terça-feira, 28 de julho de 2009

Cientista vem ao Brasil para ser picado por formigas perigosas

Você teria coragem de deixar uma sanguessuga grudar no seu corpo? Ou pisar num formigueiro só pra testar se a picada dói mesmo? Só pode ser coisa de maluco, e esse maluco tem nome: Mike Leahy.



Mike Leahy é um inglês fanático por carros que largou o emprego de mecânico, se formou como virologista e passou a rodar o mundo pesquisando insetos e outros bichos nojentos e perigosos. A aventura virou programa na TV a cabo, produzido pelo canal National Geographic.

A novidade é que ele se deixa picar por alguns animais. Tudo em nome da ciência. A primeira parada é no Brasil. “Eu tenho muita sorte de ser pago para visitar o Brasil, um país maravilhoso, com ótima comida e um café delicioso”, diz o doutor Mike.

No Rio de Janeiro, Mike ficou cara a cara com aracnídeos venenosos, como a aranha-armadeira. A toxina dela pode matar ou provocar efeitos bizarros. “Um deles é o que a gente chama de priapismo ou a ereção involuntária”, afirima Fan Hui Wen, infectolotista do Instituto Butantan.

Mas o virologista revela: “O bicho que mais surpreendeu no Brasil foi a formiga-de-fogo. Estou prestes a entrar num mundo de dor. As formigas de fogo estão mordendo o meu pé. Elas não têm esse nome à toa. Parece que está queimando”.

Cheio de calombos na perna, o doutor Mike Leahy descreve: “Primeiro elas usam as mandíbulas, depois o ferrão, que solta um veneno alcalóide. Arde pra burro”. A experiência provocou uma reação alérgica. “Meu coração está acelerado. Parece que o olho esquerdo vai fechar, porque a pálpebra inchou”, aponta.

O doutor Mike precisou ser socorrido por médicos. Recuperado do susto, ele se embrenhou na Floresta Amazônica para mais uma sessão de tortura, desta vez com a temida formiga tucandeira, a picada mais dolorosa entre todos os insetos.

“As pessoas que foram picadas relatam que essa dor dura 24 horas e é a pior dor que elas já sentiram na vida”, comenta a infectologista Fan Hui Wen.

Se você acha tudo isso loucura suficiente, é porque não viu o doutor Mike ser picado por um barbeiro. Isso mesmo, aquele inseto transmissor da doença de Chagas. “Não é a picada que transmite a doença. O protozoário está nas fezes do barbeiro”, ele explica.

Eis o truque: o médico não deixou que o bicho defecasse no braço dele. Mesmo assim, cruz credo!

“As picadas são desagradáveis, admito, mas para mim é o emprego perfeito, porque amo viajar, sou fascinado por insetos e ainda por cima sou pago pra fazer isso”, disse o doutor Mike.

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