallace’s World of Life Challenged Darwinism” (A Teoriga da Evolução Inteligente de Alfred Russel Wallace: Como o Mundo de Vida de Wallace Mudou o Darwinismo), aponta para a história da teoria evolucionária para demonstrar que as idéias materialistas de Darwin excluindo a possibilidade de uma inteligência divina já estavam bem arraigadas na mente dele muito tempo antes da publicação de seu livro “Sobre a Origem das Espécies”.

Flannery disse que seu livro é um esforço para “remodelar” a atual disputa entre os darwinistas materialistas e os proponentes do Desígnio Inteligente examinando a história da teoria evolucionaria. Ele defende que o conflito entre a “ciência” e o “criacionismo” são “caricaturas populares” que “não são exatas e não têm base histórica”.

Ele aponta para Wallace, um naturalista, antropólogo e biólogo, que de modo independente desenvolveu uma teoria de seleção natural quando Darwin publicou seu livro. Os dois se separaram numa disputa sobre o papel da seleção natural no desenvolvimento da inteligência humana. Depois de anos de pesquisa nessa questão, Wallace chegou à conclusão de que os processos da evolução natural eram guiados por uma inteligência mais elevada, ao passo que Darwin se apegou ao conceito de “casualidade” na evolução. A diferença, diz Flannery, é de metafísica, que, para Darwin, já era uma questão resolvida.

Escrevendo na revista Forbes, Flannery explicou: “A própria teoria de Darwin mal podia ser chamada objetivamente de científica. As primeiras influências na juventude de Darwin estabeleceram sua predisposição ao materialismo e um naturalismo metodológico dogmático muito antes de sua viagem no Beagle”.

“Em resumo, a metafísica de Darwin influenciava sua ciência. Wallace, por outro lado, era um incansável investigador que progressivamente discerniu desígnio na natureza. Diferente de Darwin, a ciência de Wallace influenciou sua metafísica”.

Traduzido por Julio Severo

Fonte: Notícias Pró-Família / Julio Severo

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