sábado, 25 de julho de 2009

Júri condena pastor evangélico por dez acusações de pedofilia nos EUA

Tony Alamo, 74, pregador de rua que construiu um ministério multimilionário nos Estados Unidos, foi condenado nesta sexta-feira por levar meninas de até nove anos de idade para outros Estados para manter relações sexuais.
Alamo permaneceu em silêncio enquanto o veredicto era lido. Suas cinco vítimas estavam presentes na sala do tribunal. Uma delas, uma mulher com quem ele "casou" aos oito anos, chorou ao ouvir a condenação.
"Eu sou apenas outro dos profetas que foi para a cadeia pelo Gospel", disse Alamo aos repórteres.
Segundo a promotora Kyra Jenner, Alamo enfrenta dez acusações de pedofilia que totalizam 175 anos na prisão. Alamo pode sofrer ainda multas de US$ 250 mil. O advogado de defesa Don Ervin afirmou que as evidências contra o pastor eram insuficientes e que apelaria da sentença.
Agentes estaduais e federais realizaram uma busca no de Alamo em 20 de setembro do ano passado após relatos repetidos de abuso. Os advogados de defesa argumentam que o governo queria prejudicar o pastor porque não gosta de sua linha apocalíptica do cristianismo. Alamo culpa ainda o Vaticano por seus problemas com a justiça, incluindo quatro anos de prisão por sonegação nos anos 90.
Embora tenham obtido poucas evidências físicas, os agentes aproveitaram os relatos das cinco mulheres, agora com idades entre 17 e 33 anos, vítimas do pastor. Elas afirmaram aos jurados que Alamo casava com elas em cerimônias privadas e chegava até mesmo a dar-lhes anéis de . Todas descreveram viagens de Alamo para fora das fronteiras do Arkansas para que mantivessem relações sexuais.
Alamo construiu um ministério milionário com a ajuda de fiéis de vários ramos que ajudam a sustentar a igreja com doações.

AP/NC

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