quinta-feira, 23 de julho de 2009

Igreja no Brasil quer impedir candidaturas "sujas"

Campanha pretende tornar inelegíveis os candidatos com problemas na Justiça.

A arquidiocese do vai intensificar a recolha de assinaturas para a Campanha Ficha Limpa, projecto de iniciativa popular que pretende tornar inelegíveis os candidatos condenados em tribunal.
Segundo a Agência Zenit, a nova legislação prevê igualmente proibir a eleição dos deputados que tenham renunciado ao cargo com o objectivo de não verem os seus mandatos anulados por via judicial. Por outro lado, as candidaturas só poderão ser apresentadas depois de as suas contas terem sido aprovadas pelo Organismo estatal que supervisiona as eleições.
O arcebispo do Rio, D. Orani João Tempesta, fez na última Segunda-feira um "veemente apelo ao clero e às forças vivas da nossa Igreja Metropolitana" para que se empenhem em motivar os fiéis à adesão consciente à campanha, "que tantos benefícios trará às gerações futuras". O episcopado brasileiro "anima todos os cidadãos para que se comprometam com a busca da verdade e da honestidade dos homens públicos", afirmou o prelado.
"Actualmente, a legislação exige idoneidade para os candidatos às vagas de concursos públicos. O que se quer agora é que essa exigência seja uma premissa fundamental para aqueles que disputam cargos políticos", explicou o presidente da Comissão Episcopal para a Cultura, Educação e Comunicação Social.
"Jesus pede-nos um compromisso com a verdade e com a honestidade. As tristes situações que presenciamos constantemente através dos meios de comunicação social incitam-nos a uma mudança de mentalidade", afirmou o arcebispo. "Assim, levamos adiante esta oportuna campanha, para que a legislação coíba aqueles e aquelas que não têm respeito pela coisa pública, impedindo-os de ascender ao poder", acrescentou D. Orani.
A recolha de assinaturas, que decorrerá entre 26 de Julho e 16 de Agosto, envolverá paróquias e comunidades de todo o país.
Em Outubro de 2010, o terá eleições que escolherão o novo Presidente da República, bem como governadores estaduais, senadores e deputados nacionais e regionais.

FONTE: Zenit/NC

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