terça-feira, 28 de julho de 2009

Carro de R$ 500 mil leva Romário de volta à delegacia



Baixinho teria sido obrigado a dar o carro para cobrir o prejuízo que um conhecido teve no esquema chamado de 'pirâmide'.

Conheça agora uma peça cara e importante nas investigações que levaram, à polícia, o herói do tetra.

Um carro que já foi um dos mais desejados do mundo. Um golpe para tirar dinheiro de gente rica. Esses são elementos obscuros de uma história misteriosa que circulou de boca em boca nas últimas semanas no Rio de Janeiro e que levou Romário de volta a uma delegacia.

Os investigadores queriam ouvir do próprio Romário se era verdade que ele teria sido obrigado a dar um supercarro para cobrir o prejuízo que um conhecido teve no esquema chamado de “Pirâmide”, em que os participantes são seduzidos por um golpista a entregar grandes somas de dinheiro com a promessa de lucros de até 30% em um mês.


Acompanhado por dois advogados, Romário disse que não sabia de nada. “Eu não consigo entender o porquê e de onde saiu tudo isso”, disse o ex-jogador.

Romário disse também que nunca deu o carro para ninguém. “Eu vendi o carro para uma concessionária. Agora, se de lá foi para outro lugar, isso não é problema meu”, afirmou.

Durante os quase dois anos e meio que Romário ficou com o carro, nunca pôs o veículo em seu nome. Só fez o registro em janeiro deste ano, no nome da mulher dele. Romário disse à polícia que era um presente para a esposa, mas em seguida vendeu o carro.

O que chamou a atenção da polícia foi o valor da venda: R$ 170 mil. Foi o que Romário recebeu pelo carro imponente que virou ponto turístico na Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro.

“É o carro do Romário”, diz um rapaz.

Só o jogo de rodas cromadas aro 28 custa mais de R$ 100 mil. O motor é potente. Dentro do veículo, um luxo só: no banco de trás, telas de DVD para os passageiros. Na frente, sistema de navegação e controles do rádio, tudo com acionamento na tela. O teto solar é automático. O carro também possui uma câmera escondida no retrovisor, que aparece quando a ré é engatada.

A produção do Fantástico deu uma volta no carro de Romário. Não há como não chamar a atenção. O que acontece quando você passa com o carro? O Rio para.

O motorista da agência de automóveis onde o carro está à venda dirige com o maior cuidado. Logo se descobre por que: o Hummer vale muito mais do que os R$ 170 mil que Romário disse ter recebido por ele. Esse carro vale meio milhão de reais.

“Como ele disse que recebeu pelo carro é muito inferior ao valor do automóvel, acendeu o sinal amarelo. Temos que checar o motivo do subfaturamento do carro”, afirmou o delegado Robson da Costa Ferreira que investiga o caso.

Depois do passeio no Hummer que já foi de Romário, o carro volta para a calçada, onde está desde o início do ano à espera de um novo proprietário.

Já nos Estados Unidos, o carro que foi símbolo de uma era com sua aparência de mau, já perdeu muito de seu glamour. Com uma cara de malvado, o grandalhão dos grandalhões parece pronto para a guerra. O carro oferece muito conforto e é altamente sedutor.

A primeira versão nasceu nos anos 1980 e ganhou fama pela imponência. Virou personagem de muitos filmes. Mas agora a linha Hummer está quase desaparecendo.

Moda mesmo foi nos anos 1990. Arnold Schwarzenegger desfilava com quatro exemplares pelas ruas da Califórnia e sem querer acabou virando garoto-propaganda. As vendas dispararam. Surgiram novos modelos, e o carro do Exterminador virou símbolo da era Bush.

Isso nunca foi elogio: Bush e o Hummer ganharam fama de poluidores e viraram sinônimos de despreocupação com o meio-ambiente. Para ficar ainda mais parecidos, o presidente e o carro eram uma triste lembrança militar.

Os Humvees, usados no Iraque e no Afeganistão, foram a inspiração para o desenvolvimento do Hummer. Até recentemente, os americanos ainda podiam bancar carros beberrões, como o Hummer-2 de Romário, que faz em torno de quatro quilômetros por litro de gasolina. Mas o petróleo subiu muito de preço, as vendas caíram vertiginosamente e o fabricante decidiu se desfazer da marca.

Agora existe também uma versão ainda mais luxuosa. É a limusine Hummer, com lugar para 28 pessoas. Tem enormes sofás de couro e televisão de 37 polegadas. É tão grande que tem gente que aluga para fazer festas em Nova York. Tem até uma sala vip dentro do carro. Longe das crises, com jeitão de boate, a megalimusine é a sensação dos turistas em Nova York.

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