quarta-feira, 15 de julho de 2009

Calvino também faz parte da história da IECLB

Porto Alegre - Devedora do legado de Calvino, a Igreja Evangélica de Confissão Luterana no (IECLB) congratula-se com as igrejas presbiterianas e reformadas pela passagem dos 500 anos do nascimento do reformador João Calvino.
A IECLB reconhece a data como parte significativa de sua própria história, uma vez que ela tem origem na vinda de imigrantes evangélicos alemães, suíços, austríacos, dentre eles não apenas luteranos, mas também reformados calvinistas, zwinglianos, unidos, luteranos e calvinistas.
“Se a IECLB, ao longo de sua história, se definiu mais e mais como sendo de confissão luterana, nunca o fez em antagonismo a Calvino ou à tradição reformada. Ao contrário, entende que as duas tradições se sabem irmanadas na fé em Cristo e na proclamação do evangelho da graça de Deus, pelo qual o ser humano, através da fé, é justificado”, destaca na o pastor presidente da IECLB, Walter Altmann.
Calvino era 26 anos mais jovem do que Martim Lutero. Os dois não se conheceram pessoalmente, mas Calvino interagiu intensamente com um colaborador do reformador alemão, Felipe Melanchton. Em 1533 e 1534, Calvino aderiu ao movimento da Reforma iniciado por Lutero.
Num breve histórico da trajetória do pregador francês que liderou a Reforma e o processo de organização da igreja reformada e da sociedade em Genebra, Altmann assinala que Calvino contribuiu para o desenvolvimento da modernidade, e sua visão da sociedade e da organização política contribuiu para o desenvolvimento da democracia.
Ao longo da vida, Calvino trabalhou, em diferentes versões e cada vez mais detalhadas, da obra máxima, as “Institutas da Religião Cristã”, com a primeira edição surgida em 1536 e a última, então já transformada num tratado dogmático, em 1559.
“Trata-se de uma súmula da fé cristã, um dos escritos teológicos mais relevantes de toda a cristandade”, aponta o pastor presidente da IECLB.
Altmann lembra que nas Institutas Calvino rejeita, “à semelhança de Lutero, a ‘justiça das obras’, para apegar-se à ‘justiça de Cristo’, apreendida pela fé, pela qual o ser humano pecador aparece à vista de Deus como um ser humano justo”.

FONTE: ALC/NC

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