sábado, 25 de julho de 2009

Jogador Vílson dá a volta por cima


Rio - Aos 21 anos, o zagueiro Vílson aprendeu a ser vencedor até na derrota. Foi depois de perder um jogo decisivo para o Flamengo que ele ganhou o grande amor da sua vida, a mulher Fabíola. Do namoro que começou num bate-papo numa pizzaria, rolou casamento e um filhinho, Lucas, que nasceu há cinco meses. “Com eles na minha vida, tudo mudou para melhor”, conta o vascaíno.

A transformação aconteceu mesmo. Relegado a segundo plano no início da temporada, Vílson hoje é titular absoluto no time e já tem o reconhecimento da torcida. “Conhecer a Fabíola e os seus pais foi uma bênção”, comemora o jogador, que é evangélico.

Vílson vivia na concentração do Vasco e depois que passou a namorar Fabíola, recebeu do sogro, seu Gelseney, convite para morar com a família dela. “Aceitei o convite e passei a me alimentar melhor, a conviver com pessoas maravilhosas. Por isso a minha carreira ganhou novo rumo”, conta.

Filho da paraibana Graciette, sua maior incentivadora, ele começou carreira no Madureira, onde ganhou o seu primeiro título nas categorias de base: a Copa Roberto Dinamite: “O curioso é que eu era o capitão do time e recebi a taça das mãos do próprio Roberto”.

Destaque na zaga vascaína, a menos vazada da Segundona, com apenas quatro gols sofridos, ele foi lançado no time profissional pelo técnico Celso Roth. Ano passado viveu uma fase ruim na péssima campanha do Brasileirão, que resultou na queda para a Série B.

Vílson lembra que era o bode expiatório. “Eu era o ‘peão Severino’. Tudo de ruim sobrava para mim. Me transformei num pau para toda obra”.

Mas o zagueiro deu a volta por cima. Ganhou respeito e a confiança do técnico Dorival Júnior. “Se não estamos levando gols com frequência é porque todo o time está cumprindo a sua parte. Estamos no caminho certo e temos que atingir o nosso objetivo de voltar à Primeira Divisão”, completa.

Ele disputou 19 jogos este ano, marcou dois gols e recebeu apenas três cartões amarelos. Com Vílson, o Vasco não perdeu. Levou sete gols, obteve nove vitórias e dez empates.

Fonte: O Dia

O VERBO

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