segunda-feira, 20 de julho de 2009

Brasileiros não acreditam, 40 anos depois, que o homem foi à Lua



Os incrédulos dizem que tudo foi uma montagem.
Alguns passam a dúvida de geração em geração.

Na Lua, um grande salto para a humanidade. Mas ainda há uma enorme desconfiança, que resiste ao tempo.

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“É mentira”, diz uma mulher.

Essa é também a teoria do agricultor José Andreazi, de 67 anos. Ele passou aquele dia histórico grudado no rádio: “Pensava que eles queriam ser mais que Deus”, lembra. Anos depois, viu pela TV as imagens da Apollo 11. Mas nunca colocou fé na conquista: “Eles subiram, mas parar e descer na Lua, não sei se é verdade”, desconfia.

O roupeiro Osni dos Santos, de Londrina, já virou figura folclórica no assunto. Para o roupeiro de 50 anos, foi tudo uma grande farsa, filmada em estúdios de Hollywood: “Só pode ser montagem. Em filme, você vai para Marte, para todo lado, passa para outra dimensão. Por que não voltaram até hoje, 40 anos depois?”, questiona. No desfile de teorias conspiratórias, sobrou até para a Apollo 11: “Parece uma alegoria de carnaval, cheia de ponta para todo lado. Como vai chegar com um negócio desses até a Lua?”, diz o roupeiro.

É uma descrença que passa de geração para geração. É exatamente isso que Osni ensina para as filhas: “Digo que o homem não foi à Lua. Não adianta escutar professores. A menor acredita em mim, porque não leu tudo. As maiores discordam. Mas eu insisto em dizer que não foi”, conta Osni.

No Maranhão, mais histórias curiosas
Alcântara fica em uma península a 2º da linha do Equador. Uma posição estratégica para o Brasil na corrida espacial. Os foguetes são lançados com uma economia de até 20% no consumo de combustível. Por causa disso, o Centro Aeroespacial de Alcântara tem a missão de colocar um satélite em órbita. Mas tanto avanço não convence os vizinhos da tecnologia. Há quem duvide até mesmo que o homem foi á Lua.

"Como é que você vai entrar na Lua se ela é redonda e ela não tem porta?", questiona Raimundo Vieira.

Naquele 20 de julho de 1969, quando o homem tocou pela primeira vez o solo lunar, a agricultora Maria José Vieira tinha só 7 anos. Jamais soube da conquista histórica. Até hoje, a Lua - para ela - é uma morada sagrada: “São Jorge fica lá, com aquela espada. Mas o homem, para a Lua, nunca vai".

A Lua por aqui tem outra função. "Já que à noite não tem sol, a lua serve como uma lâmpada", explica a estudante Carla Petrus. A Lua que ilumina as ruínas históricas também desafia a imaginação nas noites de Alcântara. "Por que o homem nunca foi ao Sol?”, pergunta o servidor público José de Ribamar Ribeiro.

Em Aracaju, desconfiança
Entre o céu e a Terra há muitos mistérios difíceis de serem desvendados. Testemunhas da história, uma turma de mais de 60 anos se divide quanto à veracidade do que aconteceu há 40 anos.

Homem na Lua: verdade?

"Muita gente não acredita, eu acredito porque eu vi", diz o aposentado Valmir Guerra.

Ou mito?

"Eu vi pela televisão, ouvi pelo rádio, mas não acredito”, desconfia o aposentado José Nildo de Oliveira.

Essa não é uma dúvida que paira somente entre os mais antigos.

"Até ficaram pela órbita, porque foi lançado o foguete, mas descer lá, não, porque todas as fotos têm vestígios de falhas”, aponta Edson dos Santos Silva.

Efeitos do cinema, fotos forjadas - cada um tem uma justificativa para duvidar.

"Enganaram o povo, o homem não foi à Lua e nunca vai”, garante a aposentado Ildo Tompson Dantas.

Verdade ou não, o certo é que a Lua continua a brilhar nas belas noites da Terra. Sempre solitária, majestosa, inspiradora e, bem do jeito dela, não está nem aí para essa polêmica.

G1

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